Esta é uma pequena fatia da AULA ESPECIAL “Compulsão à repetição? Por que repetimos o que nos faz sofrer?”, que já está disponível no módulo AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS da CONFRARIA ANALÍTICA.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Foi assim que Isadora começou aquela sessão de análise.
— Tá acontecendo mais uma vez a mesma coisa que já aconteceu em todos os meus namoros: depois de um tempo, o cara começa achar que pode mandar em mim.
— Hum… — pontuou a analista.
— Ontem o João veio dizer que não queria que eu ficasse de muita conversa com meu primo no WhatsApp porque sentia ciúme.
Após dizer isso, Isadora abaixou a cabeça e continuou:
— O pior é que eu disse a ele que passaria a conversar menos. Mas não é o que eu quero! Eu e o Breno fomos criados juntos. Ele é praticamente um irmão pra mim.
— Então por que você acatou o pedido do João? — indagou a analista.
Após alguns segundos de silêncio, a paciente respondeu:
— Por que eu tenho muito medo de perdê-lo, Lílian. Esse é o problema. É sempre assim. Eu me apego demais à pessoa.
— E a pessoa acaba se aproveitando desse poder que você concede a ela…
— Pois é… Foi a mesma coisa com o Davi. Eu sofri tanto quando ele terminou comigo… Não quero passar pela mesma coisa agora com o João.
A analista aproveitou essa fala para propor uma reflexão:
— Por que será que você lida com o término de um relacionamento como uma coisa tão desastrosa?
Depois de pensar durante alguns segundos, Isadora disse:
— Enquanto você tava falando, veio à minha cabeça a separação dos meus pais. Mas isso é muito clichê, Lílian!
— Sim — disse a analista — muitas vezes a nossa vida é isso mesmo: um baita clichê!
Como você pôde ver, Isadora está presa num padrão que se repete em todos os seus relacionamentos.
Por que repetições dessa natureza acontecem nas nossas vidas?
Por que repetimos comportamentos que nos causam dor, mal-estar e sofrimento?
Segundo Freud, isso aconteceria porque todos nós teríamos uma “compulsão à repetição”. Mas seria essa uma boa explicação?
Eu exploro essa questão e apresento outras razões para explicar nossas repetições autodestrutivas numa AULA ESPECIAL publicada hoje na CONFRARIA ANALÍTICA.
O título da aula é “AULA ESPECIAL – Compulsão à repetição? Por que repetimos o que nos faz sofrer?” e já está disponível no módulo AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Num texto de 1912 chamado “A Dinâmica da Transferência”, Freud compara aquilo que se apresenta no fenômeno transferencial a um “clichê”.
Mas, ao contrário do que muita gente pensa, o pai da Psicanálise não estava se referindo a clichê no sentido figurado, isto é, a uma expressão muito repetida.
Freud estava falando do clichê em seu sentido original, que é proveniente do campo da artes gráficas.
Originalmente, o termo clichê designava uma placa de metal que servia de modelo para a impressão de textos e imagens.
Ou seja, estamos falando de um artefato cujo mecanismo de funcionamento é semelhante ao de um carimbo.
Ora, um processo análogo de reprodução de um modelo acontece na transferência. É por isso que Freud faz a comparação.
De fato, o que observamos em análise é que o paciente reproduz, na relação com o terapeuta, certo modo estereotipado de se relacionar com os outros de forma geral.
Um paciente que costuma ser submisso em suas relações interpessoais, por exemplo, tenderá a ser submisso na relação com o analista.
Esse padrão relacional básico se constitui na infância e o sujeito o repete compulsivamente, como um clichê sendo impresso em páginas e mais páginas.
A grande maioria das pessoas não percebe que possui esse padrão porque, no dia a dia, consegue justificar seu funcionamento em função do contexto:
“Eu sou tão submisso no meu trabalho porque tenho medo de ser demitido.”
O que esse sujeito não sabe é que continuaria agindo de forma submissa mesmo se estivesse num cargo público, com pouquíssimas chances de ser demitido.
O padrão se impõe independentemente das circunstâncias, assim como o clichê pode ser impresso em qualquer tipo de folha, mesmo as que não estão em branco.
Ao fazer análise, a pessoa tem mais facilidade para identificar o padrão relacional porque o analista se apresenta de forma mais ou menos “neutra”.
Assim, o paciente não consegue encontrar muitas razões objetivas para explicar seu modo de agir.
Ele acaba sendo compelido a reconhecer que se encontra preso a um padrão que vem de si mesmo e que se reproduz continuamente à revelia de sua vontade.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Há seis meses, Beatriz, uma jovem de 25 anos, lutava consigo mesma para esquecer Alfredo, um rapaz com quem teve um namoro recente.
Volta e meia Beatriz puxava papo com o ex pelas redes sociais na esperança de que voltassem a ficar juntos.
Todavia, esse comportamento da jovem estava em contradição com aquilo que ela dizia praticamente toda semana para a sua terapeuta:
— Eu sei que nós não deveríamos voltar. Foi praticamente um milagre a gente ter ficado junto por tanto tempo e acho que isso só aconteceu porque eu me anulava no relacionamento.
