Não é papo furado. Asseguro a você que todos os grandes objetivos que conquistei até aqui (aprovação em concurso público federal, mestrado, doutorado, publicação de livros, criação da Confraria Analítica, dentre outros) foram obtidos com base na mistura desses três ingredientes.
Importante dizer que eles não valem apenas para o campo profissional, mas são condições básicas para o alcance de objetivos em todas as demais esferas da vida.
Você acha que está faltando algum desses ingredientes no seu dia-a-dia? Já vem fazendo uso de todos eles? Conta pra mim!
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Volta e meia alguém me pede para falar sobre dependência emocional.
Vamos refletir primeiramente sobre o que significa DEPENDER de uma pessoa. Creio que todos vocês concordariam que significa não poder viver longe da presença de alguém, certo?
Essa é a condição em que nos encontramos no início da vida. De fato, um bebê é incapaz de sobreviver sem o cuidado de outra pessoa. Tem que haver alguém capaz de alimentá-lo, protegê-lo e sustentá-lo física e emocionalmente.
Por outro lado, a razão nos leva a acreditar que a condição do adulto é diferente. Em tese, ele não PRECISARIA de outra pessoa ao seu lado. Supomos que um adulto seja capaz de buscar sozinho os meios necessários para sua sobrevivência e bem-estar.
Por que será, então, que muitas pessoas, apesar de já serem adultas, SE PERCEBEM incapazes de viver sem a presença de um outro (que pode ser o marido, a esposa, os pais etc.)?
Ora, à luz do que coloquei no terceiro parágrafo, podemos compreender essa situação como a expressão de uma REGRESSÃO EMOCIONAL. O sujeito, embora seja física e “funcionalmente” adulto, está emocionalmente regredido à condição de bebê. É como se inconscientemente ele tivesse voltado a ser um pequeno filhotinho de Homo sapiens que precisa NECESSARIAMENTE da presença e do colo de um cuidador.
Lucas, mas por que isso acontece? Por que uma pessoa trocaria a liberdade que a independência adulta proporciona pela dependência infantil?
É verdade que uma vida independente proporciona liberdade, mas também exige RESPONSABILIDADE, ou seja, exige que nós mesmos tenhamos que lidar com as consequências de nossas ações. E isso, para muitas pessoas, pode ser APAVORANTE!
Indivíduos que não atingiram níveis suficientemente bons de maturidade emocional conservam no seu Inconsciente diversos medos infantis como o medo dos próprios impulsos sexuais, o medo da rejeição e o medo de não conseguirem caminhar sozinhos. Assim, para fugir desses medos, buscam se vincular a pessoas com quem poderão reviver simbolicamente a situação infantil de dependência e se sentir seguros.
Você conhece pessoas emocionalmente dependentes de outras? Você é uma delas? Já foi dependente e hoje conseguiu amadurecer?
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Importante dizer que essas três palavras são os termos em latim para as expressões alemãs Es (isso), Ich (eu) e Über-Ich (acima-do-eu) que foram originalmente utilizadas por Freud.
Id (isso/Es) foi o nome que Freud deu para a nossa mente em sua versão ORIGINAL. Como assim, Lucas? Explico: no começo da vida, a nossa mente é basicamente composta por IMPULSOS que buscam descarga. Pense num bebezinho, por exemplo, ávido por saciar nos seios da mãe a sua fome e o seu tesão de chupar.
À medida que a gente vai crescendo e interagindo com as pessoas e a realidade, vai se construindo nessa mente original (que é o Id) uma espécie de “camada” dotada de autoconsciência, capacidade de suportar frustração, que pensa racionalmente, ou seja, que não busca descarregar cegamente os impulsos. Essa parte da mente mais ou menos adaptada à realidade é o que Freud chamou de ego (eu/Ich).
Lucas, mas depois que o ego se forma, o id deixa de existir? Não. O id permanece sendo a dimensão primitiva, impulsiva, selvagem da nossa mente, mas que agora sofre a oposição do seu filho ego, já que esse trabalha com os critérios da realidade e da sociedade, os quais, frequentemente se opõem à satisfação imediata dos impulsos do id.
E o superego (acima-do-eu/Über-Ich)? Se o ego é uma parte do id original, o superego é uma parte do ego. Esse, por sua vez, é construído com base na identificação do sujeito com pessoas com quem convive (“Tal pai, tal filho”). Só que dentre essas pessoas, existem algumas que exercem AUTORIDADE sobre a criança, ou seja, pessoas que estão ACIMA dela. Tais autoridades ganharão um lugar especial na formação do seu ego. Esse lugar especial é o superego. Dito de forma simples: o superego é o produto da internalização das figuras de autoridade no ego. Mas tem um detalhe: a gente só internaliza o aspecto vigilante, ameaçador e punitivo dessas figuras de autoridade. Por isso, o superego funciona não exatamente como um pai, mas como um CARRASCO do ego.
E aí, essa explicação te ajudou a entender melhor esses conceitos?
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No último fim de semana eu estava assistindo à série “Quem matou Sarah?” que gira em torno da morte de uma adolescente ocorrida há 18 anos durante uma tarde de diversão com seus amigos.
Ao longo dos episódios, frequentemente aparecem cenas do dia em que a garota teria morrido nas quais seus amigos filmam com uma câmera de vídeo os momentos de alegria do passeio.
