Como trabalhar com pacientes borderline?

Clarice (nome fictício) é uma típica paciente borderline.

Com uma história marcada por traumas e pela ausência de um ambiente familiar suficientemente bom, a jovem tem muita dificuldade para verbalizar suas dores.

Em vez da palavra, ela faz uso do ATO para expressar seu sofrimento: se machuca, tenta se retirar da existência e se comporta como um bebê diante de seu analista.

Por falar em analista, ele anda muito incomodado com a quantidade de mensagens que Clarice lhe envia e com as cobranças da jovem por respostas.

“Como lidar com isso?”, pergunta-se o terapeuta. “Devo adotar uma atitude mais fria ou mais afetuosa?”.

De fato, a clínica com pacientes borderline não é fácil.

Ela apresenta uma série de desafios, sobretudo em relação ao manejo da contratransferência.

Clarice está sendo atendida por um de meus alunos e o caso dela foi comentado por mim na AULA ESPECIAL publicada hoje na CONFRARIA ANALÍTICA.

Além de compreender alguns dos princípios básicos para o tratamento de pacientes borderline, quem assistir a essa aula também vai aprender a:

– Identificar os sinais clínicos que nos permitem estabelecer a hipótese diagnóstica de transtorno de personalidade borderline;

– Diferenciar um quadro clínico borderline de uma configuração histérica.

O título da aula é “ESTUDOS DE CASOS 16 – Clarice: os desafios da clínica com pacientes borderline” e ela já está disponível no módulo ESTUDOS DE CASOS.


Participe da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Entenda-se: 50 lições de um psicanalista sobre saúde mental”

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

➤ Adquira o pacote com os 3 e-books.

Seu adoecimento vem de dentro ou de fora?

Muitas vezes nós desenvolvemos um transtorno emocional basicamente por conta de certos processos psíquicos conscientes e inconscientes.

Nesses casos, fatores externos atuam apenas como “gatilhos”, como se diz hoje em dia.

Fernanda, por exemplo, entrou em depressão após o término de um namoro.

Em terapia, a moça verificou que, apesar de ter sido amigável, o rompimento acabou desencadeando alguns conflitos inconscientes e lhe trouxe à mente determinadas memórias muito dolorosas.

Portanto, foram esses processos INTERNOS (e não o término do namoro) que a levaram ao quadro depressivo.

Em outras palavras, o adoecimento de Fernanda veio “de dentro”, embora tenha sido DESPERTADO por algo que se passou “do lado de fora”.

Há, porém, outras enfermidades psíquicas que são causadas principalmente por fatores EXTERNOS.

Veja o caso de Teresa, por exemplo:

Essa moça nunca teve problemas com ansiedade.

Tal cenário mudou radicalmente depois que ela começou a trabalhar em uma multinacional, logo depois de ter se formado em Administração.

Por mais que se esforçasse, frequentemente deixando de almoçar e fazendo horas extras, Teresa nunca conseguia cumprir todas as tarefas que sua chefe lhe delegava.

Aos poucos, aquela moça que era admirada por sua serenidade acabou se tornando extremamente irritadiça e impaciente, sobretudo com o irmão e os pais, com os quais morava.

Certo dia, quando estava a caminho do metrô, indo para o trabalho, Teresa teve a primeira de várias crises de pânico e começou a chorar compulsivamente no meio da rua.

Fazendo terapia, ela entendeu que não poderia mais continuar vivendo naquele ritmo e decidiu falar com a chefe sobre o que estava vivenciando.

A superior disse-lhe que o mundo corporativo era aquela “loucura” mesmo e que Teresa tinha que se adaptar. A moça, então, achou melhor se demitir, priorizando sua saúde mental.

Na terapia, ela percebeu que certos fatores internos contribuíram para que se mantivesse no emprego mesmo sofrendo tanta pressão.

Contudo, é inegável que as crises de pânico que acometeram essa jovem dificilmente teriam ocorrido se ela não tivesse a exposta a condições tão insalubres de trabalho.


Participe da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Entenda-se: 50 lições de um psicanalista sobre saúde mental”

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

➤ Adquira o pacote com os 3 e-books.

