[Vídeo] Você ainda é uma criança esperando reparação?


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Você ainda tem dentro de si uma criança traumatizada?

No início do livro “Natureza Humana”, o psicanalista inglês Donald Winnicott afirma o seguinte:

“[…] a saúde da psique deve ser avaliada em termos de crescimento emocional, consistindo numa questão de maturidade.”

E acrescenta:

“O ser humano saudável é emocionalmente maduro tendo em vista sua idade no momento”.

Esses trechos estão na página 30 da edição da obra publicada pela Imago em 1990.

Obviamente as afirmações de Winnicott podem ser problematizadas por aqueles que não compartilham da visão desenvolvimentista do autor.

Penso, porém, que tais ideias podem iluminar o nosso olhar para a compreensão de muitos casos de adoecimento emocional que encontramos na clínica.

De fato, não raramente temos a impressão de que a fonte primordial dos sintomas de muitos dos nossos pacientes é uma dimensão de sua personalidade que não amadureceu.

De repente, você está ali diante de um empresário de 50 anos, que chefia uma empresa com vários funcionários, mas sofre com pensamentos intrusivos que são claramente de ordem infantil.

Por exemplo, o pensamento de que não vai conseguir sobreviver se for deixado pela esposa com quem vem tendo diversos conflitos.

Ora, se uma criança de três anos chega para você e diz que ela tem muito medo de perder os pais porque não sabe quem irá cuidar dela se isso acontecer, você encara essa afirmação com certa naturalidade.

Afinal, uma criança de três anos depende muito do cuidado dos pais para sobreviver e mesmo que se lhe diga que, na ausência deles, a família extensa a acolherá, o medo de perder os genitores permanece sendo perfeitamente compreensível.

O mesmo não pode ser dito do medo de um homem de 50 anos de não conseguir suportar a falta de sua esposa.

Obviamente, é compreensível que ele tenha medo de perdê-la, mas achar que não vai dar conta de sobreviver sem ela não é um pensamento… adulto.

Tenho por certo que todos nós concordamos com a afirmação de que um adulto saudável não deveria NECESSITAR de outra pessoa específica.

Portanto, em casos desse tipo, a tese winnicottiana de que saúde é sinônimo de maturidade pode ser aplicada.

Com efeito, o paciente que tomamos como exemplo, sofre fundamentalmente porque uma parte da sua personalidade ainda não amadureceu.

O cara cresceu, namorou, casou, teve filhos, se formou, abriu uma empresa, tem uma vida aparentemente “normal”, mas uma parte dele ainda é aquele bebê traumatizado que ele um dia foi.

— Bebê traumatizado, Lucas?

Sim. São justamente os traumas que, por serem experiências insuportáveis, fazem a criança se dividir psiquicamente em duas: uma parte machucada, que se fixa ao trauma, esperando reparação, e outra que engole o choro e segue a vida.

O desafio do processo terapêutico nos casos em que essa dinâmica está presente é o de acolher a parte infantil machucada e escutá-la.

Esse procedimento funciona como um substituto simbólico para a reparação que, evidentemente, nunca virá.

É o suficiente para que a dimensão infantil abandone sua fixação ao trauma e se reintegre ao processo de amadurecimento.

Quando a criança traumatizada é ouvida, ela pode finalmente crescer.


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[Vídeo] Você vem aceitando migalhas de afeto?


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[Vídeo] Seu sintoma é uma resposta para uma pergunta antiga?


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Você ainda está pedindo indenização pelo que sofreu na infância?

Existem algumas razões pelas quais um trauma infantil pode prejudicar significativamente a sequência da vida de uma pessoa.

Às vezes, o sujeito pode, por exemplo, se tornar ansioso e inibido em função do medo de passar novamente pela experiência traumática.

Em outras situações, o trauma pode comprometer o desenvolvimento de certas estruturas psíquicas, dependendo da idade em que ocorreu.

