Esta é uma pequena fatia da aula “Três pilares básicos da posição do analista” que já está disponível no módulo AULAS TEMÁTICAS – TEMAS VARIADOS da CONFRARIA ANALÍTICA.
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A Psicanálise é um tipo de tratamento psicoterapêutico.
Isso significa que, ao atender os pacientes, nós buscamos, em última instância, ajudá-los a sair de sua respectiva condição de adoecimento emocional.
Mas como acontece essa ajuda?
De que forma um analista alcança esse objetivo de levar pessoas a reconquistarem sua saúde psíquica?
A resposta é: proporcionando a elas uma experiência relacional ESPECÍFICA.
Sim, a análise é fundamentalmente uma RELAÇÃO.
Mas uma relação que possui diversas peculiaridades que a tornam bem diferente das demais relações que o paciente tem com outras pessoas.
São essas peculiaridades que possibilitam a revelação do mundo interno do paciente.
Afinal, é nele que se encontram os elementos que estão na origem dos problemas emocionais daquela pessoa.
Nesse sentido, para que analista e paciente possam mexer nesse mundo interno e alterá-lo na direção da saúde, é preciso que ele apareça na análise.
E isso, como já disse, só é possível porque a relação analítica é estabelecida de uma forma muito particular, que depende diretamente do comportamento do analista.
— E como deve ser esse comportamento, Lucas?
A resposta está na aula “Três pilares básicos da posição do analista?”, publicada hoje na CONFRARIA ANALÍTICA, minha escola de formação teórica em Psicanálise.
Nessa aula, eu explico que neutralidade, abstinência e anonimato são três parâmetros que devem nortear a postura do profissional na relação com o paciente.
Se você quer entender de forma prática, didática e com exemplos, o que significam cada um deles, não pode perder essa aula.
A aula já está disponível no módulo AULAS TEMÁTICAS – TEMAS VARIADOS.
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Eu sempre digo que, na psicanálise, nós não trabalhamos com protocolos terapêuticos, ou seja, com roteiros padronizados de conduta clínica.
Nesse sentido, o modo como se desenvolve uma terapia psicanalítica pode variar bastante, mas não só pelas peculiaridades de cada paciente.
Fatores como o estilo do analista e a orientação teórica principal adotada por ele produzem experiências clínicas muito distintas.
Ainda assim, apesar das diferenças, todas essas formas de trabalho continuam sendo… psicanálise.
Por quê?
Quais são os aspectos comuns entre práticas tão diferentes quanto, por exemplo, a lacaniana e a winnicottiana, que fazem com que ambas sejam psicanalíticas?
Existem elementos essenciais que precisam estar presentes numa experiência clínica para que ela possa legitimamente ser chamada de psicanálise?
Do meu ponto de vista, sim.
E é sobre isso que falo na aula especial publicada hoje na CONFRARIA ANALÍTICA.
O título da aula é “5 princípios fundamentais da prática psicanalítica” e ela já está disponível no módulo AULAS TEMÁTICAS – TEMAS VARIADOS.
A Confraria é a maior e mais acessível escola de teoria psicanalítica do Brasil, com mais de 500 horas de conteúdo.
Se você quer compreender de forma profunda o que torna a psicanálise verdadeiramente psicanálise, essa aula é pra você.
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Nos anos finais da década de 1910, o psicanalista húngaro Sándor Ferenczi estava insatisfeito com o processo terapêutico de alguns pacientes.
Para além das conhecidas e naturais resistências, parecia haver algum obstáculo adicional que os impedia de avançarem no trabalho de análise.
Ah, para quem não sabe:
Ferenczi foi um dos principais nomes da primeira geração de analistas, fez análise com Freud e produziu grandes contribuições para a teoria e a técnica da Psicanálise.
Voltando ao assunto: incomodado, o médico decidiu sair da posição passiva em que o psicanalista geralmente fica no tratamento a fim de testar uma hipótese.
