O pessimismo como defesa

Como você encara o futuro?

Na minha experiência clínica, frequentemente me deparo com pessimistas convictos, ou seja, pessoas que olham para o futuro e só conseguem enxergar fracassos e frustrações.

O pessimismo parece ser uma atitude injustificável do ponto de vista racional.

Afinal, ao pensar que tudo vai dar errado, o sujeito é levado a sofrer por antecipação e a própria expectativa pessimista o desestimula a tentar evitar o desfecho negativo que imagina.

Considerando essa falta de razoabilidade, certos psicólogos buscam convencer o paciente pessimista de que o seu modo de pensar é ilógico e precisa ser alterado.

“Quais são as evidências de que as coisas vão dar errado no futuro?”, pergunta o terapeuta convencido de que uma simples reflexão racional será suficiente para levar o paciente à mudança.

Não será.

E não será pela simples razão de que o pessimismo não é apenas um raciocínio equivocado, mas fundamentalmente uma maneira DEFENSIVA de pensar.

Sim! Quando olhamos para o futuro e imaginamos que nada vai dar certo, estamos tentando nos proteger.

Quem me ensinou isso foi justamente… uma paciente pessimista.

A história de vida dela foi marcada por um episódio traumático ocorrido quando era criança: sua mãe decidiu ir trabalhar no exterior e deixou para avisá-la poucos dias antes da viagem.

Atônita com a notícia de que, dentro de pouco tempo, não veria mais a mãe, essa moça nunca mais conseguiu relaxar e passou a enxergar o futuro de modo catastrófico.

Pudera! Ao passar a imaginar que as coisas não dariam certo, ela estava, sem perceber, buscando evitar ser pega novamente DE SURPRESA, como aconteceu ao receber a notícia da partida da mãe.

É como se ela pensasse assim: “Preciso imaginar que todos os problemas que eu temo vão acontecer porque, caso eles efetivamente aconteçam, eu já estarei preparada para enfrentá-los.”.

Nesse sentido, o tratamento da expectativa pessimista não passa por um convencimento racional, pois depende da elaboração do trauma que o paciente vivenciou na infância.

Trauma que continua assombrando-o como um fantasma prestes a a reaparecer a qualquer momento.


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Uma vida bloqueada pela mágoa não digerida

Carmem procura terapia queixando-se de estar se sentindo muito ansiosa e de ter perdido o interesse pelas coisas de que sempre gostou.

Do ponto de vista psicanalítico, o excesso de ansiedade é uma manifestação clínica bastante eloquente.

Com efeito, ela revela que o sujeito está se sentindo ameaçado por algum conteúdo interno que ele percebe como perigoso.

E essa, de fato, é a condição em que se encontra essa moça: ela sente medo do intenso ódio e dos impulsos vingativos que nutre em relação à mãe.

Carmem até expressa um pouquinho dessa hostilidade, tratando a genitora com impaciência. Porém, acaba se sentindo culpada e, para compensar, busca satisfazer todas as necessidades dela.

O profundo ódio que habita a alma dessa jovem é bastante justificável: sua mãe a chamou de mentirosa quando Carmem contou a ela que foi molestada quando era criança.

Em função da infância difícil que teve, marcada pelo abandono paterno e pela falta de recursos materiais básicos, essa paciente não pôde desenvolver um psiquismo suficientemente maduro.

Por isso, não consegue dar conta de digerir emocionalmente toda a hostilidade que sente tanto pela genitora quanto por aquele que dela molestou.

Na terapia, Carmem apresenta alguns momentos de regressão, nos quais mostra a sua analista aquela criança traumatizada que ela ainda é…

Que estratégias de manejo são possíveis neste caso?

Como a terapeuta pode agir para ajudar essa moça a elaborar as diversas feridas que a vida lhe fez?

Por que será que Carmem perdeu o interesse pelas coisas de que antes gostava? Para onde foi sua libido?

Estas e outras questões são discutidas por mim na AULA ESPECIAL “Uma vida tolhida pela mágoa não elaborada”, já disponível para quem está na CONFRARIA ANALÍTICA.

