[Vídeo] Um antídoto contra o nosso farisaísmo

Todos nós temos uma tendência natural a ocultarmos da consciência as verdadeiras motivações de nossas ações a fim de não macularmos o eu ideal que pretendemos encarnar.

A Psicanálise é o melhor antídoto já inventado contra esse farisaísmo nosso de cada dia.


Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

Você vive de forma defensiva?


Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

Quais são os remédios que você inventou para tentar curar suas feridas de infância?

Ontem, atendendo uma paciente, eu utilizei uma analogia que gostaria de compartilhar com vocês, pois acredito que poderá servir para muitos como estímulo para alguns insights.

Eu dizia para essa paciente que nós geralmente criamos “remédios psíquicos” para “tratar” certos problemas emocionais que nos acometeram na infância.

Esses “remédios” são traços de personalidade e padrões de comportamento, ou seja, são formas de ser e de agir que se manifestam em nós de forma quase automática.

Há pessoas, por exemplo, que, sem perceberem, estão sempre se sentindo atacadas e, por isso, se mostram o tempo todo desconfiadas e “na defensiva”.

Quando a gente analisa a história de vida de indivíduos assim frequentemente encontramos em sua infância a passagem por experiências de negligência, injustiça e falta de amor.

Nesse sentido, é possível compreender as atitudes de desconfiança e reatividade como “remédios” que tais pessoas inconscientemente foram criando para se protegerem de um ambiente hostil e pouco acolhedor.

E esses remédios de fato funcionam!

Sem eles, a pessoa seria absorvida pela angústia desesperadora que invade a alma de uma criança que não recebeu por parte do ambiente AQUILO QUE LHE ERA DEVIDO.

Sim, meus amigos: existe a falta estrutural, inevitável, a impossibilidade de satisfação plena, mas existem faltas que não deveriam existir, pois não são da ordem do desejo, mas da NECESSIDADE.

Então, quando o sujeito não tem suas necessidades básicas atendidas na infância, ele vai precisar inventar esses remédios para não cair no abismo da angústia desesperadora.

O problema, como eu dizia para minha paciente, é que todo remédio tem efeitos colaterais…

E é por isso que a gente faz Psicanálise:

Para encontrar remédios melhores.

Para tratar as feridas anímicas e não precisar mais de nenhum deles.

Ou, no mínimo, para acertar a dose…


Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

Negação: quando a gente sabe a verdade, mas não quer aceitá-la

Em 1925, Freud escreveu um artigo curtinho, despretensioso, mas que se tornaria um clássico na história da Psicanálise.

Refiro-me ao texto “A Negativa” (“Die Verneinung”).

Nele Freud faz uma reflexão teórica sobre um fenômeno que acontece com alguma frequência na experiência clínica de qualquer psicanalista.

Trata-se das ocasiões em que o paciente menciona uma determinada questão, mas apenas para NEGAR sua existência ou pertinência.

Ficou confuso, né? Deixa eu te explicar melhor com um exemplo:

Um paciente está lá deitando no divã, contando sobre uma briga recente que teve com sua mãe porque a genitora não aprova o namoro dele.

Aí, depois de falar sobre essa situação, o cara começa a contar outro episódio, que acontecera no dia anterior. Ele diz:

“… e aí, eu tava lá com a Paula [a namorada] no motel e simplesmente não consegui fazer nada. Acho que foi a primeira vez que broxei com ela. Mas antes que você comece a fazer suas interpretações, isso NÃO tem nada a ver com a briga com a briga com a minha mãe não, tá? O negócio é que eu tinha bebido muito e, às vezes, quando exagero na cachaça, acontece isso.”

Acho que agora deu para entender,  né?

Quem fez a ligação entre a broxada e a briga com a mãe foi o próprio paciente, antes que o analista dissesse qualquer coisa.

No entanto, o rapaz apresenta essa ligação apenas para enfatizar que ela NÃO existe na realidade.

A interpretação de Freud é muito simples:

O paciente inconscientemente sabe que a broxada está diretamente relacionada à briga com a mãe.

Todavia, precisa NEGAR essa verdade para se proteger das consequências insuportáveis dela (como, por exemplo, o reconhecimento de um complexo de Édipo mal resolvido).

Sacou? O cara NEGA a existência de uma determinada realidade porque ela é desagradável e fonte de sofrimento.

