[Vídeo] A paixão pela ignorância e o desejo do analista

Todos nós queremos melhorar, mas nenhum de nós deseja, a princípio, investigar o que de fato está por trás dos nossos problemas emocionais. O psicanalista francês Jacques Lacan tinha uma expressão muito boa para caracterizar essa atitude básica: “paixão pela ignorância” — um belo eufemismo para MEDO DE SABER A VERDADE.


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[Vídeo] A adolescência é um período de luto

Esta é uma pequena fatia da aula especial “A ADOLESCÊNCIA E SEUS TRÊS LUTOS”, já disponível para quem está na CONFRARIA ANALÍTICA.


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Yasmim e a mãe que “nunca sabe de nada”

— Eu trouxe ela aqui, doutora, porque essa menina tá muito diferente. Se eu não a chamar para comer, ela é capaz de passar o dia inteirinho dentro do quarto mexendo no celular.

Foi assim que Márcia, mãe de Yasmim, iniciou a consulta com Catarina, uma jovem psicóloga recém-formada.

— … e aí eu queria que você me ajudasse a entender o que está acontecendo. Porque ela quase não fala comigo. E olha que nós sempre fomos amigas.

Com essas palavras, expressas em um notável tom de aflição, Márcia finalizou seu discurso.

Catarina disse à mãe que conseguia perceber claramente sua angústia e que gostaria de conversar um pouco a sós com Yasmim — que até então estava na sala de espera do consultório.

Durante toda a entrevista, a retraída adolescente de 14 anos, limitou-se a responder sucintamente às questões que a psicóloga lhe apresentava.

No fim da sessão, a terapeuta decidiu encerrar o atendimento e perguntou à adolescente se ela gostaria de retornar na semana seguinte para continuarem aquela conversa.

A paciente disse que sim — para a alegria da mãe que, efusivamente, agradeceu Catarina.

Após o atendimento, a psicóloga ficou meditando sobre uma frase que Yasmim lhe disse logo no início da entrevista.

Quando Catarina comentou com a adolescente que sua mãe parecia estar aflita por não saber porque ela tem ficado tanto tempo sozinha no quarto, a paciente lhe respondeu com um leve tom de mágoa:

— Esse é o problema: minha mãe nunca sabe de nada.

Estimulada pela psicóloga a falar um pouco mais sobre isso, Yasmim citou como exemplo o fato de sua mãe ter se referido a um de seus amigos como “gay”.

— O Toni não é gay. Ele é bi. Ela não entende a diferença. Acha que é tudo a mesma coisa.

Ao refletir sobre essas falas da paciente, Catarina se lembrou que, de acordo com Arminda Aberastury, todo adolescente sofre com a perda da imagem idealizada que tinha dos pais na infância.

Para a psicanalista argentina, esse é um dos lutos inerentes à passagem pela adolescência.

Quem está na CONFRARIA ANALÍTICA receberá ainda hoje (sexta) uma AULA ESPECIAL em que eu falo sobre esse e os outros dois lutos pelos quais todo adolescente passa de acordo com Aberastury.

Te vejo lá!


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Você está sempre tentando evitar conflitos?


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O superego não é um anjinho

Não, o superego não é um anjinho que fica tentando te convencer a não ceder às tentações do diabinho do id.

Na verdade, uma associação muito mais apropriada seria justamente entre o superego e… o diabo.

Afinal, no campo teológico judaico-cristão, Satanás exerce fundamentalmente um papel de ACUSADOR.

Isso mesmo. Veja, por exemplo, o que o diabo diz a Deus a propósito de Jó, o arquétipo do homem virtuoso:

— Será que ele teme ao Senhor sem interesse? Estende a tua mão e toca em tudo o que ele tem, para ver se ele não blasfema contra ti na tua face.

Se o demônio aparece como tentador no mito do Éden e em várias outras passagens da Bíblia, não é porque ele quer ajudar o ser humano a satisfazer seus desejos.

Pelo contrário! Como o texto deixa claro, o objetivo do tinhoso com a tentação é levar os homens a desobedecerem a Deus para, assim, ter motivos para invejosamente ACUSÁ-LOS diante do Criador.

