Participe da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Esta é uma pequena fatia da aula “CONCEITOS BÁSICOS 24 – Falo” que já está disponível no módulo AULAS TEMÁTICAS – CONCEITOS BÁSICOS da CONFRARIA ANALÍTICA.
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Na segunda aula do seminário XI (“Os quatro conceitos fundamentais da psicanálise”), Lacan faz uma afirmação muito preciosa.
Ele diz o seguinte:
“A todos esses inconscientes sempre mais ou menos afiliados a uma vontade obscura considerada como primordial, a algo de antes da consciência, o que Freud opõe é a revelação de que, ao nível do inconsciente, há algo homólogo em todos os pontos ao que se passa ao nível do sujeito — isso fala e funciona de modo tão elaborado quanto o do nível consciente, que perde assim o que parecia seu privilégio.”
Você pode encontrar esta citação na página 29 da edição do seminário publicada em 1998 pela Zahar.
Lacan está chamando a atenção para uma característica do inconsciente que, muitas vezes, passa despercebida até mesmo por psicanalistas:
O alto grau de elaboração dos pensamentos que circulam nele.
Não raramente a gente tem a tendência de pensar no inconsciente como sendo uma parte do psiquismo puramente impulsiva, emocional, irracional.
Porém, Freud nos mostra com clareza em seus textos que no inconsciente encontramos RACIOCÍNIOS tão complexos quanto os da consciência.
Vou te dar um exemplo simples de como isso funciona:
Imagine que você terminou um relacionamento há seis meses.
Depois de sofrer muito com a separação, você agora se sente bem e acha que está pronta para seguir a vida.
Por isso, aceita finalmente marcar um encontro com o rapaz com quem flerta há alguns dias em uma rede social.
O problema é que, no inconsciente, você não está a fim de ir a esse encontro, pois ainda está muito apegada a seu ex; não conseguiu (e não quer) esquecê-lo.
E agora? Conscientemente você quer uma coisa, mas inconscientemente quer outra.
Ora, sem se dar conta, você pode acabar marcando o encontro justamente num dia em que precisará ficar até mais tarde no trabalho.
Porém, só se lembrará dessa “coincidência” no dia, o que a levará a desmarcar com o rapaz, satisfazendo, assim, o desejo inconsciente de não ir.
Entendeu?
No inconsciente, a gente pensa, planeja, reflete…
Enquanto a consciência está vindo com o fubá, o angu dele já está pronto…
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Nos últimos dias, muita gente me enviou mensagens compartilhando vídeos sobre bebês reborn e pedindo que eu falasse algo a respeito.
O tom das mensagens era quase sempre de escândalo.
Pudera!
Em sua maioria, os vídeos enviados mostravam “mães” de bebês reborn tratando seus bonecos como se fossem filhos de verdade.
O mais compartilhado foi o de uma jovem que supostamente teria levado seu boneco para um pronto-socorro.
Sério?
Em outro, uma senhora finge que está num supermercado com um reborn, frustrada por não conseguir prioridade na fila do caixa. 🙄
E tem ainda o vídeo daquela moça simulando ter sido contratada como babá de um bebê reborn nos EUA. 🤡
Calma, gente, isso é só fanfic para gerar engajamento.
Por outro lado, sim, existe um pequeno grupo de mulheres (e alguns homens) que efetivamente gostam de brincar com bebês reborn.
E foi com o objetivo de formular algumas hipóteses para compreender psicanaliticamente esse hobbie que eu decidi fazer uma aula especial.
Ela já está publicada no módulo AULAS TEMÁTICAS – TEMAS VARIADOS da Confraria Analítica, a minha escola de formação teórica em Psicanálise.
O título da aula é “Bebês reborn e suas mães: um olhar psicanalítico”.
Nela eu apresento a hipótese de que as pessoas que possuem esse hobbie estão, em sua maioria, brincando de vivenciar, em fantasia, a experiência de maternagem.
Mais especificamente, a parte inicial dessa experiência, nos primeiros meses de vida da criança, em que o bebê ainda ocupa o lugar de falo materno.
👉 Quer entender o que pode levar alguém a brincar de maternar um boneco?
Então, acesse este link e venha estudar comigo na Confraria Analítica, a maior escola online de teoria psicanalítica do Brasil.
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Esta é uma pequena fatia da aula “CONCEITOS BÁSICOS 23 – Sublimação” que já está disponível no módulo AULAS TEMÁTICAS – CONCEITOS BÁSICOS da CONFRARIA ANALÍTICA.
