[Vídeo] “Sou boazinha com os outros, mas uma carrasca comigo mesma.”


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Você se cobra muito, mas é extremamente tolerante com os outros?

Excesso de autocobrança: atualmente essa é uma das queixas que aparecem com mais frequência nos consultórios de psicoterapia.

Diversos pacientes sofrem por sentirem culpados com muita facilidade e exigirem de si mesmos padrões desnecessariamente elevados de conduta.

Ao contrário do que se pensa, nem sempre tais pessoas são provenientes de ambientes familiares que as pressionavam e cobravam um desempenho de excelência.

Às vezes é o oposto: tem paciente que se tornou bastante exigente consigo mesmo em meio a pais cuja tolerância e flexibilidade flertavam com a negligência.

Em casos como esse, o sujeito desenvolve o excesso de autocobrança como uma defesa contra os sentimentos de desamparo e desorientação gerados pela postura exageradamente complacente dos pais.

Há outros pacientes cuja autocobrança patológica é resultante de uma história infantil marcada pela ocorrência frequente de situações de ameaça e intimidação.

Assim, o sujeito passa a ser extremamente exigente consigo mesmo com o objetivo inconsciente de evitar as punições que fora levado a imaginar quando criança.

Seja qual for a origem do excesso de autocobrança, é possível observar em muitos pacientes que sofrem com esse problema um aspecto muito interessante, a saber:

Um anseio não declarado de serem tratados com a compaixão e compreensão que não conseguem ter em relação a si mesmos.

Faz sentido! Para sustentarem a autocobrança patológica como defesa, essas pessoas precisam RECALCAR suas tendências autocompassivas.

É por isso que elas tendem a ser extremamente tolerantes e complacentes COM OS OUTROS.

Com efeito, agem com as outras pessoas como gostariam de agir consigo mesmas, mas NÃO SE PERMITEM.

E por que não se permitem?

Porque, como eu disse anteriormente, o excesso de autocobrança é uma DEFESA.

Inconscientemente o sujeito acredita que, se parar de se cobrar e começar a pegar leve consigo mesmo, estará em perigo: ficará perdido, desorientado, será punido etc.

Assim, com medo de abrir mão dessa defesa, a pessoa se projeta no outro e oferece a ele justamente a tolerância que não consegue oferecer a si mesma.


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[Vídeo] Como você reage quando é ofendido?

A variabilidade na maneira como reagimos a ofensas evidencia a existência de PREDISPOSIÇÕES PSÍQUICAS.

Trata-se de tendências que se formam em nós em função da nossa história e que nos tornam propensos a reagir de determinada maneira frente a certas situações.


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[Vídeo] Pessoas que se anulam e não conseguem defender seus interesses

Neste vídeo, eu apresento 3 hipóteses sobre situações infantis que podem estar na gênese desse padrão problemático de autoanulação e dificuldade de defender os próprios interesses.


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[Vídeo] Narcisistas generosos

Os narcisistas patológicos costumam ser descritos como pouco empáticos, egoístas e manipuladores porque estão sempre priorizando seus interesses em detrimento das necessidades do outro. No entanto, existe uma forma muito sutil de narcisismo patológico que se manifesta justamente como o oposto dessa descrição típica.


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O narcisista generoso

Antes de mais nada: TODO O MUNDO É NARCISISTA.

Sim!

Em Psicanálise, narcisismo não é necessariamente patologia, mas um aspecto da condição humana.

Em maior ou menor grau, todos nós somos apaixonados pelo próprio ego.

Nesse sentido, o tipo psicológico que se convencionou chamar popularmente de “narcisista” corresponde àqueles, dentre nós, que amam EXCESSIVAMENTE o próprio ego.

O melhor, talvez, seria denominar tais pessoas de NARCISISTAS PATOLÓGICOS visto que existe um narcisismo suficientemente bom, saudável e equilibrado.

Os narcisistas patológicos costumam ser descritos como pouco empáticos, egoístas e manipuladores porque estão sempre priorizando seus interesses em detrimento das necessidades do outro.

No entanto, existe uma forma muito sutil de narcisismo patológico que se manifesta justamente como o oposto dessa descrição típica.

Como eu disse acima, narcisismo é amor pelo próprio ego.

Nesse sentido, o critério fundamental para identificar um narcisista patológico não é a baixa capacidade empática do cidadão, mas O EXCESSO de amor que ele tem por sua autoimagem.

Existe um tipo de narcisista patológico que se mostra EXTREMAMENTE empático e está sempre buscando satisfazer as necessidades dos outros.

