“Onde era Isso, há de ser Eu.” (Sigmund Freud, 1933)


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[Vídeo] Na prática: entenda como funciona a Psicanálise

Neste vídeo: entenda como uma terapia psicanalítica acontece na prática (quais são seus objetivos, o que o paciente precisa fazer, como o terapeuta atua, dentre outros aspectos).


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“O que não tem conserto nem nunca terá”


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Como acontece a mudança em Psicanálise? Spoiler: é como se apaixonar…

Muitas pessoas se queixam de vão para a terapia, falam, falam, falam, identificam os significados e ganhos que obtêm com seus problemas emocionais, mas, mesmo assim, não mudam.

Essa lamentação está baseada no pressuposto equivocado de que a mudança desejada pelo paciente resulta exclusivamente de um trabalho INTELECTUAL de descobertas e entendimentos.

Que me perdoem os que se deixam iludir por tal premissa, mas pensar assim é tão insano quanto imaginar que se pode aprender a consertar um motor de carro meramente estudando como esse aparelho funciona.

É óbvio que não!

Por quê?

Porque a habilidade de consertar motores só pode ser aprendida por meio de um treinamento PRÁTICO, em que o sujeito terá a oportunidade pegar o objeto, acertar, errar e ir, aos poucos, se tornando capaz de manejá-lo com competência.

— Uai, Lucas, virou behaviorista? Você está sugerindo que o paciente, depois de ter desvendado as engrenagens simbólicas do seu adoecimento, deveria partir para a prática e enfrentar seus sintomas ativamente?

Não, não é isso que estou dizendo.

Quero apenas chamar a atenção daqueles que estão em análise para o fato de que nossos problemas emocionais possuem uma dimensão VIVENCIAL que, como tal, só pode ser transformada VIVENCIALMENTE.

O problema é que esse processo de transformação vivencial NÃO É PASSÍVEL DE REPRESENTAÇÃO, ou seja, não é um processo que a gente possa DIZER exatamente como acontece.

É possível abstraí-lo, formalizá-lo metapsicologicamente, como Freud fez na conferência “A Dissecção da Personalidade Psíquica”, ao dizer que o objetivo da terapia psicanalítica era:

“[…] fortalecer o Eu, torná-lo mais independente do Super-eu, ampliar seu âmbito de percepção e melhorar sua organização, de maneira que possa apropriar-se de novas parcelas do Id. Onde era Id, há de ser Eu.”.

No entanto, isso não é uma DESCRIÇÃO do que empiricamente precisa acontecer na análise do João, da Maria, do Lucas…

NÃO TEMOS PALAVRAS para descrever essa transformação singular.

A gente só sabe dizer que é um processo VIVENCIAL e não intelectual.

É meio como se apaixonar. Todo o mundo sabe como acontece, mas ninguém consegue dizer como se faz para acontecer…


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[Vídeo] 4 boas práticas para você aproveitar melhor sua terapia

Sim, tem coisas que você pode deliberadamente fazer para tornar o seu processo terapêutico ainda mais produtivo e enriquecedor. Eis algumas delas.


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Fazer Psicanálise é estar numa difícil viagem, mas em boa companhia


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A gente faz Psicanálise para ir além do que a nossa infância nos permite.

Na infância, a alma informe e maleável é talhada profundamente pela vida, assumindo o aspecto que a existência lhe permite. A gente faz Psicanálise para poder discernir os contornos desse aspecto fundamental e inventar formas de existir que sejam capazes de superá-lo.


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Como a Psicanálise funciona?

Volta e meia, pessoas interessadas em agendar uma consulta me perguntam como funciona um tratamento psicanalítico.

É uma pergunta totalmente legítima. Afinal, é razoável que uma pessoa queira saber como acontece o processo terapêutico ao qual pretende se submeter.

Este texto será justamente uma resposta a esse questionamento.

Tentarei ser o mais simples e didático possível.

