O poder terapêutico da relação entre paciente e analista

Classicamente, nós pensamos na Psicanálise como um procedimento terapêutico que permite ao sujeito fazer uma espécie de mergulho em si mesmo.

A postura mais passiva e silenciosa do analista facilitaria esse movimento introspectivo que permitiria ao paciente se redescobrir.

Tudo isso é verdade. Mas não é TODA a verdade.

De fato, a gente faz análise para SE escutar e SE enxergar.

Mas a gente também faz análise para se RELACIONAR.

Sim: embora a terapia psicanalítica não seja uma conversa comum, ela se constitui inegavelmente como uma relação entre duas pessoas.

Isso pode parecer óbvio, mas não é.

O que quero destacar é o fato de que as transformações que ocorrem com o paciente não são resultantes apenas do mergulho que ele faz em si mesmo.

Na verdade, boa parte delas pode ser atribuída às vicissitudes da relação concreta com o analista — mediadas OU NÃO por elementos transferenciais.

Diferentemente do que se acredita no senso comum, um analista jamais é completamente neutro.

Quando um paciente confessa ter uma fantasia sequissual da qual sente vergonha, ao escutá-lo em silêncio, o terapeuta não está sendo neutro.

Afinal, ao agir assim, o analista comunica ao paciente que ali, no contexto terapêutico, ele tem a liberdade de falar abertamente sobre seus desejos.

E essa mensagem implícita, por si só, já é terapêutica.

De repente, esse paciente sente vergonha de sua fantasia por ter sido criado em um contexto excessivamente moralista e repressor.

Ora, ao escutar o sujeito sem condená-lo, o analista está oferecendo a ele um NOVO contexto que, diferentemente do primeiro, não o incita à vergonha.

Portanto, se a Psicanálise é terapêutica, não é só por conta dos insights e elaborações que o paciente faz, mas também pelo próprio VÍNCULO com o analista.

Esse vínculo pode ser transformador em si mesmo, pois contrasta com os vínculos adoecedores presentes na história do paciente.

Em outras palavras, o paciente se liberta dos efeitos patológicos de relações marcadas por moralismo, opressão ou abandono ao vivenciar uma relação nova, com o analista, pautada por liberdade, confiabilidade e acolhimento.


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[Vídeo] O cansaço na clínica com pacientes borderline

Esta é uma pequena fatia da AULA ESPECIAL “ESTUDOS DE CASOS 16 – Clarice: os desafios da clínica com pacientes borderline” que já está disponível no módulo ESTUDOS DE CASOS da CONFRARIA ANALÍTICA.


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Quando a Psicanálise clássica não é o melhor caminho

Naquele dia, Isadora estava aflita.

Era a oitava vez que atenderia Marcelo e ela sentia que a terapia não havia progredido absolutamente nada.

O paciente simplesmente não fazia aquilo que ela aprendera nas aulas de Psicanálise que todo analisando faz: a tal da associação livre.

Ele apenas narrava tudo o que lhe acontecera ao longo da semana e, logo depois, se limitava a responder as poucas perguntas de Isadora.

Mantendo uma postura silenciosa e reservada, a jovem estagiária de Psicologia de vez em quando fazia algumas pontuações, mas Marcelo nunca saía da superfície.

O professor que supervisionava Isadora sugeriu que ela pedisse ao paciente para relatar sonhos.

Não funcionou.

Marcelo disse que raramente sonhava e contou apenas o fragmento de um sonho recente, em relação ao qual não produziu uma associação sequer.

A estagiária tinha a impressão de que o analisando era vazio por dentro. A apatia do rapaz e a monotonia de seu discurso a deixavam entediada e com sono.

O supervisor disse que provavelmente se tratava de um paciente obsessivo e, por isso, recomendou que ela começasse a cortar as sessões abruptamente.

— Isso vai surpreendê-lo e provocar uma mudança no discurso. — explicou o professor.

Nada mudou. O paciente permaneceu do mesmo jeito: apático, robótico, narrando os acontecimentos de sua semana como uma espécie de repórter de si mesmo.