Diferentemente do narcisista “típico”, esse narcisista “generoso” é abnegado. Ele prefere sofrer do que ver o outro sofrer.

Se lhe passam a perna ou lhe traem, ele não se indigna. Pelo contrário: compreende e justifica o comportamento do outro com racionalizações do tipo: “É só imaturidade”.

Quem vê de longe pensa: “Que pessoa boa! Que coração nobre!”.

O problema é que o narcisista generoso não age assim porque DE FATO se importa com o outro.

Tudo não passa de uma baita ego trip.

No fim das contas, o sujeito é super empático e generoso porque se delicia ao olhar no espelho da alma e se perceber dessa forma… boazinha.

O excesso de narcisismo transparece de forma incontestável quando lhe fazem perguntas do tipo: “Mas por que você aceita ser tão maltratado?” e o sujeito responde:

“Não é por ele; É POR MIM. Eu sou fiel aos MEUS princípios.”

E aí, você conhece (ou é) um narcisista generoso?


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[Vídeo] Como você lida com sua agressividade?

Para ser vivenciada de forma saudável, ou seja, não-violenta, a agressividade precisa estar integrada ao conjunto da personalidade. Quando isso não acontece, ela é experimentada como uma força estranha, incontrolável.


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[Vídeo] Os perigos de reprimir a agressividade

O psicanalista inglês Donald Winnicott nos ensina que, na origem, a agressividade nada mais é do que uma das expressões do nosso impulso natural de viver e buscar manter-se vivo. No entanto, muitas pessoas encaram negativamente esse movimento emocional espontâneo e acabam reprimindo sua agressividade como se ela fosse necessariamente violenta. Neste vídeo, explico os graves prejuízos que tal atitude ocasiona para a saúde mental e as relações interpessoais.


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Agressividade não é violência. É vida!

Freud descobriu que todos nós temos impulsos sádicos, isto é, aquele tesãozinho natural pelo controle e pelo domínio.

Tem gente que tem mais, tem gente que tem menos.

Ele pode estar reprimido, sublimado ou visivelmente manifesto, mas o fato é que está presente em todo o mundo.

Sadismo, no entanto, não é o mesmo que agressividade.

E o autor que nos ajuda a entender melhor essa diferença é o psicanalista inglês Donald Winnicott.

Do ponto de vista winnicottiano, a agressividade diz respeito simplesmente à força espontânea, intensa e impetuosa da nossa pulsão… de vida!

Nesse sentido, um bebê que suga com avidez e voracidade o seio materno está expressando sua agressividade.

Mas isso não tem nada a ver com domínio, controle e muito menos com o desejo de machucar.

Da mesma forma, existe agressividade no choro estridente de uma criança que acorda os pais no meio da noite, ansiando por ser amamentada.

Agressividade é vida!

A gente tende a associá-la a violência porque nossa cultura tradicionalmente lida muito mal com esse aspecto agressivo do nosso ser.

Desde muito precocemente somos estimulados a obedecer, a ficarmos quietos, a nos adaptarmos, a engolirmos o choro.

Em outras palavras, nossa cultura sádica instiga seus membros a sufocarem sua agressividade a fim de se encaixarem passivamente em padrões externos, para viverem um estado de paz sem voz, como dizia O Rappa.

O resultado é óbvio: a agressividade reprimida retorna na forma de violência.

Falamos bastante sobre isso ontem na aula da Confraria Analítica.

Quem não conhece aquela pessoa exageradamente pacífica, que aparentemente seria incapaz de fazer mal a uma mosca, que está sempre fugindo de conflitos, mas que, num estado de crise, explode e se torna extremamente violenta?

É isso o que acontece com um indivíduo que se viu obrigado a esconder de si mesmo a própria agressividade para poder existir bovinamente nos pastos do grande Outro.

A agressividade que não é vivida de forma integrada na existência, pode ressurgir abruptamente de forma dissociada.

Nas palavras do próprio Winnicott:

“Sem a possibilidade de brincar sem compaixão, a criança terá que esconder o seu eu impiedoso e dar-lhe vida apenas em estados dissociados.”


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O problema de quem tem dificuldade para dizer não é o desejo infantil de ser amado por todo o mundo

Muitas pessoas se queixam de que têm dificuldade para dizer não.

A intuição nos leva a supor que tais indivíduos são inseguros e, por isso, se sentem inibidos para recusar demandas, pedidos e convites.

Nesse sentido, o senso comum acredita que a saída seria a pessoa passar a “acreditar mais em si mesma”.

Supostamente, a autoconfiança daria a ela a coragem necessária para dizer não.

