Participe da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Esta é uma pequena fatia da aula “Por que a abordagem de Jung não é compatível com a Psicanálise?” que já está disponível no módulo AULAS TEMÁTICAS – TEMAS VARIADOS da CONFRARIA ANALÍTICA.
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– Lucas, por que vocês não estudam Jung na Confraria Analítica?
(Para quem não sabe, a Confraria é minha escola de formação teórica em Psicanálise.)
Eu sempre respondo que o motivo é simples: Jung não faz parte do campo psicanalítico.
Provavelmente, a pessoa que fez a pergunta recebe esta resposta com estranheza porque há muitos supostos psicanalistas por aí dizendo que ensinam Jung.
Gente, vamos deixar uma coisa bem clara:
Há muitos aventureiros se apropriando indevidamente da palavra “Psicanálise” porque ela goza de muito prestígio aqui no Brasil.
As críticas toscas do pessoal da PBE (Prática Baseada em Evidências) não fazem nem cosquinha nesse imenso prestígio.
Então, alguns desses falsos psicanalistas inventaram a fake news de que as ideias de Jung fazem parte da Psicanálise.
Não fazem.
Jung se afastou do movimento psicanalítico por volta de 1912, quando publicou o fatídico livro “Metamorfoses e Símbolos da Libido”.
A partir dessa obra, ele começou a defender concepções que representavam um verdadeiro retrocesso em relação às descobertas da Psicanálise.
Jung propunha, por exemplo, que a libido seria uma força vital genérica e não uma energia psíquica de natureza especificamente sexual.
Daí pra frente, foi só pra trás:
Ele passou a acreditar que todo ser humano estaria destinado a trilhar uma espécie de jornada espiritual de autodesenvolvimento, o tal “processo de individuação”.
A função da terapia seria ajudar o sujeito a voltar para os trilhos desse processo a fim de alcançar a meta de se tornar um ser inteiro, integrado, completo…
Gente, sério, isso tem alguma coisa a ver com a Psicanálise?
É óbvio que não!
Não há nada mais distante dos objetivos da terapia psicanalítica do que um ideal de completude.
Portanto, não, a Psicologia Analítica de Jung não faz parte do campo psicanalítico.
Mas eu quero demonstrar isso para você de uma forma ainda mais clara.
Por isso, acabei de publicar na Confraria a aula “Por que a abordagem de Jung não faz parte da Psicanálise?”. Ela está no módulo AULAS TEMÁTICAS – TEMAS VARIADOS.
Nessa aula, eu analiso um caso clínico do próprio Jung e mostro como sua proposta terapêutica não é apenas diferente da psicanalítica.
É o exato OPOSTO.
Depois dessa aula, você nunca mais vai confundir Jung com Psicanálise.
Ao se tornar membro da Confraria, você terá acesso não só a ela, mas a mais de 500 horas de conteúdo sobre teoria psicanalítica.
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Nós geralmente temos um olhar bastante pejorativo sobre o sadismo.
Via de regra, quando qualificamos uma pessoa como sádica, estamos acusando-a de ser cruel e insensível.
E ao fazer isso, assumimos tacitamente que o sadismo seria um atributo presente apenas em ALGUMAS pessoas, não em todas.
Mas será que é assim mesmo?
Será que apenas uma parcela dos indivíduos sente prazer com a dor alheia?
A experiência mostra que não.
Eu duvido muito, por exemplo, que você nunca tenha rido de alguém que cometeu um erro ou vivenciou algum revés.
Muitas cenas de filmes de comédia são construídas justamente em torno de personagens que sofrem quedas, tropeços ou são ridicularizados.
Mas me parece que não há espaço onde o sadismo nosso de cada dia se manifeste de forma mais explícita do que nos esportes, especialmente no futebol.
Todo bom cruzeirense, como eu, vibra não só com as (incontáveis) conquistas do seu time, mas também com os (inúmeros) fracassos do Atlético, seu maior rival.
Em 2006, nos jogos entre as duas equipes, nossa torcida entoava, a plenos pulmões, o seguinte cântico:
“Ei, você aí, 2003 eu vi [o Cruzeiro ser campeão brasileiro], 2005 eu ri [com a ida do Atlético para a Série B]”.
Às vezes, é mais gostoso ver o Galo tomando uma goleada do que assistir à Raposa obtendo uma vitória protocolar contra um time pequeno qualquer.
Evidentemente, o mesmo acontece do lado dos torcedores alvinegros:
No Brasileirão de 2019, por exemplo, o Atlético ficou apenas na 13ª colocação, mas sua torcida explodiu em felicidade com o rebaixamento do Cruzeiro.
