Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
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A falta estrutural de um objeto plenamente satisfatório é INEVITÁVEL e um dos nossos desafios na vida é aprender a conviver com ela.
Já a falta traumática só vai acontecer se o sujeito não receber aquilo que LHE É DE DIREITO na infância, a saber: um ambiente amoroso, acolhedor e pacífico.
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Na aula ao vivo da última segunda-feira eu falei com os alunos da CONFRARIA ANALÍTICA sobre os dois tipos de falta que, do meu ponto de vista, podem estar em jogo na experiência humana.
Trata-se da FALTA TRAUMÁTICA e da FALTA ESTRUTURAL.
Essa é uma ideia que tenho desenvolvido ultimamente e que vai de encontro ao que me parece ser um grave equívoco cometido por muitos psicanalistas.
Com efeito, tradicionalmente, nós somos ensinados em Psicanálise que só existe um único tipo de falta: a falta ESTRUTURAL.
Vocês conhecem a ladainha: todos nós somos seres estruturalmente faltosos porque não existe um objeto capaz de saciar plenamente nosso desejo e blábláblá…
Tudo isso é verdade.
O problema é achar que, quando um paciente se queixa dos efeitos nefastos da negligência REAL que ele sofreu por parte da mãe, o que está em jogo é essa falta estrutural.
Não é.
Trata-se de um outro tipo de falta: uma falta que NÃO DEVERIA EXISTIR e que, de fato, não existe para a maioria das pessoas — uma falta… TRAUMÁTICA.
A falta estrutural de um objeto plenamente satisfatório é INEVITÁVEL e um dos nossos desafios na vida é aprender a conviver com ela.
Já a falta traumática só vai acontecer se o sujeito não receber aquilo que LHE É DE DIREITO na infância, a saber: um ambiente amoroso, acolhedor e pacífico.
Quando não fazemos essa diferenciação, podemos acabar retraumatizando nossos pacientes.
Imagine, por exemplo, uma mocinha que passe uma sessão inteira se queixando das surras violentíssimas que recebia por parte do pai na infância.
Se o analista admite as diferenças entre as duas faltas, entenderá que essa paciente sente FALTA do pai amoroso e não violento que ela REALMENTE DEVERIA TER TIDO.
Ou seja, essa paciente não está ansiando por um objeto idealizado, como um neurótico típico que se queixa da namorada que não o satisfaz plenamente.
Se o analista só trabalha com a ideia de falta estrutural, pode confundir as bolas e acabar achando que essa paciente precisa parar de idealizar a figura paterna.
Assim, sem perceber, ele estará “passando pano” para o ambiente hostil que a moça vivenciou na infância e a levará a pensar que a raiz do problema está exclusivamente… nela mesma.
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Esta é uma pequena fatia da aula especial “CONCEITOS BÁSICOS 17 – Objeto a”, já disponível para quem está na CONFRARIA ANALÍTICA.
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Certa vez eu participei de uma palestra em que um colega psicanalista disse algo mais ou menos assim:
— Frequentemente a gente tem a impressão de que em algum lugar está rolando uma baita festa, em que todo o mundo se sente absolutamente feliz, e para a qual somente nós não fomos convidados.
Naquela época o Instagram sequer havia sido inventado. Do contrário, meu colega não precisaria ter usado essa analogia. Bastaria descrever o que acontece nesta rede social…
Você está aí vivendo seu cotidiano tranquilamente, relativamente satisfeito com seu trabalho, seu relacionamento, tendo momentos de lazer… Enfim, tendo uma vida mais ou menos normal.
Aí você entra no Instagram para se entreter e começa a acompanhar a vida de blogueiras e influenciadores nos stories.
De repente, você ganha acesso a um mundo de viagens espetaculares, casas luxuosas, corpos esculturais, restaurantes premiados, relacionamentos amorosos impecáveis etc.
Você sabe intelectualmente que todos aqueles vídeos e fotos foram cuidadosamente selecionados, editados e não compõem um retrato fiel da vida daquelas pessoas.
Apesar disso, o contato frequente com esse tipo de conteúdo inevitavelmente o leva a olhar para sua vida (que, até então, você percebia como boa) e passar a considerá-la pobre e limitada.
