Esse corte foi extraído da nossa última aula AO VIVO de segunda-feira na CONFRARIA ANALÍTICA.
Hoje, às 20h, teremos mais uma aula ao vivo. Estamos estudando, linha a linha, o texto de Winnicott “Dependência no cuidado do lactente, no cuidado da criança e na situação psicanalítica”.
Te vejo lá!
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Esse corte foi extraído da nossa última aula AO VIVO de segunda-feira na CONFRARIA ANALÍTICA.
Hoje, às 20h, teremos mais uma aula ao vivo. Estamos estudando, linha a linha, o texto de Winnicott “Dependência no cuidado do lactente, no cuidado da criança e na situação psicanalítica”.
Te vejo lá!
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Esta é uma pequena fatia da MASTERCLASS “Tudo sobre mecanismos de defesa”, que foi ministrada ao vivo na quinta-feira (09/02/2023) e cuja gravação na íntegra já disponível para quem está na CONFRARIA ANALÍTICA.
ATENÇÃO: Os valores atuais (39,99 por mês ou 397,00 por ano) são válidos só até este DOMINGO (12/02).
Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Esta é uma pequena fatia da aula especial “A depressão essencial”, já disponível para quem está na CONFRARIA ANALÍTICA.
Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
— Bom dia, doutora. — com essa saudação, Antero iniciou a primeira sessão de terapia com Mônica, a psicanalista que lhe foi recomendada por seu médico.
Com um sorriso acolhedor, a terapeuta começou o atendimento:
— Bom dia, Antero. O Ricardo disse que você iria me procurar. Seja muito bem-vindo! E então, o que está acontecendo contigo?
— Bem, doutora, eu procurei o dr. Ricardo por causa de uma dor no estômago muito forte que eu tinha já faz um bom tempo…
Mônica esperou que ele continuasse a falar, mas Antero parecia considerar que já dissera o suficiente para aquele momento.
A terapeuta, então, decidiu estimular o paciente a continuar seu discurso:
— Entendo. E vocês descobriram o que estava causando essa dor no estômago?
— Eu fiz uns exames, endoscopia e tal… Aí o dr. Ricardo falou que eu tinha uma úlcera, mas que a causa provavelmente era emocional. Por isso, sugeriu que eu te procurasse.
— Hum… E como é que você tem estado emocionalmente, Antero?
O paciente ficou em silêncio por alguns segundos, olhando para baixo, como quem está tentando solucionar mentalmente um cálculo difícil. Por fim, respondeu:
— Ah, normal, doutora. Nem bem nem mal. Pra te falar a verdade, já tem um tempo que a vida pra mim não fede nem cheira.
— Como assim? — pergunta Mônica.
— Ah, sei lá… Não sei dizer direito. Eu só vou vivendo, normal, como todo o mundo. Não me sinto triste, mas também não tenho aquele ânimo que tinha há uns dois, três anos atrás.
— Ânimo para o trabalho?
— Para tudo, na verdade. Nem para ir no boteco eu fico animado. Eu estou o tempo todo cansado. Aí não dá vontade de fazer nada…
Antero formulou essa resposta com um leve sorriso no rosto — que não passou desapercebido a Mônica.
A analista observou que o paciente descrevia sua condição de modo distante, sem aparentar sofrimento, como se não estivesse falando de si mesmo.
Enquanto pensava sobre isso, veio à mente de Mônica a noção de “depressão essencial”, uma categoria diagnóstica proposta pelo psicanalista francês Pierre Marty.
Quem está na CONFRARIA ANALÍTICA receberá ainda hoje uma AULA ESPECIAL sobre o que caracteriza a depressão essencial e como ela deve ser abordada clinicamente.
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Neste vídeo, eu respondo 5 dúvidas muito comuns sobre a formação psicanalítica.
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— É, doutora, já tem mais de 10 anos que eu tô com esse negócio — disse o Sr. Antônio com aquele seu jeito bonachão de sempre.
— Mas ela nunca se fechou, Sr. Antônio? — perguntou Natália, um tanto impressionada com o que tinha acabado de ouvir.
— Ah, minha filha, já fechou, sim, umas duas ou três vezes, mas sempre abre de novo, né? Isso aí deve ser meu karma — respondeu o idoso soltando uma gostosa gargalhada em seguida.
