[Vídeo] Como funciona a sublimação?


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[Vídeo] Teoria dos discursos de Lacan: explicação didática e com exemplos


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[Vídeo] Distorcendo a imagem que temos do outro

Esta é uma pequena fatia da aula especial “ESTUDOS DE CASOS 08 – Solange: um caso típico de depressão melancólica”, que já está disponível no módulo “ESTUDOS DE CASOS” da CONFRARIA ANALÍTICA.


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Quando você passa a se odiar para não odiar a quem amava

Existem vários tipos de depressão.

Em algumas delas, o sujeito se sente basicamente apático, sem energia e sem interesse pelas coisas de que antes gostava.

Em outras, a questão fundamental que leva o paciente a sofrer é a sensação de que nada em sua vida faz sentido, de que está “vivendo por viver”.

Essas duas formas de depressão têm aparecido com muita frequência em nossos consultórios. Porém, não é sobre elas que desejo falar neste texto.

Quero tratar da depressão melancólica, um tipo clínico marcado essencialmente por fenômenos de caráter superegoico: excesso de culpa, autocobranças e autodesprezo.

Em 1917, Freud propôs a tese de que o mecanismo básico que dá origem a essa modalidade depressiva é a identificação da pessoa com um objeto que ela perdeu.

O processo em questão pode ser descrito de modo relativamente simples:

Antes de adoecer, o paciente tinha uma relação MUITO ambivalente com seu objeto de amor: ao mesmo tempo em que o amava muito, também o odiava bastante.

Ao perder o objeto (por conta de seu falecimento ou devido a uma separação), a pessoa se identifica com ele — a fim de compensar a perda.

Em Psicanálise, identificar-se com uma pessoa significa trazer a representação dela para dentro do próprio Eu, ou seja, introjetá-la.

Ora, se eu trago um objeto muito amado, mas também muito odiado, para dentro do meu Eu, o resultado é que eu passarei a ME ODIAR também, certo?

— Uai, Lucas, mas se o objeto era alvo de muito amor, eu também vou ME AMAR muito, não?

Não. Para proteger a representação boa do objeto dentro de si (lembre-se que ele foi perdido), o sujeito só se identifica com a “parte má” dessa representação.

É como se ele inconscientemente pensasse:

“Vou direcionar o ódio que eu tinha pelo objeto todo para mim. Dessa forma, não corro o risco de destruir a representação que tenho dele aqui dentro de mim.”

É por isso que o deprimido melancólico só se condena, só se critica, só se culpa, enxergando-se como a pior pessoa do mundo.

O ódio que tem por si hoje é o mesmo ódio que tinha pelo objeto ontem.

Na AULA ESPECIAL publicada hoje (sexta) na CONFRARIA ANALÍTICA, você verá um caso clínico real de depressão melancólica comentado por mim.

O título da aula é “ESTUDOS DE CASOS 08 – Solange: um caso típico de depressão melancólica” e já está disponível no módulo “ESTUDOS DE CASOS”.


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A gente faz Psicanálise para descobrir e bancar o nosso próprio padrão.

O que fazer quando desejamos nos comportar de certa forma, mas não conseguimos?

Deixe-me dar um exemplo.

Vamos supor que você é psicóloga e decidiu divulgar o seu trabalho nas redes sociais.

O problema é que, apesar de já ter feito vários cursos, você simplesmente não consegue “engrenar”: faz uma postagem aqui e ali, mas fica dias sem publicar nada.

O que fazer nesse caso?

Bem… Você pode contratar a mentoria de algum influenciador que vai lhe ensinar estratégias para ser mais criativa e eficiente na produção de conteúdo.

Você também pode fazer terapia com um psicólogo comportamental ou cognitivo-comportamental que vai lhe ajudar a ter mais disciplina e constância.

Em qualquer das duas situações, sua demanda de conseguir ter uma presença digital consistente será naturalmente aceita e o profissional em questão procurará atendê-la.

Mas se você for ao encontro de um psicanalista, as coisas serão diferentes.

Para começo de conversa, numa terapia psicanalítica, a própria vontade de conseguir produzir conteúdo para as redes sociais será colocada em questão.

