Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Esta é uma pequena fatia da AULA ESPECIAL “Anorexia nervosa: uma leitura psicanalítica (parte 02)”, que já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS” da CONFRARIA ANALÍTICA.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Verônica estava visivelmente aflita ao falar da filha:
— Ela simplesmente parou de comer, Patrícia. A Luana já tinha o costume de não tomar café da manhã, mas agora não quer almoçar e jantar também.
Patrícia é a psicóloga que Verônica procurou por indicação do médico que atende sua filha desde que esta era bebê.
Luana é uma adolescente de 16 anos que há aproximadamente 6 meses passou a ter muito medo de engordar e a se preocupar excessivamente com sua imagem corporal.
— Na semana passada — continuou Verônica — eu tentei obrigá-la a comer no almoço, mas ela deixou praticamente tudo no prato. Eu estou desesperada, doutora!
Patrícia não pôde conter a ansiedade gerada por esse relato. Por também ser mãe, ela conseguia imaginar a agonia de Verônica diante do comportamento da filha.
Após conversarem por mais alguns minutos, a psicóloga pediu que Verônica se retirasse para que pudesse atender Luana.
Se o relato da genitora já havia sido difícil de escutar, a imagem da jovem que acabava de entrar em sua sala fora ainda mais perturbadora para Patrícia.
Luana estava, de fato, extremamente magra. Além do corpo esquelético, o rosto pálido denunciava a falta de alimentação.
Bastante retraída, a jovem falou muito pouco na primeira sessão, limitando-se basicamente a responder as perguntas que Patrícia lhe fazia.
A psicóloga constatou que Luana não via problema em comer pouco e que pretendia continuar fazendo isso, pois entendia que ainda precisava perder peso.
— Se eu engordar, vou perder o meu lugar no time. Lá não tem lugar para gorda.
O “time” ao qual a moça se referia era a equipe de vôlei da escola, da qual participava há 1 ano.
A obsessão de Luana por emagrecer havia começado depois que ela acidentalmente ouviu um colega de sala comentar com outros meninos mais ou menos o seguinte:
— Das meninas do vôlei a mais gostosa é a Luana, né, galera?
Desde esse dia, a adolescente começou a se esforçar obstinadamente para emagrecer com medo de ser substituída no time de vôlei por uma aluna mais magra.
Patrícia encerrou a sessão sentindo-se tão aflita quanto a mãe da paciente.
“O que eu faço diante do desejo dessa menina de continuar comendo pouco?”
“Será que eu devo tentar desfazer essa crença que ela tem de que ainda precisa emagrecer?”
“Por que a fala do colega teve tamanho impacto sobre ela?”
Essas foram algumas das perguntas que ficaram martelando na cabeça da profissional após o atendimento.
A AULA ESPECIAL de hoje na CONFRARIA ANALÍTICA certamente ajudaria Patrícia a encontrar respostas para tais questões e a lidar com esse desafio clínico.
O título da aula é “Anorexia nervosa: uma leitura psicanalítica (parte 02)” e ela já está disponível para todos os alunos da nossa escola no módulo AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
É claro que a gente procura terapia com o objetivo de mudar, né?
De fato, se buscamos a ajuda de um profissional de saúde mental, é porque queremos perder ou abandonar certos sintomas, inibições etc.
Por outro lado, todo bom processo terapêutico costuma proporcionar outras vantagens para-além das mudanças que desejamos alcançar.
Quase toda terapia, por exemplo, leva o paciente, em maior ou menor medida, a desenvolver aquilo que os americanos chamam de AWARENESS.
Esse é um termo que costuma ser traduzido para o português por “consciência”, mas que não quer dizer simplesmente “perceber conscientemente alguma coisa”.
Awareness significa um tipo específico de percepção que, ao ser conquistada, necessariamente produz transformações no sujeito.
Veja o que aconteceu com a Fernanda, por exemplo:
Ela descobriu na terapia que o modo como se comporta no namoro é muito parecido com a forma com que ela se relacionava com sua mãe na adolescência.
Desde que se deu conta disso, a moça passou a ficar muito mais atenta às reações que costuma ter diante de certos comportamentos do parceiro.
Mais do que isso:
Ela passou até a evitar certas atitudes ao pensar: “Nossa, eu tô querendo fazer com ele exatamente o que fazia com minha mãe”.
A paciente ainda não entendeu por que repete no namoro o padrão de relacionamento com a mãe.
No entanto, o simples fato de ter percebido essa repetição já foi suficiente para que ela repensasse o modo como interage com o namorado.
Isso é awareness!
A experiência de falar sobre si durante quase 1 hora toda semana (ou, às vezes, mais de uma vez por semana) leva o sujeito quase inevitavelmente a se enxergar melhor.
É por isso que, mesmo em processos terapêuticos não muito bem-sucedidos em termos de eliminação de sintomas e inibições, o paciente pode se sentir satisfeito.