Ora, em todas essas situações, assistimos a manifestações indiscutivelmente sádicas: a satisfação de um grupo está sendo causada pelo sofrimento do outro.
Isso mostra que todos nós temos uma inclinação natural para o sadismo.
Reconhecê-la é o primeiro passo para não deixá-la se transformar em violência.
Quando temos consciência de nosso sadismo, podemos rir, torcer e até jogar com ele, sem machucar ninguém de verdade.
Portanto, o problema não é ter prazer com a dor do outro, mas fingir que não temos.
Quando assumimos esse lado, ganhamos a chance de transformá-lo em algo criativo, e não destrutivo.
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Esta é uma pequena fatia da aula “Manejando momentos psicóticos em pacientes neuróticos” que já está disponível no módulo AULAS TEMÁTICAS – TEMAS VARIADOS da CONFRARIA ANALÍTICA.
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Já fazia tempo que Letícia não se sentia daquela forma: desejada.
Rafael, o novo estagiário, não dissera nada explicitamente, mas o interesse dele ficava escancarado em seus olhares e na forma como se dirigia a ela.
Ávida consumidora de doramas, a moça começou a fantasiar um envolvimento com o rapaz, ao mesmo tempo em que se sentia muito culpada por fazer isso.
O casamento de onze anos com Davi era relativamente harmônico, sem muitas brigas, mas havia entrado naquele platô afetivo, típico de relações de longo prazo.
Com o passar do tempo, uma tensão sexual começou a surgir na relação entre Letícia e Rafael.
Ela não conseguia disfarçar que estava gostando da experiência de se sentir desejada.
Débora, uma colega também casada, percebeu e decidiu provocar:
— Esse Rafael é um gatinho, né, amiga?
Surpresa, Letícia ficou com medo de que a colega tivesse notado o clima e, ruborizada, a repreendeu de forma ríspida:
— Que absurdo, Débora! Nós somos casadas. Sossega o facho!
Letícia foi criada em um ambiente extremamente rigoroso do ponto de vista moral. Por isso, a situação com Rafael era vivida com muita ambivalência:
O prazer de se sentir desejada vinha sempre acompanhado de um fortíssimo sentimento de culpa e ideias autodepreciativas:
“Eu sou uma vagabunda”, era o que pensava muitas vezes ao chegar em casa.
Um belo dia, no fim do expediente, Rafael se aproximou para se despedir como de costume.
— Tchau, Letícia — disse ele, inclinando-se para lhe dar um beijo no rosto.
No entanto, no último instante, Rafael desviou sutilmente e se aproximou de sua boca.
O coração de Letícia disparou. Por uma fração de segundo, ela pensou:
“Não posso fazer isso… mas quero!”
Foi nessa hesitação que ela acabou cedendo.
O beijo durou alguns minutos e eles estavam sozinhos no corredor da empresa.
Durante a situação, a moça pensou nas câmeras de segurança e, por um brevíssimo momento, sentiu-se excitada com a possibilidade de estar sendo filmada.
Porém, logo em seguida, ela empurrou Rafael dizendo que aquilo não deveria ter acontecido e saiu correndo em direção aos elevadores.
Aflita, enquanto caminhava apressadamente até seu carro, Letícia foi tomada por uma série de pensamentos catastróficos:
“Com certeza fui filmada!”
“As imagens vão ser divulgadas na internet!”
“O Davi vai ficar sabendo!”
“O Rafael vai começar a me perseguir!”
“Vou perder meu emprego e minha reputação!”
“Meus filhos vão querer ficar longe de mim!”
Durante dias, ela se manteve convicta de que todas essas coisas iriam acontecer a qualquer momento. Por isso, praticamente não dormia.
A moça não conseguia perceber que estava apenas projetando na realidade externa o estrago punitivo que seu severo superego fazia em seu mundo interno.
A culpa que vinha sentindo até então fora trocada por um medo paranoico.
Isso aconteceu porque a parte psicótica de sua personalidade veio à tona já que as defesas neuróticas não foram suficientes para conter a angústia.
Se Letícia estivesse em análise, o que o terapeuta deveria fazer diante dessa crise?
A resposta está na aula “Manejando Momentos Psicóticos em Pacientes Neuróticos”, publicada hoje na CONFRARIA ANALÍTICA.
Essa aula vai te mostrar, passo a passo, como manejar momentos psicóticos em pacientes neuróticos, sem perder o setting e sem romper o vínculo.
A Confraria é a maior e mais acessível escola de teoria psicanalítica do Brasil, com +500 horas de conteúdo e milhares de alunos.
