[Vídeo] Entenda a diferença entre falta traumática e falta estrutural


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[Vídeo] O autista não cede à “sedução” do Outro.

Esta é uma pequena fatia da AULA ESPECIAL “O AUTISMO COMO QUARTA ESTRUTURA 01 – A recusa à alienação”, que já está disponível no módulo AULAS ESPECIAIS – LACAN da CONFRARIA ANALÍTICA.


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O ódio pode ser apenas uma disfarce para o amor

Lacan costumava dizer que a angústia é o único afeto que não engana.

Essa máxima pode ser interpretada de diversas formas. Por exemplo:

Podemos dizer que a angústia não engana porque, do ponto de vista lacaniano, ela sempre sinaliza a presença simultânea do desejo.

Outra interpretação possível é a de que a angústia não engana porque nunca aparece como um disfarce para outros sentimentos.

Em outras palavras, para Lacan, angústia seria sempre angústia mesmo.

— Uai, Lucas, mas existem emoções que não são, de fato, elas mesmas?

Sim, caro leitor. O corolário da proposição lacaniana é o de que, com exceção da angústia, todos os afetos podem nos enganar.

Pense, por exemplo, no ódio.

Em princípio, se Pedro odeia Paulo, podemos deduzir que Pedro quer manter Paulo longe de si e, no limite, deseja até que Paulo deixe de existir.

No entanto, conhecendo a vida de Pedro mais profundamente, podemos acabar constatando que ele não consegue deixar de pensar em Paulo.

Ao invés de afastá-los, o ódio os manteve intensamente ligados — efeito que esperaríamos que fosse produzido por outro afeto: o amor.

Como explicar esse paradoxo?

Uma possibilidade é interpretar o ódio que Pedro experimenta como uma máscara para o amor que ele tem por Paulo.

Amor que, por N razões, não pode se manifestar explicitamente.

Portanto, o ódio pode ser enganoso: Pedro acha que não quer ver Paulo nem pintado de outro, mas, na verdade, o ama profundamente.

Se você quiser um exemplo concreto de como o amor pode se disfarçar por meio do ódio, assista à AULA ESPECIAL publicada hoje (sexta) na CONFRARIA ANALÍTICA.

Trata-se de mais uma aula do módulo ESTUDOS DE CASOS, em que comento casos clínicos reais enviados por alunos da nossa escola.

Você vai conhecer a história de Anderson, um rapaz que atravancou a própria vida por nutrir, com toda a força da paixão amorosa, o ódio por seu pai.

O título da aula é “ESTUDOS DE CASOS #11 – Anderson: do ódio pelo pai ao gozo masoquista” e ela já está disponível no módulo ESTUDOS DE CASOS.


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[Vídeo] Entenda o conceito lacaniano de falo imaginário


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[Vídeo] Teoria dos discursos de Lacan: explicação didática e com exemplos


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[Vídeo] O que é castração em Psicanálise?


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[Vídeo] Quando ocorre o surto psicótico?


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Entenda como funciona a foraclusão e seus efeitos na psicose

Imagine que você está de boa na sua casa, mexendo no celular e aí, de repente, invadem seu domicílio e o sequestram.

Ao chegar ao suposto “cativeiro”, você descobre que, na verdade, será obrigado a participar de um JOGO.

Sim, um jogo.

Após retirarem a venda que haviam colocado sobre seus olhos, você percebe que está numa imensa sala com várias outras pessoas, igualmente sequestradas.

Os sequestradores simplesmente empurram você na direção de dois outros sujeitos que estão isolados num canto e dizem:

— Vocês três vão jogar juntos.

Aparentemente, aquelas duas pessoas parecem saber como funciona o game. Então, você resolve perguntar a elas como deve agir.

— Apenas faça o que a gente mandar e tente imitar o nosso comportamento. — diz uma delas.

Com medo de sofrer alguma punição, você resolve acatar essa orientação e começa a obedecer e a imitar aquelas pessoas mesmo sem entender nada do que está acontecendo.

Depois de algumas horas, uma delas (a mesma que lhe deu a orientação) aponta para o segundo sujeito e diz a você:

— Siga-o. Ele vai te mostrar onde está o manual do jogo. Depois de ler o documento, você poderá fazer jogadas por conta própria. Mas ainda não saia de perto de nós.

Essa historinha é uma alegoria que retrata metaforicamente o que acontece com a maioria de nós no início da vida.

O sequestro é o nascimento.

A sala que serve de cativeiro é o mundo.

O jogo é o que Lacan chamava de “ordem simbólica”.

As duas pessoas com quem você foi obrigado a jogar são seus pais.

E o manual do jogo é o que Lacan chamou de “Nome-do-Pai” ou “significante primordial”.

