Como a teoria de Fonagy pode transformar sua escuta clínica

Paula fez cortes em seu braço após uma briga com o namorado.

Rafael tomou meia garrafa de vodca ao saber que foi demitido da empresa onde trabalhava.

Beatriz deu socos em si mesma após uma discussão com a mãe no WhatsApp.

O que essas pessoas têm em comum?

As três não conseguiram suportar o impacto emocional das situações que vivenciaram.

Elas precisaram fazer alguma coisa para se estabilizarem.

Faltou a elas, naquele momento, um recurso psíquico fundamental para a saúde mental — a mentalização.

Este conceito foi proposto por Peter Fonagy, um dos autores mais influentes da Psicanálise na atualidade.

Apesar de ser um dos pesquisadores em saúde mental mais respeitados do mundo, talvez você nunca tenha ouvido falar sobre ele.

É por isso que eu decidi fazer uma aula na Confraria Analítica, minha escola de formação teórica em Psicanálise, apresentando algumas das principais ideias do autor.

A aula já está disponível no módulo Aulas Temáticas – Temas Variados.

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[Vídeo] Como a Psicanálise trabalha traumas emocionais

Neste vídeo você conhecer o ponto de vista da Psicanálise sobre os traumas emocionais e entender de que modo a terapia psicanalítica intervém junto a pacientes que sofrem com as sequelas de experiências traumáticas.


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A gente faz Psicanálise para tirar as mordaças do trauma

Agora há pouco eu estava atendendo um rapaz para o qual pude explicar, em humanês, como a Psicanálise trabalha com os traumas psíquicos.

Vou compartilhar essa explicação com vocês.

Primeiramente vamos lembrar o que é um trauma do ponto de vista psicanalítico:

Trauma, em Psicanálise, é basicamente uma experiência indigesta, ou seja, uma vivência que o nosso aparelho psíquico não dá conta de digerir, de metabolizar, de compreender.

E o que a nossa mente faz quando está diante de uma experiência desse tipo?

Ela se fragmenta: incapaz de incorporar a vivência traumática, o aparelho psíquico se quebra, a fim de separar o trauma do restante da alma.

É um processo análogo ao que a gente faz quando “limpa” uma costela, por exemplo, ao tirarmos a membrana e o excesso de gordura.

A diferença é que a gente joga no lixo o que retira da costela. A mente não pode fazer o mesmo com o registro da experiência traumática. Ele continua lá, só que ilhado, separado, afastado.

No entanto, como diz o brilhante Raimundo Fagner, “Quando a gente tenta, de toda maneira, dele se guardar, sentimento ilhado, morto, amordaçado, volta a incomodar…”.

Sim, o registro do trauma não fica lá paradinho e quieto. Ele tenta se reintegrar. E, ao fazer isso à força, acaba provocando sofrimento, dor, mal-estar.

O que a Psicanálise possibilita, por ser um tratamento baseado na fala, uma talking cure, como dizia Anna O., é a reintegração saudável do trauma.

Uai, Lucas, mas o trauma não deveria ser eliminado ao invés de reintegrado?

Não. De fato, a vivência traumática não deveria ter acontecido. Contudo, já que aconteceu, ela precisa ser assimilada pelo aparelho psíquico.

Aliás, se isso acontecer, essa vivência naturalmente deixa de ser traumática, pois não mais se apresentará como indigesta.

A Psicanálise promove essa metabolização do trauma porque estimula o sujeito a dar nome a ele, a simbolizá-lo, ou seja, a dar a ele um assento legítimo na mesa “oficial” do psiquismo.

Assim, ao invés de incomodar, o registro traumático, agora sem mordaças, pode se fazer ouvir, não pela dor, mas pela via da palavra.

Como profissional ou paciente, você já conseguiu visualizar esse processo? Conta aí!


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