Desejo revoltado


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[Vídeo] Amor não é só desejo

Muitas pessoas perdem valiosas oportunidades de construir vínculos amorosos sólidos e saudáveis porque confundem o desaparecimento (inevitável) do desejo que animou o início do relacionamento com falta de amor.


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“Eu não consigo”


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[Vídeo] Que bom que o copo está meio vazio!

Você já deve ter ouvido alguém usar a analogia do “copo meio cheio ou meio vazio” para fazer exortações vazias sobre a importância de se ter um olhar otimista para a vida.

Neste vídeo, quero demonstrar que olhar para o copo com água até a metade e percebê-lo como meio vazio não é nada ruim.


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Copo meio cheio ou meio vazio: essa analogia está errada!

Você certamente já ouviu essa velha analogia do “copo meio cheio ou meio vazio”.

Ela costuma ser utilizada quando se quer incentivar uma pessoa a ter um olhar mais positivo sobre uma determinada situação:

“Veja: quando um copo está com água só na metade, você pode enxergá-lo como meio cheio ou meio vazio, ou seja, de forma otimista ou pessimista”.

Qual é o problema dessa analogia?

É que ela supõe que enxergar o copo meio vazio é necessariamente fonte de tristeza, já que, nesse caso, eu estaria olhando mais para o que falta no copo do que para a quantidade de água que ele já possui.

Não sei se você percebeu, mas tal raciocínio supõe que pensar na FALTA é sempre ruim — o que não é verdade.

No fundo, essa analogia é só uma versão do absolutamente irritante “jogo do contente”, inventado pela personagem Pollyanna, de Eleanor H. Porter, que consiste em encontrar pelo menos uma razão para ficar feliz em qualquer situação problemática.

Olhar para o que falta, para o que não funciona, para o que tropeça só será fonte de infelicidade se eu adotar uma postura LAMENTADORA.

O lamentador é aquele sujeito que encarna o estereótipo da hiena Hardy, de Hanna-Barbera. Diante da falta, ele só sabe dizer: “Ó vida, ó azar…”.

Isso acontece porque o lamentador olha para a falta como DEFEITO e não como POTÊNCIA.

Sem saber, ele está comprometido com a visão fantasiosa de que a realidade deveria ser sempre completa, perfeitinha, nada complicada.

— Uai, Lucas, mas tem como olhar para a falta, para o copo vazio, de outra forma?

É óbvio! Trata-se da postura DESEJANTE!

Se algo falta, se algo não funciona, se há falha, isso significa que eu POSSO DESEJAR fazer alguma coisa!

NO MUNDO PERFEITO NÃO HÁ DESEJO: tudo já está feito.

Eu posso, por exemplo, olhar para um processo que não está funcionando no meu trabalho e lamentar o problema. Mas eu também posso pensar criativamente numa forma de resolver aquilo.

Perceba: não se trata de “ver o lado bom” das coisas. É para ver o lado ruim mesmo, só que de um modo desejante/ativo e não lamentador/passivo.

Se o copo está meio vazio, isso significa que ainda tem espaço para que eu coloque mais alguma coisa nele.

Olha que maravilha!


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[Vídeo] Necessidade, demanda e desejo em Psicanálise: explicação com exemplos

Neste vídeo explico de forma extremamente didática as diferenças entre os conceitos de necessidade, demanda e desejo em Psicanálise, tal como propostos pelo psicanalista Jacques Lacan.


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Necessidade, demanda e desejo: entenda a tríade lacaniana

A necessidade é um anseio de natureza biológica por objetos ou experiências que não podem faltar, que são imprescindíveis para a sobrevivência.

Pense, por exemplo, na necessidade que temos de alimento e de sono.

Para entender mais facilmente o que é a demanda, trabalhe com um sinônimo dessa palavra: o termo PEDIDO.

Um pedido é algo que necessariamente depende da linguagem. A necessidade, não. A necessidade é biológica, vem do corpo.

Um pedido, por sua vez, é algo que só pode ser feito se eu conseguir construir um enunciado baseado num certo código. Não qualquer código, mas o código conhecido pela outra pessoa à qual dirijo meu pedido.

Ou seja, para que o outro atenda a minha demanda, eu preciso necessariamente me submeter ao código dele.

Ora, é exatamente isso o que acontece conosco quando somos bebês. A gente nasce e já vem “de fábrica” com necessidades. No entanto, a gente não consegue satisfazer essas necessidades por conta própria. Precisamos necessariamente dos nossos pais.

