[Vídeo] “Pérolas a porcos”: interpretação psicológica


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[Vídeo] Você tem jogado suas pérolas a porcos?


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Você tem jogado suas pérolas a porcos?

Um mestre judeu do primeiro século costumava orientar seus alunos a não atirarem pérolas a porcos porque estes, em vez de admirá-las, as pisariam.

Evidentemente, o sábio estava falando em sentido figurado — até porque a maioria dos seus alunos não tinha dinheiro para comprar uma pérola sequer.

Portanto, naquele contexto, a joia estava sendo utilizada como metáfora de algo muito valioso.

O conselho do mestre tinha por objetivo mostrar que algo que os alunos consideravam muito valioso poderia ser completamente desprezado por gente incapaz de reconhecer seu valor (os porcos).

Por isso, eles deveriam escolher com muito cuidado as pessoas com as quais compartilhariam suas “pérolas”.

Esta é, de fato, uma sábia advertência.

De vez em quando eu ouço pacientes dizendo que tentam conversar com familiares ou cônjuges em momentos de angústia e acabam saindo da conversa num estado emocional pior ainda.

Isso acontece porque, na maioria das vezes, o interlocutor em questão fica querendo enfiar conselhos simplórios goela abaixo do paciente ou diz que a pessoa não tem motivos para se sentir daquela forma, que é só ela pensar de outro jeito.

Ou seja, o interlocutor, em vez de acolher a expressão de angústia do paciente e tentar ajudá-lo de forma empática e sensível, faz com que o sujeito se sinta errado.

Nesses casos, o familiar ou cônjuge faz isso por ser uma pessoa má e insensível?

Provavelmente, não. Eles geralmente adotam essa postura invalidadora porque não estão preparados para lidar com aquela angústia.

Muitos, inclusive, se sentem, eles mesmos, angustiados nessa situação e acabam soltando conselhos simplórios justamente para se aliviarem.

Em outras palavras, para as pérolas de angústia que o paciente está compartilhando, eles são… porcos.

Eu sei que o ideal seria a gente ter familiares e cônjuges que soubessem acolher nossas angústias, mas, infelizmente, isso nem sempre acontece.

Você pode estar até satisfeita com seu casamento, por exemplo, mas ter um marido com quem não pode contar para desabafar e falar sobre suas questões emocionais. Com efeito, se fizer isso, ele logo começará a te dar sermão, em vez de simplesmente te ouvir.

Neste sentido, talvez seja melhor obedecer ao conselho do mestre judeu e deixar para compartilhar suas pérolas de angústia apenas com quem saberá dar a elas o devido valor.

Pode ser uma amiga, outro familiar ou, quem sabe, um bom analista.


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[Vídeo] Por que alguns sonhos te fazem acordar?


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[Vídeo] Relacionamento tóxico e ansiedade de separação

Esta é uma pequena fatia da aula “Tipos de ansiedade em Psicanálise” que já está disponível no módulo AULAS TEMÁTICAS – TEMAS VARIADOS da CONFRARIA ANALÍTICA.

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Karen não era tímida. Ela tinha medo de ser engolida pelo outro.

Karen, uma jovem economista de 26 anos, sempre teve muita dificuldade para interagir com as pessoas.

Ela não é exatamente tímida. Faz apresentações em público, se expõe nas redes sociais… O problema dela não está na exposição, mas na relação.

Uma simples conversa com um vendedor numa loja já a deixava tensa e ansiosa. Por isso, preferia comprar tudo online.

Karen tem algumas poucas amigas, mas raramente sai com elas, limitando o contato praticamente à internet.

Insatisfeita com seu jeito de ser, resolveu fazer terapia cognitivo-comportamental.

A psicóloga a diagnosticou com “transtorno de ansiedade social”, a encaminhou para um psiquiatra e iniciou um “treino de habilidades sociais”.

Após quatro meses, Karen decidiu abandonar o tratamento, pois não se sentia melhorando.

Pelo contrário: o tal “treino” a deixava ainda mais ansiosa, pois se sentia cobrada a apresentar resultados.

Algumas semanas depois, encontrou no Instagram o perfil de outra psicóloga que trabalhava com Psicanálise e decidiu marcar uma consulta.

Deu certo.

Apesar do desconforto inicial com a postura mais reservada da profissional, Karen foi, aos poucos, se sentindo à vontade.

