Um exemplo de transferência e seu manejo na clínica psicanalítica

— Estou pensando seriamente em sair da terapia, Bia.

Quem está falando é Lorena, uma publicitária de 38 anos, que há nove meses está em análise com a psicóloga e psicanalista Beatriz.

A terapeuta não se surpreendeu com a declaração da paciente, pois a moça vinha desmarcando muitas sessões recentemente.

— Hum… Mas a gente mal começou, Lorena… — disse Beatriz em um tom bem-humorado.

— Olha, preciso ser sincera com você. Foi o que me pediu no início, né?

— Claro!

— Estou pensando em sair porque acho que o nosso processo não está funcionando. Eu sinto que você me acha chata, entediante e nem presta muita atenção ao que eu falo.

Ao ouvir essa queixa, uma psicóloga de outra abordagem talvez se preocuparia em esclarecer imediatamente à paciente que suas impressões estavam equivocadas.

Como uma boa psicanalista, em vez de fazer isso, Beatriz decidiu “dar corda” para Lorena:

— Hum… Entendo. Você sente que eu não me interesso pelo que você fala.

— Exatamente — confirmou Lorena — me desculpe se estiver sendo injusta, mas é assim que eu me sinto. Ultimamente tenho saído das sessões com a vontade de nunca mais voltar.

Beatriz ficou em silêncio e, alguns segundos depois, fez a seguinte intervenção:

— Você se lembra de que falou EXATAMENTE a mesma coisa sobre a última vez que visitou sua mãe?

— Não… O que eu falei? — indagou a paciente com curiosidade.

— Que você saiu da casa dela “com a vontade de nunca mais voltar”. Inclusive, utilizou precisamente essas mesmas palavras.

Um tanto perplexa com a aparente coincidência, Lorena ficou pensativa, em silêncio.

A analista não poderia perder a oportunidade de cortar a sessão naquele momento:

— Tá vendo como eu presto muita atenção ao que você fala? Te vejo na semana que vem!

As queixas que Lorena fez à psicóloga e que levaram a paciente a pensar em sair da terapia exemplificam o fenômeno clínico que Freud chamou de TRANSFERÊNCIA.

Quem está na CONFRARIA ANALÍTICA receberá hoje (sexta) uma AULA ESPECIAL em que explico didaticamente como funciona esse fenômeno e como o analista deve lidar com ele.

Te vejo lá!


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[Vídeo] A Psicanálise culpa os pais pelo autismo dos filhos?

Esta é uma pequena fatia da aula especial “AUTISMO E PSICANÁLISE: 4 MITOS COMUNS”, que já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS” da CONFRARIA ANALÍTICA.


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Autismo e Psicanálise: quatro mitos comuns

Em 1943, o psiquiatra austríaco Leo Kanner publicou um longo paper na revista Nervous Child, apresentando os casos de 11 crianças (8 meninas e 3 meninas).

Embora apresentassem muitas diferenças, todas aquelas crianças pareciam sofrer de uma mesma síndrome ainda não identificada pela Psiquiatria.

Kanner observou que elas possuíam uma “inabilidade para se relacionar de uma forma comum (ordinary) com pessoas e situações no início da vida”.

Essas são algumas das expressões utilizadas pelos pais das crianças para descrever o modo como elas se comportavam:

“Autossuficiente”, “como se estivesse em uma concha”, “mais feliz quando deixada sozinha”, “completamente alheio a tudo ao redor dele”, “age como se as pessoas não estivessem ali” etc.

Kanner descreveu tecnicamente essa atitude como uma “extrema solidão autística”.

O adjetivo “autístico” deriva, obviamente, do prefixo “auto” que, por sua vez, tem origem no grego antigo “autós”, que significa “próprio” ou “si mesmo”.

Nesse sentido, com o termo “extrema solidão autística”, o psiquiatra estava enfatizando o fato de que aquelas crianças pareciam estar completamente voltadas para si mesmas.

No finalzinho do artigo, o psiquiatra comenta que, dentre as crianças que ele observou, poucas tinham pais e mães “calorosos” (warmhearted).