Gozo: uma tendência a ir além da conta

Aquele era o sétimo pedaço de pizza que Renato colocava em seu prato.

O rapaz já estava mais do que saciado, mas sentia uma vontade inexplicável de continuar comendo.

Não era pelo prazer proporcionado pelo sabor da pizza. Na verdade, ele já estava até enjoado daquele gosto de molho de tomate, queijo e orégano.

Apesar disso, Renato devorou não só o sétimo, mas também o oitavo pedaço.

Era como se ele PRECISASSE comer a pizza toda, mesmo correndo o risco de passar mal — o que, de fato, veio a acontecer.

“Eu não tenho limite”, era o que o rapaz dizia reiteradamente para sua terapeuta.

Agora falemos de Luciana.

Trata-se de uma médica de 35 anos que namora Bruno há cerca de três anos.

Desde o início, o relacionamento entre os dois é marcado por muita turbulência.

Ambos são ciumentos e, por isso, estão sempre brigando. Às vezes, de forma bastante violenta.

Luciana já chegou a fazer arranhões profundos no carro de Bruno depois de ver que ele havia seguido uma colega de trabalho no Instagram.

O rapaz, por sua vez, já deixou a namorada trancada no quarto do casal a fim de que ela não fosse a um churrasco na casa de uma prima.

Vários amigos já disseram a Luciana que ela deveria sair desse relacionamento tóxico antes que acontecesse uma tragédia.

A moça concorda e sabe que essa é a decisão mais prudente a ser tomada. Porém, simplesmente não consegue terminar o namoro.

Por conta das inúmeras brigas, o relacionamento acabou se desgastando muito.

Eles nem conversam direito e Luciana sequer se lembra qual foi a última vez que fizeram amor.

“Eu não consigo entender por que permaneço numa relação que só me faz mal”, é o que a médica disse para seu analista quando começou a fazer terapia.

Renato e Luciana têm algo em comum: ambos estão dominados por aquilo que o psicanalista francês Jacques Lacan chamou de gozo.

Na AULA ESPECIAL publicada nesta sexta-feira na CONFRARIA ANALÍTICA eu explico esse conceito de forma simples, clara e didática.

O título da aula é “CONCEITOS BÁSICOS 22 – Gozo” e ela já está disponível no módulo AULAS ESPECIAIS – CONCEITOS BÁSICOS.


Participe da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Entenda-se: 50 lições de um psicanalista sobre saúde mental”

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

➤ Adquira o pacote com os 3 e-books.

Ansiedade excessiva e desproporcional: o que fazer?

Ansiedade é uma emoção que nos acomete sempre que acreditamos estar prestes a entrar em contato com alguma coisa perigosa.

É por isso que Marcos se sente ansioso antes de encontrar-se com Cláudia, a moça com quem ele vem conversando desde que se conheceram em um aplicativo de paquera.

Qual é a coisa perigosa que o rapaz acredita que pode acontecer?

Digamos que seja a rejeição.

Como qualquer pessoa, Marcos tem medo de frustrar as expectativas de Cláudia e acabar sendo rejeitado por ela.

A moça também tem medo de não ser do agrado do rapaz. É por isso que também está ansiosa para esse primeiro encontro.

Tanto Marcos quanto Cláudia estão experimentando uma ansiedade normal, realista. De fato, a rejeição pode acontecer e nenhum dos dois quer passar por ela.

Mas vamos supor que Marcos, por exemplo, se sentisse tão ansioso que não conseguisse sequer ir até o encontro e acabasse dando uma desculpa para Cláudia:

— Puxa, linda, infelizmente vou ter que desmarcar. Surgiu um imprevisto: vou ter que levar minha avó ao jiu-jitsu.

Ora, nesse caso, não estamos mais diante de uma ansiedade normal, compreensível, fundamentada na realidade.

O caráter excessivo e paralisante do estado ansioso de Marcos é o sinal inequívoco de que ele está vivenciando uma ansiedade NEURÓTICA.