É por isso que faz muito mais sentido comparar o superego a um diabinho e não a um anjinho.

Com efeito, o papel que o superego exerce em nossa alma nunca é o de um paciente e bondoso conselheiro que nos alerta para os riscos da realização de certos desejos.

Em vez disso, ele já nos CONDENA simplesmente por TERMOS determinados anseios.

É claro que socialmente essa ação acusatória do superego tem lá o seu valor na medida em que inibe a expressão direta de muitos impulsos.

No entanto, isso pode se dar às custas de muita culpa, de muita ansiedade, de muito sofrimento…

Pessoas, por exemplo, cuja vida é dominada por um superego excessivamente feroz estão o tempo todo se sentindo inadequadas e insuficientes.

Quase nunca conseguem usufruir de suas conquistas ou elogios porque a voz acusatória do superego não permite a elas escutar o que a REALIDADE lhes diz.

A Psicanálise consegue ajudar essas pessoas na medida em que as ajuda a fortalecerem o próprio Eu.

Dessa forma, o sujeito passa a não depender mais do MEDO DAS ACUSAÇÕES DO SUPEREGO para lidar com seus impulsos.

O superego continua existindo, mas agora… exorcizado.


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[Vídeo] O que você está tentando dizer com seu sintoma?

Do ponto de vista psicanalítico, o adoecimento emocional aparece como uma TENTATIVA de colocar para fora a Mensagem que a pessoa não deu conta de efetivamente COMUNICAR para si.


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[Vídeo] O narcisismo nas relações amorosas

Esse corte foi extraído da nossa última aula AO VIVO de segunda-feira na CONFRARIA ANALÍTICA.

Hoje, a partir das 20h, teremos mais um encontro.

Estamos estudando linha a linha o texto de Freud “Sobre o narcisismo: uma introdução”.

Te vejo lá!


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[Vídeo] Entenda (com exemplo) o que é a formação reativa

Neste vídeo o psicanalista Lucas Nápoli explica o conceito psicanalítico de formação reativa utilizando o exemplo de Magali, uma jovem de 19 que repentinamente começou a ter um medo enorme de sua mãe morrer.


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[Vídeo] O obsessivo e seu desejo impossível

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João, a cruz e seu desejo impossível

— Na verdade, eu nem sei direito por que estou aqui… — diz João logo no início da sua primeira consulta com a psicanalista Suelen.

A terapeuta faz silêncio esperando que o paciente prossiga em seu discurso.

— Eu só tô me sentindo mal. E não é de agora… Já tem um tempo que viver, para mim, virou uma coisa mecânica, repetitiva, sem graça.

— Hum… Continue. — encoraja Suelen.

— Eu já andei assistindo uns vídeos na internet. Vi que pode ser depressão. Minha mãe já teve isso anos atrás.

— Há quanto tempo mais ou menos?

— Ah, deve ter uns 20 anos. Minha mãe ficou ruim, viu? Não queria nem levantar da cama, fazer comida, nada… Isso durou uns 2 meses.

— Depois ela melhorou?

— Mais ou menos… Ela começou a tomar remédio e conseguiu voltar ao dia-a-dia normal. Mas a minha mãe sempre foi uma pessoa meio triste, para baixo…

— E você consegue imaginar por que ela era assim? — questiona a analista já antevendo uma provável identificação de João com a mãe.

— Eu acho que ela era infeliz no casamento, sabe? Meu pai era um cara muito mulherengo. Volta e meia tinha mulher que ele pegava ligando lá pra casa.

— Hum…

— Teve um dia que eu perguntei na lata: ‘Mãe, por que você não se separa?’.

— E o que ela respondeu?

— ‘Essa é a cruz que Deus me deu para carregar, meu filho’. Eu já imaginava que ela fosse dizer isso. Minha mãe é super católica.

— E você, João, também tem uma cruz? — provoca a terapeuta.

Um tanto surpreso pela pergunta inesperada, o paciente responde depois de alguns segundos:

— Bom… Acho que sim… Acho que o meu trabalho é meio que minha cruz. Eu queria muito sair da empresa, mas não posso, não dá… Acho que é por isso que eu tô assim.

— E não pode por quê?

