Este é um trecho da aula “Fantasias e práticas sexuais egodistônicas: manejo clínico”, publicada nesta sexta na Confraria Analítica, minha escola de formação teórica em Psicanálise.
Pare de estudar Psicanálise de forma solta. Na Confraria Analítica, você encontra aulas semanais, seminários teóricos, estudos de casos e um acervo completo para aprofundar sua formação. Seja meu aluno!
Em 1912, Freud decidiu publicar um artigo fornecendo algumas recomendações para aqueles que se aventuravam a praticar a Psicanálise. O texto foi intitulado “Recomendações aos médicos que exercem a Psicanálise”.
A certa altura, ele escreve o seguinte:
“O médico [leia-se: o psicanalista] deve ser opaco aos seus pacientes e, como um espelho, não mostrar-lhes nada, exceto o que lhe é mostrado.”
O rationale que fundamenta essa orientação é o seguinte:
Se o analista compartilha com o paciente seus gostos, preferências, opiniões etc. isso cria um clima de excessiva intimidade que pode provocar vários efeitos prejudiciais ao tratamento:
O analista pode ser tomado pelo paciente como um modelo e o tratamento pode acabar se tornando sugestivo e não analítico.
O excesso de intimidade pode levar o paciente a “pular” (por assim dizer) certas resistências que precisariam aparecer no processo terapêutico para serem analisadas.
O excesso de intimidade também pode produzir o efeito oposto: o paciente pode não conseguir atravessar certas resistências pelo receio de colocar a relação com o analista em risco ou de ser avaliado negativamente por ele.
O paciente é incentivado a sair da posição de falar sobre si para ficar querendo saber mais sobre o analista.
O manejo da transferência fica comprometido, pois, em função da excessiva intimidade, o analista não pode contar com o necessário distanciamento para ajudar o paciente a perceber e elaborar seus movimentos transferenciais.
Se o analista evita, na medida do possível, não se mostrar como pessoa, mas tão-somente ajudar o paciente a se escutar e se enxergar, esses cinco problemas tendem a não acontecer.
No entanto, essa metáfora do espelho pode induzir o analista a cometer dois erros:
O primeiro é achar que se posicionar como um espelho significa ser frio, insensível e indiferente ao sofrimento do paciente.
Tratar o analisando com simpatia, empatia e sensibilidade não é fazer sugestão. É o básico que deve estar presente em qualquer relação de cuidado em saúde.
O segundo é achar que o analista nunca pode adicionar nada na vida do paciente e tão-somente “devolver” a ele o que apresenta.
Há pacientes que não tiveram na infância certos elementos indispensáveis para a saúde psíquica, como segurança, confiabilidade, espelhamento, por exemplo. Nesses casos, se o analista simplesmente “devolve” e não se preocupa em ativamenteproporcionar os elementos que faltaram na vida do paciente, o tratamento não vai andar.
Existe a falta estrutural, que a gente deve aceitar e elaborar, mas existem também certas faltas que são contingentes — e que a análise pode suprir.
Portanto, sim, Freud está certo ao dizer que o analista deve se comportar como um espelho no sentido de não roubar a cena da análise com seus aspectos pessoais.
Mas o espelho analítico é um espelho diferente: ele não mostra só o que já estava no paciente; mostra também aquilo que precisa estar.
Pare de estudar Psicanálise de forma solta. Na Confraria Analítica, você encontra aulas semanais, seminários teóricos, estudos de casos e um acervo completo para aprofundar sua formação. Seja meu aluno!
Pare de estudar Psicanálise de forma solta. Na Confraria Analítica, você encontra aulas semanais, seminários teóricos, estudos de casos e um acervo completo para aprofundar sua formação. Seja meu aluno!
Pare de estudar Psicanálise de forma solta. Na Confraria Analítica, você encontra aulas semanais, seminários teóricos, estudos de casos e um acervo completo para aprofundar sua formação. Seja meu aluno!
Pare de estudar Psicanálise de forma solta. Na Confraria Analítica, você encontra aulas semanais, seminários teóricos, estudos de casos e um acervo completo para aprofundar sua formação. Seja meu aluno!
Participe da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Participe da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Participe da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Participe da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Se o paciente me pedir um copo d’água durante a sessão eu devo negar?
Não atender a demanda é ficar em silêncio quando o paciente me pede uma orientação?
Há casos ou situações excepcionais em que o analista deve atender a demanda?
Eu respondo todas essas perguntas na aula “O que significa ‘não atender a demanda’?”, publicada nesta sexta na Confraria Analítica, a minha escola de formação teórica em Psicanálise.
A aula já está disponível no módulo “Aulas Temáticas – Temas Variados”.
Para ter acesso à ela e a todo o nosso acervo de mais de 400 aulas (mais de 600 horas de conteúdo), seja meu aluno na Confraria.
Participe da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Participe da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
O que, de fato, leva um paciente, em análise, a mudar, a melhorar, a sair de sua condição de sofrimento?
Em 1934, o psicanalista britânico James Strachey tentou responder essa pergunta em um artigo que se tornaria um clássico:
“A natureza da ação terapêutica da Psicanálise”
O resultado dessa investigação foram três noções inovadoras:
Círculo vicioso neurótico
Superego auxiliar
Interpretação mutativa
Para Strachey, o neurótico não consegue sair sozinho de seu sofrimento porque retroalimenta suas defesas ao projetar suas fantasias na realidade, ou seja, ele fica preso a um “círculo vicioso”.
A análise conseguiria interromper esse processo porque o analista resiste às projeções do paciente, apresentando-se como um “objeto bom” que vai sendo internalizado pelo sujeito (“superego auxiliar”).
A ferramenta clínica que fomentaria essa internalização seria a “interpretação mutativa”, na qual o analista mostra ao paciente seu movimento projetivo acontecendo ao vivo e a cores na transferência.
Como eu disse, Strachey escreveu essas coisas em 1934.
Como aplicá-las hoje, em 2026, numa clínica contemporânea muito mais variada do que aquela que os analistas encontravam em meados do século XX?
No artigo, Strachey se limita a falar de pacientes que projetam seu superego cruel — vem daí a ideia de que o analista poderia funcionar como um “superego auxiliar”.
Mas como pensar os casos em que o paciente projeta outros elementos, tais como um objeto interno abandonador ou sedutor?
E como fazer, na prática, uma interpretação mutativa?
Eu trabalho todas essas questões na aula “Por que a Psicanálise é terapêutica?”, que acaba de ser publicada na Confraria Analítica.
A Confraria é a maior e mais acessível escola de formação teórica em Psicanálise, com um acervo de mais de 400 aulas, o que equivale a mais de 600 horas de conteúdo.
Participe da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Participe da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Participe da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Esta é uma pequena fatia da aula “LENDO KLEIN 10 – O poder ansiolítico da interpretação” que já está disponível no módulo AULAS TEMÁTICAS – KLEIN da CONFRARIA ANALÍTICA.