Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Esse corte foi extraído da nossa última aula AO VIVO de segunda-feira na CONFRARIA ANALÍTICA.
Hoje, às 20h, teremos mais uma aula ao vivo.
Estamos estudando, linha a linha, o texto de Winnicott “Dependência no cuidado do lactente, no cuidado da criança e na situação psicanalítica”.
Te vejo lá!
Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Para uma existir uma relação abusiva ENTRE ADULTOS, precisa haver sempre um abusador e uma pessoa QUE SE DEIXA ABUSAR.
Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Esta é uma pequena fatia da aula especial “O desejo à flor da pele: um olhar psicanalítico para as lesões dermatológicas”, já disponível para quem está na CONFRARIA ANALÍTICA.
Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
— É, doutora, já tem mais de 10 anos que eu tô com esse negócio — disse o Sr. Antônio com aquele seu jeito bonachão de sempre.
— Mas ela nunca se fechou, Sr. Antônio? — perguntou Natália, um tanto impressionada com o que tinha acabado de ouvir.
— Ah, minha filha, já fechou, sim, umas duas ou três vezes, mas sempre abre de novo, né? Isso aí deve ser meu karma — respondeu o idoso soltando uma gostosa gargalhada em seguida.
— E você ainda ri, Sr. Antônio?
Quem falou isso, num leve tom de indignação, foi Rita, a enfermeira que limpava a enorme ferida que o Sr. Antônio tinha na perna esquerda.
Sim, ferida. Esse era o “negócio” que estava com o nosso simpático paciente há mais de 10 anos.
Natália, a psicóloga que conversava com o Sr. Antônio enquanto ele era atendido por Rita, encarou com naturalidade a risada do paciente.
Apesar de estar há pouco tempo naquele centro de tratamento de feridas, ela já havia notado que os pacientes que tinham lesões crônicas lidavam com elas de uma maneira muito peculiar.
Com efeito, não expressavam uma urgência de ver a ferida se fechar definitivamente. Era como se a lesão já tivesse se tornado parte da identidade deles.
Aquelas idas semanais ao centro pareciam lhes proporcionar muita alegria. A maioria adorava conversar com as enfermeiras e desenvolviam um forte vínculo afetivo com elas.
Além disso, conversando com alguns desses pacientes, Natália pôde constatar que muitos “sem querer querendo” acabavam não seguindo as orientações passadas pela equipe de Enfermagem.
Parecia haver neles um desejo inconsciente de manterem aquelas feridas abertas…
Ao observar a surpresa da enfermeira Rita com a risada do Sr. Antônio, Natália teve uma ideia:
Organizar reuniões periódicas com a equipe de enfermagem para que pudessem conversar sobre essa dimensão “satisfatória” do adoecimento — que não é fácil mesmo de entender.
Por coincidência, nesta sexta-feira Natália encontrará uma ótima referência teórica para iniciar esse projeto.
Como é aluna da CONFRARIA ANALÍTICA, a psicóloga poderá assistir ainda hoje a uma AULA ESPECIAL que trata justamente do que ela tem observado em sua experiência profissional.
Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Há coisas que a gente só consegue desejar justamente porque sabemos que elas não podem se concretizar… Nesse sentido, o fato de a realidade não se curvar sempre aos nossos desejos acaba nos proporcionando, em muitos momentos, um ALÍVIO ao invés de frustração.
Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Esse corte foi extraído da nossa última aula AO VIVO de segunda-feira na CONFRARIA ANALÍTICA.
Hoje, às 20h, teremos mais um encontro, nossa aula ao vivo de número 100! 🥳
Estamos estudando, linha a linha, o texto de Winnicott “Dependência no cuidado do lactente, no cuidado da criança e na situação psicanalítica”.
Te vejo lá!
Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
O papel que o superego exerce em nossa alma nunca é o de um paciente e bondoso conselheiro que nos alerta para os riscos da realização de certos desejos.
Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Esta é uma pequena fatia da aula especial “CONCEITOS BÁSICOS 17 – Objeto a”, já disponível para quem está na CONFRARIA ANALÍTICA.
Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Certa vez eu participei de uma palestra em que um colega psicanalista disse algo mais ou menos assim:
— Frequentemente a gente tem a impressão de que em algum lugar está rolando uma baita festa, em que todo o mundo se sente absolutamente feliz, e para a qual somente nós não fomos convidados.