Veja: essa sensação amarga de FALTA só aparece em função da FANTASIA de uma vida PERFEITA que você foi levado a construir com base no conteúdo compartilhado pelas blogueiras e influenciadores.
Se parasse de assistir aos stories dessa galera, você iria voltar a ficar satisfeito com a sua vida, certo?
ERRADO. Nós nunca estamos plenamente satisfeitos.
Com exceção dos deprimidos, todos nós experimentamos esse comichão eterno que nos faz estar sempre buscando algo a mais, um trem diferente, que muitas vezes a gente nem consegue nomear.
E esse comichão é produzido justamente porque todos nós, com o ou sem Instagram, nutrimos no fundo da alma o sonho de reencontrar um estado de satisfação absoluta que imaginamos ter vivido lá no início da vida.
Falo mais sobre isso na AULA ESPECIAL sobre o conceito lacaniano de “objeto a” que estará disponível ainda hoje para quem está na CONFRARIA ANALÍTICA.
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Bárbara, uma jovem de 19 anos, ingressou há cerca de 8 meses numa universidade pública para cursar Direito.
Apesar de sempre ter sido uma excelente aluna durante o Ensino Fundamental e o Ensino Médio, a moça sente muito medo de tirar notas baixas na faculdade.
Curiosamente, até o momento isso não aconteceu.
Bárbara está no início do segundo período do curso e, por enquanto, suas notas foram sempre acima de 80% em todas as provas e trabalhos.
Se essa estudante tem um retrospecto tão positivo, como explicar as constantes crises de ansiedade que ela experimenta, principalmente antes das avaliações?
Será que, de fato, o que deixa a jovem apavorada é a possibilidade de ir mal numa prova, ser reprovada nas disciplinas e não conseguir concluir a graduação?
Bem, é esse o fluxo catastrófico de pensamentos que ela descreve para Leda, a analista que a acompanha desde que fazia cursinho pré-vestibular.
A terapeuta, que não é boba nem nada, sabe que o buraco é mais embaixo e resolve perguntar para Bárbara como se deu a escolha pelo curso de Direito.
— Escolha? Como assim ESCOLHA?, pergunta retoricamente a moça. Foi uma coisa natural… Acho que eu nunca pensei em fazer outra coisa.
Leda pede que a paciente explique isso melhor.
— Ah… Minha avó era advogada, minha mãe é defensora pública… Não tinha como ser diferente… Mas ninguém me pressionou, viu?
— Mas… E se tivesse como ser diferente?, provoca a analista. O que você escolheria se não fosse o Direito?
— Não faço a menor a ideia, diz a estudante depois de alguns segundos em silêncio. Nunca pensei na possibilidade de fazer outra coisa.
— Você nunca se permitiu DESEJAR outra coisa, né Bárbara?, diz Leda encerrando a sessão.
A terapeuta fez essa última intervenção levando em consideração uma tese contratuitiva proposta por Jacques Lacan acerca da ansiedade.
Para o psicanalista francês, a ansiedade nos visita justamente quando perdemos a possibilidade de desejar, ou seja, quando a FALTA (condição do desejo)… falta.
Quem está na CONFRARIA ANALÍTICA receberá ainda hoje (sexta) uma AULA ESPECIAL em que comento essa tese lacaniana de forma simples e didática com base num texto do próprio Lacan.
Te vejo lá!
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Você já deve ter ouvido alguém usar a analogia do “copo meio cheio ou meio vazio” para fazer exortações vazias sobre a importância de se ter um olhar otimista para a vida.
Neste vídeo, quero demonstrar que olhar para o copo com água até a metade e percebê-lo como meio vazio não é nada ruim.
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Um bom exercício intelectual que ajuda a gente a entender os três registros da experiência humana propostos por Lacan (Real, Simbólico e Imaginário) é o seguinte:
Imagine uma estante que contém 100 livros.
Se eu retiro um livro, a estante fica incompleta?
Sim e não.
Do ponto de vista do Real, a estante não está incompleta.
— Uai, Lucas, como não? Ela agora está com 99 livros. Tá faltando 1, sô!
Veja: o máximo que eu posso dizer, levando em conta apenas o registro do Real, é que a estante está DIFERENTE de como estava antes, que houve uma pequena mudança na sua configuração.