A sua dificuldade de se engajar nesse trabalho não será tomada como um simples “déficit de habilidades” que pode ser superado por um processo de aprendizagem.

Um analista não olhará para você como uma máquina que apresenta um defeito ou precisa de um “upgrade”.

Na Psicanálise, o buraco é mais embaixo.

O fato de você não postar com frequência será tomado pelo analista como o indício de que PODE haver em seu psiquismo um CONFLITO entre querer e não querer aparecer nas redes sociais.

Apostando nessa hipótese que respeita a complexidade da subjetividade humana, o terapeuta NÃO se dedicará a “resolver” o seu problema.

Sim! Porque, em princípio, se trata de um SUPOSTO problema.

Será que você verdadeiramente DESEJA divulgar seu trabalho nas redes sociais?

E, se deseja, será que deveria fazer isso da forma como os influenciadores X ou Y dizem que é o correto a ser feito?

Essas são algumas perguntas que um bom processo de análise levaria você a se fazer.

Em vez de ajudá-la a se encaixar nos padrões supostamente evidentes da cultura contemporânea, a Psicanálise vai encorajá-la a descobrir e bancar o SEU próprio padrão.


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[Vídeo] Como se formam os pensamentos obsessivos?


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[Vídeo] Sobre o “debate” no Inteligência LTDA.


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Debate completo – Lucas Nápoli x Jan Leonardi – Psicanálise: ciência ou pseudociência?


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Idealização e demonização: defesas típicas de pessoas emocionalmente imaturas

À medida que amadurecemos, nossa percepção do mundo e dos outros vai se tornando cada vez mais complexa.

Na prática, isso significa que, ao longo do desenvolvimento, vamos aprendendo que a realidade possui muito mais dimensões e aspectos do que pensáramos inicialmente.

Nesse sentido, podemos dizer que, quanto mais madura é uma pessoa, menos afirmações categóricas e absolutas ela é capaz de fazer sobre si, sobre o mundo e sobre os outros.

A maturidade traz consigo uma boa dose de humildade e aceitação das ambivalências e ambiguidades inerentes à existência.

Essa tendência de “complexificação” do olhar sobre a vida se reflete na teoria kleiniana do desenvolvimento emocional.

Com base em sua experiência clínica com crianças, Melanie Klein propôs que, no início da vida, o bebê lida com o mundo de uma forma binária — atitude que ela chamou de ESQUIZOPARANOIDE.

Em certos momentos, irritado por conta das ausências temporárias da mãe, ele enxerga a genitora como um ser maligno, perverso, que o odeia e quer o seu mal.

Por outro lado, nos momentos em que a mãe retorna e o amamenta, a genitora passa a ser a melhor pessoa do mundo, um ser perfeito e absolutamente bondoso.

Klein explica que o bebê precisa pensar dessa forma dissociada pela seguinte razão:

Inicialmente, ele não dá conta de suportar a angústia de saber que a mãe que tanto ama quando o amamenta é a mesma que ele odeia quando está distante.

No entanto, à medida que vai crescendo, a criança adquire a capacidade de tolerar essa consciência e isto a permite olhar para a mãe de modo mais complexo:

De fato, ela não é 100% “boa” nem 100% “má” — até porque não é um mero objeto do seu desejo, mas uma PESSOA que possui seus próprios desejos.

Alguns adultos que vivenciaram perturbações traumáticas em seu desenvolvimento emocional na infância podem acabar se mantendo presos a uma visão esquizoparanoide da vida.

Incapazes de reconhecerem que o outro é um ser complexo, com qualidades e defeitos, tais indivíduos estão sempre idealizando ou demonizando as pessoas com as quais convivem.


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[Vídeo] O que é castração em Psicanálise?


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[Vídeo] Inveja, ciúme e cobiça: entenda as diferenças


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[Vídeo] Vítimas perfeitas para os gurus da alta performance


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[Vídeo] Teoria freudiana das pulsões

SÓ ATÉ SEGUNDA (22/01/2024) – E-book “Entenda-se: 50 lições de um psicanalista sobre saúde mental” – de 79,99 por 57,00 – http://bit.ly/ebooknapoli03 .


