[Vídeo] O invejoso é um admirador recalcado

O invejoso deseja que o outro perca o atributo ou objeto que ele tanto deseja porque não suporta olhar para o invejado e perceber que o admira.


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O bom líder se sente feliz com o crescimento de seus liderados

Outro dia eu estava ouvindo um podcast em que o empresário Flávio Augusto dizia que um dos atributos de um bom líder é a capacidade de “se realizar com o sucesso de outras pessoas”.

Isso me lembrou algo que a psicanalista Melanie Klein assinala em seu clássico artigo “Nosso mundo adulto e suas raízes na infância”:

“Quando a voracidade e a inveja não são excessivas, mesmo uma pessoa ambiciosa encontra satisfação em ajudar os outros a dar sua contribuição. Temos aqui uma das atitudes subjacentes à liderança bem-sucedida. Novamente, isso já pode ser observado em alguma medida entre as crianças. Uma criança mais velha pode ter orgulho pelas conquistas de um irmão ou irmã menores e fazer de tudo para ajudá-los.”

Muitos líderes formam equipes medíocres justamente porque possuem quantidades excessivas de inveja e voracidade.

Com efeito, eles querem todas as conquistas para si e se sentem ameaçados quando algum de seus subordinados demonstra estar crescendo.

Assim, evitam agregar em seus times uma pessoa muito competente com medo de, no futuro, perderem sua posição de liderança para ela.

Além disso, tais líderes podem inconscientemente sabotar o progresso de suas equipes apenas para não terem que reconhecer o mérito dos colaboradores.

Para esse tipo de líder, o cenário ideal é aquele em que somente ele brilha.

Por isso, tende a ser centralizador: tudo tem que necessariamente passar por ele para que jamais se possa dizer que o outro foi bem-sucedido por conta própria.

Por incrível que pareça, muitas vezes tal líder tende a ficar contente quando fazem críticas a seus liderados, pois isso lhe proporciona alívio.

É como se ele pensasse: “Que ótimo ter subordinados ruins. Dessa forma, continuo sendo uma estrela solitária, uma pérola de competência em meio a esse mar de mediocridade.”

É óbvio que se trata de um raciocínio autodestrutivo e nada sustentável.

Afinal, se uma equipe não trabalha bem, isso geralmente tem a ver com uma liderança que não cumpre bem o seu papel de coordenação e gerenciamento.

Mas a insegurança e a inveja são tão grandes que o líder que pensa dessa forma não consegue perceber que está cavando a própria cova.

Você já conviveu com líderes assim?


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Como funciona a mente do invejoso

Inveja não significa apenas cobiçar o que o outro tem, mas desejar que o outro perca aquilo que tem e que você deseja possuir.

O invejoso geralmente sofre de ressentimento.

Por trás de sua inveja existe a dor de saber que lhe falta o que existe em abundância na pessoa invejada.

Para se defender dessa ferida narcísica, ele ataca o outro (mesmo que apenas em pensamento) na esperança de que o invejado perca o objeto ou atributo que tanto deseja.

A lógica do pensamento do invejoso é mesquinha:

“Se eu não tenho, ninguém não pode ter”.

Afinal, se o outro não tiver, ele não estará em falta sozinho.

O invejoso anseia pela democratização da impotência!

Ele não quer se esforçar e trabalhar para eventualmente conquistar aquilo que tanto inveja no outro.

Não! Se assim o fizesse, precisaria admitir para si mesmo que ADMIRA o invejado, mas ele não dá conta de fazer isso.

Como bom ressentido, o invejoso desdenha das uvas que não consegue alcançar.

Ele mente para si mesmo dizendo que elas estão verdes para não ter que reconhecer que morre de vontade de possuí-las.

É por isso que dificilmente um invejoso se confessa como tal.

Ele sempre tentará esconder sua dor de cotovelo por trás da imagem de um crítico isento:

“Não tenho inveja, não, Deus me livre! Só estou analisando a situação…” 🙄

A cura para os invejosos seria admitir sua condição de admiradores e procurar discernir as razões que os levam a desejar tanto aquilo que o outro possui.

É uma pena que a maioria deles não esteja disposta a fazer esse sacrifício narcísico.


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O gozo masoquista do sentimento de inferioridade

Em minha experiência clínica com estudantes universitários frequentemente me deparo com jovens que sofrem com o sentimento de inferioridade.

Tal sentimento costuma aparecer em função da COMPARAÇÃO feita pelo sujeito entre o seu desempenho acadêmico e a performance mais alta de certos colegas.

Em outras palavras, é como se o aluno ficasse o tempo todo dizendo para si: “Olha como eles são melhores do que eu. Sou um burro mesmo!”

Pode não parecer, mas há uma satisfação mórbida nesse tipo de pensamento…

Com efeito, quando me insulto e me menosprezo, estou fazendo uso do mesmo impulso agressivo que utilizo para insultar e agredir verbalmente outras pessoas.

Assim, a autodepreciação sempre vem carregada de um gozo masoquista que costuma ser o resultado da transformação de um impulso que originalmente era sádico.

Explico:

A tendência primária que temos ao NOS COMPARARMOS com pessoas que são melhores do que nós é a de ODIÁ-LAS.

Sim, odiá-las por terem competências que não temos, mas gostaríamos de ter. Qualquer pessoa honesta consigo mesma é capaz de admitir isso.

No fundo, gostaríamos que o colega melhor não existisse ou, pelo menos, não fosse tão bom.

Se isso acontecesse, não nos sentiríamos inferiores.

Como tal desejo não pode se realizar, os impulsos agressivos que dirigimos à pessoa invejada permanecem insatisfeitos no interior da alma.

E é aí que entra o gozo masoquista: incapazes de tirar do caminho aqueles que são melhores do que nós, passamos a depreciar A NÓS MESMOS para descarregar o ódio que, na origem, era dirigido a eles.

Em outras palavras, é como se a gente pensasse: “Já que não posso destruir esse outro que me provoca inveja, destruirei o meu próprio eu”.

É dessa transformação do sadismo em masoquismo que brotam pensamentos autodestrutivos do tipo:

“Eu não presto para nada”.

“Eu sou um m3rda”.

“Eu serei um péssimo profissional”.

Por outro lado, é preciso salientar que toda essa dinâmica emocional só aparece em função da COMPARAÇÃO.

Quando nos colocamos voluntariamente numa relação de rivalidade imaginária com o outro, o resultado é sempre esse: sadismo ou masoquismo.


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[Vídeo] O invejoso é um ingrato iludido

Este vídeo é o nono e último da série “Os Dez Mandamentos” visto que os dois últimos mandamentos tratam da mesma questão: a cobiça de objetos alheios, ou seja, a inveja. No vídeo, falo sobre as duas principais causas da inveja e sobre os movimentos subjetivos necessários para vencê-la.


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[Vídeo] Recalque

Atualmente, a palavra “recalque” e suas correlatas “recalcado” e “recalcada” têm se feito presentes com muita frequência no linguajar popular, especialmente entre os mais jovens. Ao contrário do que se poderia pensar num primeiro momento, isso não significa que a juventude brasileira esteja lendo mais sobre psicanálise. Por reviravoltas que a só a linguagem é capaz de provocar, a palavra “recalque” é utilizada não em sua acepção original psicanalítica, mas como sinônimo de inveja ou ressentimento. Levando isso em conta, decidi falar no vídeo abaixo sobre o sentido preciso que o conceito de recalque possui na teoria psicanalítica.

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