Mas incompletude e completude são IDEIAS e não fatos.
E ideias são sempre RELATIVAS.
Relativas a outras ideias (olha o significante aí, gente!).
Um aluno, por exemplo, pode considerar sua resposta à questão de uma prova como COMPLETA, ao passo que o professor pode avaliá-la como INCOMPLETA.
Percebe?
Vai depender do REFERENCIAL de completude com o qual você está trabalhando.
E esse referencial não está no Real. Está “na sua cabeça”, no… SIMBÓLICO.
A estante não está dizendo: “Estou incompleta. Traga minha parte faltante de volta.”
É a gente que ENXERGA a falta porque, na nossa cabeça, DEVERIAM existir 100 livros e não 99.
Entendeu?
No Real não existe falta nem completude. O Real é o que é.
É só a partir do momento em que eu introduzo SÍMBOLOS na minha relação com o Real (como os números, por exemplo) que eu passo a ver falta e completude.
Tanto é assim que, se eu não souber que alguém tirou um livro da estante e não contar o número de livros, talvez eu ache que a estante está completa.
É aí que a gente chega no registro do Imaginário.
Estamos no Imaginário justamente quando olhamos para a estante e dizemos com convicção: “Tá completa!” ou “Tá faltando!”.
Em ambos os casos estamos sendo iludidos pelas IMAGENS DE COMPLETUDE E INCOMPLETUDE produzidas pela atividade SIMBÓLICA de representação da estante.
Na terapia psicanalítica ajudamos o sujeito a desconstruir suas ilusões imaginárias por meio do discernimento das engrenagens simbólicas nas quais estão fundadas.
Tudo isso em meio à angústia gerada pelo Real que nos habita, o qual, diferentemente do Real da estante, resiste a se deixar representar pelo Simbólico.
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De acordo com Jacques Lacan o complexo de Édipo é um mito freudiano. Em outras palavras, para o analista francês, aquela descrição que Freud faz dos vínculos eróticos conflituosos e ambivalentes que a criança estabelece com seus pais seria uma NARRATIVA SIMBÓLICA.
Sim, uma narrativa, assim como as histórias de Cupido ou de Narciso. Da mesma forma que a narrativa mítica de Narciso começa com a consulta de seus pais a um oráculo, Freud começaria seu mito do complexo de Édipo falando sobre o interesse sexual da criança pela mãe.
Para Lacan, Freud teria criado o mito do Édipo a partir dos relatos de seus pacientes, para explicar, com o apoio de imagens, como se constitui o nosso desejo e, portanto, a nossa relação com a falta, isto é, com a impossibilidade de satisfação plena na vida (simbolizada pela figura da castração no mito freudiano).
Partindo dessa interpretação, Lacan se propôs, então, a extrair aquilo que seria a ESTRUTURA do complexo de Édipo que estaria por trás da descrição mítica freudiana. Dito de outro modo, o psicanalista francês olhou para o Édipo tentando responder à seguinte pergunta: “Quais são os elementos que fazem parte da condição humana e estão presentes na vida de todas as pessoas, independentemente da época e que estão por trás dessa história que Freud nos conta?”.
A resposta para essa questão é justamente a teoria lacaniana dos três tempos do Édipo.
Leia os quadros e me diga: esse post te ajudou a entender melhor a visão lacaniana do complexo de Édipo?
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Este vídeo é o nono e último da série “Os Dez Mandamentos” visto que os dois últimos mandamentos tratam da mesma questão: a cobiça de objetos alheios, ou seja, a inveja. No vídeo, falo sobre as duas principais causas da inveja e sobre os movimentos subjetivos necessários para vencê-la.
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É muito comum ouvirmos leigos e até mesmo psicólogos e psiquiatras dizerem que a anorexia nervosa é uma patologia cuja origem está ligada diretamente aos padrões de beleza do mundo contemporâneo. Defende-se a ideia de que esses referenciais estéticos oprimem de tal forma os indivíduos, sobretudo mulheres, que acabam levando alguns deles a recusarem a ingestão de alimentos a fim de alcançarem o corpo supostamente valorizado socialmente. No vídeo abaixo, apresento um ponto de vista completamente distinto fundamentado na tese proposta pelo psicanalista Jacques Lacan de que na anorexia come-se o nada.