— Ah, Suelen… Eu tô lá há 8 anos. Entrei como estagiário e hoje já sou coordenador de área. Salário é ótimo, todo mundo gosta de mim… Não tem como sair.

Ao ouvir essa última frase proferida por João (“Não tem como sair.”), Suelen se lembrou da tese proposta por Jacques Lacan de que, no neurótico obsessivo, o desejo se apresenta como impossível.

Quem está na CONFRARIA ANALÍTICA receberá ainda hoje (sexta) uma AULA ESPECIAL em que eu comento, com diversos exemplos, essa tese lacaniana.


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O desejo insatisfeito na histeria e o desejo impossível na neurose obsessiva


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Síndrome do Impostor: você se acha uma farsa?

“Síndrome do Impostor”: como se sabe, esse não é um diagnóstico psicopatológico oficial. Você não o encontrará no DSM nem na CID.

Na verdade, “Síndrome do Impostor” é uma expressão surgida há algumas décadas no senso comum para designar um tipo relativamente comum de sofrimento vivenciado por pessoas bem-sucedidas acadêmica e/ou profissionalmente.

Apesar do ótimo desempenho em suas respectivas áreas, tais indivíduos periodicamente experimentam a sensação de que, na verdade, são uma grande farsa.

Mais do que isso: a pessoa se aflige com a ideia de que, a qualquer momento, irão descobrir que ela, de fato, não é nada competente e toda a imagem de sucesso que até então aparentava irá por água abaixo.

Que fique bem claro: essa “síndrome” só dá em quem é REALMENTE muito bom em sua área de atividade.

O problema é que o sujeito cai na ilusão de pensar que, na verdade, ele só sabe FINGIR muito bem.

Com base na minha experiência clínica com pessoas que padecem dessa condição, posso elencar dois fatores que contribuem para sua gênese e manutenção:

O primeiro deles é o PERFECCIONISMO. Em geral, indivíduos que sofrem com a Síndrome do Impostor têm muita dificuldade de aceitar que inevitavelmente cometem falhas e nem sempre conseguem ter uma performance de excelência.

Escravo de seu eu ideal, o sujeito encara todo e qualquer erro ou insuficiência como EVIDÊNCIA de que, na verdade, NÃO É competente coisa nenhuma.

É como se houvesse na cabeça da pessoa a seguinte frase: “Se eu não tenho um desempenho sempre perfeito, logo… sou apenas uma farsa”.

O segundo fator é a FACILIDADE que o indivíduo tem para fazer aquilo que faz bem.

Sim: um professor muito competente, por exemplo, consegue lecionar sem fazer muito esforço.

Essa extraordinária facilidade para fazer coisas que são extremamente desafiadoras para outras pessoas pode levar o sujeito a se perguntar:

“Será que eu sou bom mesmo? Se eu vejo tanta gente ralando para conseguir fazer o que eu faço de forma tão tranquila, será que não sou só um impostor fingindo que sei fazer?”.

O que está em jogo aqui é a ideia absolutamente equivocada de que todo sucesso real SEMPRE precisa envolver muito esforço para ser obtido.


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[Vídeo] Para onde vão seus impulsos sádicos e masoquistas?

Freud propôs que impulsos de natureza sádica, ou seja, impulsos de dominação, e impulsos de caráter masoquista, isto é, impulsos de se fazer dominar, fossem considerados componentes naturais e espontâneos da nossa sexualidade e que, portanto, estariam presentes em todas as pessoas, não só nos sádicos e masoquistas.


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[Vídeo] Os pais na origem do superego

Esse corte foi extraído da nossa última aula AO VIVO de segunda-feira na CONFRARIA ANALÍTICA.

Hoje, a partir das 20h, teremos mais um encontro.

Estamos estudando linha a linha o texto de Freud “Sobre o narcisismo: uma introdução”.

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[Vídeo] Que defeitos você precisa suportar para ter as qualidades do seu parceiro?

Você compra uma caixa de bombons tradicional porque ela contém chocolates que você gosta. Todavia, para ter acesso a eles, precisa necessariamente adquirir também aqueles que, se pudesse, você jamais compraria. Um relacionamento amoroso de longo prazo é muito parecido com essas caixas de bombom…


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