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Qualquer pessoa que decide investir em terapia deseja fundamentalmente mudar.
Porém, às vezes, a mudança pode demorar um bom tempo para acontecer — por conta de inúmeros fatores.
E enquanto não acontece, o que fazer?
Apenas continuar suportando o sofrimento de forma paciente e resignada?
Não.
A jornada até a mudança oferece uma recompensa valiosíssima, da qual, às vezes, não desfrutamos.
Estou falando do reconhecimento de nossas tendências automáticas.
— Como assim, Lucas?
Eu vou te dar um exemplo:
Depois de alguns meses de terapia, Jordana se deu conta da dinâmica emocional que a faz estar, na maior parte do tempo, sozinha, sem amigas:
É que ela tem uma tendência automática a achar que suas amigas a excluem e a menosprezam — e isso a faz se afastar delas.
Ouvindo o discurso da moça, é perceptível que Jordana interpreta o comportamento das amigas a partir de sua fantasia de abandono.
Um “bom dia” dito de forma não muito efusiva já vira sinal de que a pessoa não a valoriza.
Ao longo da terapia, ela foi gradualmente percebendo esse viés fantasmático, mas, emocionalmente, a sensação de ser excluída continua aparecendo.
Portanto, Jordana ainda não conseguiu mudar de fato.
A tendência automática ainda está presente nela, moldando sua percepção da realidade e induzindo a moça a se isolar.
No entanto, por ter reconhecido a tendência (ainda que só intelectualmente), Jordana tem conseguido resistir ao impulso de romper suas amizades.
A jovem ainda se sente menosprezada quando, por exemplo, vê duas amigas postando uma foto juntas, sem ela.
A diferença é que, agora, enquanto assiste a uma cena como essa, ela pensa:
“Estou me sentindo mal, excluída, rejeitada, mas sei que isso vem de uma tendência automática que estou tratando em terapia”.
Moral da história:
A gente faz terapia para mudar.
Para abandonar velhos padrões doentios.
Mas, enquanto ainda estão presentes, podemos aprender a caminhar melhor com eles, evitando, na medida do possível, continuar caindo em suas armadilhas.
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Algumas pessoas vivem esperando sempre a mesma coisa dos outros. Por exemplo: rejeição, crítica, abandono, frieza etc.
E, curiosamente… quase sempre encontram.
Coincidência?
Nem sempre.
Quando uma criança passa por um grande trauma ou vive em um ambiente consistentemente traumático, ela precisa criar uma defesa doentia para se proteger.
Se proteger do quê?
Da AGONIA gerada pelo trauma ou pelo ambiente traumático.
O que qualifica uma experiência como traumática é o fato de ela ultrapassar a capacidade de compreensão mental e emocional do sujeito.
É por isso que a criança tem mais chances de passar por traumas do que o adulto. Com efeito, a capacidade de compreensão infantil é muito precária.
Para se proteger da possibilidade de voltar a vivenciar o trauma ou continuar nele, a criança, como eu já disse, tende a criar uma defesa doentia.
Essa defesa tem a estrutura de uma fantasia relacional: o outro (ou o mundo) é do jeito X; logo, preciso ser do jeito Y.
Exemplos:
O outro nunca me acolhe; logo, preciso me mostrar superior a ele.
O outro nunca me ajuda; logo, preciso fazer tudo sozinha.
O outro sempre me invade; logo, preciso me fechar.
O outro está sempre contra mim; logo, preciso estar na defensiva.
É claro que todas essas crenças são, como dizem certos filmes, “baseadas em fatos reais” — as experiências traumáticas.
Apesar disso, merecem o rótulo de fantasias porque fazem afirmações generalizadoras e absolutas que não correspondem à realidade.
São fantasias também porque são criadas justamente para substituírem a realidade.
É como se a criança pensasse:
“É melhor imaginar que esse trauma pelo qual passei sempre vai acontecer porque, assim, eu consigo, pelo menos, me manter preparada.”
O problema é que, justamente por conta dessa função defensiva, a pessoa começa, sem perceber, a desejar que a realidade comprove a fantasia.
E isso pode acontecer de duas formas:
(1) O sujeito interpreta de forma distorcida certas experiências para encaixá-las na fantasia. Por exemplo:
Um homem pode interpretar uma simples discordância da namorada como ataque para continuar sustentando a fantasia de que o outro está sempre contra ele.
(2) O sujeito estabelece relacionamentos (amorosos, profissionais, de amizade etc.) com pessoas que, de fato, vão se comportar do modo “previsto” pela fantasia.
Uma mulher pode, por exemplo, se casar com um homem frio, que está sempre criticando-a, a fim de confirmar a fantasia de que o outro nunca a acolhe.