A partir de experiências como essa, Freud extraiu uma série de conclusões sobre a forma como lidamos com a realidade de forma geral.

Vamos continuar essa conversa lá na CONFRARIA ANALÍTICA?

Quem está na comunidade receberá ainda hoje uma aula especial sobre o conceito de negação.

Te espero lá!


Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

[Vídeo] Você ainda usa agasalhos emocionais?

Na infância, para nos protegermos de ameaças e hostilidades vindas do ambiente, criamos agasalhos emocionais. O problema é que nos acostumamos a utilizá-los e permanecemos com eles mesmo quando não são mais necessários. É o seu caso?


Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

Entenda o que são os mecanismos de defesa

A expressão “mecanismo de defesa” nasceu no campo psicanalítico.

Porém, acabou se popularizando tanto que muitas pessoas a utilizam hoje em dia sem fazerem a mínima ideia do que seja Psicanálise.

Todo o mundo acha que sabe meio intuitivamente o que ela significa, mas em Psicanálise o conceito guarda algumas especificidades que precisam ser assinaladas.

Para entender o que são os mecanismos de defesa do ponto de vista psicanalítico, primeiramente você precisa estar ciente de dois princípios fundamentais:

1 – A gente tem uma tendência natural a evitar situações de desprazer ou fugir delas. Freud chamou isso de “princípio do prazer”.

2 – Quase todos nós (exceto os psicóticos) temos uma imagem estável e coerente de nós mesmos que buscamos a todo custo manter intacta (é o que chamamos de “Eu”).

Agora suponha a seguinte situação:

A imagem estável e coerente que você tem de si mesmo (o seu Eu) possui, como uma de suas diversas características, a heterossexualidade.

Em outras palavras, você se vê, no espelho da alma, como uma pessoa heterossexual, QUER CONTINUAR SE ENXERGANDO ASSIM e acha que é assim mesmo que você deveria ser.

Imagine agora que brote dentro de você, de repente, um impulso de natureza homossexual.

Concorda comigo que tal desejo é incompatível com seu Eu?

Então… Como você (e todo o mundo) busca a todo custo manter intacta a imagem que tem de si, o surgimento desse impulso será vivenciado como algo AMEAÇADOR.

Afinal, ele coloca em risco a “integridade” do seu Eu.

Pronto: qual é o nome do sentimento que experimentamos quando nos sentimos ameaçados?

Isso mesmo: ANSIEDADE.

E a ansiedade é desprazerosa, não é?

Então… Lembra do primeiro princípio que eu citei acima?

Se a ansiedade é um afeto de desprazer, você tentará a todo custo fugir dele.

O problema é que a causa da ansiedade é um impulso, ou seja, algo que está DENTRO DE VOCÊ.

Como fugir de uma coisa interna?

É aí que entram os mecanismos de defesa!

Vamos continuar essa conversa lá na Confraria Analítica?

Quem está na comunidade receberá ainda hoje uma aula especial sobre os mecanismos de defesa.

Te encontro lá!


Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

A gente faz Psicanálise para deixar de gastar energia à toa.

Há um aspecto do adoecimento emocional que frequentemente passa desapercebido pelo fato de nos focarmos demasiadamente nos conteúdos que podem estar por trás dele.

Trata-se do DESPERDÍCIO de energia psíquica necessário para a manutenção de nossos sintomas.

Esse é um elemento fundamental da visão psicanalítica acerca das patologias psíquicas.

Em Psicanálise, entendemos que todo adoecimento emocional nasce de um processo de um dissociação.

Acreditamos que o sujeito cria sintomas, inibições e ansiedades porque não dá conta de lidar com certos elementos de seu mundo interno.

Ou seja, a doença funciona como uma PROTEÇÃO que a pessoa cria para si mesma a fim de se defender de ideias, fantasias, memórias e desejos que tiveram que ser dissociados.

Ora, considerando que esses elementos, embora exilados da consciência do sujeito, permanecem em seu mundo interno e, como é da natureza de tudo o que é dissociado, estão o tempo todo buscando reconhecimento, concluímos que a pessoa não pode descansar nunca.

Sim! Manter esses elementos fora da consciência é uma tarefa permanente e que exige um gasto gigantesco de energia psíquica.

