O que é inconsciente coletivo? (final)

100_deities_mandala___himalayanartorgNo post anterior, vimos que os conteúdos do Inconsciente Coletivo são formas (modelos) de comportamento que Jung chamou de arquétipos. Dissemos que cada arquétipo está relacionado a um aspecto típico da existência humana. Entretanto, esquecemos de falar que os principais arquétipos que Jung descreve têm mais a ver com a nossa vida psicológica em si. Eles são 5:

Sombra: compreende todas as tendências, comportamentos, fantasias, pensamentos que considero não fazerem parte de mim.

Anima: a parte feminina do homem.

Animus: a parte masculina da mulher.

Persona: a máscara que utilizamos nos nossos relacionamentos com as pessoas. A gente nunca se mostra como é “de verdade”.

Self: que, em inglês, significa algo como “si-mesmo”, é o centro de nossa personalidade mas não é o nosso eu, porque o eu é o centro de nossa consciência.

No último post dissemos também que o Inconsciente Coletivo não é apenas um conjunto de formas. Sim, porque Jung dá vida ao Inconsciente Coletivo. E aí a gente pode notar uma grande diferença de Jung para Freud. Esse último dizia que a única função da mente era descarregar as tensões. Para Jung não.

Ele começou a perceber que os sonhos de seus pacientes muitas vezes podiam ser interpretados como compensações à vida desperta do paciente. Por exemplo, um paciente que fosse muito racional e moralista de repente sonhava que estava louco e trabalhando num lixão. Jung interpretava isso como um “aviso” do Inconsciente Coletivo para que o homem se lembrasse da loucura e da sujeira que ele teve que reprimir para ser um cara racional e moralista.

Jung notou então que todas essas “dicas” e avisos que o Inconsciente dava nos sonhos visava fazer com que a pessoa deixasse de ser dividida. Dividida? Sim, meus amigos. Por exemplo, para que um homem afirme sua identidade masculina, ele deve abrir mão de todos os elementos femininos que ele já traz consigo (sua anima). Para que um cara seja correto moralmente, ele deve abrir mão de boa parte das suas tendências que vão contra a moral (sua sombra).Então, senhoras e senhores, para que a gente construa nossa identidade é preciso que a gente se divida entre aquilo que aparece e aquilo que fica inconsciente.

A função do sonho, ou melhor, do Inconsciente Coletivo através do sonho, é tentar integrar esses elementos dos quais a gente abriu mão na nossa personalidade normal. No nosso exemplo, é fazer o machão se dar conta do seu lado feminino e o moralista levar em conta o fato de que é um filho de Adão, portanto, pecador. Esse processo que o Inconsciente Coletivo faz de levar a gente a não ser mais dividido e a se tornar completo, integrado, Jung chamou de processo de individuação.

Mas a tarefa principal desse processo de individuação, além das que já falamos, é promover a ligação entre o centro da nossa consciência, o nosso eu e o verdadeiro centro da personalidade, o self. Não vou entrar em pormenores em relação a isso pois demandaria pelo menos um post. Quem se interessar é só pedir nos comentários que eu escrevo.

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5 comentários sobre “O que é inconsciente coletivo? (final)

  1. uhulll!!! parabens lucas!!! oh, te confesso q agora entendi o q sao os arquetipos, q vc tentou me explicar no 2º ou 3º período, e eu fingi q entendi!! hauhaha… bigada! 🙂

    ah! vc tah tentando “pegar” a vaga de q prof?? eh daih da univale msm?? aaaaaa vem p vix!! aki eh bem mais legal!! e tem faculs melhores!! hehehe bjoo!!

  2. Muito boa a sua explicação sobre o assunto. Depois quero saber mais sobre o assunto, ok? Um abraço.

  3. Ótima explicação sobre arquétipos!
    Para o jung o homem eh mesmo bom e mal, santo e pecador, terreno e divino..
    A univale está mesmo precisando de uma focinha na psicanálise..

  4. Olá Ronnie! É um grande prazer receber sua visita e comentário por aqui!

    Então, eu, em parceria com a psicóloga Bruna Rocha de Almeida, estou lançando um projeto chamado “Estudos Clínicos” que consiste numa série de minicursos sobre diversos temas com fundamentação na Psicanálise. No primeiro encontro, daremos dois minicursos sobre as relações entre corpo, mente e doença (inclusive já divulguei no Orkut – você deve ter recebido um scrap). Para se inscrever nesse primeiro encontro, que ocorrerá no dia 30/04/2011, basta nos enviar um email com seus dados para estudosclinicosgv@gmail.com. O investimento é de R$20,00.

    Creio que tal evento contribuirá diretamente para complementar a formação em Psicologia da Univale.

    Um grande abraço!

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