Vencedores da Promoção “As Mulheres de Freud”

As duas vencedoras da promoção de divulgação do livo “As Mulheres de Freud” e que receberão em casa um exemplar da obra são Ádila e Maria Alice, cujos comentários são reproduzidos abaixo.

Agradeço a todos os que enviaram suas respostas, contando com a participação de vocês nas próximas promoções.

Congratulações às ganhadoras, que deverão enviar um email para lucasnapoli.blog@globomail.com informando: nome completo, endereço, CEP e telefone para que a Editora Record possa fazer o envio dos livros.

Respostas vencedoras à pergunta “O que quer uma mulher?”

“O que as mulheres querem? Nos homens? Depende do homem que elas “possuem”. Provavelmente a mulher de Freud queria que ele assumisse mais o que fazia ao invés de dizer que tudo era inconsciente (rsrs…), ou talvez que ele estudasse menos e dedicasse mais tempo à família ou derrepente que ele lhe proporcionasse mais prazer, ao invés de querer fazer filhos só pra reprodução… Já a mulher do Skinner talvez desejava que ele fosse um homem mais reforçador, que a elogiasse mais, ou talvez que ele fizesse mais coisas “inconscientemente”… Bom, normalmente vão querer o que eles não possuem, ou para elas não possuem. Ahh acho que as mulheres querem mesmo é esse glamour do mistério em torno das tentativas de descobrirem o que elas querem e cada vez que descobrirem ela reinventará uma outra coisa pra ela querer.

Na sociedade? A mulher de uns tempos atrás queria trabalhar fora, terem mais liberdade, hoje elas já sentem falta de homens que tenham mais firmeza, que paguem as contas e de vez em quando mostrem quem é que manda. kkkk… Estão descobrindo que esse negócio de dupla jornada não é bacana. Bom, há quem diga que elas querem é ser amadas e quem diga que elas querem é ser desejadas, eu diria que elas gostam mesmo é do “embelecer da estrada”. Machado de Assis diz: “O amor, disse alguém, é uma jornada, cujo ponto de partida é o sentimento, e cujo termo inevitável, a sensação. Se isto é verdade, o que há a fazer, é embelecer a estrada e chegar mais tarde possível ao fim.” Este mesmo autor diz uma coisa bem interessante que também considero um caso a pensar: que as mulheres gostam é da “toleima” e que é importante para com elas o seguinte: “Procurai as mulheres nas mulheres, admirai-lhes a figura elegante e flexível, afagai-lhes os cabelos, beijai-lhes as mãos mimosas; mas tomai como um brinquedo o seu desdém, aceitai os seus ultrajes sem azedume, e às suas cóleras mostrai indiferença…”

Resumindo, vou acrescentar a fala de uma mulher:

“Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato…
Ou toca, ou não toca” (Clarice Lispector)

Bom, não fui muito criativa, masss era o que eu tinha em mente.” (ÁDILA)

***

“Em primeiro lugar gostaria de falar que adorei esse livro, começando pela linda capa e pelo assunto super interessante…

O QUE QUER UMA MULHER?

Perguntinha simples…pq será tão difícil responder?
Talvez pelo fato que uma mulher não sao mulheres e precisa se pensar em que tipo de mulher estaria se pensando para responder sobre seus supostos desejos.
Vou falar sobre a mulher que consideraria ¨normal¨…

A mulher busca a vida inteira se fazer reconhecer como ser capaz, uma pessoa com sonhos, desejos, falhas, acertos…como qualquer homem…ou melhor, a mulher quer ser capaz de se mostrar alguém com segurança e firmeza para ser vista com admiração.

Na verdade, a mulher QUER ser inteira e ao mesmo tempo QUER ser a metade de alguém. Necessita de um homem que a fortaleça e valorize. A mulher QUER ser profissional, mãe, namorada, esposa, amiga e QUER ter o retorno merecido principalmente por parte de seu ¨companheiro¨. A mulher QUER ser feliz, QUER amar e ser amada, QUER se sentir realizada, QUER acabar com seus complexos e traumas. A mulher QUER mostrar sua força e também QUER poder ser frágil. QUER ser protegida, amparada e compreendida. A mulher QUER acabar com as multi-funções que lhe são destinadas ao longo da vida e QUER poder apenas ser mulher. A mulher QUER poder se lançar aos seus desejos e se libertar das amarras que a sociedade impõe. A mulher QUER mostrar que é forte e fraca, apenas um ser humano. Histérica, obsessiva, paranóica, perversa…pouca importa, QUER poder lidar com seus conflitos e se encontrar. QUER ser alguém no mundo, simplesmente mulher, com toda a carga que as mulheres carregam ou talvez vivenciar algo mais ameno. QUER ser mulher, apenas mulher, com todos os predicados que essa palavra transmite…Mas o que na verdade a mulher QUER acima de tudo…é ser a mulher de alguém, é ser feliz, ter um amor verdadeiro e correspondido…apesar de tudo e do desenvolvimento ao longo dos séculos, a mulher não QUER ficar sozinha. QUER amar, sem vexame, sem tristeza, sem final infeliz. Realizar alguém e se sentir realizada.QUER SER MULHER e poder saber o que quer um homem. Porque afinal de contas, essa é outra dúvida que assola a humanidade…O que quer um homem???” (MARIA ALICE).