As intervenções da analista davam a ela a sensação de que, finalmente, alguém havia compreendido o que realmente acontecia.

— Tenho a impressão de que, ao interagir, você sente inconscientemente que será engolida, dominada, invadida pelo outro, Karen — disse certa vez a terapeuta.

Essa profissional havia conseguido enxergar a ansiedade básica que estava por trás da dificuldade de interação da paciente.

Tratava-se de uma ansiedade de invasão/intrusão, um medo inconsciente de ser sufocada pelo outro e perder a autonomia e a capacidade de desejar.

Encorajando Karen a elaborar essa ansiedade, a psicóloga conseguiu ajudar a moça a ir pouco a pouco perdendo naturalmente a dificuldade de interagir.

Sem treino.

A ansiedade de invasão/intrusão é apenas um dos sete tipos principais de ansiedades básicas que encontramos na clínica.

Eu explico didaticamente cada um deles na aula publicada hoje na Confraria Analítica, minha escola de formação teórica em Psicanálise.

O título da aula é “Tipos de ansiedade em Psicanálise” e ela já está disponível no módulo AULAS TEMÁTICAS – TEMAS VARIADOS.

Se você é analista ou terapeuta e quer aprender a identificar as ansiedades básicas de seus pacientes para ajudá-los de maneira mais efetiva, essa aula é para você.

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[Vídeo] Seu sintoma é uma resposta para uma pergunta antiga?


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[Vídeo] Você ainda luta contra uma angústia infantil?


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Que angústia você está calando com seus problemas emocionais?

A razão pela qual temos tanta dificuldade para abandonar nossos problemas emocionais é que eles são como aquela marca de palha de aço:

Possuem 1001 utilidades.

Por meio deles, conseguimos equacionar certos conflitos internos, satisfazer desejos de forma simbólica, obter ganhos em nossas relações interpessoais.

Enfim… Por mais dolorosos que sejam, nossos sintomas são tão vantajosos que não podemos abrir mão deles com muita facilidade.

— Ah, Lucas, lá vem vocês da Psicanálise com essas ideias malucas. Até parece que minha depressão e minha baixa autoestima me trazem alguma vantagem! 😠

Hum… Você duvida?

Então, faça análise. Encontre-se toda semana com uma boa psicanalista e, logo logo, começará a perceber os ganhos que obtém com esses problemas emocionais.

Um deles pode ser a evitação de uma angústia, sabia?

Uma angústia infantil, para ser mais preciso.

Como ainda possui poucos recursos psíquicos, a criança pode não conseguir lidar com certas angústias que a vida lhe impõe.

Por exemplo: uma menina pode ter uma mãe que lhe proporciona o básico em termos de nutrição emocional, mas um pai que não lhe dá muita atenção.

Essa falta pode fomentar uma angústia terrível!

“Será que meu pai não gosta de mim?”

“Será que eu não tenho valor?”

“O que preciso fazer para ser amada por ele?”

Estas são algumas das angustiantes perguntas que podem invadir a mente da criança diante da indiferença do pai.

Ora, um problema emocional pode se apresentar justamente como resposta a essas questões e, portanto, como um tamponador da angústia.

A menina pode se convencer de que sim, o pai não gosta dela, ela não tem valor e não há nada que possa fazer para ser amada por ele.

Ela se torna, então, triste, apática, com baixa autoestima, ou seja, entra num quadro depressivo.

Mas, fazendo essa depressão, pelo menos estanca a angústia de se perguntar sobre seu lugar no desejo do pai.

Entendeu?

É como se essa menina tivesse trocado a angústia pela depressão, pois a segunda é mais suportável do que a primeira.

— OK, Lucas, eu entendo que isso possa acontecer com uma criança. Mas eu já sou adulta!

— Ah, é? Quem te falou?

***

Na Confraria Analítica, eu explico como nossos sintomas podem funcionar como defesas contra dores mais antigas.

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[Vídeo] Ansiedade não é doença


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Ficar ansioso é normal

Ansiedade é que nem suor: desconfortável, desagradável, mas… inevitável.

Assim como o suor é uma reação natural do corpo, a ansiedade é uma resposta espontânea da alma.

Suamos para resfriar o corpo diante de um aumento significativo de sua temperatura. Assim, evitamos o risco de superaquecimento.