É por isso que as pessoas que estão emocionalmente doentes e nos procuram no consultório não apresentam apenas problemas pontuais como preocupações, obsessões, medos, compulsões ou crises de ansiedade.

A vida do sujeito, de modo geral, vai se tornando cada vez mais empobrecida e sem graça.

Por quê?

Porque ele está DESPERDIÇANDO preciosas energias para manter suas defesas e, consequentemente, seus problemas emocionais.

Ao invés de investir sua energia psíquica na expansão, no crescimento e na criatividade, a pessoa emocionalmente doente gasta sua libido rebocando as paredes defensivas de seu mundo interno.

O que acontece quando tal indivíduo se engaja verdadeiramente em um tratamento psicanalítico?

Ajudado pela presença, apoio, confiabilidade e “cutucadas” 😉 de seu analista, ele vai adquirindo cada vez mais segurança, flexibilidade e liberdade para acolher sem medo aquilo que outrora precisou ser dissociado.

O resultado é que o paciente pode finalmente abandonar suas defesas e voltar a contar com a enorme quantidade de energia que estava sendo usada para mantê-las.


Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

A Psicanálise é o melhor antídoto contra o fariseu que habita em nós

Na Psicanálise:

O suposto pessimismo pode se revelar como medo de assumir a responsabilidade pela própria história.

A suposta virtude pode se revelar como tesão disfarçado.

O suposto medo pode se revelar como ódio acovardado.

A suposta crítica imparcial pode se revelar como inveja da liberdade alheia.

A suposta preocupação com o outro pode se revelar como desejo de controle.

A suposta generosidade pode se revelar como desejo de ser amado.

A suposta preocupação com justiça social pode se revelar como ressentimento.

A suposta culpa pode se revelar como vaidade.

A suposta fé pode se revelar como medo de encarar a vida.

O suposto ciúme pode se revelar como desejo recalcado.

A suposta ordem pode se revelar como medo dos próprios impulsos inconfessáveis.

A Psicanálise é o melhor antídoto já inventado para combater o farisaísmo nosso de cada dia.


Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

No Inconsciente estão as páginas da nossa história que, com medo de ler, resolvemos pular.

Quando a gente fala que no Inconsciente encontram-se memórias, desejos e fantasias que nós reprimimos, corremos o risco de imaginar que o processo acontece mais ou menos assim:

A gente experimenta conscientemente o desejo, entende que ele é incompatível com o ego e decide retirá-lo da consciência.

Todavia, não é dessa forma que as coisas se passam.

Na segunda fase da sua produção teórica (que começa no início dos anos 1920), Freud chega à conclusão de que os mecanismos de defesa (como o recalque) são acionados pela experiência da ansiedade.

Como sabemos, ansiedade, angústia e medo são afetos que se caracterizam por sensações muito semelhantes.

Nesse sentido, creio que não seria incorreto dizer que a gente se defende quando está com medo, ou seja, quando nos sentimos AMEAÇADOS.

Com efeito,  certas memórias, desejos e fantasias parecem tão contrários à imagem que temos de nós mesmos e de outros que SEM PENSAR a gente reprime esses conteúdos.

SEM PENSAR: esse é o ponto. A defesa não ocorre após um esforço reflexivo por parte da pessoa.

A gente reprime simplesmente porque tem a IMPRESSÃO de que não vai dar conta de suportar conscientemente determinados conteúdos.

É o medo que produz a defesa e não uma avaliação racional das memórias, desejos e fantasias que parecem ameaçadores.

Nesse sentido, o que a gente encontra no Inconsciente são justamente conteúdos não compreendidos, não avaliados.

Como aquelas comidas que a gente, por medo, evita comer antes mesmo de provar.


Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

Quando a gente alimenta o que nos faz sofrer

Ontem uma supervisionanda narrava para mim o caso de uma paciente que se queixa da atitude invasiva e dominadora que tanto o pai quanto o namorado exercem na relação com ela.

Nas sessões com minha supervisionanda, a moça costuma dizer que o parceiro só aceita as coisas “do jeito dele” e que o pai vive tentando controlar a vida dela.

Por outro lado, essa paciente, que tem por volta de 20 e poucos anos, ou seja, é uma jovem adulta, aceita passivamente as imposições de seu pai como se ainda fosse uma criança.