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Lacan disse isso na oitava lição de seu seminário do ano acadêmico de 1959-1960, intitulado “A ética da Psicanálise”.
Ao dizer que, na sublimação, estamos fazendo um ato de ELEVAÇÃO, Lacan está se remetendo ao próprio significado de “sublime”.
Com efeito, essa palavra designa justamente algo grandioso, alto, ELEVADO.
Ora, segundo a fórmula do autor, o elemento sublime em questão seria a tal da “Coisa”.
Pelo que podemos deduzir, os ‘objetos’ seriam, a priori, inferiores ou, talvez, exteriores ao lugar onde estaria essa Coisa.
Porém, na sublimação, nós conseguiríamos ELEVAR um desses objetos ao patamar da Coisa, de modo que ele passaria a gozar da mesma dignidade que ela tem.
Como podemos articular essa ideia à concepção original de sublimação proposta por Freud? Lembremos que Lacan se dizia freudiano…
Na obra de Freud, a sublimação aparece como uma forma dessexualizada e socialmente valiosa de satisfação de um impulso sexual.
Em vez de mostrar seu corpo nu para pessoas aleatórias na rua, o sujeito se torna ator e, assim, satisfaz sua pulsão exibicionista — eis um exemplo de sublimação.
Veja: essa pessoa está usando uma atividade (a atuação) não só como um simples trabalho, mas como um meio de satisfação pulsional.
Ela está, portanto, colocando sua profissão, diria Lacan, em um patamar mais elevado, o patamar do desejo, o patamar da Coisa…
— Mas, afinal de contas, Lucas, o que é essa tal de Coisa?
Bem, ao vincularmos a fórmula de Lacan à concepção freudiana, já aprendemos que a Coisa tem a ver com desejo e satisfação pulsional, certo?
Mas se você quer saber mais, eu o convido a assistir à aula publicada hoje na CONFRARIA ANALÍTICA, minha escola de formação teórica em Psicanálise.
O título dela é “CONCEITOS BÁSICOS 23 – Sublimação” e já está disponível no módulo AULAS TEMÁTICAS – CONCEITOS BÁSICOS.
Nela eu abordo a concepção freudiana de sublimação e trago as contribuições não só de Lacan, mas também de Klein e Winnicott para o entendimento desse conceito.
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De um ponto de vista lacaniano, o tratamento psicanalítico da neurose visa fundamentalmente suscitar um processo de DESESTABILIZAÇÃO.
Com efeito, na neurose, o sujeito encontra-se excessivamente ESTABILIZADO em função do forte apego que tem ao seu eu ideal.
Esse apego o leva a rechaçar as dimensões de seu psiquismo que são incompatíveis com a imagem idealizada que tem de si mesmo.
E são justamente essas dimensões rechaçadas que estão na origem dos problemas emocionais que levam o neurótico a buscar ajuda.
É por isso que o analista precisa desestabilizar o sujeito: para estimulá-lo a sair deste estado de alienação e se abrir para o encontro com suas outras facetas.
Por outro lado, quando estamos trabalhando com um paciente psicótico, a análise precisa caminhar na direção oposta, ou seja, rumo à estabilização.
Afinal, na psicose falta essa espécie de centro gravitacional com o qual o neurótico pode contar para fugir de si mesmo.
No psicótico, ao invés deste centro, existe um buraco. Por isso, ele encontra-se num estado de errância, de desorientação fundamental.
Nesse sentido, o tratamento lacaniano da psicose deve ter como objetivo ajudar o sujeito a construir algo que funcione como um suplemento para essa lacuna.
Se, na neurose, o trabalho visa desestabilizar, na psicose precisamos ajudar o sujeito a encontrar caminhos para a estabilização.
— Ok, Lucas, mas, na prática, como isso acontece? O que o analista, na perspectiva lacaniana, deve e não deve fazer com pacientes psicóticos?
Eu respondo justamente essas perguntas na aula especial que foi publicada hoje na CONFRARIA ANALÍTICA, a minha escola de formação teórica em Psicanálise.
O título dela é “Clínica lacaniana das psicoses (II): tratamento” e está disponível no módulo AULAS TEMÁTICAS – LACAN.
A Confraria é hoje a maior e mais acessível escola de formação em teoria psicanalítica do Brasil.
