Talvez você não saiba que pode EXIGIR respeito

Uma das razões que levam algumas pessoas a se manterem presas a relações abusivas é a falta de reconhecimento do próprio valor intrínseco.

Parece papo de auto-ajuda, né?

Dane-se!

Prefiro que algumas de minhas contribuições pareçam auto-ajuda, mas EFETIVAMENTE ajudem pessoas em sofrimento do que ficar posando de intelectualzão erudito que apenas quer gozar narcisicamente com seu saber vazio e inútil.

Dito isso, voltemos ao assunto do texto.

Quando eu falo de vínculos abusivos, não me refiro apenas a relações amorosas, mas também a laços familiares, de amizade e de trabalho.

Entre os vários fatores que podem fazer uma pessoa SE DEIXAR ABUSAR pelo outro, um deles é a incapacidade que alguns indivíduos têm de EXIGIREM RESPEITO.

Geralmente, essas pessoas confundem o reconhecimento do próprio valor intrínseco com vaidade e egoísmo.

Elas acreditam que, se deixarem de colocar os interesses do outro em primeiro lugar, tornar-se-ão mesquinhas, arrogantes e soberbas.

Essa confusão é muito comum na cabeça daqueles que conviveram na infância com pais que, DE FATO, eram egocêntricos e autoritários.

Como pais desse tipo não conseguem dar todo o amor e validação que a criança precisa (afinal, só pensam nos próprios interesses), os filhos não olham para essas figuras parentais com admiração.

Pelo contrário: a criança as toma como exemplos do que ela NÃO QUER SER.

Afinal, pais assim geralmente tratam seus filhos de forma excessivamente castradora, intimidadora ou com indiferença.

E é aí que se forma a confusão!

Como o exemplo que o sujeito teve de ALGUÉM QUE SE PRIOPRIZA foi o desse pai ou mãe egocêntrico(a) e autoritário(a), na cabeça da pessoa a ideia de RECONHECER O PRÓPRIO VALOR passa a estar diretamente ligada a… egocentrismo, autoritarismo, arrogância etc. — características que ela não quer ter jamais!

Nesses casos, um dos objetivos de um bom processo psicoterapêutico deve ser o de ajudar o sujeito a desfazer esse mal-entendido.

RECONHECER O PRÓPRIO VALOR INTRÍNSECO não é ser narcisista ou vaidoso, mas simplesmente admitir o fato óbvio de que NINGUÉM tem o direito de nos desrespeitar — não por aquilo que fazemos ou temos, mas pelo simples fato de existirmos.


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Divã do Nápoli #02

Um seguidor pergunta: “Quais ações devem ser concretizadas por mim para que eu consiga elevar meu amor-próprio?”

Minha resposta: A saúde é o estado natural do ser. O adoecimento físico é apenas a expressão de uma perturbação da ordem natural do corpo por algum fator (vírus, bactérias, alimentação incorreta, sedentarismo etc.). Estou chamando sua atenção para isso para mostrar que sua pergunta se baseia em um pressuposto equivocado: você acredita que a elevação do amor-próprio seja uma condição a ser conquistada por meio de certas ações quando, na verdade, você já deveria naturalmente ter amor-próprio, pois esse é um dos atributos da saúde psíquica. Se você percebe que não se ama, isso significa que existem fatores que estão perturbando sua saúde mental e produzindo, como um efeito, a perda de amor-próprio. Portanto, a pergunta que você deve se colocar não é “o que devo fazer para aumentar meu amor-próprio?”, mas “o que aconteceu comigo e o que eu fiz com o que aconteceu comigo para que meu amor-próprio esteja tão baixo?”. Assim como o diabetes tipo 2 é uma condição anormal do corpo desenvolvida em resposta a maus hábitos alimentares, assim também a falta de amor-próprio costuma ser um modo patológico de relação consigo mesmo produzido para responder a experiências desfavoráveis de interação com o outro (especialmente pai e mãe) e de fantasias construídas com base nessas experiências. Nesse sentido, enquanto você não elaborar os elementos da sua história de vida aos quais você respondeu com a redução de seu amor-próprio, nenhuma “ação concreta” o ajudará.

Veja as respostas que dei para outras duas perguntas de seguidores clicando aqui.


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[Vídeo] Narcisismo não é amar a si mesmo. Pode ser o contrário…

Neste vídeo: entenda por que narcisismo é diferente de amor-próprio e como o excesso de narcisismo pode ser autodestrutivo.


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Narcisismo não é amor-próprio

Acho que deu para você perceber que, quando estamos falando de narcisismo, não se trata do que costumamos chamar no senso comum de amor-próprio. Em nossa dimensão narcísica, não amamos a nós mesmos, mas a imagem idealizada que queremos ter de nós mesmos. Estou chamando sua atenção para isso porque meu propósito com este artigo é demonstrar que muitas vezes é justamente o narcisismo o responsável por destruir o nosso amor-próprio. Com efeito, em nome do amor ao nosso eu ideal, podemos nos envolver em situações, relacionamentos e atitudes que podem ser profundamente autodestrutivos.

Leia o texto completo clicando aqui.


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