[Vídeo] Uma função essencial do psicanalista


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O psicanalista é aquele que te encoraja a continuar viajando quando tudo o que você quer é… estacionar.

De vez em quando alguém me pergunta se é possível fazer análise sozinho, sem a ajuda de um psicanalista.

A resposta é sempre um enfático NÃO.

Embora Freud, em seus primeiros escritos e cartas, faça referência à uma suposta autoanálise, hoje sabemos que suas elaborações não foram feitas solitariamente.

O colega Wilhelm Fliess bem como seus primeiros leitores exerceram para o médico vienense um papel SEMELHANTE ao que um analista desempenha numa análise “normal”.

Com efeito, Freud não guardava para si os resultados dessa suposta autoanálise, mas corajosamente os compartilhava nas cartas a Fliess e em seus primeiros livros.

Portanto, havia DESTINATÁRIOS para os quais o médico ENDEREÇAVA suas associações.

Enfatizo esse ponto porque o endereçamento a um outro é um dos elementos essenciais da experiência psicanalítica.

É por isso que a autoanálise compreendida como um processo associativo e elaborativo solitário é absolutamente inviável.

Para que a análise funcione, é preciso que o paciente associe e elabore PARA alguém.

E esse “alguém” não pode ser qualquer pessoa.

É preciso que ela tenha alcançado suficientemente bem a capacidade de não permitir que o paciente “estacione” seu carro quando deveria continuar “viajando”.

Explico a metáfora:

Para se proteger da angústia suscitada por certas lembranças e ideias, todo paciente tende a interromper o seu fluxo associativo (“estacionar”).

Uma das funções do analista é não permitir que isso aconteça, incitando e encorajando o sujeito a vencer suas resistências e prosseguir na “viagem” para dentro de si.

E o analista só dará conta de fazer isso se tiver vencido boa parte das suas próprias resistências — o que só é possível se ele fizer ANOS de análise pessoal.

É por isso que não dá para ser psicanalista só “fazendo curso” ou lendo livros e artigos de Psicanálise.

É sendo paciente de um analista durante um bom tempo que o sujeito adquire as condições subjetivas necessárias para não permitir que seu paciente “estacione”.


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[Vídeo] Dá para fazer autoanálise?

Eventuais insights só acontecem quando falamos com a suposição de que TEM ALGUÉM OUVINDO o que estamos dizendo. É só falando livremente com um outro que a gente consegue SE ESCUTAR.


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A gente faz Psicanálise porque é só falando livremente com um outro que a gente consegue SE ESCUTAR.

Não dá para substituir terapia de verdade por uma pretensa autoanálise.

Apesar de não se encontrar formalmente com outra pessoa para fazer análise, Freud não estava tecnicamente sozinho em sua suposta autoanálise.

Com efeito, ele tinha INTERLOCUTORES com os quais compartilhava as descobertas que fazia durante esse processo.

Quem foram eles?

Primeiramente, seu amigo (à época) Wilhelm Fliess, com quem trocou dezenas de cartas, e, por incrível que pareça, SEUS PRÓPRIOS LEITORES.

Sim! Livros como “A Interpretação dos Sonhos” e “A Psicopatologia da Vida Cotidiana” registram uma série de elaborações que Freud empreendeu em sua “autoanálise”.

Nesse sentido, nós, destinatários virtuais desses textos, ocupamos, de certa forma, o lugar de analistas para Freud.

— Mas, Lucas, como isso é possível? O analista, então, é meramente um interlocutor?

Não, caro leitor.

É óbvio que as INTERVENÇÕES do analista são essenciais para o progresso do tratamento.

É por isso, inclusive, que podemos dizer, sem medo, que a autoanálise de Freud foi capenga.

Provavelmente, o velho teria avançado muito mais caso tivesse se deitado no divã de algum de seus alunos.

Por outro lado, os resultados da terapia psicanalítica não podem ser atribuídos exclusivamente àquilo que o analista diz ou faz.

O simples fato de haver alguém para quem encaminhamos nossas queixas, indagações e elaborações já é, em si mesmo, terapêutico.

Isso acontece porque, no momento em que articulamos nossos pensamentos na forma de uma fala livre (exigência da Psicanálise), temos a oportunidade de perceber ligações, semelhanças e equivalências entre nossas ideias que só se evidenciam no âmbito da FALA.

E não de qualquer fala. Afinal, como se sabe, falar sozinho não produz o mesmo efeito.

Eventuais insights só acontecem quando falamos com a suposição de que TEM ALGUÉM OUVINDO o que estamos dizendo.

É só falando livremente com um outro que a gente consegue SE ESCUTAR.

Se esse outro RESPONDE na forma de uma interpretação ou de um corte, a escuta de si fica ainda mais refinada.

Mas, se ele simplesmente ocupa silenciosamente o lugar de destinatário do nosso discurso, isso já é suficiente para que os nossos ouvidos se abram à nossa própria voz.


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Por que não dá para fazer terapia consigo mesmo (autoanálise)?

Se desde a mais tenra idade somos levados pelas pressões sociais, a princípio encarnadas nas palavras de nossos pais, a fingir para nós mesmos que somos melhores do que efetivamente somos, que garantias poderemos ter de que, numa suposta autoanálise, teremos a capacidade de sermos sinceros com nós mesmos?

Por mais franca que uma pessoa possa ser em relação às suas motivações, seu olhar estará sempre embaçado por seus mecanismos de defesa. Afinal, seu desejo de corresponder às expectativas do Outro e se ver como uma pessoa “do bem” e “de bem” será sempre mais forte do que seu esforço para se autoenxergar. É por isso que a presença de um terapeuta é fundamental. De fato, é ele quem, desprovido dos vieses que ofuscam o olhar do paciente, estará suficientemente aberto para escutar as vozes da dimensão natural/espontânea que, ainda que abafadas, se fazem ouvir…

Leia o texto completo em bit.ly/drdautoanalise


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