Esta é a segunda aula do nosso novo módulo de aulas especiais “Estudos de Casos”, em que comento casos clínicos reais relatados por alunos da nossa escola.


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A criança magoada que você foi ainda está chorando?

Por que minha mãe não me tratou com carinho?

Por que meu pai não me deu o apoio de que eu precisava?

Por que minha mãe era tão dura e insensível?

Por que meu pai saiu de casa?

Todas essas perguntas são compreensíveis e é natural que elas brotem na alma de uma criança que, infelizmente, não teve uma infância ideal.

Sim, o ideal seria que todas as mães fossem carinhosas com seus filhos.

O ideal seria que todos os pais oferecessem o suporte necessário para o desenvolvimento de seus filhos.

O ideal seria que todas as mães conseguissem ser suficientemente empáticas e maleáveis.

O ideal seria que nenhuma criança precisasse passar pela dolorosa ruptura do vínculo conjugal entre os seus pais.

Todas essas coisas DEVERIAM acontecer.

Mas, infelizmente, elas nem sempre acontecem. Aliás, com muita frequência não acontecem.

E, se é assim, o que fazer, então?

Gastar boa parte da nossa preciosa e limitada energia psíquica com perguntas do tipo que eu apresentei no início deste texto?

Ou seguir em frente, renunciando ao inútil desejo de alterar o passado, sem deixar de reconhecer que nossa infância de fato não foi como DEVERIA ter sido?

Veja: o anseio de querer voltar no tempo e mudar o comportamento dos nossos pais é totalmente compreensível, mas não deixa de ser tolo.

Ele é proveniente da criança frustrada, ressentida, machucada ou desamparada que ainda sobrevive no psiquismo adulto.

Na terapia psicanalítica, nós acolhemos essa dimensão infantil e encorajamos nossos pacientes a pensar sobre ela.

Todavia, o que buscamos, no fim das contas, é ajudar o sujeito a se EMANCIPAR dessa criança magoada (com razão, na maioria das vezes) que ele um dia foi.

Para isso, estimulamos nossos pacientes a utilizarem seu tempo e sua energia para CRIAREM e CONSTRUÍREM ao invés de gastarem esses recursos valiosíssimos com inúteis lamentações.

Não é nada fácil dar conta de fazer isso. Ainda mais sozinho, sem o apoio de um bom terapeuta.

A criança magoada que fomos chora muito. E chora alto.

Mas é preciso mostrar a ela que, embora aqueles primeiros jogos tenham sido perdidos, ainda há muitas outras partidas por disputar…


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[Vídeo] A falta estrutural e a falta traumática

A falta estrutural de um objeto plenamente satisfatório é INEVITÁVEL e um dos nossos desafios na vida é aprender a conviver com ela.

Já a falta traumática só vai acontecer se o sujeito não receber aquilo que LHE É DE DIREITO na infância, a saber: um ambiente amoroso, acolhedor e pacífico.


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Nem toda falta deveria existir

Na aula ao vivo da última segunda-feira eu falei com os alunos da CONFRARIA ANALÍTICA sobre os dois tipos de falta que, do meu ponto de vista, podem estar em jogo na experiência humana.

Trata-se da FALTA TRAUMÁTICA e da FALTA ESTRUTURAL.

Essa é uma ideia que tenho desenvolvido ultimamente e que vai de encontro ao que me parece ser um grave equívoco cometido por muitos psicanalistas.

Com efeito, tradicionalmente, nós somos ensinados em Psicanálise que só existe um único tipo de falta: a falta ESTRUTURAL.

Vocês conhecem a ladainha: todos nós somos seres estruturalmente faltosos porque não existe um objeto capaz de saciar plenamente nosso desejo e blábláblá…

Tudo isso é verdade.

O problema é achar que, quando um paciente se queixa dos efeitos nefastos da negligência REAL que ele sofreu por parte da mãe, o que está em jogo é essa falta estrutural.

Não é.

