Esta é uma pequena fatia da aula “Três pilares básicos da posição do analista” que já está disponível no módulo AULAS TEMÁTICAS – TEMAS VARIADOS da CONFRARIA ANALÍTICA.
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A Psicanálise é um tipo de tratamento psicoterapêutico.
Isso significa que, ao atender os pacientes, nós buscamos, em última instância, ajudá-los a sair de sua respectiva condição de adoecimento emocional.
Mas como acontece essa ajuda?
De que forma um analista alcança esse objetivo de levar pessoas a reconquistarem sua saúde psíquica?
A resposta é: proporcionando a elas uma experiência relacional ESPECÍFICA.
Sim, a análise é fundamentalmente uma RELAÇÃO.
Mas uma relação que possui diversas peculiaridades que a tornam bem diferente das demais relações que o paciente tem com outras pessoas.
São essas peculiaridades que possibilitam a revelação do mundo interno do paciente.
Afinal, é nele que se encontram os elementos que estão na origem dos problemas emocionais daquela pessoa.
Nesse sentido, para que analista e paciente possam mexer nesse mundo interno e alterá-lo na direção da saúde, é preciso que ele apareça na análise.
E isso, como já disse, só é possível porque a relação analítica é estabelecida de uma forma muito particular, que depende diretamente do comportamento do analista.
— E como deve ser esse comportamento, Lucas?
A resposta está na aula “Três pilares básicos da posição do analista?”, publicada hoje na CONFRARIA ANALÍTICA, minha escola de formação teórica em Psicanálise.
Nessa aula, eu explico que neutralidade, abstinência e anonimato são três parâmetros que devem nortear a postura do profissional na relação com o paciente.
Se você quer entender de forma prática, didática e com exemplos, o que significam cada um deles, não pode perder essa aula.
A aula já está disponível no módulo AULAS TEMÁTICAS – TEMAS VARIADOS.
A Confraria Analítica é a maior e mais acessível escola de teoria psicanalítica do Brasil, com +500 horas de conteúdo e milhares de alunos.
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Eu sempre digo que, na psicanálise, nós não trabalhamos com protocolos terapêuticos, ou seja, com roteiros padronizados de conduta clínica.
Nesse sentido, o modo como se desenvolve uma terapia psicanalítica pode variar bastante, mas não só pelas peculiaridades de cada paciente.
Fatores como o estilo do analista e a orientação teórica principal adotada por ele produzem experiências clínicas muito distintas.
Ainda assim, apesar das diferenças, todas essas formas de trabalho continuam sendo… psicanálise.
Por quê?
Quais são os aspectos comuns entre práticas tão diferentes quanto, por exemplo, a lacaniana e a winnicottiana, que fazem com que ambas sejam psicanalíticas?
Existem elementos essenciais que precisam estar presentes numa experiência clínica para que ela possa legitimamente ser chamada de psicanálise?
Do meu ponto de vista, sim.
E é sobre isso que falo na aula especial publicada hoje na CONFRARIA ANALÍTICA.
O título da aula é “5 princípios fundamentais da prática psicanalítica” e ela já está disponível no módulo AULAS TEMÁTICAS – TEMAS VARIADOS.
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Se você quer compreender de forma profunda o que torna a psicanálise verdadeiramente psicanálise, essa aula é pra você.
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Existe uma sorrateira erva daninha que precisa ser arrancada do jardim psicanalítico.
Estou me referindo a uma espécie de moralismo velado que frequentemente se faz presente em nossa prática.
Ele se manifesta, por exemplo, no uso banalizado da controversa expressão “bancar o próprio desejo” ou de uma frase erroneamente atribuída a Freud:
“Qual a sua parte na desordem de que se queixa?”
Muitas vezes, tais formulações são utilizadas para fundamentar intervenções psicanalíticas que são piores do que as mais severas condenações superegoicas.
A pessoa vai fazer análise porque não está conseguindo sair sozinha de uma condição de sofrimento e, em vez de cuidado, o que recebe são imperativos:
“Responsabilize-se por sua parte nessa desordem!”
“Banque seu desejo!”
Eu sei que nenhum bom analista falaria isso, mas — na prática — infelizmente, essas incitações estão na base da conduta clínica de muitos profissionais.
Esta é uma das razões pelas quais muitas pessoas dizem que “não aguentam” fazer análise.
Pudera!
Se em vez de encontrar um terapeuta que vai te ajudar, você se depara com um “superego gourmet”, é natural que o processo acabe sendo insuportável mesmo.
Nós, analistas, não podemos nos esquecer que estamos lidando com pessoas fragilizadas, emocionalmente feridas, que precisam acima de tudo de CUIDADO.
Se o paciente não reconhece “sua responsabilidade na desordem da qual se queixa”, não é por má-fé que ele age assim.