— E você ainda ri, Sr. Antônio?
Quem falou isso, num leve tom de indignação, foi Rita, a enfermeira que limpava a enorme ferida que o Sr. Antônio tinha na perna esquerda.
Sim, ferida. Esse era o “negócio” que estava com o nosso simpático paciente há mais de 10 anos.
Natália, a psicóloga que conversava com o Sr. Antônio enquanto ele era atendido por Rita, encarou com naturalidade a risada do paciente.
Apesar de estar há pouco tempo naquele centro de tratamento de feridas, ela já havia notado que os pacientes que tinham lesões crônicas lidavam com elas de uma maneira muito peculiar.
Com efeito, não expressavam uma urgência de ver a ferida se fechar definitivamente. Era como se a lesão já tivesse se tornado parte da identidade deles.
Aquelas idas semanais ao centro pareciam lhes proporcionar muita alegria. A maioria adorava conversar com as enfermeiras e desenvolviam um forte vínculo afetivo com elas.
Além disso, conversando com alguns desses pacientes, Natália pôde constatar que muitos “sem querer querendo” acabavam não seguindo as orientações passadas pela equipe de Enfermagem.
Parecia haver neles um desejo inconsciente de manterem aquelas feridas abertas…
Ao observar a surpresa da enfermeira Rita com a risada do Sr. Antônio, Natália teve uma ideia:
Organizar reuniões periódicas com a equipe de enfermagem para que pudessem conversar sobre essa dimensão “satisfatória” do adoecimento — que não é fácil mesmo de entender.
Por coincidência, nesta sexta-feira Natália encontrará uma ótima referência teórica para iniciar esse projeto.
Como é aluna da CONFRARIA ANALÍTICA, a psicóloga poderá assistir ainda hoje a uma AULA ESPECIAL que trata justamente do que ela tem observado em sua experiência profissional.
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Esta é uma pequena fatia da aula especial “CONCEITOS BÁSICOS 17 – Objeto a”, já disponível para quem está na CONFRARIA ANALÍTICA.
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Hoje, às 20h, teremos mais um encontro.
Começamos a estudar na semana passada, linha a linha, o texto de Winnicott “Dependência no cuidado do lactente, no cuidado da criança e na situação psicanalítica”.
Te vejo lá!
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Esta é uma pequena fatia da aula especial “POR QUE ALGUMAS PESSOAS TÊM UM SUPEREGO TÃO FEROZ?”, já disponível para quem está na CONFRARIA ANALÍTICA.
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Às quinze horas em ponto, a psicóloga Letícia iniciou a chamada de vídeo com Aírton, seu novo paciente.
Assim que o atendimento começou, o rapaz já foi logo pedindo desculpas antecipadas à terapeuta por eventuais falhas na comunicação entre eles por conta de sua conexão de internet.
Num tom apaziguador, a psicóloga disse que problemas desse tipo são comuns e que ele não precisava se sentir culpado por eles. Em seguida, perguntou o motivo que o levou a procurar ajuda.
— Eu tenho até vergonha de falar, doutora, mas vamos lá: o meu problema é a pornografia. Eu te procurei porque eu preciso parar com esse negócio e não tô conseguindo.
— Hum… Continue — pediu a terapeuta.
— Eu nem acho que sou viciado. Se eu entro três ou quatro vezes num mês é muito. O problema é que eu me sinto um bosta quando faço isso.
— Bosta? Como assim?
— É… Me acho um fracassado. Depois que eu termino de me masturbar, fico com tanto nojo de mim mesmo que sinto uma necessidade incontrolável de tomar banho.
— Então, o problema não é exatamente a pornografia, mas o que você sente depois que consome esse tipo de conteúdo, né?
— É… Pode ser… Mas o pior é que eu tenho namorada, doutora. Quando eu penso nela, minha consciência pesa mais ainda.
— Como é a relação entre vocês?
— Agora tá muito boa, mas no ano passado a gente quase terminou. Eu descobri que ela me traiu. Porém, como ela insistiu e eu gosto muito dela, decidi que valia a pena perdoar.
— E como é que você ficou quando descobriu a traição?
— Ah, eu me senti um bosta, né? Um fracassado.