No início, eles até saciam nossas necessidades sem que a gente tenha que pedir. Todavia, com o passar do tempo, a gente tem que começar a demandar.

E, para demandar, a gente precisa necessariamente aprender a língua dos pais.

Ou seja, a partir de um certo momento, precisamos “traduzir” nossas necessidades em pedidos, em demandas.

Isso introduz uma novidade: ao articularmos nossas necessidades na forma de demandas, passamos a ansiar não só pelo alimento ou pelo sono, mas também pela COMPREENSÃO dos nossos pais.

Em outras palavras, a gente passa a não querer só a comida em si, por exemplo. Quando o bebê pede comida e a mãe traz, esse ato da mãe de ir até ele acaba sendo vivenciado como um signo de amor: “Mamãe me compreende, mamãe me ama”.

Por isso, Lacan dizia que, no fim das contas, toda demanda é demanda de amor. Ou seja, a gente pede coisas, mas o que verdadeiramente queremos não é só a coisa, mas O SIGNIFICADO DE AMOR que supomos estar em jogo quando o outro nos atende.

Só que tem um problema…

No processo de “traduzir” nossas necessidades de acordo com o código do outro, inevitavelmente ALGO QUE PERDE.

É o que acontece em toda tradução: por mais que o tradutor se esforce, a palavra escolhida nunca corresponde exatamente ao termo original que está sendo traduzido.

Da mesma forma, quando o bebê articula sua necessidade de comida, por exemplo, na forma de um pedido à mãe, o enunciado que ele produz não corresponde EXATAMENTE à sua necessidade.

Por isso, na hora que a mãe vem e dá o alimento ao bebê, ele se sacia, se sente amado, mas alguma coisa fica faltando; parece que não é o suficiente.

Essa sensação de que algo está faltando, algo que, como dizem Clarice Lispector e Chico Buarque “ainda não tem nome e nem nunca terá” é o tal do… DESEJO.

Mas sobre ele a gente fala em outro momento.


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A gente faz Psicanálise para parar de dar desculpas esfarrapadas.

Recentemente eu publiquei um vídeo falando sobre como a Psicanálise explica o fenômeno da autossabotagem.

A ideia é muito simples: o sujeito que se sabota só APARENTEMENTE está agindo contra os próprios interesses.

Na verdade, ao se prejudicar, ele realiza simbolicamente desejos inconscientes. Só que, obviamente, não sabe disso.

Hoje gostaria de me aprofundar um pouco mais nesse tema dos desejos inconscientes.

Frequentemente na clínica psicanalítica ouvimos pessoas dizerem que estão em determinadas situações  que lhes causam sofrimento e das quais, se pudessem, gostariam de sair.

Os motivos que o paciente alega para não mudar parecem ser muito plausíveis, mas, na verdade, não passam de racionalizações autoenganosas:

“Ah, eu não suporto mais meu marido. Já tem mais de 10 anos que eu gostaria de me separar, mas não faço isso por causa dos meus filhos. Preciso esperar eles saírem de casa”.

“Eu não aguento mais esse trabalho. Todos os dias vou arrastado para lá. Se eu não precisasse tanto do dinheiro, já tinha pedido demissão há muito tempo”.

Aí você pergunta para essa segunda pessoa se ela está mandando currículos para outras empresas e buscando ativamente novas oportunidades de trabalho e o que ela te responde?

Óbvio: ela diz que não, que acaba não tendo tempo para isso porque… trabalha demais.

A outra, que não se separa supostamente por causa dos filhos, sabe muito bem que essa justificativa é uma baita desculpa esfarrapada.

Mas ela precisa dizer isso para si mesma, pois, de fato, NÃO SABE os motivos que a levam a permanecer numa relação tão insatisfatória.

Ela não sabe mesmo. Afinal, esses motivos são inconscientes.

Mas ela PODE saber.

Assim como o cara que odeia o trabalho, mas não faz nada para sair dele também pode descobrir que as verdadeiras razões pelas quais não sai desse emprego não têm nada a ver com o fato de “precisar do dinheiro”.

O tratamento psicanalítico visa justamente ajudar as pessoas a discernirem os desejos que estão realizando, sem saber, por meio do sofrimento.

Na Psicanálise, o paciente aprende que o que ele verdadeiramente deseja é aquilo que EFETIVAMENTE FAZ e não aquilo que DIZ QUE QUER.


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O neurótico é feliz. Mas não sabe…

Da série “Postagens antigas que merecem ser repostadas”.