Vamos lá:

Em Psicanálise nós trabalhamos com base no pressuposto que existe uma parte da sua mente da qual você não tem consciência, à qual nós damos o nome de… isso mesmo: Inconsciente.

Os psicanalistas acreditam que é no Inconsciente que se encontram as raízes do adoecimento que levou você a procurar ajuda.

— Como assim?, você pergunta. E eu explico:

No Inconsciente estão uma série de pensamentos, desejos, intenções, medos, raciocínios, conclusões, crenças que foram se desenvolvendo na sua alma ao longo da vida, mas com os quais você não dá conta de lidar.

É justamente por isso que você mantém essas coisas fora do seu campo de consciência: para não ter que sentir a angústia de olhar para elas.

O problema é que, para mantê-las no Inconsciente, você precisa gastar muita energia e acaba forçando esses pensamentos, desejos, crenças etc. a se manifestarem na sua vida disfarçadamente, por meio de problemas emocionais.

Na Psicanálise, o terapeuta vai estimular você a falar sobre as suas questões de uma maneira diferente: sem ficar tentando controlar as palavras e selecionar os assuntos previamente.

Ele dirá para você simplesmente comunicar-lhe o que passa pela sua cabeça.

O objetivo é facilitar a entrada daquelas coisas do Inconsciente no seu campo de consciência.

Afinal, se você, ao invés de continuar reprimindo essas coisas, conseguir olhar para elas de frente, sem medo e encontrar um espacinho para acolhê-las na sua consciência, não precisará mais continuar doente, desperdiçando energia para mantê-las presas no Inconsciente.

Para ajudar você a perder o medo que te faz reprimir, o terapeuta vai ora provocar, ora apoiar, mas fundamentalmente desenvolverá contigo um vínculo confiável.

Pois só a confiança é capaz de vencer o medo.


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[Vídeo] Psicanálise não é uma conversa

Muita gente que nunca fez análise imagina que as sessões são constituídas basicamente de um bate-papo com o terapeuta. Neste vídeo eu explico por que essa ideia é equivocada.


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3 funções que o terapeuta exerce na Psicanálise

A diversidade das situações clínicas e a complexidade dos quadros de adoecimento com os quais se depara exigem que o psicanalista alterne diferentes posições ao longo do tratamento.

As funções apresentadas nos cards não esgotam a totalidade dos papéis que o terapeuta pode desempenhar na clínica psicanalítica.

Todavia, entendo que essas três posições apresentadas são essenciais para que os objetivos do tratamento possam ser alcançados.

Eventualmente, duas ou mais funções podem ser exercidas simultaneamente, mas normalmente uma delas prevalece, até porque cada uma está articulada a visões específicas do próprio paciente.

Quando está desempenhando o papel de investigador, por exemplo, o analista encara o paciente como um “suspeito”, alguém que esconde uma verdade e involuntariamente se esforça para mantê-la oculta.

Por outro lado, quando o terapeuta adota a posição de testemunha, o paciente passa a ser visto como uma pessoa que apresenta um sofrimento até então silenciado e que precisa ser ouvido e validado.

Sacou? Funções diferentes pedem visões diferentes do mesmo paciente.

Quem está na CONFRARIA ANALÍTICA receberá ainda hoje uma AULA ESPECIAL em que explico detalhadamente cada uma dessas 3 funções.

Te vejo lá!


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A gente faz Psicanálise para questionar conclusões precipitadas


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Psicanálise não é para todo o mundo

Sashimi: tá aí uma coisa que eu não suporto e que faz muita gente salivar só de ouvir falar.

Já experimentei, tentei gostar, mas o sabor de peixe cru definitivamente não combina com o meu paladar.

Por outro lado, existe um alimento para o qual muita gente faz cara feia e que eu, na maturidade, aprendi a apreciar: jiló.

Empanado, frito, refogado, não importa: essa frutinha levemente amarga tem lugar no meu prato.

Aí você me pergunta: “Lucas, a postagem não é sobre Psicanálise? Então por que você está falando de comida?”.

É só uma analogia, caro leitor.