Isso significa que o rapaz não está com medo somente de uma possível rejeição, mas de outras coisas que podem estar direta ou indiretamente ASSOCIADAS a ela.

Ele pode ter medo, por exemplo, da imagem que veria de si mesmo no espelho da alma, caso fosse rejeitado por Cláudia.

“Você é muito fresco. Mulher não gosta de homem assim, não, viu?”.

Essa fala infeliz do pai, dita quando Marcos tinha dez anos, ainda ecoa na cabeça do rapaz.

Uma rejeição de Cláudia, portanto, seria vista por ele como uma confirmação da “profecia” paterna.

Esse é apenas um exemplo fictício que estou utilizando para mostrar a você que a ansiedade excessiva, desproporcional, neurótica pode ter raízes muito profundas.

Quem não topa o desafio de investigá-las fazendo terapia pode estar se condenando a viver dopado de medicamentos pelo resto da vida.

O que você prefere?


Participe da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Entenda-se: 50 lições de um psicanalista sobre saúde mental”

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

➤ Adquira o pacote com os 3 e-books.

Quando a Psicanálise clássica não é o melhor caminho

Naquele dia, Isadora estava aflita.

Era a oitava vez que atenderia Marcelo e ela sentia que a terapia não havia progredido absolutamente nada.

O paciente simplesmente não fazia aquilo que ela aprendera nas aulas de Psicanálise que todo analisando faz: a tal da associação livre.

Ele apenas narrava tudo o que lhe acontecera ao longo da semana e, logo depois, se limitava a responder as poucas perguntas de Isadora.

Mantendo uma postura silenciosa e reservada, a jovem estagiária de Psicologia de vez em quando fazia algumas pontuações, mas Marcelo nunca saía da superfície.

O professor que supervisionava Isadora sugeriu que ela pedisse ao paciente para relatar sonhos.

Não funcionou.

Marcelo disse que raramente sonhava e contou apenas o fragmento de um sonho recente, em relação ao qual não produziu uma associação sequer.

A estagiária tinha a impressão de que o analisando era vazio por dentro. A apatia do rapaz e a monotonia de seu discurso a deixavam entediada e com sono.

O supervisor disse que provavelmente se tratava de um paciente obsessivo e, por isso, recomendou que ela começasse a cortar as sessões abruptamente.

— Isso vai surpreendê-lo e provocar uma mudança no discurso. — explicou o professor.

Nada mudou. O paciente permaneceu do mesmo jeito: apático, robótico, narrando os acontecimentos de sua semana como uma espécie de repórter de si mesmo.

Isadora se sentia incompetente e começou a achar que o problema era sua suposta falta de jeito para a Psicanálise: “Essa abordagem não é para mim”, pensava.

Não, Isadora, o problema não era esse.

O problema é que tanto você quanto seu supervisor cometeram um erro de diagnóstico: Marcelo não era um paciente neurótico típico.

Era um NÃO NEURÓTICO.

Por isso, a Psicanálise clássica, em que se supõe que o sujeito tenha a capacidade de fazer associação livre, não funcionou com ele.

— Então, como Isadora poderia ter agido, Lucas? Que outro modo de fazer Psicanálise seria adequado para o tratamento desse paciente?

A resposta está na AULA ESPECIAL “Manejo clínico de pacientes não neuróticos”, publicada hoje (sexta) na CONFRARIA ANALÍTICA.


Participe da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Entenda-se: 50 lições de um psicanalista sobre saúde mental”

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

➤ Adquira o pacote com os 3 e-books.

“Como vou me amar, se ninguém me ensinou a fazer isso?”: a depressão narcísica

Na semana passada eu propus uma classificação dos quadros depressivos em dois tipos: a depressão neurótica e a depressão narcísica.

Expliquei que a depressão neurótica decorre do recalque de impulsos agressivos que, por conta disso, acabam tomando o próprio sujeito como objeto de satisfação.

Agora quero falar da depressão narcísica.

Primeiramente: por que NARCÍSICA?

Porque trata-se de um quadro depressivo causado por uma FALHA na instalação do narcisismo normal e saudável que toda pessoa precisa ter.