Ferenczi suspeitava que certos comportamentos daqueles pacientes, dentro e fora do consultório, tinham a ver com a falta de evolução deles.
Por isso, começou a propor mudanças concretas no comportamento, sugerindo ações a serem feitas ou evitadas.
Ele poderia, por exemplo, pedir a uma paciente para se expor a uma situação que lhe causava medo ou se esforçar para evitar um ato compulsivo.
Ferenczi acreditava que tais comportamentos (evitação e compulsão) poderiam ser formas que a analisanda encontrava para fugir do confronto com suas fantasias.
Nesse sentido, se ela seguisse suas recomendações, isso interromperia o movimento de fuga e a terapia voltaria a progredir.
Afinal, não tendo mais “válvulas de escape”, a paciente não teria alternativa a não ser trabalhar suas fantasias em análise.
Essa chamada “técnica ativa” deu certo?
Sim, Ferenczi conseguiu destravar o processo terapêutico de muitos pacientes fazendo isso.
Algum tempo depois, o médico acabou abandonando o método por achar que ele fazia o paciente ficar muito submisso ao analista.
Todavia, o experimento ferencziano nos deixou uma lição importantíssima:
A de que, muitas vezes, nós não evoluímos na terapia porque, sem perceber, sabotamos o trabalho de elaboração que fazemos no setting analítico.
Talvez, se não tomarmos a decisão consciente de abandonar certos hábitos, mesmo sentindo angústia, corremos o risco de passar 30 anos no divã e avançar muito pouco.
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Esta é uma pequena fatia da aula “Clínica lacaniana das psicoses (II): tratamento” que já está disponível no módulo AULAS TEMÁTICAS – LACAN da CONFRARIA ANALÍTICA.
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Esta é uma pequena fatia da aula “Como manejar a transferência erótica” que já está disponível no módulo AULAS TEMÁTICAS – TEMAS VARIADOS da CONFRARIA ANALÍTICA.
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Patrícia levantou-se da poltrona para chamar Davi, seu último paciente do dia, que a aguardava na sala de espera.
Normalmente, o rapaz vinha à terapia trajando uma camiseta simples, bermuda e tênis. Mas, naquele dia, ele se vestira de forma diferente.
Estava com uma camisa de botão azul muito bem passada, calça jeans e sapatos.
Patrícia também notou que o paciente havia se perfumado mais do que de costume e imaginou que ele deveria ter algum evento especial após a sessão.
Ela estava enganada.
Davi havia caprichado no perfume e na vestimenta porque havia planejado fazer uma confissão à analista naquela noite.
E foi exatamente isso que ele fez logo após deitar-se no divã:
— Patrícia, eu preciso te contar uma coisa que venho sentindo há muito tempo, mas ainda não tinha coragem para falar.
— Hum… — reagiu a terapeuta.
— Eu… não sei bem como dizer isso, mas acho que sinto algo a mais por você. Faz um bom tempo que eu não te vejo só como minha analista.
Patrícia ficou em silêncio e foi tomada por uma crescente ansiedade.
Com efeito, ela havia começado a atender há pouco tempo e era a primeira vez que tomava contato com uma transferência erótica.
Sem saber o que dizer, a terapeuta limitou-se a pedir que Davi continuasse a falar.
O paciente, então, passou a elogiá-la exageradamente e, na sequência, a falar de sua insatisfação com a namorada — tema recorrente de sua análise.
A analista sentiu certo alívio quando o paciente passou a falar de seu relacionamento.
Porém, continuou ansiosa até o fim da sessão por não saber o que fazer diante da confissão amorosa.
Muitos terapeutas vivenciam essa mesma insegurança que Patrícia sentiu por não terem sido bem formados em relação ao manejo da transferência erótica.
Por isso, decidi fazer uma aula especial na CONFRARIA ANALÍTICA chamada justamente “Como manejar a transferência erótica”.