Se você me acompanha, sabe que meu método de ensino está fortemente alicerçado na construção de analogias.

Vamos lá:

Assim como tem um monte de gente cujo paladar se deleita com um belo pedaço de salmão cru, mas o meu não, assim também há muitas pessoas que se adaptam muito bem à experiência proposta pela Psicanálise e outras não.

Análise não é para todo o mundo.

Por exemplo, se você estiver procurando uma pessoa para te dar orientações sobre o que deve fazer para superar um episódio depressivo, Psicanálise não é para você.

Outrossim, pessoas que esperam que o terapeuta seja falante e lhes forneça explicações e diagnósticos também vão se sentir frustradas fazendo análise.

Por outro lado, quem tá a fim de falar sobre si, de refletir sobre sua existência, de colocar em questão suas escolhas, seus impasses, suas inibições; quem quer de fato ser escutado e SE ESCUTAR mais do que obedecer a vozes externas, essa pessoa, sim, vai se dar muito com a Psicanálise.

É claro que o sujeito pode chegar ao analista esperando ser aconselhado e diagnosticado e acabar gostando da experiência de falar-livremente-para-alguém-que-pouco-fala.

Assim como eu não curtia jiló quando era criança e acabei aprendendo a gostar.

Mas não é todo o mundo que consegue desenvolver esse “paladar” capaz de apreciar esse troço absolutamente atípico (e fascinante) que é a experiência analítica.

Como diz a bela canção de Milton Nascimento e Fernando Brant:

“Tem gente que chega pra ficar

Tem gente que vai pra nunca mais

Tem gente que vem e quer voltar

Tem gente que vai e quer ficar

Tem gente que veio só olhar

Tem gente a sorrir e a chorar


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Na Psicanálise, o que de fato cura é a relação com o analista

Muita gente se engana pensando que a Psicanálise é um procedimento meramente intelectual.

Imagina-se que o paciente melhora ao fazer análise simplesmente porque conseguiu substituir seus problemas emocionais pela elaboração psíquica dos conteúdos que estavam por trás deles.

Essa é uma visão equivocada.

O principal fator de cura no tratamento psicanalítico é a RELAÇÃO do paciente com o analista.

Como assim, Lucas?

Pensa comigo: o que ocasiona o adoecimento emocional do ponto de vista psicanalítico?

A resposta é: um processo de dissociação da personalidade, certo?

Em outras palavras, entendemos que o sujeito adoece para se proteger de determinadas partes de si mesmo que ele tem medo de integrar em sua personalidade.

Se é assim, qual deve ser o objetivo do tratamento?

Óbvio: ajudar a pessoa a perder esse medo!

O trabalho de decifração dos sintomas e inibições do paciente só pode acontecer se ele for se sentindo suficientemente seguro para explorar o avesso de si.

E ele só conseguirá desenvolver essa segurança no interior de uma RELAÇÃO com uma pessoa confiável, empática, não invasiva e, sobretudo, que não o condena.

Entendeu?

A análise não cura por causa daquilo que o paciente redescobre sobre si durante a terapia ou em função de interpretações certeiras do analista.

Isso tudo é importante, mas é secundário.

O fator terapêutico primordial é a reconquista, pelo paciente, da capacidade de olhar para si mesmo e se escutar sem medo.

E isso só pode ser alcançado por meio de uma RELAÇÃO de confiança com o analista.

Corroborando essas ideias, Freud diz o seguinte na conferência “Transferência”, de 1917 (volume XVI das Obras Completas):

“A fim de que o paciente enfrente a luta do conflito normal com as resistências que lhe mostramos na análise, ele tem necessidade de um poderoso estímulo que influenciará sua decisão no sentido que desejamos, levando à recuperação. […] Nesse ponto, o que é DECISIVO em sua luta não é sua compreensão interna (insight) intelectual — que nem é suficientemente forte, nem suficientemente livre para uma tal realização —, mas simples e unicamente a sua RELAÇÃO com o médico.” (grifos meus).