Narcisismo significa amor pelo próprio Eu. A palavra vem de Narciso, personagem da mitologia grega que se apaixonou pela própria imagem.

Todos nós precisamos de uma boa dose de amor pelo próprio Eu.

Mas esse amor não vem de fábrica. Ele precisa ser INSTALADO em nós na infância. E isso depende diretamente do comportamento dos nossos pais.

Eles precisam amar o nosso Eu ANTES de nós mesmos — a fim de nos “convencer”, por assim dizer, que esse Eu MERECE ser amado.

Ora, algumas pessoas infelizmente não têm essa sorte.

Elas não foram tratadas como “sua majestade o bebê”, como diz Freud, e, por isso, não “aprenderam” a amar o próprio Eu.

Resultado: passam a vida inteira com aquela sensação difusa de que não têm muito valor, de que não fazem a menor diferença no mundo, de que são descartáveis…

Assim, a depressão dessas pessoas é marcada não pela culpa, mas pela APATIA, pela falta de disposição para viver, por uma sensação de “tanto faz”…

Perceba: esse tipo de depressão é narcísica não por conta de um excesso de narcisismo, mas pela FALTA dele.

O deprimido narcísico pode se parecer em muitos aspectos com o deprimido neurótico.

Ambos podem ser desanimados, desleixados com a própria imagem, não ter muito autocuidado e nem muitos desejos, ambições e projetos.

Porém, no caso da depressão narcísica, esses sintomas não são a expressão de um movimento autodestrutivo que indica o retorno da agressividade reprimida.

Não!

O deprimido narcísico não fica deprimido porque quer se destruir, mas porque lhe faltam os alicerces necessários para se CONSTRUIR.


Participe da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Entenda-se: 50 lições de um psicanalista sobre saúde mental”

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

➤ Adquira o pacote com os 3 e-books.

É muito difícil ser amiga de Luana!

Luana, uma professora de 27 anos, tem muita dificuldade para manter amizades. Este é um dos motivos pelos quais a jovem vive se queixando de solidão.

Em sua última sessão de terapia, ela disse o seguinte:

— O problema, Paula, é que hoje em dia não existem amigos de verdade. Não dá para contar com ninguém.

Paula, sua psicanalista, ficou em silêncio a fim de estimular a paciente a continuar falando.

Luana, então, narrou um episódio recente em que mandou uma mensagem para Betânia, uma amiga da época de colégio.

Na mensagem, a professora pedia para ter uma conversa por telefone com a moça sobre os problemas que vinha tendo com o namorado.

Betânia só respondeu à mensagem no fim do dia seguinte, perguntando se poderiam conversar no domingo, pois, durante a semana, estava “na correria”.

Luana sentiu-se profundamente decepcionada com a amiga e, magoada, decidiu bloqueá-la do WhatsApp.

— Tá vendo, Paula? É disso que estou falando. Se fosse ela me pedindo para conversar, eu ligaria na mesma hora! Isso é ser amiga de verdade!

Ao ouvir essas palavras, a analista tinha a sensação de estar assistindo a um filme repetido.

Com efeito, já havia escutado a paciente narrar diversas situações semelhantes, nas quais se sentira dolorosamente frustrada e ressentida em suas amizades.

Mas por que será que Luana tinha expectativas tão idealizadas sobre as amigas?

Por que a professora decidiu romper a amizade com Betânia simplesmente porque a moça não atendeu sua demanda imediatamente?

Melanie Klein nos ajuda a responder essas questões num trecho de sua clássica obra “Amor, culpa e reparação” em que fala sobre o tema da amizade na vida adulta.

Eu comentei linha a linha esse trecho na AULA ESPECIAL publicada hoje na CONFRARIA ANALÍTICA.

O título da aula é “LENDO KLEIN 08 – Uma visão kleiniana da amizade” e ela já está disponível no módulo AULAS ESPECIAIS – KLEIN.


Participe da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Entenda-se: 50 lições de um psicanalista sobre saúde mental”

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

➤ Adquira o pacote com os 3 e-books.

“Se não posso odiar o outro, odiarei a mim mesmo.”: a depressão neurótica

Existem dois tipos básicos de depressão.

