[Vídeo] Mulheres que amam à moda masculina

Esse corte foi extraído da nossa última aula AO VIVO de segunda-feira na CONFRARIA ANALÍTICA.

Hoje, a partir das 20h, teremos mais um encontro.

Estamos estudando linha a linha o texto de Freud “Sobre o narcisismo: uma introdução”.

Te vejo lá!


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[Vídeo] Todo homem é meio gado?

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Hoje, a partir das 20h, teremos mais um encontro.

Estamos estudando linha a linha o texto de Freud “Sobre o narcisismo: uma introdução”.

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[Vídeo] Por que muitos homens fogem de terapia?

Todo psicólogo e psicanalista sabe que, dentre as pessoas que buscam psicoterapia, a grande maioria é composta por mulheres. Neste vídeo comento e explico psicanaliticamente a típica resistência masculina ao processo terapêutico.


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A resistência dos homens ao processo terapêutico

Volta e meia mulheres me procuram interessadas em saber se eu poderia atender os seus respectivos companheiros.

Geralmente, minha resposta é “Sim, mas peça a ele que entre em contato diretamente comigo.”.

E esse contato quase nunca acontece.

A imensa maioria das pessoas que procuram terapia é constituída por mulheres.

Para-além da resistência natural ao processo terapêutico que está presente em todo o mundo, há uma resistência A MAIS nos homens.

É muito difícil para eles se colocarem na posição de pacientes, sobretudo diante de outro homem.

É por isso que muitos buscam inconscientemente transformar a relação analítica num vínculo de amizade, para que não se sintam compelidos a falar sobre o que verdadeiramente importa.

E o que verdadeiramente importa?

Ora, a gente não vai para a análise para contar piadas, falar do futebol ou narrar com nossas conquistas amorosas ou profissionais.

Se a gente deita no divã é justamente para falar de tropeços, inibições, incapacidades, fragilidades…

E como é difícil para um homem admitir que não dá conta de alguma coisa!

Para não terem que dar o braço a torcer, alguns apelam para o corpo: “Meu problema é fisiológico, não tem nada a ver comigo. Por isso, vou procurar um médico. Um bom remédio deve resolver.”.

Outros simplesmente minimizam o peso do adoecimento para não terem que se reconhecerem como dependentes de ajuda:

“Ah, já faz uns dois anos que eu tenho insônia quase todo dia, mas tá tudo bem. Não tem nada de errado comigo. Só vim porque minha esposa pediu.”.

Não por acaso, entre as pessoas que tiram a própria vida há um número muito maior de homens do que de mulheres.

Em outras palavras, muitos homens “preferem” morrer a ter que dizer: “Preciso de ajuda”.

A experiência clínica mostra que aqueles que estão mais identificados com suas mães do que com seus pais conseguem se colocar na posição de pacientes com mais facilidade.

Ao que parece, o modelo feminino introjetado permite ao ego ocupar a posição de dependência e vulnerabilidade exigida pela análise sem se sentir tão narcisicamente ameaçado.


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Homens – Cena 1

74Ele está na casa da namorada. É domingo, único dia da semana em que a sogra e o sogro se lembram que ainda são casados e que, sim, eles podem trocar a revista de fofoca e o jornal barato pelo aconchego da própria cama – nem que seja para fazer palavras-cruzadas juntos…

Enfim, o casal de namoradinhos está sozinho. Ele se mantém na mesma posição, apenas a afagar-lhe os cabelos, com medo de que os velhos tenham ido apenas buscar uma munição reforçada (no caso, uma Marie-Claire ou A Folha de São Paulo). Ela, conhecendo a estratégia do inimigo e sabendo que a retirada foi estratégica, já inicia uma massagem provocante. Ele apenas fecha os olhos e aprecia o caminhar das mãos dela, pensando: “Não há motel de luxo que substitua o sabor do perigo de uma transa na casa da namorada…”

Eis que o telefone (dele) toca.

– Alô.

– Alô. Beto?

– Fala Nogueira! Beleza?

– Tudo em cima! Vai no jogo hoje?

– Que jogo?

– Como que jogo? A final do Campeonato Tupinambense, homem! Cê tá doente?

– Putz! Tinha me esquecido! Não posso perder mais esse triunfo do 7 de setembro!

– Pois é, é melhor correr senão a gente não acha ingresso.

– Me espera aí que já tô chegando…

A namorada, compreensiva, pára a massagem, resignada. Ela sabe que ele preferirá ser massageado pelos braços e cotovelos de dezenas de homens na arquibancada de um estádio (porque dá mais emoção). Todos eles a soltarem gritos e urros que não são de orgasmo.

Tudo por mais um triunfo do 7 de setembro…