De fato, passado o entusiasmo típico dos primeiros meses de namoro, Beatriz passou a se sentir muito incomodada com a postura um tanto fria e distante que percebia em Alfredo.
A moça, no entanto, ao invés de terminar logo, começou a tentar se adaptar ao jeito do namorado.
Afinal, adequar-se a um contexto desfavorável foi algo que Beatriz aprendeu a fazer muito bem quando morava com os pais…
Após quase dois anos de namoro, o próprio Alfredo decidiu terminar alegando não estar num momento propício para relacionamentos.
Beatriz ficou desnorteada com o rompimento, mas, lá no fundo, sentiu um alívio: finalmente não precisaria mais sofrer com a apatia do rapaz.
Por outro lado, a moça não conseguia abandonar completamente o vínculo com ele.
Apesar de SABER que o melhor era não ficarem juntos, ela continuava mantendo contato.
Em terapia, Beatriz se queixava de que não conseguia deixar de falar com o ex, pois se sentia muito aflita quando não conversava com ele.
Em contrapartida, a terapeuta lhe ajudou a perceber que essa aflição jamais desapareceria enquanto a jovem tentasse se livrar dela fazendo contato com Alfredo.
Beatriz foi se dando conta de que a única forma que teria de verdadeiramente CONSEGUIR esquecer o rapaz seria bloqueando-o das redes sociais MESMO SE SENTIDO AFLITA AO FAZER ISSO.
Depois de um bom tempo de terapia, a moça finalmente conseguiu aprender essa importante lição de saúde mental:
Círculos viciosos e autodestrutivos só podem ser quebrados por AÇÕES motivadas pela CONSCIÊNCIA (“Eu sei que nós não deveríamos voltar”) e não por ESTADOS EMOCIONAIS (“Sinto-me aflita ao não conversar com ele”).
Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Toda vez que você passa por uma experiência que não dá conta de digerir emocionalmente, é como se um “cisco” penetra na sua alma.
E, da mesma forma que nossos olhos não param de piscar na tentativa involuntária de expulsar um cisco, assim também a nossa alma não para de… RECRIAR O TRAUMA na busca por eliminá-lo.
Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Por volta de 1919, Freud andava intrigado com o grande número de ex-combatentes da Primeira Guerra Mundial (1914-1918) que retornara do campo de batalha apresentando vários sintomas psicopatológicos, como depressão e problemas motores.
Mas o que de fato vinha deixando Freud pensativo não eram exatamente esses sintomas, típicos de neuroses traumáticas, mas os SONHOS que esses homens costumavam apresentar.
Com efeito, eram sonhos nos quais o sujeito era levado de volta aos dolorosos eventos vivenciados na guerra, como se a pessoa estivesse se obrigando a REVIVER tais experiências traumáticas.
Em meio à tentativa de compreender esse fenômeno que aparentemente contradizia sua teoria dos sonhos como realizações de desejos, Freud teve a oportunidade de observar as brincadeiras de seu netinho Ernst e perceber que o garoto também parecia BUSCAR VOLUNTARIAMENTE a repetição de vivências de sofrimento.
Ernst, que na época tinha cerca de 1 ano e meio, era a típica criança que não dá trabalho.
Freud diz que ele “não incomodava os pais à noite, obedecia conscientemente às ordens de não tocar em certas coisas, ou de não entrar em determinados cômodos e, acima de tudo, nunca chorava quando sua mãe o deixava por algumas horas”.
O menino tinha um carretel de madeira com um pedaço de cordão amarrado em volta dele e gostava de brincar de lançar esse objeto para fora de sua cama, segurando-o pelo cordão e puxá-lo de volta alguns segundos depois.
Quando o carretel era lançado, Ernst emitia o som “o-o-ó” que Freud e a mãe do garoto interpretaram como sendo uma tentativa de dizer a palavra “Fort” (“foi embora”, em alemão).
Já quando puxava o objeto de volta, o garoto dizia com muita alegria a palavra “Da” (“aí”, em alemão).
Freud chegou à conclusão de que a brincadeira era uma espécie de representação simbólica das idas e vindas da mãe.
Mas por que será que o menino brincava de REPETIR a experiência do afastamento da genitora já que isso certamente era fonte de sofrimento para ele?
Por que será que muitas vezes nós (nós!) BUSCAMOS reviver situações dolorosas?
A resposta está na AULA ESPECIAL que aqueles que estão na CONFRARIA ANALÍTICA receberão daqui a pouco.
Te vejo lá!
Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Muitas pessoas procuram a ajuda da Psicanálise porque não conseguem abandonar certos padrões repetitivos de comportamento ou de escolhas amorosas que lhes trazem muito sofrimento. Neste vídeo apresento as duas principais causas desse fenômeno que Freud chamou de compulsão à repetição.
Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Uma das situações que costumam motivar as pessoas a procurarem a ajuda da Psicanálise é a COMPULSÃO À REPETIÇÃO.
