A gente faz Psicanálise para transformar cicatrizes em tatuagens

 

Não é possível mudar o passado.

Não é possível voltar no tempo e fazer com que seus pais frios e distantes se tornem acolhedores e amorosos. Não dá para voltar há 20, 30, 40 anos e impedir aquele abuso sexual de acontecer ou convencer sua mãe de que violência e autoritarismo não combinam com educação.

Enfim, nos é vedada a possibilidade de alterar os fatos que atravessaram nossa existência.

Contudo, podemos, sim, mudar a maneira como os enxergamos. Não, eu não estou me referindo a essas bobagens polianescas que muitos pseudoterapeutas andam dizendo por aí. O que eu, como psicanalista, proponho não é uma mera ressignificação do passado, o tal do “enxergar o lado bom das coisas”. Não existe lado bom no abuso sexual, na opressão, na frieza, na violência. Não! Na vida, diferentemente do que acontece no Instagram, não existe filtro para fazer tudo ficar artificialmente belo.

A gente não faz Psicanálise para “olhar a vida de outra forma”. A gente faz Psicanálise para se APROPRIAR da vida tal como ela é e foi (aos nossos olhos): com suas dores, com seus abusos, com seus sofrimentos.

A tendência natural que todos nós temos é a de querermos nos livrar das memórias das dores que nos marcaram.  Ou seja, não queremos TOMAR POSSE da nossa própria história. Desejamos inutilmente voltar no tempo para mudar as coisas. E, por isso, muitos de nós vivem cronicamente frustrados.

A Psicanálise vai na contramão dessa tendência. Convocamos o paciente a resistir a ela e o exortamos a olhar para o próprio passado e dizer: “Isso sou eu, essa é a minha história. Apesar de não ter escrito todas as páginas, permaneço sendo o único autor dessa obra irrepetível que é a minha existência”.

[Vídeo] A sutil arte de ligar o f*da-se… PARA SI MESMO!

Recentemente o livro “A sutil arte de ligar o f*da-se” tornou-se um best-seller. Pelo visto, há muita gente querendo aprender uma fórmula mágica para não mais se importar com os problemas da vida. Neste vídeo, questiono esse desejo, demonstrando que se trata de um anseio infantil que precisa ser abandonado.

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[Vídeo] Recado Rápido #01 – Sofrimento administrado

Caríssimos, iniciei uma nova série de vídeos para o YouTube chamada “Recado Rápido”. Trata-se de breves reflexões extraídas de meu trabalho clínico que gostaria de compartilhar. Neste primeiro episódio, falo sobre as dificuldades que muitas pessoas enfrentam para saírem de situações que lhes causam sofrimento em função do medo da necessária reinvenção que todo processo de mudança requer.


Affectus #002 – Depressão: a retranca da vida

Affectus é meu novo projeto audiovisual. Trata-se de uma série de vídeos em que discuto temas ligados diretamente à clínica sobretudo as dificuldades e problemas emocionais que atualmente se apresentam com maior frequência em nossos consultórios.

Neste segundo episódio abordo a depressão a partir de um ponto de vista não-medicalizante, ou seja, que não encara a depressão como uma doença, mas sim como uma posição subjetiva. Utilizando uma analogia com o esporte mais popular do Brasil, o futebol, busco demonstrar no vídeo que a depressão é uma defesa empregada por determinados indivíduos para lidar com certos tapas na cara que a vida lhes dá.

Affectus #001 – Lidar com a ansiedade

Eis abaixo o primeiro episódio de “Affectus“, minha nova produção audiovisual voltada para a internet. Fazendo jus ao título do projeto (que é a tradução latina da palavra “afeto”) pretendo produzir em cada episódio uma reflexão sobre impasses e dificuldades emocionais vivenciadas pelos sujeitos na contemporaneidade. Como eu friso no primeiro vídeo, não se trata de nada semelhante à auto-ajuda. Pelo contrário, minha proposta é justamente a de evidenciar que não há uma fórmula mágica para a resolução de nenhum problema subjetivo e que em todos eles fatores irredutíveis ligados à condição humana se fazem presentes.

Ficaria muito feliz se vocês postassem reações ao vídeo nos comentários. Enjoy!