Mas há uma possibilidade sobre a qual pouco se fala (fora da Psicanálise) e que merece ser destacada:

A pessoa pode permanecer emocionalmente fixada à experiência traumática na esperança de que receberá uma compensação por ter passado por ela.

É como se o sujeito paralisasse a continuidade da sua vida para reivindicar inconscientemente uma “indenização” afetiva pelo trauma.

Foi isso o que aconteceu com uma moça atendida por uma aluna da Confraria Analítica, minha escola de formação teórica em Psicanálise.

A paciente foi αb*sαdα sε*uαlmente pelo pai na infância e passou por outras injustiças relacionadas a essa, sem receber qualquer tipo de reparação.

Mas o grande problema é que ela, sem perceber, converteu sua vida numa espécie de protesto silencioso contra tudo o que sofreu.

Quando o desejo, de vez em quando, se apresenta, ela logo dá um jeito de calá-lo a fim de retomar a demanda de indenização ao Outro.

Por isso, precisa permanecer presa à imagem de si como alguém que foi essencialmente estragada na infância.

Sua reivindicação é justa, mas estéril.

Na aula “Estudos de Casos 23 — Uma vida bloqueada pela fixação ao trauma infantil”, eu analiso esse caso em profundidade e mostro como essa armadilha subjetiva pode ser trabalhada clinicamente.

Ela já está disponível no módulo Estudos de Casos da Confraria Analítica, no qual comento casos clínicos reais relatados por alunos da nossa escola.

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[Vídeo] Quando a sexualidade é sintoma


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O que você internalizou?

O discurso dos pacientes em análise revela de modo cristalino que temos uma tendência a internalizar as experiências que vivenciamos, sobretudo na infância.

Internalizar significa trazer para o interior do psiquismo aquilo que acontece, num primeiro momento, do lado de fora, no mundo externo.

Muitos de nossos conflitos psíquicos, por exemplo, são apenas reproduções de relações conflituosas que tivemos com nossos pais na infância ou na adolescência.

Vejamos o caso de Samanta:

Quando criança, essa mulher se sentia travada e humilhada pela postura severa da mãe, alimentando fortes desejos vingativos contra a genitora.

Hoje, aos 40 anos, a paciente se vê presa a essa mesma situação emocional.

O detalhe é que a mãe faleceu há dez anos e Samanta já não morava com ela há muito tempo.

A paciente, entretanto, continua se sentindo travada e humilhada.

Não pela mãe, mas por si mesma, ou melhor, por uma parte de si mesma que se formou por meio da internalização da figura materna.

Em outras palavras, a mãe “de carne e osso” morreu, mas a mãe internalizada continua vivíssima.

Talvez você esteja se perguntando:

— Mas, Lucas, por que Samanta internalizaria uma pessoa que só lhe causava sofrimento. Masoquismo?

Não, caro leitor.

Podemos elencar, no mínimo, duas boas razões que justificam essa internalização:

Em primeiro lugar, a frequência da relação:

Buscando previsibilidade e segurança, nosso psiquismo tende a se adaptar a situações externas de sofrimento que se repetem.

A internalização é um dos mecanismos que facilitam esse esforço de adaptação.

É como se Samanta, quando criança, pensasse: “Se eu trouxer mamãe para dentro de mim, estarei mais preparada para lidar com ela do lado de fora.”

O segundo motivo é o desejo de eliminar a situação de sofrimento:

Samanta pode ter acreditado que, trazendo a mãe para dentro de si, ou seja, para uma esfera de suposto controle, conseguiria transformá-la numa pessoa menos severa.

A internalização mostra que nosso psiquismo é como uma esponja.

Portanto, para entender o que se passa em seu interior, precisamos necessariamente mapear o que aconteceu do lado de fora dele…


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Por que repetimos ciclos de sofrimento? O caso de Bruna

Bruna começou a fazer análise dizendo ser viciada em se tocar enquanto assiste a conteúdos adultos.