Sucessivos relacionamentos que nunca dão certo, crises emocionais que ocorrem periodicamente, maus hábitos que nunca são abandonados…
Enfim, as formas de manifestação da repetição podem ser as mais diversas.
Geralmente a pessoa que padece desse problema não consegue compreender por que ele ocorre:
“— Doutor, eu não entendo por que só me envolvo com caras abusivos. É sempre a mesma história: eu começo o namoro achando que dessa vez vai ser diferente e, quando me dou conta, lá estou eu de novo sendo tratada que nem lixo.”
Esse estado de perplexidade diante das próprias escolhas é totalmente compreensível.
Afinal, para a pessoa em questão, não faz o menor sentido que aconteça consigo exatamente o que ela estava tentando evitar.
Por que isso ocorre? Por que podemos repetir os mesmos erros embora estejamos tentando evitá-los?
A resposta, revelada pela experiência psicanalítica, é a seguinte:
Aquilo que conscientemente interpretamos como erro, sofrimento e dor pode muito bem estar sendo visto por nós mesmos, só que inconscientemente, como… acerto.
Em outras palavras, existe uma parte da moça que só escolhe boy lixo que está muito satisfeita com tais escolhas.
Mas, como, Lucas, como uma pessoa pode se satisfazer sendo maltratada?
Ora, caro leitor, como é que você me faz uma pergunta dessas?
Por acaso nunca ouviu falar dos masoquistas, indivíduos que sentem um tesão enorme em serem dominados, amarrados, chicoteados?
Pode haver uma inclinação masoquista reprimida na referida moça. Por que não?
Mas a coisa pode ser ainda mais profunda…Pode ser que a condição de SER ABUSADA seja a resposta que essa pessoa encontrou para determinados enigmas com os quais se deparou na infância.
Enigmas como “O que preciso fazer para garantir o amor de meu pai?”.
Vai saber…O buraco do nosso Inconsciente é muito mais embaixo.
Não o subestime…
Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Na infância, para nos protegermos de ameaças e hostilidades vindas do ambiente, criamos agasalhos emocionais. O problema é que nos acostumamos a utilizá-los e permanecemos com eles mesmo quando não são mais necessários. É o seu caso?
Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Sabe quando entra um cisco no seu olho e você não consegue parar de piscar enquanto não o tira?
Então… Por que você não consegue simplesmente esquecer o cisco e continuar vivendo sem se importar com ele?
Porque incomoda, né?
A presença daquela coisinha minúscula nos seus olhos produz um estado de desconforto tão grande que você não consegue simplesmente deixar pra lá.
E se eu te disser que, com a nossa alma, pode acontecer algo bem parecido?
Toda vez que você passa por uma experiência que não dá conta de digerir emocionalmente, um “cisco” penetra na sua alma.
O nome dele é TRAUMA.
Podemos passar por situações traumáticas na vida adulta, mas elas são muito mais prováveis de acontecer na infância.
O motivo é que a criança tem uma estrutura psíquica ainda muito precária, insuficiente para processar algumas situações.
Assim, os ciscos que estão presentes na nossa alma geralmente penetraram nela na infância.
E assim como os nossos olhos não param de piscar na tentativa involuntária de expulsar o cisco, assim também a nossa alma não para de… RECRIAR O TRAUMA na busca por eliminá-lo.
Isso acontece porque o trauma, sendo uma experiência que não pôde ser digerida, fica ilhado dentro da alma como um corpo estranho.
Aí, a gente recria a experiência traumática na esperança de finalmente conseguir processá-la.
Como é que acontece essa recriação?
Por exemplo: pode ser que, quando você tinha 6 anos, seu pai resolveu do dia para a noite sair de casa e você só foi voltar a vê-lo quando já estava no fim da adolescência.
Ora, é quase impossível para uma criança digerir essa experiência.
Assim, é bem provável que ela se configure como um trauma.
Aí, você cresce e, sem perceber, acaba se apaixonando sempre por homens… que “somem”, ou seja, caras que, “do nada”, pulam fora do relacionamento.
O que está acontecendo?
Sua alma, extremamente incomodada com o cisco traumático, está tentando se livrar dele reproduzindo a experiência infantil para ver se agora você dá conta de processá-la.
O resultado, obviamente, é só mais dor e tristeza.
Na terapia psicanalítica, a gente ajuda o paciente a fazer a digestão do trauma, mas de uma maneira saudável, pela via da palavra, da elaboração psíquica e não da repetição.
Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Neste vídeo: entenda como podemos reencenar vínculos insatisfatórios com nossos pais na infância em nossos relacionamentos amorosos na vida adulta.
Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Você já se percebeu repetindo comportamentos autodestrutivos? Se sim, tenho certeza de que já passou pela sua cabeça a seguinte pergunta: “Por que será que continuo fazendo isso se já sei que vai dar errado?”. Neste vídeo, pretendo dar uma resposta para tal questão, explicando de onde vem o impulso para continuarmos insistindo nos mesmos erros.