Trata-se de um outro tipo de falta: uma falta que NÃO DEVERIA EXISTIR e que, de fato, não existe para a maioria das pessoas — uma falta… TRAUMÁTICA.

A falta estrutural de um objeto plenamente satisfatório é INEVITÁVEL e um dos nossos desafios na vida é aprender a conviver com ela.

Já a falta traumática só vai acontecer se o sujeito não receber aquilo que LHE É DE DIREITO na infância, a saber: um ambiente amoroso, acolhedor e pacífico.

Quando não fazemos essa diferenciação, podemos acabar retraumatizando nossos pacientes.

Imagine, por exemplo, uma mocinha que passe uma sessão inteira se queixando das surras violentíssimas que recebia por parte do pai na infância.

Se o analista admite as diferenças entre as duas faltas, entenderá que essa paciente sente FALTA do pai amoroso e não violento que ela REALMENTE DEVERIA TER TIDO.

Ou seja, essa paciente não está ansiando por um objeto idealizado, como um neurótico típico que se queixa da namorada que não o satisfaz plenamente.

Se o analista só trabalha com a ideia de falta estrutural, pode confundir as bolas e acabar achando que essa paciente precisa parar de idealizar a figura paterna.

Assim, sem perceber, ele estará “passando pano” para o ambiente hostil que a moça vivenciou na infância e a levará a pensar que a raiz do problema está exclusivamente… nela mesma.


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Quando a gente se acostuma à posição de vítima


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[Vídeo] Tem um cisco na sua alma?

Toda vez que você passa por uma experiência que não dá conta de digerir emocionalmente, é como se um “cisco” penetra na sua alma.

E, da mesma forma que nossos olhos não param de piscar na tentativa involuntária de expulsar um cisco, assim também a nossa alma não para de… RECRIAR O TRAUMA na busca por eliminá-lo.


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Você está fixado em uma atitude de espera?

No finalzinho da quarta de suas “Cinco Lições de Psicanálise”, Freud diz o seguinte:

“Podem descrever o tratamento psicanalítico, se quiserem, como simplesmente uma continuada educação que visa superar os resíduos infantis.” (tradução da editora Cia. das Letras).

Esses “resíduos infantis” aos quais o autor se referia naquele contexto são as fixações dos pacientes neuróticos a formas de prazer sexual pré-genitais.

No entanto, à luz de descobertas posteriores de outros autores da Psicanálise como Ferenczi e Winnicott, podemos ampliar o alcance dessa noção de “resíduos infantis”.

Com efeito, além do erotismo pré-genital, existem outros elementos próprios da infância que podem permanecer em nós na vida adulta produzindo adoecimento psíquico.

Um desses elementos é o que eu chamaria de ATITUDE DE ESPERA.

Como já disse em algumas aulas lá na CONFRARIA ANALÍTICA, a condição do bebê ao nascer é análoga à de um adulto que acaba de chegar em um país estrangeiro sem saber falar o idioma local.

Certamente, o processo de adaptação a esse novo contexto seria facilitado se esse adulto pudesse contar com pessoas que o acolhessem e lhe dessem suporte.

É exatamente isso o que o bebê, esse pequeno forasteiro, ESPERA de seus pais: acolhida, apoio, segurança etc.

Todavia, seus genitores podem não se comportar como bons anfitriões. Resultado: a criança fica de mãos abanando.

O problema é que o bebê não tem autonomia suficiente para se desligar dos pais e procurar outras pessoas que o recepcionem no mundo da maneira como precisa (e merece).

Assim, a criança se vê obrigada a nutrir a esperança de que um dia seja finalmente tratada com o cuidado necessário.

No entanto, essa expectativa amiúde não é satisfeita.

Consequência: com alguma dose de sorte, a criança cresce, se desenvolve, mas chega na vida adulta ainda carregando a esperança de ser acolhida, respeitada, compreendida.

O sujeito acabará, então, preso a vínculos insatisfatórios porque, fixado a essa ATITUDE DE ESPERA, não consegue se apropriar da autonomia que agora possui como adulto.