Mas esse não é o único meio que a jovem encontra para obter um prazer rápido e aliviar a constante sensação de vazio que a perturba desde a infância.

Bruna diz que também tenta preencher esse vazio emocional com comida e bebida.

Incapaz de ficar sozinha, a moça acaba se tornando obcecada por algumas pessoas e permanece em relacionamentos, mesmo depois de se tornarem tóxicos.

Após um longo e conturbado namoro, Bruna passou a se relacionar casualmente com várias pessoas diferentes, homens e mulheres.

Insegurança, culpa e baixa autoestima são três experiências emocionais que a jovem vivencia cotidianamente.

O que estaria na origem desse quadro clínico?

Seriam os episódios traumáticos que ela viveu na infância?

Qual é a função psíquica exercida por cada um dos problemas apresentados por Bruna?

E de que forma sua analista pode ajudá-la a superar sua condição de sofrimento?

Essas e outras questões são exploradas na AULA ESPECIAL “Estudos de casos 15 – Bruna: infância traumática, insegurança e carência paterna”, já disponível na CONFRARIA ANALÍTICA.

Trata-se de mais uma aula do módulo ESTUDOS DE CASOS, em que comento casos clínicos reais enviados por alunos da nossa escola.


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[Vídeo] Sequelas psíquicas


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[Vídeo] Por que tantas pessoas têm traumas de infância?


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Por que tantas pessoas têm traumas de infância?

Trauma é uma experiência (ou uma série de experiências similares) que ultrapassa a capacidade de processamento psíquico do sujeito.

Para facilitar sua compreensão, pense na seguinte analogia:

Vamos supor que você tenha um computador que possui 8 gigabytes de memória RAM e resolva instalar nele um jogo que precisa de 16 gigas para rodar bem.

O que acontecerá nesse caso?

Provavelmente você não conseguirá jogar o game. Ele demorará muito para iniciar, ficará travando ou, talvez, sequer abra.

O trauma é justamente isso: uma experiência muito pesada que o seu aparelho psíquico não dá conta de “rodar” e, por essa razão, trava.

Ora, quanto mais jovens nós somos, menor a nossa capacidade de processamento das experiências vividas.

Essa é a primeira razão pela qual somos tão vulneráveis a passarmos por traumas na infância.

Situações que seriam vividas com muita tranquilidade por um adulto podem ser excessivamente aflitivas para uma criança.

Pense, por exemplo, na experiência de assistir a um conflito agressivo entre duas pessoas que você ama muito.

Como adulto, é provável que você consiga processar essa experiência com muita tranquilidade, até com bom humor.

Agora imagine o pavor que uma criança pode experimentar ao ver seus pais, as duas pessoas que mais ama na vida, gritando um com outro violentamente.

Algumas crianças podem não dar conta de “digerir” essa situação. Ela pode ser pesada demais para seu frágil e precário aparelho psíquico.

Além disso — e aqui entra a segunda razão pela qual os traumas são tão frequentes na infância — a criança é muito dependente; ela praticamente não tem autonomia.

Por conta disso, não pode recorrer à fuga como estratégia de enfrentamento diante de uma situação estressante.

Se o seu namorado se mostra agressivo e desrespeitoso, você, como adulta, pode simplesmente terminar com o cara e nunca mais vê-lo.

Mas o que pode fazer uma criança que convive com uma mãe agressiva e violenta?

Nada. Ela é obrigada a ficar ali, sendo alvo dos ataques maternos, pois depende da genitora para sobreviver.

Baixa capacidade de processamento e dependência: essas são as duas razões pelas quais tantos de nós carregamos traumas de infância.


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[Vídeo] Pessimismo é defesa

Quando olhamos para o futuro e imaginamos que nada vai dar certo, estamos tentando nos proteger de dolorosas surpresas.


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