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[Vídeo] Masoquismo e falta de autoconfiança

Esta é uma pequena fatia da MASTERCLASS “Autoconfiança: o que é e como se forma”, ministrada no dia 18/01 por ocasião do lançamento do e-book “Entenda-se: 50 lições de um psicanalista sobre saúde mental”. A gravação da aula está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS” da CONFRARIA ANALÍTICA.

Link para adquirir o e-book pelo valor promocional de lançamento (oferta válida por tempo limitado): http://bit.ly/ebooknapoli03


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O que é sublimação? (em Humanês)

Muitas pessoas acreditam equivocadamente que, para Freud, todos os comportamentos humanos são determinados por impulsos s3xuais.

Quem pensa assim normalmente é gente que nunca leu sequer meia dúzia de textos freudianos e enxerga o pai da Psicanálise com as lentes dos estereótipos veiculados pela cultura pop.

Freud jamais reduziu todo o vasto campo da motivação humana a fatores s3xuais.

Na verdade, o que ele fez foi simplesmente incluir esses fatores na complexa “sopa” de elementos que podem estar por trás de nossa conduta.

E o médico vienense não chamou a atenção para a importância dos impulsos s3xuais por ter recebido uma inspiração transcendental ou após vivenciar um estado de epifania.

Fiel aos princípios científicos, Freud só registrou em seus escritos o que a clínica lhe ensinava, ou seja, o que seus pacientes diziam e o que era possível inferir do comportamento deles.

Foram os seus inúmeros analisandos que lhe mostraram que a função s3xual humana é extremamente plástica, flexível e adaptável.

Foi na clínica que Freud aprendeu que um sintoma respiratório como a dor de garganta, por exemplo, pode estar expressando de maneira indireta uma fantasia s3xual de cunho oral.

Quem se escandaliza ou se mostra cético ao ler isso só reage assim porque nunca experimentou falar em associação livre ou escutar alguém falando em associação livre.

Aqueles que já passaram por tais experiências sabem muito bem que o fato de vivermos num mundo banhado e mediado pela linguagem tem um impacto direto sobre nossa s3xualidade.

Se uma fantasia s3xual pode se manifestar por meio de uma dor de garganta, isso só acontece porque, graças à linguagem, nossos desejos podem ser representados, simbolizados.

Os outros animais, até onde sabemos, só conseguem satisfazer-se s3xualmente por meio de atividades propriamente s3xuais (cópul4 ou m4sturbação).

Entre os seres humanos, a coisa é diferente.

Assim como nos permite comunicar uma mensagem qualquer de várias formas, a linguagem também possibilita que expressemos nossos desejos s3xuais de diferentes maneiras.

Nesse sentido, ao incluir a s3xualidade no conjunto de fatores que podem motivar os comportamentos humanos, Freud está apenas dizendo mais ou menos o seguinte:

Como estamos imersos na linguagem, ou seja, num sistema simbólico, a nossa s3xualidade não é algo puramente físico, mas um fenômeno representado e, portanto, representável.

É esta condição especificamente humana que permite o aparecimento do processo que Freud chamou de “sublimação”.

Trata-se de uma das possibilidades típicas de representação da s3xualidade por meio de comportamentos que não são propriamente s3xuais.

Ao fazer uma sublimação, o sujeito inconscientemente satisfaz determinados desejos s3xuais mediante atividades que são socialmente valorizadas, como a arte, o estudo, o trabalho etc.

Isso não significa que a s3xualidade seja o único fator que condiciona a prática dessas atividades.

É óbvio que uma pessoa decide trabalhar com marcenaria, por exemplo, por conta de n fatores, dentre eles o potencial remuneratório daquela atividade.

Tudo o que Freud diz é que um desses fatores pode ser a expressão de determinados impulsos s3xuais.

Como nossos desejos nem sempre estão em conformidade com nossos ideais, a sublimação se apresenta como uma saída não-patológica para a satisfação de alguns dos nossos impulsos.

Além disso, ao tomarmos uma atividade como meio de sublimação, podemos obter uma dupla satisfação: o prazer inconsciente de realizar indiretamente certos desejos e o prazer narcísico de se perceber potente, criativo, produtivo.


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