Satisfeito com a quantidade de coisas que aprendeu sobre si mesmo ao longo do processo, com a luz que pôde lançar sobre dimensões outrora obscuras de seu ser.
Volto a dizer: a gente vai para a terapia porque quer mudar.
Porém, frequentemente, o simples fato de entenderem como “funcionam” pode ser visto por muitas pessoas como uma conquista EXTRAORDINÁRIA.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Esta é uma pequena fatia da AULA ESPECIAL “Anorexia nervosa: uma leitura psicanalítica (parte 01)”, que já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS” da CONFRARIA ANALÍTICA.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Todo adoecimento emocional é resultado de uma ESTRATÉGIA.
Este é um pressuposto fundamental que deve nortear o trabalho de todo psicanalista na clínica.
Eu sei que tal afirmação pode parecer estranha para certos espíritos mais sensíveis, mas acredito que essa perplexidade se dissipará com a explicação a seguir.
Do ponto de vista psicanalítico, os problemas psicológicos que o paciente apresenta não são processos que o acometem, mas fenômenos que ele PRODUZ.
Produz inconscientemente, claro, pois ninguém decidiria adoecer de maneira consciente.
De todo modo, trata-se, sim, de uma PRODUÇÃO cujo objetivo é solucionar determinadas questões que, para o sujeito, são mais dolorosas do que o próprio adoecimento.
É por isso que eu falei em ESTRATÉGIA.
O sujeito não sabe conscientemente, mas ele arquitetou de maneira assaz meticulosa cada um de seus sintomas e inibições.
Aliás, boa parte da terapia psicanalítica consiste exatamente em fazer a “engenharia reversa” que permite ao sujeito entender como foi que produziu sua própria doença.
Nesta sexta-feira, quem está na CONFRARIA ANALÍTICA receberá uma AULA ESPECIAL sobre um tipo grave de adoecimento psíquico chamado ANOREXIA NERVOSA.
E para compreender a abordagem psicanalítica desse transtorno, é fundamental considerar o pressuposto que expliquei.
De fato, para quem está de fora, o comportamento de uma jovem anoréxica parece completamente irracional e autodestrutivo.
Mas, do ponto de vista do mundo interno dessa moça, faz TODO O SENTIDO evitar se alimentar e tentar a todo custo emagrecer cada vez mais.
Ela não faz isso por acaso ou porque sua mente simplesmente teve um “bug” e agora enxerga a comida e seu corpo de forma “distorcida”.
Não!
Uma anoréxica PRECISA olhar para a comida como um objeto perigoso e para o seu corpo como algo que deve ser compulsivamente esvaziado.
Há uma ESTRATÉGIA em jogo.
— Mas por que ela precisa pensar dessa forma, Lucas?
É isso o que começaremos a ver na AULA ESPECIAL a que me referi acima.
O título dela é “AULA ESPECIAL – Anorexia nervosa: uma leitura psicanalítica” e já está está disponível na CONFRARIA, no módulo AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS.
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Excesso de autocobrança: atualmente essa é uma das queixas que aparecem com mais frequência nos consultórios de psicoterapia.
Diversos pacientes sofrem por sentirem culpados com muita facilidade e exigirem de si mesmos padrões desnecessariamente elevados de conduta.
Ao contrário do que se pensa, nem sempre tais pessoas são provenientes de ambientes familiares que as pressionavam e cobravam um desempenho de excelência.
Às vezes é o oposto: tem paciente que se tornou bastante exigente consigo mesmo em meio a pais cuja tolerância e flexibilidade flertavam com a negligência.
Em casos como esse, o sujeito desenvolve o excesso de autocobrança como uma defesa contra os sentimentos de desamparo e desorientação gerados pela postura exageradamente complacente dos pais.
Há outros pacientes cuja autocobrança patológica é resultante de uma história infantil marcada pela ocorrência frequente de situações de ameaça e intimidação.
Assim, o sujeito passa a ser extremamente exigente consigo mesmo com o objetivo inconsciente de evitar as punições que fora levado a imaginar quando criança.
Seja qual for a origem do excesso de autocobrança, é possível observar em muitos pacientes que sofrem com esse problema um aspecto muito interessante, a saber:
Um anseio não declarado de serem tratados com a compaixão e compreensão que não conseguem ter em relação a si mesmos.
Faz sentido! Para sustentarem a autocobrança patológica como defesa, essas pessoas precisam RECALCAR suas tendências autocompassivas.
É por isso que elas tendem a ser extremamente tolerantes e complacentes COM OS OUTROS.
Com efeito, agem com as outras pessoas como gostariam de agir consigo mesmas, mas NÃO SE PERMITEM.
E por que não se permitem?
Porque, como eu disse anteriormente, o excesso de autocobrança é uma DEFESA.