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Esta é uma pequena fatia da aula “André Green e o conceito de borderline” que já está disponível no módulo AULAS TEMÁTICAS – TEMAS VARIADOS da CONFRARIA ANALÍTICA.
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O neurótico está excessivamente instalado na realidade.
Por isso, sua loucura é forçada a se manifestar disfarçadamente na forma de sintomas, inibições e angústias.
Na análise, ele é encorajado a perder o medo dessa loucura, permitindo que ela apareça em seu próprio discurso. É o que chamamos de associação livre.
O psicótico não precisa desse expediente. Pelo contrário!
Ele não tem o menor receio de sua loucura, pois está completamente tomado por ela. É na direção da realidade que precisa caminhar.
Para isso, pode precisar da ajuda de um analista, mas não de uma análise. São coisas diferentes.
Para além desses dois polos (neurose e psicose), temos uma terceira via.
E, não, não estou falando da perversão — essa categoria altamente problemática.
Refiro-me àqueles pacientes que não estão nem lá, nem cá e, ao mesmo tempo, tanto lá quanto cá.
Na falta de um termo melhor, deram-lhes uma alcunha topográfica: borderline.
Encarnando a fronteira que separa a neurose da psicose, eles experimentam os dramas de ambos os campos:
Estão excessivamente instalados na realidade e, ao mesmo tempo, tomados pela loucura.
Para André Green, essa “dupla inscrição” é uma das marcas mais claras da estrutura borderline.
👉 Na aula publicada hoje na CONFRARIA ANALÍTICA, eu explico didaticamente as principais ideias de Green sobre o borderline, à luz de um caso clínico real.
🎥 A aula “André Green e o conceito de borderline” já está disponível no módulo AULAS TEMÁTICAS – TEMAS VARIADOS.
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Ao contrário do que muita gente pensa, Freud não defendia que as pessoas saíssem por aí realizando todos os seus desejos.
— Mas, Lucas, ele não dizia que o adoecimento psíquico era causado justamente pela repressão de certos desejos?
Mais ou menos, mais ou menos…
Em primeiro lugar, Freud descobriu que a repressão é um mecanismo central de um tipo específico de adoecimento (a neurose), não de todos.
Em segundo lugar, reprimir um desejo não significa simplesmente deixar de realizá-lo.
Significa, acima de tudo, fingir para si mesmo que ele não existe, mas continuar alimentando-o inconscientemente.
Quando isso acontece, a pessoa perde o controle consciente sobre o desejo e acaba sendo… controlada por ele sem perceber.
— Por que “sem perceber”, Lucas?
Ora, porque depois de reprimir, o sujeito tranca a porta da sua consciência, forçando o desejo a retornar para sua vida de forma clandestina, disfarçada.
Os sintomas neuróticos (pensamentos intrusivos, medos exagerados, dores inexplicáveis etc.) são alguns dos disfarces utilizados pelo desejo reprimido.
— Mas por que o desejo retorna?
Porque, como eu disse antes, ele continua sendo alimentado no inconsciente, pois uma parte da pessoa quer muito realizá-lo.
A repressão é só uma forma que ela encontra de continuar fantasiando com o desejo longe do olhar vigilante da sua consciência moral.
— Uai, Lucas, mas então a saída não seria a pessoa parar de hipocrisia e realizar logo esse desejo?
De novo: mais ou menos…
Sim, o sujeito precisa “parar de hipocrisia”, ou seja, ter a coragem de desfazer a repressão e encarar o desejo de frente, conscientemente.
Esta é uma tarefa difícil, que exige tempo e amadurecimento. A psicanálise é justamente um método para ajudar a pessoa a fazer isso.
Contudo, parar de reprimir não significa obrigatoriamente colocar o desejo em prática. Isso pode até acontecer, mas não é necessário.
A luz da consciência pode, inclusive, enfraquecer o desejo, tornando-o menos atraente, de modo que o sujeito simplesmente renuncia a ele com tranquilidade.
Uma terceira saída é o que Freud chamava de sublimação:
A pessoa pode canalizar o desejo para atividades produtivas, criativas, religiosas, esportivas etc. e, dessa forma, neutralizar o conflito entre ele e sua consciência moral.
Portanto, o que adoece não é a falta de realização de certos desejos, mas a vã tentativa de jogá-los para debaixo do tapete e alimentá-los secretamente…
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Esta é uma pequena fatia da aula “LENDO FREUD 26 – Freud e os três tipos de masoquismo” que já está disponível no módulo AULAS TEMÁTICAS – FREUD da CONFRARIA ANALÍTICA.
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