Um deles se caracteriza pelo EXCESSO (a depressão neurótica) e o outro pela FALTA (a depressão narcísica).

No primeiro, encontramos um excesso… de ÓDIO.

Sim, há muitas pessoas que se deprimem porque ODEIAM DEMAIS certas figuras de sua história.

Aí você me pergunta:

— Mas, Lucas, como assim? Quando eu olho para uma pessoa deprimida, só vejo tristeza e desânimo. Onde é que está esse ódio?

Justamente na tristeza e no desânimo, uai!

Na depressão neurótica, o sujeito adoece porque não dá conta de suportar a consciência de que tem tanto ódio dentro de si.

E por que não dá conta?

Pode ser que essa pessoa teve uma criação muito repressora, que a levou a avaliar o ódio como algo essencialmente ruim e perigoso, que precisa ser recalcado.

Pode ser também que, paradoxalmente, ela ame muito as figuras que odeia e, querendo proteger esse amor, acabe reprimindo sua hostilidade.

Seja qual for o motivo, ao não encontrar espaço na consciência, o ódio pelo outro pode se transformar em ódio POR SI MESMO.

É como se o sujeito oferecesse o próprio Eu como objeto de satisfação para os impulsos hostis que originalmente estavam direcionados a outras pessoas.

O excesso de tristeza, desânimo e, principalmente, culpa que caracteriza a depressão neurótica é a expressão visível de um processo interno de AUTO-AGRESSÃO.

Se não posso odiar o outro porque o amo e/ou porque não me permito sentir ódio, odiarei a mim mesmo — esse é o raciocínio inconsciente do deprimido neurótico.

Em casos mais graves, o sujeito pode chegar a tentar tirar a própria vida, devido à fraqueza do seu Eu, que não consegue suportar sequer o ódio por si mesmo.

O tratamento da depressão neurótica deve ter dois objetivos complementares:

(1) Analisar e desfazer as resistências que impedem a pessoa de fazer contato com o ódio reprimido a fim de tornar o Eu permeável a essa experiência emocional.

(2) Fortalecer o Eu do paciente a fim de capacitá-lo a suportar a consciência do ódio e encontrar recursos psíquicos mais saudáveis e maduros para lidar com esse afeto.

Sobre a depressão narcísica, o segundo tipo que mencionei no início, falarei num próximo texto.


Participe da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Entenda-se: 50 lições de um psicanalista sobre saúde mental”

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

➤ Adquira o pacote com os 3 e-books.

Por que repetimos ciclos de sofrimento? O caso de Bruna

Bruna começou a fazer análise dizendo ser viciada em se tocar enquanto assiste a conteúdos adultos.

Mas esse não é o único meio que a jovem encontra para obter um prazer rápido e aliviar a constante sensação de vazio que a perturba desde a infância.

Bruna diz que também tenta preencher esse vazio emocional com comida e bebida.

Incapaz de ficar sozinha, a moça acaba se tornando obcecada por algumas pessoas e permanece em relacionamentos, mesmo depois de se tornarem tóxicos.

Após um longo e conturbado namoro, Bruna passou a se relacionar casualmente com várias pessoas diferentes, homens e mulheres.

Insegurança, culpa e baixa autoestima são três experiências emocionais que a jovem vivencia cotidianamente.

O que estaria na origem desse quadro clínico?

Seriam os episódios traumáticos que ela viveu na infância?

Qual é a função psíquica exercida por cada um dos problemas apresentados por Bruna?

E de que forma sua analista pode ajudá-la a superar sua condição de sofrimento?

Essas e outras questões são exploradas na AULA ESPECIAL “Estudos de casos 15 – Bruna: infância traumática, insegurança e carência paterna”, já disponível na CONFRARIA ANALÍTICA.

Trata-se de mais uma aula do módulo ESTUDOS DE CASOS, em que comento casos clínicos reais enviados por alunos da nossa escola.


Participe da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Entenda-se: 50 lições de um psicanalista sobre saúde mental”

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

➤ Adquira o pacote com os 3 e-books.