Isadora se sentia incompetente e começou a achar que o problema era sua suposta falta de jeito para a Psicanálise: “Essa abordagem não é para mim”, pensava.

Não, Isadora, o problema não era esse.

O problema é que tanto você quanto seu supervisor cometeram um erro de diagnóstico: Marcelo não era um paciente neurótico típico.

Era um NÃO NEURÓTICO.

Por isso, a Psicanálise clássica, em que se supõe que o sujeito tenha a capacidade de fazer associação livre, não funcionou com ele.

— Então, como Isadora poderia ter agido, Lucas? Que outro modo de fazer Psicanálise seria adequado para o tratamento desse paciente?

A resposta está na AULA ESPECIAL “Manejo clínico de pacientes não neuróticos”, publicada hoje (sexta) na CONFRARIA ANALÍTICA.


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O dia em que uma psicanalista ficou de saco cheio

Naquele dia Frieda chegou ao consultório de sua analista e percebeu que o ambiente havia passado por uma redecoração. Entusiasmada, exclamou:

— Que maravilha, doutora! Finalmente a senhora seguiu meu conselho!

Sem que a paciente percebesse, a analista revirou os olhos e disse:

— Vamos começar?

Frieda deitou-se no divã, mas, ao invés de começar a falar de imediato, permaneceu cerca de um minuto em silêncio, olhando para o chão da sala.

— Doutora, eu acho que esse tapete novo não combinou com os seus móveis. Sei lá… Acho que ele é muito escuro.

A analista ficou em silêncio.

Antes da mudança, Frieda já havia feito diversos apontamentos em relação ao que julgava que a terapeuta deveria fazer em relação à decoração da sala.

Olhando para tal comportamento de um ponto de vista simbólico, a analista dizia à paciente:

— Frieda, você está tentando me controlar, invertendo nossas posições. Ao invés de ouvir o que tenho a lhe dizer, sou eu quem supostamente deveria ouvi-la.

Tal interpretação entrava por um ouvido e saía pelo outro. A paciente continuava fazendo recomendações com ar de superioridade.

A analista já estava ficando de saco cheio.

Por isso, seu silêncio diante da observação sobre o tapete era mais expressão de cansaço do que exatamente uma postura técnica.

Sobretudo porque, naquele dia em que a redecoração ficou pronta, vários pacientes já haviam dado seus respectivos pitacos sobre o que a terapeuta deveria ter feito.

Assim, no momento em que Frieda começou a fazer um segundo apontamento, desta vez sobre a nova localização de uma mesa, a analista não se conteve:

— Minha cara, realmente, não me importa o que você pensa disso.

A paciente ficou perplexa.

Depois de alguns segundos em silêncio, queixou-se com muita raiva da suposta grosseria da terapeuta, mas acabou pedindo desculpas.

Mais do que isso:

Frieda finalmente reconheceu sua tendência controladora e comentou que outras pessoas também deviam se incomodar com seus conselhos intrometidos.

A história que você acaba de ler é parcialmente fictícia.

Trata-se de uma singela dramatização do relato que Margaret Little fez de um episódio real ocorrido quando analisava essa paciente que ela chama de Frieda.

A psicanalista sul-africana utilizou essa situação e outras para ilustrar uma tese polêmica, que ela defende no artigo “R – A resposta total do analista às necessidades de seu paciente”:

A tese de que, em certos momentos de uma análise, principalmente com determinado tipo de paciente, o analista DEVE expor seus sentimentos PESSOAIS.

Quer saber mais sobre esse interessantíssimo ponto de vista?

Então, assista à AULA ESPECIAL “Margaret Little e a manifestação do analista como pessoa”, que acaba de ser publicada na CONFRARIA ANALÍTICA.

A aula se encontra no módulo AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS e o linque para fazer parte da CONFRARIA está no meu perfil.


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[Vídeo] Awareness: o primeiro passo para a mudança


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[Vídeo] Como o psicanalista faz interpretações?


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[Vídeo] Fazer análise não é o mesmo que conversar com um amigo


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A gente faz Psicanálise porque duas cabeças pensam melhor do que uma.

