Você está sabotando seu processo terapêutico?

Nos anos finais da década de 1910, o psicanalista húngaro Sándor Ferenczi estava insatisfeito com o processo terapêutico de alguns pacientes.

Para além das conhecidas e naturais resistências, parecia haver algum obstáculo adicional que os impedia de avançarem no trabalho de análise.

Ah, para quem não sabe:

Ferenczi foi um dos principais nomes da primeira geração de analistas, fez análise com Freud e produziu grandes contribuições para a teoria e a técnica da Psicanálise.

Voltando ao assunto: incomodado, o médico decidiu sair da posição passiva em que o psicanalista geralmente fica no tratamento a fim de testar uma hipótese.

Ferenczi suspeitava que certos comportamentos daqueles pacientes, dentro e fora do consultório, tinham a ver com a falta de evolução deles.

Por isso, começou a propor mudanças concretas no comportamento, sugerindo ações a serem feitas ou evitadas.

Ele poderia, por exemplo, pedir a uma paciente para se expor a uma situação que lhe causava medo ou se esforçar para evitar um ato compulsivo.

Ferenczi acreditava que tais comportamentos (evitação e compulsão) poderiam ser formas que a analisanda encontrava para fugir do confronto com suas fantasias.

Nesse sentido, se ela seguisse suas recomendações, isso interromperia o movimento de fuga e a terapia voltaria a progredir.

Afinal, não tendo mais “válvulas de escape”, a paciente não teria alternativa a não ser trabalhar suas fantasias em análise.

Essa chamada “técnica ativa” deu certo?

Sim, Ferenczi conseguiu destravar o processo terapêutico de muitos pacientes fazendo isso.

Algum tempo depois, o médico acabou abandonando o método por achar que ele fazia o paciente ficar muito submisso ao analista.

Todavia, o experimento ferencziano nos deixou uma lição importantíssima:

A de que, muitas vezes, nós não evoluímos na terapia porque, sem perceber, sabotamos o trabalho de elaboração que fazemos no setting analítico.

Talvez, se não tomarmos a decisão consciente de abandonar certos hábitos, mesmo sentindo angústia, corremos o risco de passar 30 anos no divã e avançar muito pouco.


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[Vídeo] Diferenças entre a Psicanálise as terapias diretivas


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[Vídeo] Não seja um terapeuta palpiteiro!


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[Vídeo] Pontuação não é recomendável no tratamento da psicose

Esta é uma pequena fatia da aula “Clínica lacaniana das psicoses (II): tratamento” que já está disponível no módulo AULAS TEMÁTICAS – LACAN da CONFRARIA ANALÍTICA.


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[Vídeo] A relação com o analista também cura!


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[Vídeo] Reação contratransferencial à transferência erótica

Esta é uma pequena fatia da aula “Como manejar a transferência erótica” que já está disponível no módulo AULAS TEMÁTICAS – TEMAS VARIADOS da CONFRARIA ANALÍTICA.


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Como manejar a transferência erótica?

Patrícia levantou-se da poltrona para chamar Davi, seu último paciente do dia, que a aguardava na sala de espera.

Normalmente, o rapaz vinha à terapia trajando uma camiseta simples, bermuda e tênis. Mas, naquele dia, ele se vestira de forma diferente.

Estava com uma camisa de botão azul muito bem passada, calça jeans e sapatos.

Patrícia também notou que o paciente havia se perfumado mais do que de costume e imaginou que ele deveria ter algum evento especial após a sessão.

Ela estava enganada.

Davi havia caprichado no perfume e na vestimenta porque havia planejado fazer uma confissão à analista naquela noite.

E foi exatamente isso que ele fez logo após deitar-se no divã:

— Patrícia, eu preciso te contar uma coisa que venho sentindo há muito tempo, mas ainda não tinha coragem para falar.

— Hum… — reagiu a terapeuta.

— Eu… não sei bem como dizer isso, mas acho que sinto algo a mais por você. Faz um bom tempo que eu não te vejo só como minha analista.

Patrícia ficou em silêncio e foi tomada por uma crescente ansiedade.

Com efeito, ela havia começado a atender há pouco tempo e era a primeira vez que tomava contato com uma transferência erótica.