No início da vida, precisamos não só de braços que nos segurem, mas, principalmente, de um ambiente seguro.

O psicanalista inglês Donald Winnicott (1896-1971) descobriu que todo bebê precisa de uma mãe que seja capaz de segurá-lo.

— Uai, Lucas, como assim ele “descobriu” isso? Não é uma coisa óbvia?

Não.

Eu não estou me referindo apenas ao ato físico de segurar. Desse, sim, é evidente que o bebê precisa.

Afinal, é claro que uma mãe frequentemente estará com o recém-nascido em seus braços.

O que Winnicott descobriu é que esse “segurar” não deve acontecer apenas fisicamente, mas, sobretudo, num sentido EMOCIONAL.

O termo em inglês utilizado pelo autor é HOLDING, que pode ser traduzido tanto pelo ato de segurar quanto por contenção ou sustentação.

Uma mãe precisa segurar fisicamente seu filho recém-nascido porque ele ainda não consegue se locomover sozinho, certo?

Então, para amamentá-lo, por exemplo, ela precisa pegá-lo no berço e segurá-lo junto a si.

Se a genitora solta o bebê, ele simplesmente cai, pois ainda não é capaz de ficar de pé por conta própria.

Uma dinâmica semelhante ocorre na dimensão emocional.

O recém-nascido ainda não possui maturidade suficiente para se perceber como uma pessoa particular com um eixo subjetivo próprio.

Por isso, ele precisa de alguém que seja capaz de segurá-lo, contê-lo, sustentá-lo também no plano psíquico.

Se a principal função do segurar físico é evitar que a criança caia, o propósito essencial do segurar psíquico é não perturbar o desenvolvimento natural do bebê.

Assim, na prática, segurar emocionalmente o recém-nascido significa proporcionar a ele uma atmosfera de segurança, confiabilidade e previsibilidade.

Como ainda não se percebe como uma pessoa separada, o bebê experimenta EM SI as instabilidades que porventura aconteçam no ambiente à sua volta.

É como se a criança vivenciasse uma espécie de terremoto psíquico já que, nessa fase, o ambiente exerce, para ela, uma função de “chão” emocional.

Se esses “terremotos” não são muito frequentes, o bebê vai aos poucos se distinguindo como pessoa e se apropriando da segurança proporcionada pelo ambiente.

Se, num primeiro momento, precisava ser segurado emocionalmente pela mãe, paulatinamente ele vai adquirindo a capacidade de SE SEGURAR por conta própria.


Participe da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Entenda-se: 50 lições de um psicanalista sobre saúde mental”

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

➤ Adquira o pacote com os 3 e-books.

Raíssa: uma paciente que falava muito, mas era assombrada pelo silêncio do luto

Quando Raíssa, uma jovem de 25 anos, começou a fazer terapia com a psicóloga Fernanda, sua queixa era a de que não conseguia “manter” um relacionamento.

A moça dizia que seus namoros duravam muito pouco. Após alguns meses, os rapazes terminavam e ela nunca entendia muito bem o motivo.

Raíssa tinha a esperança de que a terapia a ajudaria a descobrir o que havia de errado consigo.

Fernanda percebeu logo nas primeiras sessões que, diferentemente da maioria de seus pacientes, Raíssa não tinha uma postura interativa.

A jovem tinha sempre muito assunto, contava mil e uma situações, mas fazia isso sem convocar a participação da terapeuta. Parecia estar falando sozinha.

A psicóloga se sentia incomodada por ser colocada na posição de espectadora, mas, ao mesmo tempo, se divertida com as histórias contadas pela paciente.

De todo modo, adotava uma atitude clássica, mais silenciosa, e só intervinha para fazer algumas perguntas e pontuações.

Após cinco anos, Raíssa estava noiva e acreditava ter resolvido sua dificuldade em manter relacionamentos. Porém, não cogitava a hipótese de sair da terapia.

— Eu não vivo mais sem análise. Vou fazer até morrer. — dizia de vez em quando nas sessões.

Fernanda, por sua vez, tinha a sensação de que o problema central de Raíssa ainda não havia sido trabalhado.