Muitas vezes só conseguimos encontrar saídas para certos problemas quando alguém nos ajuda a pensar sobre eles.

Considerando minha experiência clínica, especialmente nos últimos anos, tenho chegado à conclusão de que a terapia psicanalítica consiste exatamente nisso:

Uma experiência dialógica em que uma pessoa (o analista) ajuda outra (o paciente) a pensar melhor SOBRE SI MESMA.

É claro que isso não ocorre sempre.

Por mais surpreendente que isso possa parecer, há pacientes que NÃO estão interessados em pensar melhor sobre si mesmos.

Certas pessoas procuram análise apenas para terem alguém que as escute. Sim, elas não desejam refletir e sequer ouvir o que o analista tem a dizer. Só querem falar.

Há também aqueles que buscam simplesmente a experiência de conversar com alguém que não irá julgá-los ou condená-los. Não querem pensar sobre nada. Na verdade, não suportam…

Mas a maioria dos pacientes vem à terapia porque quer mudar o seu jeito de ser e acredita que precisa da ajuda de outra pessoa para conquistar esse objetivo.

Nesses casos, o que o analista faz?

Basicamente coloca sua mente a serviço do paciente.

Renuncia a seus preconceitos, abandona suas preocupações pessoais e, durante 40 a 50 minutos de sessão, empresta seu psiquismo para que o analisando utilize-o para pensar sobre si mesmo.

É óbvio que esta forma de descrever o processo é uma figura de linguagem.

Na prática, o que acontece é que o paciente conta suas histórias e pensamentos e o analista expande o universo reflexivo do sujeito com seus comentários, perguntas e interpretações.

Nesse momento, você pode me perguntar:

— Uai, Lucas, mas se a Psicanálise é isso, qual a diferença entre ela e uma boa conversa com um amigo?

A diferença está na posição ocupada pelo interlocutor: o amigo fala do seu próprio ponto de vista, impregnado de preconceitos e vieses pessoais.

O analista, por sua vez, esforça-se para abandonar o seu ponto de vista pessoal e mergulha no psiquismo do paciente.

É claro que essa tarefa nunca é cumprida com perfeição e o analista, por vezes, deixa escapar seus preconceitos e vieses.

Mas, pelo menos, ele SE ESFORÇA MUITO para abandoná-los. E isso faz toda a diferença…


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[Vídeo] Falta de assunto na terapia


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[Vídeo] Explicar as intervenções para o paciente?


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[Vídeo] Na Psicanálise não tem protocolo

Esta é uma pequena fatia do vídeo “[OPINIÃO] 3 VANTAGENS DA PSICANÁLISE SOBRE OUTRAS FORMAS DE TERAPIA”, disponível aqui.


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O analista não deixa nada passar batido

Larissa entrou em contato com a psicanalista Paula por conta da dificuldade que estava tendo para se desvincular de Bruno, seu ex-namorado.

Quando começou a análise, a moça não conseguia resistir às investidas do rapaz, que vivia chamando-a para uns “flashbacks”, como ele dizia.

Larissa sabia que Bruno não tinha o menor interesse em voltar, mas não conseguia recusar.

A vã esperança de reatar o relacionamento a impedia de dizer não.

Agora, com a terapia, a jovem tem dado conta de evitar tais encontros, mas ainda fantasia com a vida que poderiam ter se tivessem permanecido juntos.

Na última sessão, comentando que o ex havia reagido com um emoji de foguinho a um de seus stories, a paciente disse:

— Tá vendo, Paula? O cara tá namorando, a menina é super gente boa (eu a conheço) e ele fica mandando foguinho pra mim? É um… (silêncio). Sei lá, eu preciso bloqueá-lo!

— “É um…” o quê, Larissa?

— Como assim?

—  Você começou a frase, mas não terminou. Parece que você ia dizer que o Bruno é um… alguma coisa.

— Ah, tá! Acho que eu ia dizer que ele é um cafajeste. (risos)

— E por que será que você não falou?

— Uai, não sei… Acho que a raiva é tanta que eu nem consigo falar direito.