Para se tornar nosso aluno e ter acesso a essa aula e a todo o nosso acervo de mais de 500 horas de conteúdo, clique aqui.
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Esta é uma pequena fatia da aula “Clínica lacaniana das psicoses (I): diagnóstico” que já está disponível no módulo AULAS TEMÁTICAS – LACAN da CONFRARIA ANALÍTICA.
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Muitas pessoas acreditam que a presença de alucinações e pensamentos delirantes no quadro clínico é suficiente para diagnosticar um paciente como psicótico.
Mas isso não é verdade.
Sujeitos neuróticos também podem relatar que estão vendo coisas inexistentes ou construir certas interpretações que passam muito longe da realidade.
Anna O., por exemplo, a conhecida paciente histérica de Josef Breuer, alucinou que uma serpente negra se aproximava de seu pai para mordê-lo.
O “Homem dos Ratos” de Freud, embora fosse um neurótico obsessivo, relatava certas ideias que podem muito bem ser classificadas como delirantes.
Portanto, tais fenômenos não são exclusividade da psicose.
Para usá-los como índices diagnósticos, é essencial considerar como o paciente se relaciona com eles.
O neurótico está aberto à possibilidade de questionar a veracidade de suas alucinações e pensamentos delirantes. O psicótico, não.
Como dizia Lacan, na psicose, a pessoa não só acredita que ouve vozes, mas crê NAS VOZES, no que elas dizem.
Essa CERTEZA é um dos traços que permitem a identificação de um quadro psicótico. Mas existem outros, igualmente importantes.
Eu falo sobre eles (e também sobre a certeza) detalhadamente e com exemplos na aula publicada hoje (sexta) na CONFRARIA ANALÍTICA.
O título dela é: “Clinica lacaniana das psicoses (I): diagnóstico” e já está disponível no módulo AULAS TEMÁTICAS – LACAN.
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Esta é uma pequena fatia da AULA ESPECIAL “CONCEITOS BÁSICOS 22 – G0z0” que já está disponível no módulo AULAS ESPECIAIS – CONCEITOS BÁSICOS da CONFRARIA ANALÍTICA.
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Aquele era o sétimo pedaço de pizza que Renato colocava em seu prato.
O rapaz já estava mais do que saciado, mas sentia uma vontade inexplicável de continuar comendo.
Não era pelo prazer proporcionado pelo sabor da pizza. Na verdade, ele já estava até enjoado daquele gosto de molho de tomate, queijo e orégano.
Apesar disso, Renato devorou não só o sétimo, mas também o oitavo pedaço.
Era como se ele PRECISASSE comer a pizza toda, mesmo correndo o risco de passar mal — o que, de fato, veio a acontecer.
“Eu não tenho limite”, era o que o rapaz dizia reiteradamente para sua terapeuta.
Agora falemos de Luciana.
Trata-se de uma médica de 35 anos que namora Bruno há cerca de três anos.
Desde o início, o relacionamento entre os dois é marcado por muita turbulência.
Ambos são ciumentos e, por isso, estão sempre brigando. Às vezes, de forma bastante violenta.
Luciana já chegou a fazer arranhões profundos no carro de Bruno depois de ver que ele havia seguido uma colega de trabalho no Instagram.
O rapaz, por sua vez, já deixou a namorada trancada no quarto do casal a fim de que ela não fosse a um churrasco na casa de uma prima.
Vários amigos já disseram a Luciana que ela deveria sair desse relacionamento tóxico antes que acontecesse uma tragédia.
A moça concorda e sabe que essa é a decisão mais prudente a ser tomada. Porém, simplesmente não consegue terminar o namoro.
Por conta das inúmeras brigas, o relacionamento acabou se desgastando muito.
Eles nem conversam direito e Luciana sequer se lembra qual foi a última vez que fizeram amor.
“Eu não consigo entender por que permaneço numa relação que só me faz mal”, é o que a médica disse para seu analista quando começou a fazer terapia.
Renato e Luciana têm algo em comum: ambos estão dominados por aquilo que o psicanalista francês Jacques Lacan chamou de gozo.
Na AULA ESPECIAL publicada nesta sexta-feira na CONFRARIA ANALÍTICA eu explico esse conceito de forma simples, clara e didática.
O título da aula é “CONCEITOS BÁSICOS 22 – Gozo” e ela já está disponível no módulo AULAS ESPECIAIS – CONCEITOS BÁSICOS.
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