Ficamos ansiosos quando estamos diante de algum perigo. Assim, nos sentimos inclinados a evitá-lo ou, no mínimo, tomar cuidado.

Ou seja, tanto o suor quanto a ansiedade são sinais de saúde.

Por isso, não faz sentido dizer que uma pessoa sofre de ansiedade, assim como seria absurdo afirmar que um sujeito sofre de suor.

Ambas as reações só podem ser chamadas de patológicas quando acontecem em excesso ou fora de hora.

Sinto que estou explicando uma coisa muito óbvia. Mas, às vezes, o óbvio precisa ser reafirmado.

Infelizmente, muitos profissionais de saúde mental têm falado sobre a ansiedade como se ela fosse um transtorno em si mesma.

Outro dia, atendi uma moça cujo psiquiatra lhe receitou um novo medicamento simplesmente por ela ter dito se sentir ansiosa e impaciente de vez em quando.

Atônito, perguntei se ela achava que sua ansiedade era exagerada ou a atrapalhava e a paciente disse tranquilamente que não, que era uma ansiedade “normal”.

Ela mencionou que se sente ansiosa, por exemplo, antes de fazer provas na faculdade, mas que não chega a ficar aflita e desesperada como alguns colegas.

Ou seja, essa ansiedade era totalmente adequada à circunstância em questão.

É natural ficarmos ansiosos diante de situações que envolvem riscos, como é o caso de uma avaliação acadêmica.

Em outras palavras, essa moça passou a tomar mais um remédio tarja preta à toa!

Se voltarmos à comparação com o suor, a situação parecerá ainda mais aberrante:

Imagine um dermatologista receitando um medicamento antitranspirante para um paciente que diz ficar suado quando faz atividades físicas…

Seria um absurdo, né?

Concluindo: a ansiedade faz parte da vida. Não devemos patologizá-la.

Ela nos motiva a ter cautela, a pensarmos antes de agir e tem mais:

Até quando acontece fora de hora pode ser uma bússola para encontrarmos nossos desejos mais profundos…

***

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[Vídeo] Não adianta só tratar o sintoma


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Você cria problemas emocionais para se proteger


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Você está doente para se proteger

Há uma coisa que você PRECISA saber e que talvez nenhum profissional de saúde mental tenha lhe falado até hoje:

Seus problemas emocionais existem para PROTEGÊ-LO.

Sim! Seus episódios depressivos, suas crises de ansiedade, seus pensamentos negativos, sua compulsão alimentar… Tudo isso existe para proteger você.

Eu sei que tal afirmação parece absurda, mas fique tranquilo que vou demonstrá-la.

Primeiramente, você precisa reconhecer dois fatos indiscutíveis:

(1) Todos nós somos seres contraditórios, no sentido de que temos muitas inclinações diferentes, que frequentemente se opõem umas às outras.

(2) Não temos consciência de todas essas inclinações e, portanto, não estamos plenamente conscientes de todos os possíveis conflitos entre elas.

Admitidas essas duas realidades, podemos continuar nossa demonstração:

Essas contradições internas (por exemplo: entre o amor e o ódio que você tem por uma pessoa) geram uma emoção extremamente desagradável: a ANGÚSTIA.

Quando estamos fortes psiquicamente, conseguimos tolerar a angústia e, consequentemente, o conflito que a produz.

Porém, quando nos encontramos num estado de fragilidade emocional, a angústia se apresenta como algo insuportável.

E aí, para evitar o surgimento dela, precisamos empregar defesas psíquicas contra o conflito que a desencadeia.

Pois bem! Nossos sintomas são justamente a EXPRESSÃO VISÍVEL dessas defesas.

— Mas, Lucas, eu não me percebo utilizando defesa nenhuma e também não consigo enxergar nenhum desses conflitos de que você está falando.

OK, mas você lembra que admitiu agora há pouco que nós nem sempre estamos conscientes de nossas inclinações e de possíveis conflitos entre elas?

Na maioria das vezes, todo esse processo que descrevi (conflito -> angústia -> defesas -> adoecimento) acontece inconscientemente.

E é justamente por isso que, para tratar seus problemas emocionais, você precisa de um método terapêutico que lhe permita enxergar essa mecânica inconsciente.

Felizmente, esse método já foi inventado.

Há mais de 100 anos.

O nome dele é Psicanálise.

[Vídeo] As raízes de nossos problemas emocionais


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