Sem saber o que dizer, a terapeuta limitou-se a pedir que Davi continuasse a falar.

O paciente, então, passou a elogiá-la exageradamente e, na sequência, a falar de sua insatisfação com a namorada — tema recorrente de sua análise.

A analista sentiu certo alívio quando o paciente passou a falar de seu relacionamento.

Porém, continuou ansiosa até o fim da sessão por não saber o que fazer diante da confissão amorosa.

Muitos terapeutas vivenciam essa mesma insegurança que Patrícia sentiu por não terem sido bem formados em relação ao manejo da transferência erótica.

Por isso, decidi fazer uma aula especial na CONFRARIA ANALÍTICA chamada justamente “Como manejar a transferência erótica”.

Ela já está disponível em nossa plataforma no módulo AULAS TEMÁTICAS – TEMAS VARIADOS.

Para se tornar nosso aluno e ter acesso a essa aula e a todo o nosso acervo de mais de 500 horas de conteúdo, acesse este link.


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[Vídeo] Diferença entre a Psicanálise e as terapias diretivas


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Como trabalhar com pacientes borderline?

Clarice (nome fictício) é uma típica paciente borderline.

Com uma história marcada por traumas e pela ausência de um ambiente familiar suficientemente bom, a jovem tem muita dificuldade para verbalizar suas dores.

Em vez da palavra, ela faz uso do ATO para expressar seu sofrimento: se machuca, tenta se retirar da existência e se comporta como um bebê diante de seu analista.

Por falar em analista, ele anda muito incomodado com a quantidade de mensagens que Clarice lhe envia e com as cobranças da jovem por respostas.

“Como lidar com isso?”, pergunta-se o terapeuta. “Devo adotar uma atitude mais fria ou mais afetuosa?”.

De fato, a clínica com pacientes borderline não é fácil.

Ela apresenta uma série de desafios, sobretudo em relação ao manejo da contratransferência.

Clarice está sendo atendida por um de meus alunos e o caso dela foi comentado por mim na AULA ESPECIAL publicada hoje na CONFRARIA ANALÍTICA.

Além de compreender alguns dos princípios básicos para o tratamento de pacientes borderline, quem assistir a essa aula também vai aprender a:

– Identificar os sinais clínicos que nos permitem estabelecer a hipótese diagnóstica de transtorno de personalidade borderline;

– Diferenciar um quadro clínico borderline de uma configuração histérica.

O título da aula é “ESTUDOS DE CASOS 16 – Clarice: os desafios da clínica com pacientes borderline” e ela já está disponível no módulo ESTUDOS DE CASOS.


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[Vídeo] Manejo clínico de pacientes não neuróticos


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Quando a Psicanálise clássica não é o melhor caminho

Naquele dia, Isadora estava aflita.

Era a oitava vez que atenderia Marcelo e ela sentia que a terapia não havia progredido absolutamente nada.

O paciente simplesmente não fazia aquilo que ela aprendera nas aulas de Psicanálise que todo analisando faz: a tal da associação livre.

Ele apenas narrava tudo o que lhe acontecera ao longo da semana e, logo depois, se limitava a responder as poucas perguntas de Isadora.

Mantendo uma postura silenciosa e reservada, a jovem estagiária de Psicologia de vez em quando fazia algumas pontuações, mas Marcelo nunca saía da superfície.

O professor que supervisionava Isadora sugeriu que ela pedisse ao paciente para relatar sonhos.

Não funcionou.

Marcelo disse que raramente sonhava e contou apenas o fragmento de um sonho recente, em relação ao qual não produziu uma associação sequer.

A estagiária tinha a impressão de que o analisando era vazio por dentro. A apatia do rapaz e a monotonia de seu discurso a deixavam entediada e com sono.

O supervisor disse que provavelmente se tratava de um paciente obsessivo e, por isso, recomendou que ela começasse a cortar as sessões abruptamente.

— Isso vai surpreendê-lo e provocar uma mudança no discurso. — explicou o professor.

Nada mudou. O paciente permaneceu do mesmo jeito: apático, robótico, narrando os acontecimentos de sua semana como uma espécie de repórter de si mesmo.