No Inconsciente, ele ainda continua sendo aquela pobre criança que ainda nutre a vã expectativa de ser bem acolhido pelos pais.


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[Vídeo] Pessoas viciadas em se preocupar: entenda

Neste vídeo: entenda por que algumas pessoas sofrem e desperdiçam sua preciosa energia psíquica tentando se antecipar a possíveis problemas futuros ao invés de focarem no presente.


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Fort-da: simbolizando o trauma para neutralizar o sofrimento

Por volta de 1919, Freud andava intrigado com o grande número de ex-combatentes da Primeira Guerra Mundial (1914-1918) que retornara do campo de batalha apresentando vários sintomas psicopatológicos, como depressão e problemas motores.

Mas o que de fato vinha deixando Freud pensativo não eram exatamente esses sintomas, típicos de neuroses traumáticas, mas os SONHOS que esses homens costumavam apresentar.

Com efeito, eram sonhos nos quais o sujeito era levado de volta aos dolorosos eventos vivenciados na guerra, como se a pessoa estivesse se obrigando a REVIVER tais experiências traumáticas.

Em meio à tentativa de compreender esse fenômeno que aparentemente contradizia sua teoria dos sonhos como realizações de desejos, Freud teve a oportunidade de observar as brincadeiras de seu netinho Ernst e perceber que o garoto também parecia BUSCAR VOLUNTARIAMENTE a repetição de vivências de sofrimento.

Ernst, que na época tinha cerca de 1 ano e meio, era a típica criança que não dá trabalho.

Freud diz que ele “não incomodava os pais à noite, obedecia conscientemente às ordens de não tocar em certas coisas, ou de não entrar em determinados cômodos e, acima de tudo, nunca chorava quando sua mãe o deixava por algumas horas”.

O menino tinha um carretel de madeira com um pedaço de cordão amarrado em volta dele e gostava de brincar de lançar esse objeto para fora de sua cama, segurando-o pelo cordão e puxá-lo de volta alguns segundos depois.

Quando o carretel era lançado, Ernst emitia o som “o-o-ó” que Freud e a mãe do garoto interpretaram como sendo uma tentativa de dizer a palavra “Fort” (“foi embora”, em alemão).

Já quando puxava o objeto de volta, o garoto dizia com muita alegria a palavra “Da” (“aí”, em alemão).

Freud chegou à conclusão de que a brincadeira era uma espécie de representação simbólica das idas e vindas da mãe.

Mas por que será que o menino brincava de REPETIR a experiência do afastamento da genitora já que isso certamente era fonte de sofrimento para ele?

Por que será que muitas vezes nós (nós!) BUSCAMOS reviver situações dolorosas?

A resposta está na AULA ESPECIAL que aqueles que estão na CONFRARIA ANALÍTICA receberão daqui a pouco.

Te vejo lá!


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Sofrer por antecipação é uma forma de sofrer menos

Há pessoas que parecem ser viciadas em se preocupar.

Diante da possibilidade, ainda que remota, de ocorrência de qualquer problema futuro, tais indivíduos imediatamente se põem a pensar sobre ele, como se estivessem sob risco iminente.

Ao invés de se concentrarem nos desafios do presente, essas pessoas desperdiçam boa parte de sua energia psíquica se PRÉ-OCUPANDO com adversidades que talvez nem aconteçam de fato.

O sofrimento vivenciado por quem está preso a esse doloroso padrão é aumentado pela incompreensão daqueles que estão à sua volta:

— Por que você não para de se preocupar tanto, fulano? Foque no presente. Pare de ser tão ansioso.

Você, caro leitor viciado em preocupação, já deve ter ouvido coisa semelhante, não é verdade?

Pois é!

Infelizmente, muita gente imagina que uma pessoa que se preocupa em excesso faz isso porque ainda não entendeu que não vale a pena gastar energia tendo medo do futuro.

Não, caras-pálidas!

É óbvio que um indivíduo superpreocupado sabe que deveria se concentrar no presente. O problema é que ele simplesmente não consegue fazer isso.

E por que não consegue?