É porque não dá conta, porque PRECISA se defender acusando o outro.
Se o paciente não “banca seu desejo”, não é por covardia. É porque ele ainda não tem força egoica, segurança, confiança suficientes para fazer isso.
Nesse sentido, nosso objetivo na análise não deve ser o de simplesmente instigar os pacientes a serem mais honestos, responsáveis e corajosos.
Na verdade, devemos ajudá-los, com sensibilidade, paciência e solidariedade a se tornarem mais FORTES para poderem, naturalmente, renunciar a suas defesas.
Você já foi atendido por um analista que agia como superego gourmet?
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Esta é uma pequena fatia da aula “Theodor Reik e o terceiro ouvido” que já está disponível no módulo AULAS TEMÁTICAS – TEMAS VARIADOS da CONFRARIA ANALÍTICA.
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Tradicionalmente, nós, psicanalistas, aprendemos que nossa principal ferramenta de trabalho é a escuta.
Por isso, temos uma tendência a focar nossa atenção (flutuante, diga-se de passagem) àquilo que o paciente DIZ durante a sessão.
É com base nesse material verbal que normalmente formulamos nossas hipóteses e interpretações.
Assim, se alguém nos perguntasse: “Por que você fez tal intervenção?”, poderíamos responder: “Porque o paciente me falou tais e tais coisas”.
Tudo isso está correto. Porém, a experiência comunicativa que estabelecemos com nossos analisandos não se reduz a essa troca verbal.
Frequentemente, nos flagramos pensando ou sentindo certas coisas em relação ao paciente que não conseguimos remeter diretamente a algo que ele tenha dito.
Às vezes, é o MODO como o sujeito fala, seu tom de voz ou a postura específica que adota diante de nós o “gatilho” que nos induz a certas hipóteses ou sensações.
É aí que entra o que Theodor Reik chamou de “terceiro ouvido”: uma escuta mais sutil, quase intuitiva — que toca o inconsciente antes mesmo da fala.
Quer entender melhor esse conceito e ver exemplos práticos de como isso aparece nas sessões?
Então, assista à aula “Theodor Reik e o terceiro ouvido“, publicada hoje na CONFRARIA ANALÍTICA, minha escola de formação teórica em Psicanálise.
A aula já está disponível no módulo AULAS TEMÁTICAS – TEMAS VARIADOS.
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Nos anos finais da década de 1910, o psicanalista húngaro Sándor Ferenczi estava insatisfeito com o processo terapêutico de alguns pacientes.
Para além das conhecidas e naturais resistências, parecia haver algum obstáculo adicional que os impedia de avançarem no trabalho de análise.
Ah, para quem não sabe:
Ferenczi foi um dos principais nomes da primeira geração de analistas, fez análise com Freud e produziu grandes contribuições para a teoria e a técnica da Psicanálise.
Voltando ao assunto: incomodado, o médico decidiu sair da posição passiva em que o psicanalista geralmente fica no tratamento a fim de testar uma hipótese.
Ferenczi suspeitava que certos comportamentos daqueles pacientes, dentro e fora do consultório, tinham a ver com a falta de evolução deles.
Por isso, começou a propor mudanças concretas no comportamento, sugerindo ações a serem feitas ou evitadas.
Ele poderia, por exemplo, pedir a uma paciente para se expor a uma situação que lhe causava medo ou se esforçar para evitar um ato compulsivo.
Ferenczi acreditava que tais comportamentos (evitação e compulsão) poderiam ser formas que a analisanda encontrava para fugir do confronto com suas fantasias.
Nesse sentido, se ela seguisse suas recomendações, isso interromperia o movimento de fuga e a terapia voltaria a progredir.
Afinal, não tendo mais “válvulas de escape”, a paciente não teria alternativa a não ser trabalhar suas fantasias em análise.
Essa chamada “técnica ativa” deu certo?
Sim, Ferenczi conseguiu destravar o processo terapêutico de muitos pacientes fazendo isso.
Algum tempo depois, o médico acabou abandonando o método por achar que ele fazia o paciente ficar muito submisso ao analista.
Todavia, o experimento ferencziano nos deixou uma lição importantíssima:
A de que, muitas vezes, nós não evoluímos na terapia porque, sem perceber, sabotamos o trabalho de elaboração que fazemos no setting analítico.
Talvez, se não tomarmos a decisão consciente de abandonar certos hábitos, mesmo sentindo angústia, corremos o risco de passar 30 anos no divã e avançar muito pouco.
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Esta é uma pequena fatia da aula “Clínica lacaniana das psicoses (II): tratamento” que já está disponível no módulo AULAS TEMÁTICAS – LACAN da CONFRARIA ANALÍTICA.
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