Isadora se sentia incompetente e começou a achar que o problema era sua suposta falta de jeito para a Psicanálise: “Essa abordagem não é para mim”, pensava.

Não, Isadora, o problema não era esse.

O problema é que tanto você quanto seu supervisor cometeram um erro de diagnóstico: Marcelo não era um paciente neurótico típico.

Era um NÃO NEURÓTICO.

Por isso, a Psicanálise clássica, em que se supõe que o sujeito tenha a capacidade de fazer associação livre, não funcionou com ele.

— Então, como Isadora poderia ter agido, Lucas? Que outro modo de fazer Psicanálise seria adequado para o tratamento desse paciente?

A resposta está na AULA ESPECIAL “Manejo clínico de pacientes não neuróticos”, publicada hoje (sexta) na CONFRARIA ANALÍTICA.


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Maus terapeutas: 3 red flags

Várias pessoas já me perguntaram: “Lucas, como escolher um bom terapeuta?”.

A minha resposta costuma ser a mesma: nem sempre dá para saber de antemão se o profissional é competente.

Na maioria das vezes, você vai ter que experimentar pelo menos uma ou duas sessões com ele para poder fazer sua avaliação.

Contudo, posso listar aqui para você 3 sinais de alerta, ou seja, 3 atitudes típicas de um MAU profissional de saúde mental:

1 – FALA MUITO

Uma das principais atribuições de um terapeuta é a ESCUTA.

O paciente está cansado de ouvir pessoas dizendo o tempo todo na internet, na televisão ou na família o que deve fazer.

Ele quer estar diante de alguém que seja capaz de escutar suas queixas, suas insatisfações, sua história…

O terapeuta verborrágico rouba o espaço do paciente e o coloca numa posição de espectador ou de aluno, impondo seu pensamento em vez de permitir que o sujeito faça suas próprias elaborações.

2 – ENTRA MUDO E SAI CALADO

Como eu disse, todo paciente quer ser escutado. Sim, mas ele não pode ter a sensação de que está falando para as paredes.

Há terapeutas que simplesmente não abrem a boca a sessão inteira e se defendem dessa postura inadequada usando uma série de malabarismos teóricos.

Ainda que o silêncio tenha uma função importante no processo terapêutico, o profissional precisa demonstrar ao paciente que está ali, VIVO, PRESENTE, ATENTO.

E isso não tem como acontecer se ele fica o tempo todo lá, caladão, feito um dois de paus.

3 – ESTÁ SEMPRE DANDO CONSELHOS

Embora os próprios pacientes muitas vezes demandem orientações ou sugestões sobre o que devem fazer em certas situações, o bom terapeuta evita fornecê-las por uma razão muito simples:

Um dos principais objetivos de qualquer processo terapêutico é ajudar o sujeito a se tornar mais autônomo e responsável por suas escolhas.

O profissional que vive dando pitaco compromete o alcance dessa meta, pois mantém o paciente numa posição infantil e dependente.

Agora, me fale: você já passou por terapeutas assim?


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O homem que queria uma técnica para se controlar

Rafael iniciou aquela primeira sessão com Yasmim apresentando sua demanda:

— Eu vim aqui porque preciso aprender a me controlar. É isso.

A analista permaneceu em silêncio, supondo que o paciente fosse dar mais detalhes. Como ele não o fez, Yasmim decidiu perguntar:

— Como assim se controlar?

— Eu tenho me irritado com muita facilidade. Na semana passada eu quase fui demitido depois de uma discussão com minha chefe.

— Como foi essa discussão?

— Ah, é uma longa história, Yasmim! O que importa é que eu perdi a cabeça e quase fui mandado embora. Eu preciso aprender uma técnica para me controlar.

A analista percebeu o movimento evitativo de Rafael, mas insistiu na tentativa de levá-lo a falar um pouco mais sobre a situação:

— Quando você diz que “perdeu a cabeça”, o que exatamente aconteceu?

— Opa! Não vá pensando que eu a agredi, não, tá! Eu sou homem! Jamais faria isso com mulher nenhuma! “Perdi a cabeça” é só modo de dizer.