É assim que funciona a cabeça do traumatizado: ele prefere viver na previsível fantasia desagradável do que se abrir para a realidade e ser pego de surpresa…
Você se identificou com o texto?
Se sim, qual a sua fantasia?
E como vem fazendo para “comprová-la” no seu dia a dia?
***
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e continuar sem saber o que fazer na sessão.
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Que posição o paciente espera que eu ocupe na relação com ele?
Esta é uma das principais perguntas que todo terapeuta deve se fazer enquanto está atendendo.
Todo sujeito carrega inconscientemente em seu psiquismo um determinado “script”, ou seja, uma espécie de roteiro, que costuma encenar em todas as suas relações.
Esse roteiro especifica o papel dele e do outro, ou seja, o que cada um deveria fazer ao se encontrarem.
Num típico script histérico, por exemplo, a pessoa tende a se apresentar como objeto de desejo e, assim, espera que o outro a queira, a valide, a reconheça.
Importante dizer que nós não só projetamos os scripts em nossas relações, mas também tentamos induzir o outro a desempenhar o papel reservado a ele.
Uma paciente histérica tentará seduzir o terapeuta a fim de levá-lo a encenar a função do outro que a valida, que a reconhece, que a ama, no fim das contas.
Ela pode se apresentar, sessão após sessão, como alguém injustiçada, incompreendida, carente…
Muitos terapeutas caem nesse tipo de armadilha e acabam protagonizando o papel previsto no script da paciente.
“Mas qual é o problema se isso acontecer, Lucas?”.
O problema é que esses roteiros têm função defensiva. Eles foram criados para nos proteger de certas angústias que, na verdade, deveriam ser atravessadas.
O roteiro histérico, por exemplo, é escrito para manter o sujeito na esperança de que ele possa ser o objeto que falta na vida do outro.
Esta é uma expectativa que as crianças costumam ter em relação a seus pais, especialmente àquele do sexo oposto.
Normalmente, o que acontece?
Esse desejo acaba sendo frustrado e o sujeito aceita, aos poucos, que não é tudo o que faltava na vida de papai ou mamãe.
O histérico, porém, não suporta essa angústia de saber que não é a última Coca-Cola do deserto. E é aí que se forma o script de sedução do outro.
Nesse sentido, a tarefa do terapeuta é resistir à encenação. Justamente para que o paciente possa se dar conta… de que existe um roteiro.
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Nosso psiquismo possui uma espécie de lei de autorregulação que Freud chamou de “princípio do prazer”.
Ela se expressa na tendência de buscarmos coisas que nos agradam e evitarmos o que nos faz sofrer.
Podemos ver o princípio do prazer em ação principalmente quando a vida nos obriga a passar por situações desagradáveis das quais não podemos fugir.
É o que acontece, por exemplo, com crianças traumatizadas, que convivem com pais negligentes, autoritários ou violentos.
Como eu sempre digo, a criança não pode “terminar” com os pais e simplesmente sair de casa. Como depende deles, é obrigada a suportá-los.
Porém, graças ao princípio do prazer, que, como eu disse, nos impele a fugir de situações desagradáveis, a criança traumatizada pode se refugiar… em si mesma.
Sim. Diante de uma realidade dolorosa, porém inevitável, ela pode criar uma FANTASIA, ou seja, um enredo imaginário que se contrapõe àquilo que vivencia.
Por exemplo: para não ter que admitir a realidade de que sua mãe é negligente e excessivamente autocentrada, Cíntia criou a seguinte fantasia:
“Eu sou uma menina má por natureza, indigna de receber afeto. É por isso que mamãe não presta muita atenção em mim.”
Perceba como a fantasia deu SENTIDO à realidade dolorosa e, ao mesmo tempo, AMENIZOU o sofrimento da garota ao eliminar sua expectativa pelo amor materno.
A partir do momento em que a fantasia se consolidou, Cíntia passou a se contentar com o pouco de atenção que a mãe lhe dispensava e, assim, deixou de se frustrar.
O problema é que, se a fantasia, num primeiro momento, tem essa função protetiva, com o passar do tempo, ela vai se tornando uma prisão.
Afinal, com medo de voltar a se sentir injustamente rejeitada, Cíntia precisará continuar imaginando-se como uma pessoa má e indigna de amor.
E aí, a chance de se envolver em relacionamentos com pessoas que a enxerguem exatamente dessa forma é muito grande.
Infelizmente, quando estamos presos a uma fantasia, inconscientemente nos esforçamos para fazer com que ela corresponda à realidade…
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Na Psicanálise, nós não traçamos como objetivo primário do tratamento a remoção de sintomas e inibições, mas a elaboração de fantasias e angústias.