Eu disse que a alegoria representa o que acontece com a MAIORIA de nós porque o finalzinho da história é um pouco diferente para algumas pessoas.

Com efeito, os PSICÓTICOS não recebem aquela última instrução acerca do manual. Ou seja, eles não têm acesso ao significante do Nome-do-Pai.

Na AULA ESPECIAL desta sexta na CONFRARIA ANALÍTICA, eu exploro didaticamente essa alegoria para explicar como funciona esse processo atípico que Lacan chamou de “foraclusão”.

Além disso, com o auxílio de fragmentos do documentário “Estamira”, descrevo algumas das consequências da ausência do Nome-do-Pai na psicose.

O título da aula é “AULA ESPECIAL – Introdução à teoria lacaniana das psicoses (parte 02)” e já está disponível no módulo AULAS ESPECIAIS – LACAN.


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[Vídeo] O psicótico carece de bússola

Esta é uma pequena fatia da aula especial “Introdução à teoria lacaniana das psicoses (parte 01)”, que já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – LACAN” da CONFRARIA ANALÍTICA.


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“Não fica louco quem quer” (Jacques Lacan)

“Antes de eu nascer, eu já sabia disso tudo! Antes de eu estar com carne e sangue… E, é claro, se eu sou a beira do mundo!”

Esta é uma das inúmeras expressões delirantes proferidas por ESTAMIRA, no extraordinário documentário homônimo de 2004, dirigido por Marcos Prado.

Acompanhando as falas da “protagonista” ao longo do filme, somos tomados por um estranho FASCÍNIO.

Com efeito, não entendemos quase nada do que ela diz, mas, ao mesmo tempo, sentimos um intenso desejo de continuar a escutá-la por horas e horas a fio.

Esta-mira (assim mesmo, de forma escandida, como ela mesma se denomina em vários momentos) é, do ponto de vista psicanalítico, uma PSICÓTICA.

Apesar de achar que a Psicanálise não era capaz de tratar a psicose, Freud sempre se manteve interessado em compreender esse tipo de subjetividade.

Em 1924, no artigo “Neurose e Psicose”, ele propõe a tese de que o psicótico é alguém que rompeu sua relação com a realidade em função de um conflito insustentável com ela.

Em outras palavras, o que Freud está dizendo é que o nosso mundo se mostra tão INSUPORTÁVEL para certas pessoas que elas acabam sendo obrigadas a criar um OUTRO mundo só para elas.

A história de Estamira ilustra essa tese perfeitamente: perdeu o pai aos 2 anos, ficou aos cuidados de uma mãe “perturbada” (palavras dela), sofreu os mais variados abus0s desde criança…

Enfim, motivos não faltaram para que essa mulher voltasse as costas para a realidade compartilhada e forjasse para si um mundo PARTICULAR, no qual tinha “controle superior” (sic).

Mas por que será que ela não conseguiu encontrar outra saída para lidar com a crueldade da vida?

De fato, a existência pode ser extremamente dura e impiedosa com muitas pessoas, mas não são todas que se tornam psicóticas.

Que condição precisa necessariamente estar presente na história de certos indivíduos para que eles só tenham como saída o rompimento com a realidade compartilhada?

Para responder essa pergunta, o psicanalista francês Jacques Lacan formulou uma consistente e rigorosa teoria sobre as psicoses.

E na AULA ESPECIAL desta sexta-feira na CONFRARIA ANALÍTICA eu começo a explicar essa teoria para os alunos — em linguagem simples, didática e acessível.

O título da aula é “AULA ESPECIAL – Introdução à teoria lacaniana das psicoses (parte 01)” e já está disponível na Confraria no módulo “AULAS ESPECIAIS – LACAN”.


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[Vídeo] Os efeitos do discurso do analista

Esta é uma pequena fatia da AULA ESPECIAL “Teoria lacaniana dos 4 discursos (parte 02): o discurso da histérica e o discurso do analista”, que já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – LACAN” da CONFRARIA ANALÍTICA.


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Por que Lacan disse que o analista deve fazer semblante de objeto a?

No final da década de 1960, o psicanalista francês Jacques Lacan elaborou a teoria dos quatro discursos para pensar alguns tipos de laços sociais cristalizados na sociedade ocidental.

O agente, isto é, o protagonista de cada um desses discursos, se apresentaria, segundo o autor, com um certo semblante, ou seja, com uma aparência específica criada para gerar determinados efeitos.

No caso do discurso do analista, Lacan diz que o agente, ou seja, o próprio analista, se coloca com o semblante de objeto a, um dos quatro elementos que estão presentes em todo discurso.

Os outros três são o S1 (o significante-mestre), o S2 (o conjunto dos demais significantes, isto é, o saber, o conhecimento) e o $ (o sujeito, que, para Lacan, é necessariamente alienado e dividido).