A maioria tinha pais mais preocupados com abstrações do que com pessoas.

Apesar disso, Kanner termina o artigo dizendo que sua hipótese é a de que aquelas crianças possuíam uma inabilidade INATA para formar laços afetivos com pessoas.

Nesse trabalho encontramos a primeira descrição científica da condição que atualmente é chamada pela Psiquiatria de “Transtorno do Espectro Autista”.

Muitos profissionais e leigos acreditam equivocadamente que a Psicanálise atribui a origem desse transtorno exclusivamente ao modo como os pais se relacionam com seus filhos.

Eu comento esse e outros três mitos sobre a relação entre Psicanálise e Autismo na AULA ESPECIAL “Autismo e Psicanálise: quatro mitos comuns”, que estará disponível ainda hoje (sexta) para quem está na CONFRARIA ANALÍTICA.


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De Freud a Marília Mendonça

Quando ouve a palavra “LUTO”, a maioria das pessoas pensa na experiência da morte de uma pessoa querida.

No entanto, esse termo também pode ser empregado para designar a dor que vivenciamos no término de um relacionamento, especialmente quando somos nós que levamos o pé na bunda.

Em outras palavras, “luto” equivale também à experiência que chamamos vulgarmente de “SOFRÊNCIA” — tema por excelência de incontáveis canções populares.

Na AULA AO VIVO de hoje às 20h, na CONFRARIA ANALÍTICA, falarei sobre a descrição metapsicológica que Freud faz do processo do luto justamente tomando como ilustração o fenômeno da sofrência.

Nessas aulas ao vivo de segunda-feira estamos estudando linha a linha, parágrafo por parágrafo o clássico artigo de Freud “Luto e Melancolia”.

Até mais tarde!


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[Vídeo] Compulsão alimentar

Esta é uma pequena fatia da aula especial “COMPULSÃO ALIMENTAR: COMO A PSICANÁLISE ABORDA E TRATA ESSE PROBLEMA”, que já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS” da CONFRARIA ANALÍTICA.


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Compulsão alimentar: como a Psicanálise aborda e trata esse problema

— E esse foi o quinto vestido só neste mês… — disse Luana com os olhos marejados.

— Qual foi o gatilho desta vez? — perguntou Priscila, a psicanalista com quem Luana passou a se tratar há três semanas.

— De novo foi uma discussão com meu marido. Toda vez é a mesma coisa: ele diz que eu tô fazendo drama e que só vai conversar comigo quando eu falar como uma pessoa normal.

— Como é que você fica quando ele diz esse tipo de coisa?

Luana permaneceu alguns segundos em silêncio, pensando. Por fim, em prantos, respondeu:

— Eu nem sei te dizer, Priscila. Vem uma angústia tão grande… Uma mistura de raiva com desespero… E aí, na hora me vem a vontade de entrar no site e comprar alguma coisa.

— Você se sente melhor depois de fazer a compra?

— É como eu te falei na semana passada… Na hora que eu termino de fazer o pedido, eu sinto uma alegriazinha, como se fosse uma compensação por esse sofrimento todo que eu vivo com o Carlos.

— Mas depois… — interveio a terapeuta já imaginando o que a paciente diria.

— Isso… Depois vem o arrependimento, a culpa… Igualzinho na época da comida.

Com a expressão “época da comida”, Luana está se referindo ao período em que sofreu de compulsão alimentar.

A jovem dentista chegou a engordar 15 quilos em dois meses devido aos episódios de comer compulsivo que ocorriam, em média, 2 vezes por semana.

Desesperada, Luana decidiu se tratar em uma famosa clínica de emagrecimento, que oferecia acompanhamento nutricional, psiquiátrico e terapia cognitivo-comportamental.

O tratamento foi um “sucesso”: após cerca de 2 meses, a dentista não tinha mais episódios de compulsão alimentar e conseguiu emagrecer bastante.

O problema é que, ao invés de comer compulsivamente, Luana passou a ter compulsão por compras.