— Mas por que será que você parou logo na hora em que iria falar a palavra “cafajeste”? —  insiste a terapeuta.

— Não faço a menor ideia… Mas “cafajeste” era uma palavra que eu ouvia muito lá em casa. Direto minha mãe a utilizava para falar do meu pai: “Aquele cafajeste do seu pai fez isso, fez aquilo”.

— Hum… Então será que o Bruno e o seu pai têm algo em comum?

Larissa passou, então, a explorar a relação entre a dificuldade de se afastar do ex-namorado, o vínculo com o pai e a identificação com a figura materna.

Isso só foi possível porque Paula não deixou passar batida a forma sutil de resistência que se manifestou na fala da paciente quando ela não concluiu a frase “É um…”.

Na AULA ESPECIAL de hoje na CONFRARIA ANALÍTICA, falo sobre essa e mais 11 outras manifestações sutis de resistência que costumam aparecer na terapia psicanalítica.

A aula estará disponível ainda hoje (sexta) no módulo “AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS”, exclusivamente para quem está na Confraria.


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Um exemplo de transferência e seu manejo na clínica psicanalítica

— Estou pensando seriamente em sair da terapia, Bia.

Quem está falando é Lorena, uma publicitária de 38 anos, que há nove meses está em análise com a psicóloga e psicanalista Beatriz.

A terapeuta não se surpreendeu com a declaração da paciente, pois a moça vinha desmarcando muitas sessões recentemente.

— Hum… Mas a gente mal começou, Lorena… — disse Beatriz em um tom bem-humorado.

— Olha, preciso ser sincera com você. Foi o que me pediu no início, né?

— Claro!

— Estou pensando em sair porque acho que o nosso processo não está funcionando. Eu sinto que você me acha chata, entediante e nem presta muita atenção ao que eu falo.

Ao ouvir essa queixa, uma psicóloga de outra abordagem talvez se preocuparia em esclarecer imediatamente à paciente que suas impressões estavam equivocadas.

Como uma boa psicanalista, em vez de fazer isso, Beatriz decidiu “dar corda” para Lorena:

— Hum… Entendo. Você sente que eu não me interesso pelo que você fala.

— Exatamente — confirmou Lorena — me desculpe se estiver sendo injusta, mas é assim que eu me sinto. Ultimamente tenho saído das sessões com a vontade de nunca mais voltar.

Beatriz ficou em silêncio e, alguns segundos depois, fez a seguinte intervenção:

— Você se lembra de que falou EXATAMENTE a mesma coisa sobre a última vez que visitou sua mãe?

— Não… O que eu falei? — indagou a paciente com curiosidade.

— Que você saiu da casa dela “com a vontade de nunca mais voltar”. Inclusive, utilizou precisamente essas mesmas palavras.

Um tanto perplexa com a aparente coincidência, Lorena ficou pensativa, em silêncio.

A analista não poderia perder a oportunidade de cortar a sessão naquele momento:

— Tá vendo como eu presto muita atenção ao que você fala? Te vejo na semana que vem!

As queixas que Lorena fez à psicóloga e que levaram a paciente a pensar em sair da terapia exemplificam o fenômeno clínico que Freud chamou de TRANSFERÊNCIA.

Quem está na CONFRARIA ANALÍTICA receberá hoje (sexta) uma AULA ESPECIAL em que explico didaticamente como funciona esse fenômeno e como o analista deve lidar com ele.

Te vejo lá!


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[Vídeo] Fazer o que o paciente precisa

Esse corte foi extraído da nossa última aula AO VIVO de segunda-feira na CONFRARIA ANALÍTICA.

Hoje, às 20h, teremos mais uma aula ao vivo. Estamos estudando, linha a linha, o texto de Winnicott “Dependência no cuidado do lactente, no cuidado da criança e na situação psicanalítica”.

Te vejo lá!


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[Vídeo] Por que o psicanalista não deve atender amigos e familiares próximos?

Neste vídeo, eu apresento 3 boas razões pelas quais atender amigos e parentes próximos não é uma conduta adequada, principalmente do ponto de vista técnico.


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