Para compreender por que o analista deve se apresentar com o semblante de objeto a, podemos examinar os motivos pelos quais ele não deveria se colocar como nenhum dos outros 3 elementos.

Comecemos pelo S1. Por que o analista não deveria se apresentar com esse semblante?

Ora, porque se colocando na posição de significante-mestre, ele se apresentaria como uma autoridade inquestionável que determina o que o outro deve fazer.

Nesse caso, o paciente seria obrigado a se situar no lugar de discípulo.

O analista também não deveria, segundo Lacan, se apresentar como S2, ou seja, como o representante do conhecimento, pois isso o levaria a adotar uma posição professoral.

Consequentemente, o paciente precisaria se colocar necessariamente no lugar de um aluno a ser educado e não de um sujeito a ser escutado.

Lacan também diz que o analista, apesar de ser, evidentemente, um sujeito, não deveria se apresentar como tal no tratamento. Por quê?

Porque, do ponto de vista do autor, num discurso só pode haver UM sujeito.

Isso significa que, se o analista se coloca nesse lugar, o paciente necessariamente precisaria sair dele e ser forçado a assumir outra posição (a de S1, no caso).

Então, o único elemento que sobraria como semblante para o analista seria o “objeto a”, ou seja, aquilo que não governa, não ensina, não demanda, mas provoca, perturba, causa o desejo.

Situando-se nessa posição, o analista permite que o paciente possa assumir seu lugar legítimo de sujeito.

Um sujeito que, para se desalienar dos significantes-mestres que determinaram sua vida, precisa justamente ser provocado, perturbado, incitado a desejar.

Para entender melhor o que significa na prática fazer semblante de objeto a, assista à AULA ESPECIAL “Teoria lacaniana dos 4 discursos (parte 02) – o discurso da histérica e o discurso do analista”, publicada hoje na CONFRARIA ANALÍTICA.

Trata-se da segunda parte da explicação que iniciamos na semana passada sobre a teoria dos quatro discursos.

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Entenda a teoria dos 4 discursos de Lacan

No final da década de 1960, o psicanalista francês Jacques Lacan realizou um brilhante exercício de psicologia social teórica.

Refletindo sobre o funcionamento da sociedade à luz das descobertas psicanalíticas, o autor formulou um modelo interessantíssimo para pensar certos tipos de relações sociais.

Trata-se da teoria dos quatro discursos (discurso do mestre, discurso da universidade/ciência, discurso da histérica e discurso do analista).

Lacan utiliza o termo “discurso” para designar certas formas específicas de vínculos entre pessoas (ou entre pessoas e instituições) que se consolidaram ao longo da história na sociedade ocidental.

Para o autor, os quatro discursos mencionados acima possuem uma estrutura tão estável que é possível até prever o que acontecerá quando um deles é posto em funcionamento.

Veja o caso do discurso do mestre, por exemplo.

Sempre que alguém se coloca como agente desse discurso, já dá para concluir de antemão que, em breve, a posição de poder dessa pessoa estará em risco de ser perdida por conta de alguma revolta.

Utilizei o termo “agente” porque, no modelo proposto por Lacan, cada um dos quatro discursos possui uma estrutura básica composta por quatro lugares:

O AGENTE é a máscara (semblante) com que se apresenta aquele que inicia o discurso. A histérica, por exemplo, faz seu discurso aparentando ter uma falta que PODE ser preenchida pelo outro.

A VERDADE é aquilo que está na base do discurso, mas que o agente precisa esconder para sustentar seu semblante. A ciência, por exemplo, não expõe o seu inegável desejo de controle.

O OUTRO é a imagem que o agente tem daquele a quem se dirige no discurso. O analista, por exemplo, enxerga o paciente como um sujeito necessariamente alienado e dividido.

A PRODUÇÃO é o efeito colateral gerado pelo discurso e que o impede de funcionar com perfeição. No discurso do mestre, por exemplo, algo sempre escapole do controle desejado pelo agente.

Se você quiser entender tudo isso de forma mais aprofundada e em detalhes, assista à aula especial publicada hoje (sexta) na CONFRARIA ANALÍTICA.

O título da aula é “AULA ESPECIAL – Teoria lacaniana dos 4 discursos (parte 01): o discurso do mestre e o discurso da universidade” e já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – LACAN”.


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[Vídeo] Como a Psicanálise lida com o TOC? O que é resistência? Medo de dar certo? | Pergunte ao Nápoli


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[Vídeo] Sobre o conceito de separação na teoria lacaniana

Esta é uma pequena fatia da aula especial “LENDO LACAN 10 – O papel da separação na constituição do sujeito”, que já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – LACAN” da CONFRARIA ANALÍTICA.


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