Não era só o seu corpo que estava emagrecendo, mas sua conta bancária também…

Por que será que isso aconteceu?

A resposta está na AULA ESPECIAL “Compulsão alimentar: como a Psicanálise aborda e trata esse problema”, que estará disponível hoje para quem está na CONFRARIA ANALÍTICA.


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[Vídeo] O que explica a catastrofização?

Esta é uma pequena fatia da aula especial “LENDO KLEIN 03 – MEDO DE MORRER, ANSIEDADE E PULSÃO DE MORTE”, que já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – KLEIN” da CONFRARIA ANALÍTICA.


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Uma verdadeira imersão no estudo das depressões graves

Esta sacada genial de Freud encontra-se em seu artigo “Luto e Melancolia”, publicado em 1917.

Esse trabalho continua sendo uma referência ABSOLUTAMENTE FUNDAMENTAL para qualquer profissional de saúde mental que deseja compreender e tratar adequadamente o que se chama atualmente de “Transtorno Depressivo Maior”.

Hoje, a partir das 20h, começaremos a estudar esse texto LINHA A LINHA, PARÁGRAFO POR PARÁGRAFO, lá na CONFRARIA ANALÍTICA.

Esta nova série de aulas ao vivo será, para os alunos, uma verdadeira IMERSÃO no estudo das depressões graves e do comportamento suycid4.

Até mais tarde!


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[Vídeo] Psicanálise da disfunção erétil

Esta é uma pequena fatia da aula especial “LENDO FERENCZI 05 – IMPOTÊNCIA SEXUAL E PROBLEMAS DE EREÇÃO”, que já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – FERENCZI” da CONFRARIA ANALÍTICA.


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O que a Psicanálise diz sobre impotência e disfunção erétil?

Quando estava começando a trabalhar com a Psicanálise, o médico Sándor Ferenczi recebeu em seu consultório um artesão de 32 anos.

O tímido rapaz nunca havia conseguido ter uma relação sexu4l satisfatória porque sofria de disfunção erétil e ej4culação precoce.

Ele já havia se consultado com dois outros médicos, sem qualquer resultado positivo.

Desanimado, o artesão já estava pensando em desistir de tentar obter a cura para seus problemas.

No entanto, quando conheceu uma jovem de quem gostou, decidiu fazer uma última tentativa, agora com o dr. Ferenczi.

O psicanalista húngaro suspeitou que os sintomas do rapaz eram de natureza neurótica e que, portanto, tinham origem em algum conflito psíquico envolvendo a sexu4lidade infantil.

Todavia, quando questionado sobre experiências sexu4is vividas quando criança, o jovem artesão dizia que não se lembrava de absolutamente nada.

Já conhecedor da teoria freudiana, Ferenczi sabia que o paciente provavelmente havia reprimido as memórias de sua sexu4lidade infantil e, por isso, não conseguia se recordar de nada.

Mas o Inconsciente não consegue ficar calado, né?

Apesar de não relatar experiências sexu4is infantis, esse paciente contava para Ferenczi que tinha sonhos frequentes com “mulheres corpulentas” de quem nunca conseguia ver o rosto.

Nos sonhos, o rapaz tinha relações com essas mulheres, mas, na hora de chegar ao org4smo, era tomado de uma ansiedade muito forte e acordava extremamente assustado.

Ferenczi perguntou ao rapaz se havia alguma mulher na família com aquele perfil corporal.

O artesão respondeu que uma de suas irmãs mais velhas, justamente a que mais detestava, tinha esse tipo físico…

Essa confissão seria a chave para a descoberta dos motivos pelos quais aquele paciente havia desenvolvido seus problemas sexu4is.

Quem está na CONFRARIA ANALÍTICA saberá quais foram esses motivos e conhecerá as teses de Ferenczi acerca da disfunção erétil de origem psicológica.

Ainda hoje (sexta), no módulo “AULAS ESPECIAIS – FERENCZI” será publicada a aula especial “LENDO FERENCZI 05 – IMPOTÊNCIA SEXU4L E DISFUNÇÃO ERÉTIL”.

Te vejo lá!