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[Vídeo] Não espere que o mundo adivinhe seus desejos

Ao invés de se engajarem ativamente na busca pelo que querem, muitas pessoas ficam passivamente esperando que o mundo as presenteie. Não seja uma delas.


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Autossabotagem: uma visão psicanalítica

Clara é uma jovem de 25 anos e está em seu terceiro relacionamento de longo prazo. Guilherme, seu atual namorado, a humilha na frente dos amigos, não aceita ser contrariado em hipótese alguma e, em algumas brigas, quase chega a agredir fisicamente a parceira. Curiosamente, os dois primeiros namorados de Clara tinham um padrão de comportamento muito semelhante. As amigas dizem que a moça sofre de “dedo podre”, pois só se relaciona com homens que inicialmente parecem príncipes encantados, mas acabam se revelando sádicos abusivos.

Pedro, 35 anos, é engenheiro civil. Sempre muito estudioso, era o aluno que tirava as maiores notas tanto na escola quanto na universidade. Embora não tivesse uma paixão pela Engenharia, decidiu seguir essa carreira por recomendação do pai que trabalhava como mestre de obras e sempre nutriu um verdadeiro fascínio pela profissão de engenheiro. “Na minha época, pobre não tinha oportunidade de fazer faculdade, meu filho. Se tivesse, hoje você seria filho de engenheiro.” era o que o pai costumava dizer a Pedro na época do vestibular. Hoje, apesar de ter se formado com louvor, o rapaz não consegue prosperar na profissão. Tentou alguns concursos públicos, mas, procrastinando o estudo para as provas, nunca conseguiu ser aprovado. Depois de passagens rápidas por duas grandes construtoras, nas quais, segundo ele, “não conseguiu se adaptar”, Pedro decidiu trabalhar por conta própria, mas sofre para conseguir novos projetos.

O que Clara e Pedro têm em comum? Ambos vivenciam o fenômeno que nos acostumamos a chamar de “autossabotagem”. Aparentemente eles agem de uma forma que acaba produzindo resultados prejudiciais para si mesmos, como se inconscientemente estivessem trabalhando contra os próprios interesses.

Leia o texto completo clicando aqui.


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Maturidade saudável: aceitar a realidade sem abrir mão do desejo

Em 1911, Freud publicou um importante artigo no qual explica como surge em nós o que poderíamos chamar de “senso de realidade”.

O título do texto é “Formulações sobre os dois princípios do funcionamento mental”. Tá no volume 12 das Obras Completas (Edição Standard).

Por “senso de realidade” me refiro a essa consciência básica de que estamos instalados num mundo que possui existência própria, independente dos nossos desejos.

Freud mostra que essa consciência não nasce conosco e que, no início da vida, a gente resiste a assumi-la.

Em outras palavras, a gente não queria ter que reconhecer a existência da realidade. Só fazemos isso porque não tem outro jeito.

Como assim, Lucas?

Veja: inicialmente a gente tá lá no bem-bom do útero materno, certo? Parasitas do corpo da mãe, sequer temos a experiência de desejar. O estado de satisfação é ininterrupto.

Aí a gente nasce, tem a primeira experiência de desconforto, mas imediatamente depois do parto, já nos colocam no quentinho de novo e passam a nos alimentar.

Nos primeiros meses, conhecemos finalmente o que é desejar, mas nossos desejos são satisfeitos de forma quase instantânea. É só chorar um pouquinho que o peito da mãe aparece.

Nesse contexto, tomar consciência da realidade é irrelevante. Para que olhar para o mundo externo se o que eu quero magicamente aparece bem na hora em que desejo?

A gente só passa a se importar com a realidade quando somos expulsos desse paraíso, ou seja, quando a mãe para de estar o dia todo ao nosso dispor.

Freud diz que é nesse período que nos vemos obrigados a aderir ao princípio de realidade para manter vigente o princípio do prazer.

Em outras palavras, quando a mãe para de fazer tudo o que queremos na hora em que queremos, somos obrigados a BUSCAR ATIVAMENTE o que queremos.

Para isso, precisamos necessariamente tomar consciência da realidade e da lógica própria do mundo externo. O peito da mãe não “cairá do céu” como antes. Agora a gente tem que pedi-lo.

Moral da história: amadurecer significa continuar buscando fazer os gols do desejo, mas dentro das quatro linhas da realidade.

Conhece alguém que precisa ou gostaria de ler este texto? Assinale a pessoa aí embaixo.


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A gente faz Psicanálise para se respeitar

É natural que as pessoas procurem ajuda psicoterapêutica com o objetivo de mudarem, isto é, de se livrarem de traços e comportamentos que as fazem sofrer.