Não, o pai não é violento. Sem dúvida, trata-se de um sujeito controlador, mas, se a filha quisesse, poderia desafiá-lo e ir gradualmente se afastando de seu domínio.

Quanto ao namorado, ela está sempre solicitando a ajuda e a opinião dele na hora de tomar decisões e pede desculpas quando, porventura, deseja fazer coisas que o cara não aprova.

Não é preciso ser nenhum gênio para constatar que essa moça transfere para o parceiro o mesmo padrão relacional que desenvolveu na interação com o pai.

Contudo, não é para isso que eu quero chamar sua atenção.

O que eu espero que você perceba nesse caso é que essa paciente se queixa justamente daquilo que ela própria mantém.

Como eu disse para minha supervisionanda, ela se comporta como uma pessoa vegana que decide comemorar o aniversário numa churrascaria e reclama que lá só servem… carne!

Ela percebe, mas sua postura passiva, dependente e subserviente diante do namorado e do pai reforça a atitude invasiva e dominadora deles.

Ah, Lucas, entendi! Então, sua supervisionanda tem que falar para essa paciente se colocar de modo mais firme, assertivo e autônomo na relação com eles, né?

Óbvio que não! Você acha que essa moça nunca pensou em fazer isso?

Psicanálise não é coaching.

O que essa paciente precisa é COMPREENDER por que ela age dessa forma.

Ou seja, o que ela GANHA agindo assim, de que perigos imaginários ela se DEFENDE, que FANTASIAS estão sendo realizadas por meio dessa postura de submissão etc.

Mas o primeiro passo é ela perceber que seu padrão de funcionamento alimenta aquilo que a faz sofrer. Como dizia minha mãe, “enquanto tiver cavalo, São Jorge não anda a pé”.

Você já se deu conta desse processo na sua própria vida?


Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

Quais são os seus agasalhos emocionais?

No momento em que escrevo este texto, estamos em pleno inverno aqui no Brasil. Por isso, em muitas regiões do país, a temperatura tem se mantido relativamente baixa.

Contudo, é muito provável que daqui a aproximadamente um mês e meio nosso clima quente, tipicamente tropical, volte a dar as caras.

O que você falaria para o seu namorado, por exemplo, se lá por volta de outubro, novembro, no auge da primavera, ele continuasse utilizando grossos agasalhos mesmo sob um intenso calor?

Talvez você dissesse algo como: “Ei, o frio já passou. Hora de usar roupas mais leves. Não faz sentido continuar vestindo isso. Você não se sente incomodado?”

E seu eu te disser que muitos de nós se comportam exatamente como esse excêntrico rapaz, mas em relação à vida emocional?

Deixa eu te explicar:

A gente usa agasalho para se proteger do frio, certo? Então, podemos dizer que tal vestimenta é um instrumento de adaptação ao sofrimento gerado pelas baixas temperaturas, concorda?

É muito mais conveniente usar uma camiseta do que um agasalho, mas, para escapar do desconforto gerado pelo frio, não temos escolha, né?

Então…

A Psicanálise descobriu que, na infância, diante de experiências às vezes não só desconfortáveis como o frio, mas insuportáveis mesmo, a gente também lança mão de instrumentos de adaptação.

São, digamos, agasalhos emocionais.

Trata-se de mecanismos psíquicos patológicos como a repressão, a dissociação, o falso self, a identificação com o agressor e a autocondenação, por exemplo.

Como ainda somos crianças e não podemos fugir do ambiente hostil em que a vida nos colocou, não temos escolha: precisamos vestir esses agasalhos emocionais.

É a nossa sobrevivência psíquica que está em jogo.

O problema é que, tal como o singular rapaz mencionado acima, a gente continua usando esses agasalhos mesmo fora de época…

O contexto adverso da infância já passou, mas continuamos utilizando as mesmas estratégias de autoproteção como se ainda vivêssemos nele.

Você se enquadra nessa descrição? Continua utilizando agasalhos mesmo no calor?


Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

Pare de se enganar e admita esse gozo camuflado

A tese que pretendo demonstrar ao longo deste artigo é bastante simples: frequentemente ocultamos nossas verdadeiras (e não tão nobres) motivações por trás de argumentações pretensamente racionais. Em Psicanálise, esse tipo de procedimento mental é chamado de racionalização. Trata-se de um dos inúmeros mecanismos de defesa que podemos utilizar para protegermos nossa autoimagem do reconhecimento de determinados desejos que “não pegariam bem”, por assim dizer. Em outras palavras, estamos falando do bom e velho autoengano. Vou trazer alguns exemplos para que você entenda a que estou me referindo.

Nos últimos anos, alguns famosos “influencers” que fazem sucesso no Instagram têm postado fotos e vídeos em estandes de tiro e defendido a posse de armas. Qualquer pessoa razoavelmente observadora consegue perceber com muita facilidade que a exibição que tais influenciadores fazem de suas pistolas e revolveres é parte de um esforço para demonstrarem uma suposta virilidade que deveria ser expressa por todo homem. Dito de modo mais simples: a arma funciona para essas pessoas como um signo de masculinidade. A exibição do armamento lhes ajuda a se apresentarem para suas audiências como “homens de verdade”.

No entanto, você não os verá em nenhum momento confessando essa obviedade. Em vez disso, eles falarão o tempo todo que a arma é um instrumento absolutamente necessário para a garantia da própria segurança e a proteção da família. Ainda que a maioria deles more em condomínios e apartamentos com um nível de segurança que 99% da população não pode ter, tentarão convencer você que ter uma pistola em casa é uma necessidade absoluta na vida de todo “pai de família”.

Eles poderiam muito bem dizer para suas audiências que gostam de armas porque ter algumas delas em casa os faz se sentirem mais masculinos, mais viris, mas… isso não pegaria bem, né? Por isso, ocultam essa motivação que, cá para nós, é bastante infantil, por meio da desculpa de que estão preocupados com a segurança de suas famílias.

Leia o texto completo clicando aqui.


Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

[Vídeo] O adoecimento emocional é um ladrão de energia

Você já havia se dado conta de que, para-além do sofrimento, nossos sintomas, inibições e ansiedades drenam uma boa parte da nossa energia?


Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

O que são os mecanismos de defesa?

Freud descobriu que a mente trabalha de forma semelhante. Ela recebe as experiências que a gente tem na vida, processa essas experiências, assimila aqueles pensamentos que considera úteis e tenta descartar o excedente. Os mecanismos de defesa se fazem presentes justamente na etapa de processamento. Na hora de definir quais ideias serão absorvidas e quais serão rejeitadas, a mente adota os parâmetros que foram nela instalados pelas pessoas significativas com as quais o sujeito conviveu e que exerceram a função de autoridade na vida dele (por exemplo: pai, mãe, professores, avós etc.).

Com base nos critérios que essas pessoas “injetaram” na nossa mente, a gente seleciona com que pensamentos vamos ficar e que pensamentos vamos “excretar”. O problema é que, diferentemente do que acontece com o funcionamento do aparelho digestivo, nós não podemos “defecar” experiências, ideias, pensamentos. Por mais que queiramos expurgá-los da nossa alma, eles continuarão presentes lá, como visitantes indesejados. É aí que entram os mecanismos de defesa: eles existem justamente para que possamos continuar vivendo sem nos incomodarmos com essas “fezes psíquicas”.

Leia o texto completo em bit.ly/drdmecanismos


Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

O negacionismo nosso de cada dia

Por que é tão difícil para algumas pessoas admitirem que nós estamos numa situação realmente grave e catastrófica? Por que tantos indivíduos não conseguem reconhecer a realidade? Talvez você esteja se fazendo essa pergunta e imaginando que não pertence a esse grupo. Talvez você olhe para os negacionistas da pandemia e acredite que são pessoas ignorantes, tolas e que você jamais seria uma delas, afinal, você é um indivíduo esclarecido, que não se deixa levar por teorias conspiratórias e aceita a realidade tal como ela é.

Se você pensa assim, sinto lhe informar, mas nem eu e nem você estamos tão distantes assim dos negacionistas. Para dizer logo de cara: todos nós somos negacionistas em alguma medida. Você pode até não negar a realidade do vírus e da pandemia, mas certamente há pontos da sua própria história em relação aos quais você certamente é um negacionista. Foi o que eu tentei mostrar à paciente que me sugeriu esse artigo.

Leia o texto completo em bit.ly/drdnegacionismo


Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”