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A terapia pode ser uma primeira vez…

Esta linda e esclarecedora frase de Winnicott encontra-se na parte final do artigo “Dependência no cuidado do lactente, no cuidado da criança e na situação psicanalítica”, de 1963.

Há 12 semanas temos estudado esse texto linha linha nas aulas ao vivo da CONFRARIA ANALÍTICA.

Hoje, a partir das 20h, será nossa última aula sobre o artigo.

Na semana que vem, começaremos a nos debruçar sobre outro escrito, dessa vez de Freud.

Até mais tarde!


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[Vídeo] Contratransferência

Esta é uma pequena fatia da aula especial “CONCEITOS BÁSICOS 18 – CONTRATRANSFERÊNCIA”, que já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – CONCEITOS BÁSICOS” da CONFRARIA ANALÍTICA.


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[Vídeo] A importância dos pais na terapia de crianças

Esse corte foi extraído da nossa última aula AO VIVO de segunda-feira na CONFRARIA ANALÍTICA.

Hoje, às 20h, teremos mais uma aula ao vivo. Estamos estudando, linha a linha, o texto de Winnicott “Dependência no cuidado do lactente, no cuidado da criança e na situação psicanalítica”.

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[Vídeo] Às vezes é preciso “mimar” o paciente

Esse corte foi extraído da nossa última aula AO VIVO de segunda-feira na CONFRARIA ANALÍTICA.

Hoje, às 20h, teremos mais uma aula ao vivo. Estamos estudando, linha a linha, o texto de Winnicott “Dependência no cuidado do lactente, no cuidado da criança e na situação psicanalítica”.

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De onde vêm as manchas de Larissa?

Era por volta de 14h quando Larissa iniciou a chamada de vídeo com Davi, o psicanalista que lhe foi recomendado por sua dermatologista.

Com um sorriso simpático, o terapeuta dá as boas-vindas à jovem e lhe pede que descreva os motivos que a levaram a procurar ajuda.

— Na verdade, eu vim por recomendação da minha dermatologista, a Gabriela. Ela me falou para te procurar porque acha que o problema que eu tenho na pele tem causa emocional.

— E como é esse problema, Larissa?

— São essas manchinhas vermelhas, tá vendo? — a paciente coloca o dorso da mão esquerda diante da câmera do celular — Tem nas mãos, nas pernas, no corpo todo…

— E quando foi que elas começaram a aparecer? — pergunta Davi.

— Tem umas três semanas mais ou menos. Começou na mão direita e depois foi se espalhando. O pior é que tem hora que coça muito. Então, eu não consigo ficar em paz.

— Hum… E aconteceu alguma coisa há três semanas que também TIROU A SUA PAZ? — o terapeuta enfatiza o final da frase para evidenciar a ligação com o que a paciente havia dito.

— Na verdade, antes desse problema aparecer eu já estava me sentindo muito ansiosa. Mas não me pergunte o porquê.

— Motivo tem… — provoca Davi.

— Eu comecei a namorar… — falou num tom de voz mais baixo, desviando os olhos da câmera.

— Vixe! Agora é o seu rosto que está manchado de vermelho! — exclamou o terapeuta de forma brincalhona.

A paciente se divertiu com a pontuação de Davi e acabou ficando à vontade para falar do namoro.

Larissa disse que a relação com Rafael era ótima, mas que ainda não haviam tido relação sexual.

— Toda vez que a gente fica sozinho, ele fica me perturbando para a gente fazer, mas eu não quero que ele me veja como uma mulher fácil. Não vou manchar meu nome.

— “MANCHAR meu nome”… “MANCHAR…”. Então, o Rafael é a outra coisa que anda tirando sua paz, né?

Com essa intervenção, Davi está apontando para uma provável conexão entre o surgimento dos sintomas de Larissa e esse momento de impasse na vida sexual da paciente.

Ainda hoje (sexta), quem está na CONFRARIA ANALÍTICA receberá a aula especial “O que provoca o surgimento de um quadro neurótico?” que trata justamente desse tipo de conexão.


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