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Divulgação – “As Mulheres de Freud”


O psicanalista Jacques Lacan costumava dizer que as mulheres eram analistas por natureza e que aquelas que optassem por seguir a profissão só precisavam aprender um pouquinho de metapsicologia, porque do resto a própria natureza feminina dava conta…

A história oficial faz parecer que a Psicanálise fora um empreendimento concebido e estruturado fundamentalmente por homens visto que analistas do sexo feminino só entrariam em cena a partir da segunda geração de psicanalistas. Aparentemente, estariam na origem desse revolucionário método de tratamento das neuroses – como o próprio Freud gostava de definir sua práxis – apenas ilustres senhores da sociedade européia: Freud, Breuer, Ferenczi, Stekel, Adler. No entanto, como evidenciam os próprios escritos freudianos, a Psicanálise nasce precisamente da boca de mulheres. Mulheres cujo corpo exprimia uma linguagem absolutamente incompreensível para uma medicina organicista, o que demandava a emergência de uma escuta que pudesse extrair desse corpo em desacordo consigo mesmo uma ordem de discurso, palavras que não puderam ser ditas.

Esse preâmbulo serve apenas para dar um vislumbre da importância das mulheres para o surgimento e o desenvolvimento da teoria e da prática psicanalíticas, o que a Editora Record faz com extensão muito maior através do lançamento do excelente “As Mulheres de Freud”. Resultado de uma parceria exitosa entre um estudioso da Psicanálise (Jonh Forrester) e uma mestra no baile das letras (Lisa Appignanesi), a obra é um daqueles volumes que não podem faltar na biblioteca dos que se interessam por humanidades. Trata-se, portanto, de uma obra não indicada apenas ao público já envolvido com a teoria psicanalítica, pois o livro se constitui de fato numa viagem ao início do século XX.

Ao contrário do que o título possa dar a entender, os autores não tratam apenas das mulheres que tiveram um relacionamento amoroso com Freud, até porque não foram muitas. O pai da Psicanálise permaneceu até o fim da vida ao lado de Martha Bernays. Aliás, as cartas que ambos trocaram durante o namoro e o noivado foram a matéria-prima da qual os autores extraíram uma singela história de amor, permeada por conflitos de ordem financeira e que tocam no problema dos papéis maculino e feminino numa sociedade marcadamente conservadora mas em vias de transformação.

As “outras” mulheres de Freud abordadas pelo livro são suas filhas, com especial destaque para Anna, que seguiria o pai na carreira de analista; a mãe, uma das principais fontes de sua tese sobre a existência universal do complexo de Édipo; além de sua cunhada, com quem tinha um relacionamento particularmente próximo. O livro chega, inclusive, a discutir a veracidade da hipótese de que Freud teria um suposto caso extraconjugal com ela.

Além dessas, o livro também se dedica às mulheres que tiveram uma incidência mais visível no âmbito da Psicanálise. Em primeiro lugar, as chamadas “professoras” de Freud: as primeiras pacientes histéricas, cujas histórias clínicas e o transcurso dos tratamentos permitiram a Freud esboçar as hipóteses principais do edifício teórico da Psicanálise. Em seguida, aquelas que foram psicanalistas. Todavia, o livro não aborda todos os principais nomes da Psicanálise do sexo feminino, entre as quais Melanie Klein, Hanna Segal e Joyce Mcdougall. Os autores se concentram sobre aquelas que se relacionaram com Freud como Sabina Spielrein, Lou Andreas-Salomé, Helene Deutsh e a princesa Marie Bonaparte. São mulheres que, de alguma forma, interromperam a ímpeto perigoso da Psicanálise de se constituir como uma movimento de contornos claramente patriarcais e sexistas.

Finalmente, os autores dedicam um capítulo especial à discussão sobre o tema da feminilidade na obra de Freud. Como se sabe, nos seus últimos textos, o pessimismo de Freud quanto ao futuro e à eficácia da Psicanálise ocorreram concomitantemente a sua declaração de impossibilidade da resposta para a pergunta: “O que quer uma mulher?”. Com efeito, a feminilidade mesmo depois da obra de Freud permaneceu uma questão problemática, haja vista a célebre frase de Lacan: “A mulher não existe” e suas investigações ulteriores sobre o gozo feminino.

Ao que parece, as mulheres sempre foram perturbadoras, no sentido de impedir a inércia, da teoria e da prática psicanalítica. Desde a histérica que pede que Freud pare de falar e lhe escute, inaugurando a técnica da associação livre, passando por Martha Bernays que, ao casar-se com Freud, faz com que esse tenha que deixar a pesquisa científica para se dedicar à clínica, até as analistas femininas ao questionarem a plausibilidade do complexo de castração.

“As Mulheres de Freud” é um exemplo de historiografia, ao aliar a descrição precisa dos fatos e a diacronia da teoria psicanalítica como pano de fundo.

Serviço: Compre já o livro na Livraria Cultura, clicando aqui. É só colocar o título do livro na barra de busca.

PROMOÇÃO!

Quer ganhar um exemplar do livro “As Mulheres de Freud” de presente da Editora Record?

Basta fazer um comentário neste post, respondendo à pergunta: “O que quer uma mulher?”. As duas respostas mais criativas ganham um exemplar do livro. O resultado estará disponível aqui no blog no dia 21/05. Não perca essa chance!