Geralmente, o excesso de preocupação é uma defesa psíquica automática que o sujeito utiliza para se proteger de uma experiência que ele imagina ser insuportável: a experiência de passar por um problema sem estar preparado para lidar com ele.

Não raro, pessoas viciadas em se preocupar passaram em alguma fase da vida por momentos de muita angústia provocados por acontecimentos completamente inesperados, como perdas repentinas de entes queridos, acidentes, brigas violentas e súbitas entre os pais etc.

Para não correr o risco de vivenciar novos sustos como esses, o indivíduo passa a tentar prever o futuro a fim de estar suficientemente preparado para enfrentá-lo.

No fundo, preocupar-se em excesso é isso: uma tentativa compulsiva de adivinhar o que vai acontecer para não ser pego de surpresa.

Embora o vício em preocupação seja fonte de muito sofrimento, esse mal-estar, por pior que seja, ainda é visto pelo sujeito como menor em comparação com o pesadelo que seria passar por uma nova experiência traumática, como as que ele vivenciou outrora.


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[Vídeo] Pessoas controladoras: visão da Psicanálise

Neste vídeo: entenda por que, do ponto de vista psicanalítico, algumas pessoas se tornam excessivamente controladoras.


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[Vídeo] Como a Psicanálise trabalha traumas emocionais

Neste vídeo você conhecer o ponto de vista da Psicanálise sobre os traumas emocionais e entender de que modo a terapia psicanalítica intervém junto a pacientes que sofrem com as sequelas de experiências traumáticas.


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Ei, tem um cisco na sua alma!

Sabe quando entra um cisco no seu olho e você não consegue parar de piscar enquanto não o tira?

Então… Por que você não consegue simplesmente esquecer o cisco e continuar vivendo sem se importar com ele?

Porque incomoda, né?

A presença daquela coisinha minúscula nos seus olhos produz um estado de desconforto tão grande que você não consegue simplesmente deixar pra lá.

E se eu te disser que, com a nossa alma, pode acontecer algo bem parecido?

Toda vez que você passa por uma experiência que não dá conta de digerir emocionalmente, um “cisco” penetra na sua alma.

O nome dele é TRAUMA.

Podemos passar por situações traumáticas na vida adulta, mas elas são muito mais prováveis de acontecer na infância.

O motivo é que a criança tem uma estrutura psíquica ainda muito precária, insuficiente para processar algumas situações.

Assim, os ciscos que estão presentes na nossa alma geralmente penetraram nela na infância.

E assim como os nossos olhos não param de piscar na tentativa involuntária de expulsar o cisco, assim também a nossa alma não para de… RECRIAR O TRAUMA na busca por eliminá-lo.

Isso acontece porque o trauma, sendo uma experiência que não pôde ser digerida, fica ilhado dentro da alma como um corpo estranho.

Aí, a gente recria a experiência traumática na esperança de finalmente conseguir processá-la.

Como é que acontece essa recriação?

Por exemplo: pode ser que, quando você tinha 6 anos, seu pai resolveu do dia para a noite sair de casa e você só foi voltar a vê-lo quando já estava no fim da adolescência.

Ora, é quase impossível para uma criança digerir essa experiência.

Assim, é bem provável que ela se configure como um trauma.

Aí, você cresce e, sem perceber, acaba se apaixonando sempre por homens… que “somem”, ou seja, caras que, “do nada”, pulam fora do relacionamento.

O que está acontecendo?

Sua alma, extremamente incomodada com o cisco traumático, está tentando se livrar dele reproduzindo a experiência infantil para ver se agora você dá conta de processá-la.

O resultado, obviamente, é só mais dor e tristeza.

Na terapia psicanalítica, a gente ajuda o paciente a fazer a digestão do trauma, mas de uma maneira saudável, pela via da palavra, da elaboração psíquica e não da repetição.


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[Vídeo] O desejo de vingança eterniza o trauma

Muitas vezes não conseguimos superar experiências de dor, violência e humilhação porque insistimos em nutrir fantasias de vingança contra nossos algozes.


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