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A gente faz Psicanálise para se respeitar

É natural que as pessoas procurem ajuda psicoterapêutica com o objetivo de mudarem, isto é, de se livrarem de traços e comportamentos que as fazem sofrer.

Todavia, esse legítimo desejo de mudança pode vir contaminado pela busca de certos ideais que não têm nada a ver com aquilo que o sujeito verdadeiramente deseja.

Deixa eu te explicar isso melhor com o apoio de uma ilustração factual.

Tomemos, por exemplo, o caso de um jovem que se deleita ficando em casa sozinho, estudando, tocando instrumentos musicais e assistindo aos filmes de sua preferência.

Navegando por perfis de desenvolvimento pessoal no Instagram, esse jovem é levado a crer que não deveria passar tanto tempo sozinho e que o “correto” seria tornar-se mais sociável.

Esse imperativo evoca nele as duras palavras que sempre ouviu de seu pai: “Sai desse quarto, menino! Parece um bicho do mato! Você precisa dar umas voltas com seus amigos!”

Pronto! Agora esse pobre rapaz acredita que sua forma espontânea de curtir a vida (mais reclusa, sem tantas interações) é um problema e que ele deveria mudar para se adequar.

Para se adequar a quê?

A um suposto ideal de saúde emocional que parece ser natural e universal, mas, na verdade, foi inventado por algumas pessoas (coincidentemente, sociáveis…).

Em casos como esse, o objetivo da Psicanálise não é o de ajudar essa pessoa a mudar a sua forma habitual de se comportar.

A terapia psicanalítica não está a serviço de nenhum ideal normativo.

A meta passa a ser auxiliar o paciente a relativizar o peso do imperativo superegoico de adequação ao ideal de sociabilidade.

Em outras palavras, trata-se de ajudar o sujeito a RESPEITAR o seu próprio jeito de ser.

Afinal, é só quando reconhecemos e legitimamos aquilo que, em nós, é mais forte do que nós que nos tornamos flexíveis o bastante para fazermos diferente – quando necessário.


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Como explicar a Psicanálise para o paciente que nunca fez terapia?

Uma pessoa me fez essa pergunta na caixinha dos stories do Instagram.

Como muitos seguidores consideraram a resposta relevante, decidi compartilhá-la aqui no feed também a fim de alcançar outras pessoas.

Para explicar o funcionamento da Psicanálise para um paciente que nunca fez terapia, creio ser apropriada a seguinte analogia:

“Imagine [você, analista, está falando com o paciente] que a terapia é uma longa viagem que nós dois faremos juntos de carro.

É uma viagem diferente, pois a gente não sabe exatamente onde vai chegar; o mais importante é a jornada que faremos juntos.

Quem irá dirigir o carro? Você. Sim, pode parecer estranho que seja você, o paciente, a guiar esse processo, mas, confie em mim: é melhor assim.

Bem, isso significa que eu, como terapeuta, estarei no banco do carona, certo? Mas, não se preocupe: eu não vou ficar dormindo (aqui pode entrar uma leve risada). Eu vou funcionar para você como uma espécie de copiloto.

Durante a viagem, a sua tarefa é bem simples: você só tem que guiar o carro para onde quiser e ir descrevendo para mim o que está vendo à frente e ao redor.

Não, não temos um mapa. Esta é a graça desta viagem. Não existe um trajeto planejado. É você quem decide para onde a gente vai.

E eu, o que farei? Como disse, eu serei meio que um copiloto. De vez em quando, eu vou pedir para você fazer a volta para a gente passar de novo por certos lugares e vou chamar sua atenção para certas coisas que passaram batido pelo seu olhar.

Confie em mim: enquanto a gente faz essa viagem, pouco a pouco esse sofrimento todo que te fez vir aqui vai passar.

Talvez, depois de um tempo, você queira estacionar o carro, mas é possível também que goste tanto da viagem que não queira mais parar de dirigir.”.

E aí, o que você achou da analogia? Você, analista, costuma utilizar outras comparações como essa com seus pacientes?


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