— Hum… “bosta”, “fracassado”… o mesmo que você sente quando consome pornografia, né?
Ao longo da sessão, foi ficando evidente para Letícia que Aírton nutria um forte desejo de vingança latente contra a namorada.
Todavia, o paciente ainda não era capaz de sequer vislumbrar esse desejo.
Afinal, aprendeu desde criança a reprimir sua agressividade e a descarregá-la… sobre si mesmo por meio da autopunição.
Ainda hoje, quem está na CONFRARIA ANALÍTICA, receberá uma AULA ESPECIAL em que eu comento alguns trechos da obra de Freud que explicam como se dá esse processo que vai dá repressão da agressividade ao excesso de culpa e autocondenação.
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Hoje iniciamos mais uma série de aulas ao vivo na CONFRARIA ANALÍTICA, a escola de formação teórica em Psicanálise que mais cresce no Brasil.
Depois de passarmos 22 semanas estudando o artigo “Sobre o narcisismo: uma introdução”, de Freud, iremos nos debruçar agora sobre o texto “Dependência no cuidado do lactente, no cuidado da criança e na situação psicanalítica”, de Winnicott.
Trata-se de um artigo relativamente curto, mas que condensa as principais ideias de Winnicott acerca do desenvolvimento emocional e do trabalho clínico com pacientes não neuróticos.
A primeira aula será hoje (segunda-feira, 26/12) às 20h.
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Esta é uma pequena fatia da aula especial “O NATAL: UMA INTERPRETAÇÃO PSICANALÍTICA”, já disponível para quem está na CONFRARIA ANALÍTICA.
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Esse corte foi extraído da nossa última aula AO VIVO de segunda-feira na CONFRARIA ANALÍTICA.
Hoje, a partir das 20h, teremos mais um encontro.
Estamos estudando linha a linha o texto de Freud “Sobre o narcisismo: uma introdução”.
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— Eu trouxe ela aqui, doutora, porque essa menina tá muito diferente. Se eu não a chamar para comer, ela é capaz de passar o dia inteirinho dentro do quarto mexendo no celular.
Foi assim que Márcia, mãe de Yasmim, iniciou a consulta com Catarina, uma jovem psicóloga recém-formada.
— … e aí eu queria que você me ajudasse a entender o que está acontecendo. Porque ela quase não fala comigo. E olha que nós sempre fomos amigas.
Com essas palavras, expressas em um notável tom de aflição, Márcia finalizou seu discurso.
Catarina disse à mãe que conseguia perceber claramente sua angústia e que gostaria de conversar um pouco a sós com Yasmim — que até então estava na sala de espera do consultório.
Durante toda a entrevista, a retraída adolescente de 14 anos, limitou-se a responder sucintamente às questões que a psicóloga lhe apresentava.
No fim da sessão, a terapeuta decidiu encerrar o atendimento e perguntou à adolescente se ela gostaria de retornar na semana seguinte para continuarem aquela conversa.
A paciente disse que sim — para a alegria da mãe que, efusivamente, agradeceu Catarina.
Após o atendimento, a psicóloga ficou meditando sobre uma frase que Yasmim lhe disse logo no início da entrevista.
Quando Catarina comentou com a adolescente que sua mãe parecia estar aflita por não saber porque ela tem ficado tanto tempo sozinha no quarto, a paciente lhe respondeu com um leve tom de mágoa:
— Esse é o problema: minha mãe nunca sabe de nada.
Estimulada pela psicóloga a falar um pouco mais sobre isso, Yasmim citou como exemplo o fato de sua mãe ter se referido a um de seus amigos como “gay”.
— O Toni não é gay. Ele é bi. Ela não entende a diferença. Acha que é tudo a mesma coisa.
Ao refletir sobre essas falas da paciente, Catarina se lembrou que, de acordo com Arminda Aberastury, todo adolescente sofre com a perda da imagem idealizada que tinha dos pais na infância.
Para a psicanalista argentina, esse é um dos lutos inerentes à passagem pela adolescência.
Quem está na CONFRARIA ANALÍTICA receberá ainda hoje (sexta) uma AULA ESPECIAL em que eu falo sobre esse e os outros dois lutos pelos quais todo adolescente passa de acordo com Aberastury.
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