SINTOMA é aquilo que você faz (ou que se faz em você), mas que não queria que acontecesse. Por exemplo: permanecer num relacionamento tóxico.
INIBIÇÃO é aquilo que você não consegue (ou não se permite) fazer, mas queria. Por exemplo: não ser capaz de fazer apresentações em público.
Sintomas e inibições são expressões visíveis de FANTASIAS — as quais podem ser mais ou menos conscientes.
As fantasias, por sua vez, são construções imaginárias que surgem em nós como forma de proteção contra a ANGÚSTIA.
Vejamos o exemplo de Beatriz, uma moça de 24 anos que não se sentia suficientemente amada pelo pai na infância.
Para se proteger da angústia gerada por essa frustração, ela construiu a fantasia de que conquistaria o amor paterno se fosse obediente e submissa, como a mãe.
Não adiantou nada.
Mesmo sendo boazinha e dócil, Beatriz continuou se sentindo pouco amada pelo pai.
Por isso, na adolescência, acabou transferindo inconscientemente a fantasia para a relação com Valmir, seu primeiro namorado, um sujeito ciumento e muito violento.
Apesar de agredir verbalmente a moça e traí-la diversas vezes, o rapaz nunca quis terminar o namoro.
— Eu nunca vou te deixar, Bia.
Beatriz interpretava inconscientemente isso como sinal de que era verdadeiramente amada por Valmir e, por isso, não conseguia terminar com ele.
Percebeu?
A FANTASIA de conquistar o amor paterno pela via da submissão materna era o que estava na raiz do SINTOMA da moça (permanência num relacionamento tóxico).
Se Beatriz simplesmente rompesse com o namorado sem atravessar essa fantasia, ela se sentiria extremamente angustiada e insegura.
E aí, para se proteger, provavelmente transferiria a fantasia para outra pessoa, dando início a mais um ciclo de dependência emocional.
Moral da história:
Como psicanalistas, nossa luta não é contra sintomas e inibições.
Mas, sim, contra as fantasias e angústias encobertas no mundo interno de nossos pacientes — porque é ali que a verdadeira mudança acontece.
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Só nos sentimos ansiosos porque conseguimos imaginar um possível contato futuro com situações que consideramos perigosas – ainda que tais situações sejam inconscientemente desejadas…
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Cada pessoa tem uma forma típica, mais ou menos estereotipada, de se relacionar com o outro. Ele expressa uma determinada FANTASIA e se constitui em resposta a um certo tipo de MEDO BÁSICO.
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Cada pessoa tem uma forma típica, mais ou menos estereotipada, de se relacionar com o outro.
Tem gente que está sempre querendo agradar.
Tem gente que está sempre querendo se esconder.
Tem gente que está sempre querendo seduzir.
Tem gente que está sempre querendo se mostrar forte.
Enfim, os padrões de relacionamento são os mais diversos. Eles expressam uma determinada FANTASIA e se constituem em resposta a um certo tipo de MEDO BÁSICO.
Por exemplo: o sujeito que está o tempo todo querendo agradar pode ter inconscientemente o medo de ser destruído por um objeto interno cruel e implacável.
Tal objeto mau se formou na mente dessa pessoa em função das suas experiências infantis. Ela pode ter tido, por exemplo, um pai muito agressivo e intolerante.
O medo de ser morto, a princípio pelo próprio pai real, e depois pela versão internalizada dele (muito mais cruel), leva o sujeito a desenvolver, na infância mesmo, uma FANTASIA.
Trata-se de uma situação imaginária muito simples que a pessoa acredita que a protegeria do perigo que ela tanto teme.
Nesse exemplo que estamos analisando, a fantasia poderia ser expressa da seguinte forma:
“Se eu agradar o papai, ele vai ficar feliz e não vai me matar.”
Como o pai real é introjetado, a fantasia passa a estar relacionada ao objeto interno mau. Esse, por sua vez, pode ser projetado em outras pessoas.
É daí que vem o padrão de estar sempre tentando agradar.
Com efeito, por estar sempre projetando o objeto cruel e impiedoso, o sujeito se sente o tempo todo ameaçado e precisa estar constantemente fazendo uso da fantasia para se defender.
Em outras palavras, buscando agradar os outros, a pessoa inconscientemente acredita que está “acalmando” o objeto interno mau e se protegendo dos ataques dele.
É claro que essa tendência de estar sempre querendo agradar pode estar ligada a outros medos e fantasias. Há vários cenários possíveis.
O exemplo citado serve apenas para enfatizar o quanto é importante que o terapeuta identifique o padrão de relacionamento interpessoal do paciente.
Afinal, como vimos, é na análise desse padrão que encontraremos os medos e fantasias básicas que governam inconscientemente a vida do sujeito.
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