Naquela época o Instagram sequer havia sido inventado. Do contrário, meu colega não precisaria ter usado essa analogia. Bastaria descrever o que acontece nesta rede social…
Você está aí vivendo seu cotidiano tranquilamente, relativamente satisfeito com seu trabalho, seu relacionamento, tendo momentos de lazer… Enfim, tendo uma vida mais ou menos normal.
Aí você entra no Instagram para se entreter e começa a acompanhar a vida de blogueiras e influenciadores nos stories.
De repente, você ganha acesso a um mundo de viagens espetaculares, casas luxuosas, corpos esculturais, restaurantes premiados, relacionamentos amorosos impecáveis etc.
Você sabe intelectualmente que todos aqueles vídeos e fotos foram cuidadosamente selecionados, editados e não compõem um retrato fiel da vida daquelas pessoas.
Apesar disso, o contato frequente com esse tipo de conteúdo inevitavelmente o leva a olhar para sua vida (que, até então, você percebia como boa) e passar a considerá-la pobre e limitada.
Veja: essa sensação amarga de FALTA só aparece em função da FANTASIA de uma vida PERFEITA que você foi levado a construir com base no conteúdo compartilhado pelas blogueiras e influenciadores.
Se parasse de assistir aos stories dessa galera, você iria voltar a ficar satisfeito com a sua vida, certo?
ERRADO. Nós nunca estamos plenamente satisfeitos.
Com exceção dos deprimidos, todos nós experimentamos esse comichão eterno que nos faz estar sempre buscando algo a mais, um trem diferente, que muitas vezes a gente nem consegue nomear.
E esse comichão é produzido justamente porque todos nós, com o ou sem Instagram, nutrimos no fundo da alma o sonho de reencontrar um estado de satisfação absoluta que imaginamos ter vivido lá no início da vida.
Falo mais sobre isso na AULA ESPECIAL sobre o conceito lacaniano de “objeto a” que estará disponível ainda hoje para quem está na CONFRARIA ANALÍTICA.
Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Lá em 2017 eu ministrei uma palestra com meu amigo @leonardosandroficial sobre os desafios da escolha profissional para adolescentes que estavam no Ensino Médio.
Na ocasião, o Léo proferiu uma máxima para aqueles jovens que fez morada na minha memória de longo prazo. Era algo mais ou menos assim:
— Toda profissão lhes trará dores de cabeça. Então, vocês precisam escolher quais dores de cabeça estão dispostos a ter.
Pois bem, penso que esse mesmo raciocínio que o meu amigo utilizou no campo da escolha profissional vale também para o âmbito das nossas escolhas AMOROSAS.
Não, eu não estou falando de paixão ou atração.
Essas coisas não estão sob o nosso controle. Nós não somos capazes de DECIDIR conscientemente por quais pessoas vamos nos apaixonar ou nos sentir atraídos.
Ao falar de “escolhas amorosas”, estou me referindo àquela DECISÃO (essa, sim, consciente) de entrar e se manter numa relação de LONGO PRAZO com uma determinada pessoa.
Ora, no mundo moderno, todo relacionamento desse tipo nasce da paixão ou, no mínimo, de uma forte atração entre os parceiros.
O problema é que a paixão inevitavelmente acaba após alguns meses (às vezes mais, às vezes menos) e a força da atração é consideravelmente atenuada pelo fenômeno que o @igormadeirapsi chamaria de “habituação”.
Nesse sentido, o que sustenta a manutenção de uma relação de longo prazo não são os afetos que impulsionaram a criação do vínculo.
São vários outros fatores.
Alguns deles são involuntários, como o apego, a estabilidade, a própria atração (que geralmente permanece, ainda que menos intensa), processos inconscientes etc.
Por outro lado, um relacionamento de longo prazo também se mantém graças à disposição dos parceiros de suportarem as “dores de cabeça” que ambos geram um ao outro.
Por “dores de cabeça” leia-se aqueles traços e comportamentos de cada um que perturbam o outro, causando incômodo, frustração, tristeza, raiva etc.
Nesse sentido, assim como escolher uma profissão é escolher as dores de cabeça profissionais que eu topo enfrentar, escolher uma parceria amorosa também significa escolher as dores de cabeça RELACIONAIS que eu estou disposto a suportar.
Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Foi por se dar conta disso que Freud abandonou o método catártico.
Ele percebeu que o método catártico possibilitava que o paciente “colocasse para fora” os sentimentos que lá atrás haviam sido sufocados, mas não ajudava o paciente a discernir os motivos pelos quais essa repressão havia acontecido.
Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.