A terapeuta sentia que a postura falante da paciente era artificial, defensiva e exercia alguma função específica na transferência.

Tal função só foi descoberta depois que um incidente contado pela paciente fez Fernanda se lembrar de um detalhe que ela havia contado logo na primeira sessão:

— Meu irmãozinho morreu logo depois que eu nasci. Por isso, mamãe só conseguiu me amamentar por um mês. Meu pai disse que ela ficou muito mal, tadinha.

Quais podem ter sido as consequências de um episódio traumático como esse sobre a vida psíquica de Raíssa?

De que forma tal experiência estaria relacionada à postura da paciente em análise?

A psicóloga deveria alterar a forma como vem conduzindo esse caso?

Essas e outras perguntas estão respondidas na aula especial “André Green e o complexo da mãe morta”, já disponível na CONFRARIA ANALÍTICA.


Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Entenda-se: 50 lições de um psicanalista sobre saúde mental”

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

➤ Adquira o pacote com os 3 e-books.

Maus terapeutas: 3 red flags

Várias pessoas já me perguntaram: “Lucas, como escolher um bom terapeuta?”.

A minha resposta costuma ser a mesma: nem sempre dá para saber de antemão se o profissional é competente.

Na maioria das vezes, você vai ter que experimentar pelo menos uma ou duas sessões com ele para poder fazer sua avaliação.

Contudo, posso listar aqui para você 3 sinais de alerta, ou seja, 3 atitudes típicas de um MAU profissional de saúde mental:

1 – FALA MUITO

Uma das principais atribuições de um terapeuta é a ESCUTA.

O paciente está cansado de ouvir pessoas dizendo o tempo todo na internet, na televisão ou na família o que deve fazer.

Ele quer estar diante de alguém que seja capaz de escutar suas queixas, suas insatisfações, sua história…

O terapeuta verborrágico rouba o espaço do paciente e o coloca numa posição de espectador ou de aluno, impondo seu pensamento em vez de permitir que o sujeito faça suas próprias elaborações.

2 – ENTRA MUDO E SAI CALADO

Como eu disse, todo paciente quer ser escutado. Sim, mas ele não pode ter a sensação de que está falando para as paredes.

Há terapeutas que simplesmente não abrem a boca a sessão inteira e se defendem dessa postura inadequada usando uma série de malabarismos teóricos.

Ainda que o silêncio tenha uma função importante no processo terapêutico, o profissional precisa demonstrar ao paciente que está ali, VIVO, PRESENTE, ATENTO.

E isso não tem como acontecer se ele fica o tempo todo lá, caladão, feito um dois de paus.

3 – ESTÁ SEMPRE DANDO CONSELHOS

Embora os próprios pacientes muitas vezes demandem orientações ou sugestões sobre o que devem fazer em certas situações, o bom terapeuta evita fornecê-las por uma razão muito simples:

Um dos principais objetivos de qualquer processo terapêutico é ajudar o sujeito a se tornar mais autônomo e responsável por suas escolhas.

O profissional que vive dando pitaco compromete o alcance dessa meta, pois mantém o paciente numa posição infantil e dependente.

Agora, me fale: você já passou por terapeutas assim?


Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Entenda-se: 50 lições de um psicanalista sobre saúde mental”

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

➤ Adquira o pacote com os 3 e-books.

Felicidade não é maçã.

Todos nós caímos na tentação de tratar conceitos como se fossem coisas.

Felicidade, por exemplo, é um conceito. Já maçã é uma coisa.

CONCEITOS, como a própria palavra indica, são entes CONCEBIDOS, ou seja, formados, produzidos, construídos. Por quem? Pela mente humana.

De fato, boa parte deles se refere a realidades empíricas, mas um conceito em si mesmo é fundamentalmente algo que saiu DA NOSSA CABEÇA.

Por outro lado, COISAS são entes que fazem parte do mundo externo, que podem ser observados, tocados, experimentados.

Normalmente, ninguém discute o que são maçãs. Afinal, para saber isto, basta olhar para uma.

O mesmo vale para “felicidade”?

É claro que não!