Ela já está disponível em nossa plataforma no módulo AULAS TEMÁTICAS – TEMAS VARIADOS.
Para se tornar nosso aluno e ter acesso a essa aula e a todo o nosso acervo de mais de 500 horas de conteúdo, acesse este link.
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Clarice (nome fictício) é uma típica paciente borderline.
Com uma história marcada por traumas e pela ausência de um ambiente familiar suficientemente bom, a jovem tem muita dificuldade para verbalizar suas dores.
Em vez da palavra, ela faz uso do ATO para expressar seu sofrimento: se machuca, tenta se retirar da existência e se comporta como um bebê diante de seu analista.
Por falar em analista, ele anda muito incomodado com a quantidade de mensagens que Clarice lhe envia e com as cobranças da jovem por respostas.
“Como lidar com isso?”, pergunta-se o terapeuta. “Devo adotar uma atitude mais fria ou mais afetuosa?”.
De fato, a clínica com pacientes borderline não é fácil.
Ela apresenta uma série de desafios, sobretudo em relação ao manejo da contratransferência.
Clarice está sendo atendida por um de meus alunos e o caso dela foi comentado por mim na AULA ESPECIAL publicada hoje na CONFRARIA ANALÍTICA.
Além de compreender alguns dos princípios básicos para o tratamento de pacientes borderline, quem assistir a essa aula também vai aprender a:
– Identificar os sinais clínicos que nos permitem estabelecer a hipótese diagnóstica de transtorno de personalidade borderline;
– Diferenciar um quadro clínico borderline de uma configuração histérica.
O título da aula é “ESTUDOS DE CASOS 16 – Clarice: os desafios da clínica com pacientes borderline” e ela já está disponível no módulo ESTUDOS DE CASOS.
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Era a oitava vez que atenderia Marcelo e ela sentia que a terapia não havia progredido absolutamente nada.
O paciente simplesmente não fazia aquilo que ela aprendera nas aulas de Psicanálise que todo analisando faz: a tal da associação livre.
Ele apenas narrava tudo o que lhe acontecera ao longo da semana e, logo depois, se limitava a responder as poucas perguntas de Isadora.
Mantendo uma postura silenciosa e reservada, a jovem estagiária de Psicologia de vez em quando fazia algumas pontuações, mas Marcelo nunca saía da superfície.
O professor que supervisionava Isadora sugeriu que ela pedisse ao paciente para relatar sonhos.
Não funcionou.
Marcelo disse que raramente sonhava e contou apenas o fragmento de um sonho recente, em relação ao qual não produziu uma associação sequer.
A estagiária tinha a impressão de que o analisando era vazio por dentro. A apatia do rapaz e a monotonia de seu discurso a deixavam entediada e com sono.
O supervisor disse que provavelmente se tratava de um paciente obsessivo e, por isso, recomendou que ela começasse a cortar as sessões abruptamente.
— Isso vai surpreendê-lo e provocar uma mudança no discurso. — explicou o professor.
Nada mudou. O paciente permaneceu do mesmo jeito: apático, robótico, narrando os acontecimentos de sua semana como uma espécie de repórter de si mesmo.
Isadora se sentia incompetente e começou a achar que o problema era sua suposta falta de jeito para a Psicanálise: “Essa abordagem não é para mim”, pensava.
Não, Isadora, o problema não era esse.
O problema é que tanto você quanto seu supervisor cometeram um erro de diagnóstico: Marcelo não era um paciente neurótico típico.
Era um NÃO NEURÓTICO.
Por isso, a Psicanálise clássica, em que se supõe que o sujeito tenha a capacidade de fazer associação livre, não funcionou com ele.
— Então, como Isadora poderia ter agido, Lucas? Que outro modo de fazer Psicanálise seria adequado para o tratamento desse paciente?
A resposta está na AULA ESPECIAL “Manejo clínico de pacientes não neuróticos”, publicada hoje (sexta) na CONFRARIA ANALÍTICA.
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