Por outro lado, a escuta atenta no contexto psicanalítico a indivíduos que apresentam esse problema nos faz perceber que ele costuma brotar de outra fonte.

Trata-se do desejo de ser bem visto por TODOS.

A dificuldade de dizer não é só o efeito colateral do ESFORÇO constante que o sujeito faz… para sempre dizer SIM.

Deixa eu explicar isso melhor. Veja:

Do ponto de vista consciente da pessoa que sofre com essa questão, ela gostaria muito de dizer não. O problema estaria no fato de que infelizmente não consegue.

Mas será que gostaria mesmo?

A escuta psicanalítica revela que não.

A Psicanálise nos ajuda a perceber que, no fundo, inconscientemente, essas pessoas DESEJAM ATIVAMENTE dizer sim para todos.

Por quê?

Porque nutrem a fantasia de que, fazendo isso, serão amadas por todo o mundo.

Assim, no tratamento, não se trata de planejar um “treino de assertividade” para que o paciente “aprenda” a dizer não.

Ele já sabe muito bem fazer isso.

O problema é que, em razão da fantasia de que felicidade significa ser bem visto e querido por todos, ele NÃO QUER RECUSAR NADA QUE LHE PEÇAM.

A terapia, portanto, deve ter como objetivo levar o paciente a questionar essa fantasia a fim de que possa RENUNCIAR a esse modo infantil e autodestrutivo de satisfação.


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[Vídeo] A Síndrome do Aluno Nota 10

O certinho, aplicado e bem comportado ganha palmas, prêmios e elogios, mas perde a liberdade de arriscar, desafiar e não agradar.


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[Vídeo] Quando o bonzinho é um endividado e não um sedutor

Geralmente tendemos a pensar que todo indivíduo “bonzinho” se comporta dessa forma subserviente e passiva com o objetivo de seduzir os outros.

Contudo, há uma categoria de pessoas que se tornaram boazinhas porque se sentem endividadas…


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O bonzinho pode ser apenas um endividado

Eu já falei em diversos textos e vídeos sobre o caráter narcísico do padrão de comportamento que comumente chamamos de “bonzinho”.

De fato, muitas pessoas que se encaixam nessa categoria estão inconscientemente buscando seduzir o outro para serem amadas.

A suposta bondade do bonzinho, portanto, não seria genuína. Tratar-se-ia apenas de uma estratégia para “ficar bem na fita” ou, se você quiser, “ganhar likes”.

No entanto, a experiência clínica mostra que há um grupo de pessoas que também desenvolve o  modo “bonzinho” de ser,  mas por outra razão.

Refiro-me a indivíduos que se colocam neuroticamente a serviço do outro não com o objetivo de seduzi-lo, mas de “pagar” uma dívida infantil.

Explico:

Tais pessoas foram levadas a acreditar, na infância, que todo o cuidado que recebiam da parte de seus pais não era gratuito.

Observando certas atitudes e falas parentais, esses indivíduos foram chegando à conclusão de que precisariam “ressarcir” os pais de alguma forma.

A clínica mostra que, sob o domínio dessa ideia absurda, tais pessoas já na infância se comportavam de modo excessivamente submisso, obediente e solícito.

Com efeito, desde crianças já renunciavam aos próprios desejos para submeterem-se às vontades do outro. Dessa forma, estariam “pagando” sua suposta dívida.

Como a gente inevitavelmente transfere nossos padrões de relação com os pais para outras pessoas, esse padrão de submissão acaba se mantendo na vida adulta.

Assim, o sujeito continua preso à fantasia de que precisa pagar aos pais pelo cuidado recebido, só que agora quem recebe o “pagamento” são namorados, esposas, amigos…

Temos, então, um indivíduo adulto que está sempre “pedindo licença” para existir, que não consegue dizer não e se submete passivamente ao desejo do outro.

Ele quer seduzir as pessoas para ser amado? Não. O que inconscientemente ele busca é “ressarcir” simbolicamente seus pais através da submissão ao outro.

Que tal mandar esse texto para todos os bonzinhos que você conhece? Você é um deles?


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[Vídeo] Não dá para ser assertivo e ficar bem com todo o mundo

Pessoas que ficam remoendo situações pensando no que gostariam de ter dito e não disseram sofrem da resistência neurótica a abrir mão de um desejo em prol de outro.


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[Vídeo] Pare de ficar sempre se colocando no lugar dos outros

Este vídeo foi feito para você que sofre por colocar sempre os interesses dos outros acima dos seus e está cansado de viver sob a compulsão de buscar o tempo todo fazer os outros se sentirem bem.

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