Todavia, esse legítimo desejo de mudança pode vir contaminado pela busca de certos ideais que não têm nada a ver com aquilo que o sujeito verdadeiramente deseja.

Deixa eu te explicar isso melhor com o apoio de uma ilustração factual.

Tomemos, por exemplo, o caso de um jovem que se deleita ficando em casa sozinho, estudando, tocando instrumentos musicais e assistindo aos filmes de sua preferência.

Navegando por perfis de desenvolvimento pessoal no Instagram, esse jovem é levado a crer que não deveria passar tanto tempo sozinho e que o “correto” seria tornar-se mais sociável.

Esse imperativo evoca nele as duras palavras que sempre ouviu de seu pai: “Sai desse quarto, menino! Parece um bicho do mato! Você precisa dar umas voltas com seus amigos!”

Pronto! Agora esse pobre rapaz acredita que sua forma espontânea de curtir a vida (mais reclusa, sem tantas interações) é um problema e que ele deveria mudar para se adequar.

Para se adequar a quê?

A um suposto ideal de saúde emocional que parece ser natural e universal, mas, na verdade, foi inventado por algumas pessoas (coincidentemente, sociáveis…).

Em casos como esse, o objetivo da Psicanálise não é o de ajudar essa pessoa a mudar a sua forma habitual de se comportar.

A terapia psicanalítica não está a serviço de nenhum ideal normativo.

A meta passa a ser auxiliar o paciente a relativizar o peso do imperativo superegoico de adequação ao ideal de sociabilidade.

Em outras palavras, trata-se de ajudar o sujeito a RESPEITAR o seu próprio jeito de ser.

Afinal, é só quando reconhecemos e legitimamos aquilo que, em nós, é mais forte do que nós que nos tornamos flexíveis o bastante para fazermos diferente – quando necessário.


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[Vídeo] Não dá para ser assertivo e ficar bem com todo o mundo

Pessoas que ficam remoendo situações pensando no que gostariam de ter dito e não disseram sofrem da resistência neurótica a abrir mão de um desejo em prol de outro.


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A gente faz Psicanálise para mudar, mas, na maioria das vezes, não sabemos o que precisa ser mudado.

Muita gente imagina que o principal objetivo da terapia psicanalítica é promover mudanças no comportamento do paciente.

Faz sentido pensar assim. Afinal, via de regra as pessoas procuram ajuda psicoterapêutica quando estão insatisfeitas consigo mesmas e desejam mudar.

No entanto, diferentemente do que acontece em outras modalidades de psicoterapia, na Psicanálise nós não tomamos a demanda consciente e expressa pelo paciente de forma acrítica. Em outras palavras, não é porque o sujeito nos diz que deseja deixar de ser tímido que o analista estabelecerá como objetivo do tratamento reduzir a timidez dessa pessoa.

Na Psicanálise, não vale o velho jargão comercial: “Seu pedido é uma ordem!”.

Uai, Lucas, mas como assim? O paciente não sabe o que precisa ser mudado?

Frequentemente, não. Isso acontece porque naturalmente nós não temos consciência da maior parte dos fatores que influenciam nosso comportamento e, consequentemente, formatam nossas ideias acerca do que precisa ser mudado em nós.

Assim, é bem possível que o rapaz que chegue ao analista dizendo que quer deixar de ser tímido possa estar formulando essa demanda em função do que ele tem ouvido desde criança da boca de seu pai: “Você precisa ser mais pra frente!”, “Desse jeito você nunca vai conseguir transar!”, “Pare de ser tão retraído!”.

Percebe? O desejo de ser extrovertido não é do paciente, mas de seu pai. Portanto, ao questionar a demanda inicial desse sujeito, o analista pode ajudá-lo a se dar conta de que não é ele efetivamente quem almeja deixar de ser tímido.
Ah, Lucas, mas a timidez não é um problema em si mesmo? O certo não seria mesmo esse rapaz deixar de ser tímido?

Sim, seria certo… do ponto de vista do ideal do pai dele!

Como em Psicanálise a gente não fica tentando encaixotar o sujeito em ideais de saúde, sucesso e felicidade, um trabalho verdadeiramente analítico com esse paciente iria na direção de ajudá-lo a compreender as razões pelas quais ele assumiu a timidez como posição diante da vida. Que fantasia estaria na base desse modo de ser?

Dessa forma, o sujeito estaria em melhores condições para decidir se quer manter-se nessa posição ou se deseja dar outro destino à fantasia subjacente a ela.


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