Se perguntarmos a dez pessoas o que significa ser feliz, obteremos, no mínimo, umas três ou quatro definições diferentes.

O curioso, porém, é que frequentemente nós usamos o conceito de felicidade como se todo o mundo estivesse de acordo sobre o seu significado.

Beatriz está em dúvida quanto à continuidade de seu relacionamento.

Ela não sabe se termina ou não com o namorado, pois não sente muito desejo de ir para a cama com o rapaz apesar de gostar muito da companhia dele.

Ao ouvir seu dilema, Ana, uma amiga, lhe diz com toda a naturalidade do mundo:

— Ah, Bia, termina logo com esse cara. Vai SER FELIZ, mulher!

Ao falar isso, Ana está trabalhando com uma definição muito específica de felicidade.

Em outras palavras, o que ela está dizendo é mais ou menos o seguinte:

“Só é possível ser feliz em um relacionamento se você sentir muito tes4o pelo seu parceiro.”

Porém, ao aconselhar Beatriz, a amiga trata essa sua concepção de felicidade como se fosse algo tão evidente e indiscutível quanto uma maçã.

Ana não sabe, mas está utilizando uma artimanha retórica muito empregada na publicidade:

Coisificar os conceitos para levar as pessoas a não pensar e simplesmente aceitar o que está sendo oferecido.

Na contramão desse processo ide0lógic0 está a MASTERCLASS 100% GRATUITA “Ser feliz: é possível?” que eu vou ministrar na quinta-feira às 20h.

Quero justamente estimular você a pensar sobre o conceito de felicidade à luz das ideias de Freud e de Winnicott.

Inscreva-se aqui.


Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Entenda-se: 50 lições de um psicanalista sobre saúde mental”

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

➤ Adquira o pacote com os 3 e-books.

[Vídeo] Você tem um ponto fraco emocional?


Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Entenda-se: 50 lições de um psicanalista sobre saúde mental”

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

➤ Adquira o pacote com os 3 e-books.

Por que Lacan disse que “o pai é uma metáfora”?

No ano acadêmico de 1957-1958, o psicanalista francês Jacques Lacan ministrou um seminário intitulado “As formações do inconsciente”.

Como de costume, o autor não se manteve restrito ao tema central do curso e enveredou por uma série de outros tópicos relacionados.

É nesse seminário, por exemplo, que Lacan começa a construir o seu famoso “grafo do desejo”.

Um dos assuntos sobre os quais o analista francês mais se debruça é o complexo de Édipo.

A certa altura do curso, mais especificamente na lição 9, ao introduzir sua perspectiva estruturalista sobre a dinâmica edipiana, Lacan diz o seguinte:

“É isto: o pai é uma metáfora”.

Trata-se de uma afirmação surpreendente e ousada.

Afinal, o autor está propondo que o pai que entra (ou não) em jogo no complexo de Édipo é, no fim das contas, um elemento de ordem puramente simbólica.

Dizer que o pai é uma metáfora significa dizer que ele é tão-somente um significante que substitui outro significante e captura o significado dele.

Sim. De fato, é isso o que acontece quando fazemos uma metáfora como “Aquele homem é um banana.”

Nesse exemplo, substituímos o significante “homem” pelo significante “banana”, fazendo com que o segundo capture e transforme o significado do primeiro.

Para Lacan, no complexo de Édipo, é exatamente isso o que acontece:

O pai enquanto significante, ou seja, não o genitor da criança ou qualquer pessoa de carne e osso, substitui o significante do desejo materno e, assim, dá um novo sentido a ele.

É claro que essa ideia só pode ser suficientemente bem compreendida com uma boa e didática explicação, certo?

E é justamente essa explicação simples e acessível que você encontrará na AULA ESPECIAL que foi publicada hoje (sexta) na CONFRARIA ANALÍTICA.

O título dela é “LENDO LACAN 11 – Metáfora paterna e complexo de Édipo” e está disponível no módulo AULAS ESPECIAIS – LACAN.


Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Entenda-se: 50 lições de um psicanalista sobre saúde mental”

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

➤ Adquira o pacote com os 3 e-books.