Inconscientemente o sujeito acredita que, se parar de se cobrar e começar a pegar leve consigo mesmo, estará em perigo: ficará perdido, desorientado, será punido etc.
Assim, com medo de abrir mão dessa defesa, a pessoa se projeta no outro e oferece a ele justamente a tolerância que não consegue oferecer a si mesma.
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Esta é uma pequena fatia da aula especial “LENDO FERENCZI 07 – A Psicanálise e outros tipos de psicoterapia”, que já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – FERENCZI” da CONFRARIA ANALÍTICA.
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Apesar de existirem vários métodos psicoterapêuticos, um olhar atento é capaz de identificar basicamente três tipos de psicoterapia:
(1) Métodos que buscam alterar a maneira como o paciente se relaciona com a vida empregando técnicas de aprendizagem e modificação do pensamento.
(2) Métodos que buscam levar o paciente a se comportar de uma forma supostamente saudável explorando a confiança cega que o sujeito tem no terapeuta.
(3) A Psicanálise, que busca ajudar o paciente a se compreender e encontrar, por sua própria conta, formas mais criativas e menos sofridas de lidar com a própria verdade.
No texto “Fé, incredulidade e convicção sob o ângulo da psicologia médica”, Sándor Ferenczi defende a tese de que os dois primeiros métodos estão fadados ao fracasso.
O motivo é simples:
Em ambos, o paciente é levado a se adequar à verdade proposta pelo terapeuta e não a encontrar sua própria verdade, como ocorre na Psicanálise.
Se um paciente diz, por exemplo, que é um “b0sta”, terapeutas que trabalham com esses métodos se esforçarão para levar o paciente a perceber que ele não é isso.
Para tanto, utilizarão todo tipo de técnica de manipulação da consciência: registro de pensamentos, questionamento socrático, sugestão etc.
Um psicanalista, por sua vez, não ficará tentando forçar o paciente a enxergar a SUPOSTA verdade de que ele não é um “b0sta”.
Afinal, quem é o terapeuta para dizer que ele não é isso?
Caso estivesse em análise, esse sujeito seria encorajado a buscar o grão de verdade, da SUA verdade, que está por trás daquela afirmação.
Com efeito, se o paciente diz que é um “b0sta”, ele deve ter bons motivos para fazer isso, certo?
Por que não respeitá-los e ajudar a pessoa a compreendê-los ao invés de forçá-la a se ver de outra forma?
Quer saber mais sobre as diferenças entre a Psicanálise e esses outros métodos psicoterapêuticos?
Nela eu comento alguns trechos do artigo mencionado acima em que Ferenczi fala sobre esse assunto.
O título da aula é “LENDO FERENCZI 07 – A Psicanálise e outros tipos de psicoterapia” e ela já está disponível no módulo AULAS ESPECIAIS – FERENCZI.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
De vez em quando alguém me pergunta se é possível fazer análise sozinho, sem a ajuda de um psicanalista.
A resposta é sempre um enfático NÃO.
Embora Freud, em seus primeiros escritos e cartas, faça referência à uma suposta autoanálise, hoje sabemos que suas elaborações não foram feitas solitariamente.
O colega Wilhelm Fliess bem como seus primeiros leitores exerceram para o médico vienense um papel SEMELHANTE ao que um analista desempenha numa análise “normal”.
Com efeito, Freud não guardava para si os resultados dessa suposta autoanálise, mas corajosamente os compartilhava nas cartas a Fliess e em seus primeiros livros.
Portanto, havia DESTINATÁRIOS para os quais o médico ENDEREÇAVA suas associações.
Enfatizo esse ponto porque o endereçamento a um outro é um dos elementos essenciais da experiência psicanalítica.
É por isso que a autoanálise compreendida como um processo associativo e elaborativo solitário é absolutamente inviável.
Para que a análise funcione, é preciso que o paciente associe e elabore PARA alguém.
E esse “alguém” não pode ser qualquer pessoa.
É preciso que ela tenha alcançado suficientemente bem a capacidade de não permitir que o paciente “estacione” seu carro quando deveria continuar “viajando”.
Explico a metáfora:
Para se proteger da angústia suscitada por certas lembranças e ideias, todo paciente tende a interromper o seu fluxo associativo (“estacionar”).
Uma das funções do analista é não permitir que isso aconteça, incitando e encorajando o sujeito a vencer suas resistências e prosseguir na “viagem” para dentro de si.
E o analista só dará conta de fazer isso se tiver vencido boa parte das suas próprias resistências — o que só é possível se ele fizer ANOS de análise pessoal.
É por isso que não dá para ser psicanalista só “fazendo curso” ou lendo livros e artigos de Psicanálise.
É sendo paciente de um analista durante um bom tempo que o sujeito adquire as condições subjetivas necessárias para não permitir que seu paciente “estacione”.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.