— “Modo de dizer”?

— É… Eu não falei nada de mais. Só disse que ela não sabia o que estava fazendo. O problema é que eu levantei meu tom de voz e saí da reunião.

— É a primeira vez que uma situação desse tipo acontece, Rafael?

— No trabalho, sim. Com minha esposa acontece direto. Foi ela, inclusive, quem falou para eu vir aqui…

— Então você não marcou a consulta por iniciativa própria?

Nesse momento, Rafael ficou claramente irritado e disse, num tom de voz levemente mais alto:

— De forma alguma! Ninguém decide nada por mim. Eu vim por conta própria. Eu só falei que foi ela quem sugeriu. Eu não sou pau mandado, não, Yasmim!

A analista fez silêncio e, depois de alguns segundos, o paciente continuou:

— Tá vendo? Até aqui eu tô ficando nervoso… Preciso que você me ensine uma técnica para controlar isso.

Rafael é um típico paciente neurótico obsessivo.

Como Yasmim deveria lidar com a demanda apresentada por ele (“me ensine uma técnica”)?

E se esse paciente fosse histérico? Como provavelmente se apresentaria e como a analista deveria se posicionar?

Essas e outras questões são trabalhadas na aula especial publicada nesta sexta-feira na CONFRARIA ANALÍTICA.

O título dela é “AULA ESPECIAL – Histeria e neurose obsessiva: manejo clínico” e já está disponível para todos os alunos no módulo AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS.


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[Vídeo] Um caso de fobia social

Esta é uma pequena fatia da aula especial “ESTUDOS DE CASOS 05 – Ana Clara: da ausência dos pais à fobia social”, que já está disponível no módulo “ESTUDOS DE CASOS” da CONFRARIA ANALÍTICA.


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Como a Psicanálise explica a fobia social?

Como será que algumas pessoas acabam desenvolvendo um medo exagerado… de outras pessoas?

Embora experiências de humilhação e feedback negativo possam contribuir para a formação da fobia social, a origem desse quadro geralmente está vinculada a elementos mais profundos.

A Psicanálise descobriu que, nas fobias, as situações EXTERNAS que provocam uma reação exagerada de medo funcionam meramente como um “gatilho” para conteúdos INTERNOS.

Sim. Elas EVOCAM inconscientemente no sujeito fóbico determinados conflitos psíquicos ou memórias traumáticas e é por conta dessa evocação que o medo vem à tona.

O menino Hans, por exemplo, cujo caso foi supervisionado por Freud, ficava aflito ao ver cavalos porque essa situação servia como gatilho para o conflito edipiano que ele vivenciava na época.

De fato, o que esse garoto temia não eram os cavalos em si, mas os conteúdos internos que estavam ASSOCIADOS no Inconsciente dele à imagem desses animais.

Nesse sentido, para compreendermos porque um indivíduo se sente tão ansioso ao interagir com outras pessoas, devemos nos perguntar:

O que a interação interpessoal REPRESENTA para esse sujeito? Que conflitos ou traumas tal situação evoca no Inconsciente dele?

Foi esse o exercício que eu fiz ao analisar o caso de Ana Clara, uma jovem de 19 anos, atendida por uma queríssima aluna da CONFRARIA ANALÍTICA.

A paciente, que sofre de fobia social, foi levada à análise pela mãe, preocupada com a condição de isolamento em que a filha estava se colocando.

Na terapia, como era de se esperar, a moça lança mão de várias estratégias defensivas para se proteger da interação com a analista: fala pouco, recusa interpretações, não associa…

Mas quando analisamos o que aconteceu com essa jovem em seus primeiros anos de vida, compreendemos com alguma clareza porque ela tem tanto medo de se relacionar com as pessoas.

Os detalhes dessa análise bem como minhas recomendações de manejo para a analista estão na AULA ESPECIAL “Ana Clara: da ausência dos pais à fobia”, já disponível na CONFRARIA ANALÍTICA.

Esta é a quinta aula do módulo ESTUDOS DE CASOS, em que comento casos clínicos reais relatados por alunos da nossa escola.

Para ter acesso a esse conteúdo você precisa estar na CONFRARIA.


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