Em certo momento, diante de uma dessas cenas, comentei com minha esposa: “Se esse passeio tivesse acontecido nos dias de hoje, eles não estariam filmando, mas fazendo stories e postando no Instagram.”.
Com efeito, na época em que Sarah supostamente morreu, ainda não haviam redes sociais. Todavia, as pessoas também fotografavam e filmavam momentos importantes de suas vidas.
Por que o faziam?
A resposta é simples: para “guardar de recordação”. A gente registrava situações e ocasiões que considerávamos relevantes para, no futuro, podermos recorrer a esses arquivos e relembrarmos aqueles momentos especiais.
Percebe? Nós gravávamos eventos para nós mesmos e para pessoas significativas com quem gostaríamos de compartilhar aquelas memórias. Não nos preocupávamos com o fato de ninguém mais ficar sabendo, além de nós mesmos, nossa família ou amigos.
O valor estava na experiência em si mesma e não no olhar dos outros sobre essa experiência.
É impressionante e, ao mesmo tempo, interessante observar como isso mudou com o sucesso das redes sociais, em especial o Instagram. Pouco a pouco fomos nos acostumando a substituir o desejo de “guardar para recordação” pela vontade de “postar para repercussão”.
Ao contrário do que imaginavam os criadores desta plataforma, as pessoas não postam fotos e vídeos apenas com o objetivo de compartilharem momentos com seus amigos, mas, fundamentalmente, para SEREM VISTOS por eles. É diferente…
O valor da experiência dá lugar ao gozo com a IMAGEM que essa experiência terá aos olhos do outro.
Tanto é que há pessoas que se sentem frustradas quando, por alguma razão, não conseguem postar stories em uma festa ainda que a experiência tenha sido extremamente satisfatória.
Você já havia se dado conta dessa mudança radical na maneira como lidamos com os registros de nossas experiências?
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É o pai o responsável por ajudar a mãe a reconhecer que aquela sensação de completude que ela vivencia é ilusória e que ela possui outros interesses para-além do bebê. Só que o pai que faz isso não é o pai real, o genitor de carne e osso, mas, sim, o pai simbólico. O pai real pode até encarnar essa função simbólica (e frequentemente o faz), mas o agente da separação não é ele enquanto “pessoa física”.
Uai, Lucas, por que não é ele? Não é o pai real que literalmente separa a criança da mãe quando a procura para fazer sexo, por exemplo? Sim, mas a separação entre a criança e mãe necessária para o desenvolvimento psíquico saudável do sujeito não é essa separação física; trata-se de uma separação… simbólica. O que isso significa? Significa que essa separação precisa acontecer na dimensão do significado que a criança tem para a mãe e no significado que a mãe tem para ela. A mãe precisa passar a considerar a criança não mais como um símbolo daquilo que lhe tornaria completa e a criança precisa olhar para a mãe não mais como o símbolo do paraíso, da satisfação plena.
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Assinalo que esses são apenas alguns dos principais traços que caracterizam a estrutura histérica. Existem vários outros sobre os quais podemos refletir em outro momento.
1 – RESSENTIMENTO: O sujeito histérico não conseguiu admitir o fato de que ninguém possui o falo, ou seja, o fato de que todo o mundo é faltoso, carente, incompleto, vulnerável. O histérico trabalha com a crença inconsciente de que existem pessoas inteiramente satisfeitas, poderosas, inabaláveis e de que ele faz parte do grupo daqueles que foram injustamente privados dessa plenitude. Na mulher, esse traço se manifesta amiúde no sentimento constante de estar sendo injustiçada e no homem apresenta-se na preocupação excessiva com sua virilidade (“Será que sou um homem de verdade?”).
2 – SUBMISSÃO AO DESEJO DO OUTRO: Como o sujeito histérico se sente injustamente prejudicado e privado de fazer parte do grupo dos poderosos, completos e inabaláveis, ele tende se colocar de maneira infantil diante do outro a quem atribui esse lugar de superioridade. De fato, o histérico encara esse outro como o detentor de todos os segredos e como aquele que sabe o que é melhor para ele (histérico). Por isso a hipnose funcionava tão bem com as histéricas do século XIX e é também por essa razão que os homens histéricos estão constantemente se lamentando por não serem como o fulaninho, a quem atribuem o status de “homem de verdade”.
3 – IDENTIFICAÇÃO FÁLICA: Outra crença inconsciente sempre presente no sujeito histérico é a de não ter sido suficientemente amado quando criança, de não ter ocupado juntos aos pais (especialmente a mãe) o lugar de falo, ou seja, de objeto ideal do desejo deles. Assim, o histérico passa a vida tentando exercer essa função fálica, só que agora para outras pessoas. É por isso que os histéricos tendem a ser sedutores: querem ser o tempo todo desejados, colocados no lugar de objeto privilegiado do outro. Excesso de ciúme e submissão a humilhações na tentativa de recuperar o amor do outro podem ser algumas das formas de manifestação desse traço em ambos os sexos.
Ao observar esses três traços, vem à sua mente a imagem de alguma pessoa específica? De você mesmo? 😅
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Primeira coisa que você precisa saber: “objeto a” foi um conceito criado pelo psicanalista francês Jacques Lacan (1901-1981).
Segunda coisa que você precisa saber: o conceito de objeto a não possui um referente concreto, como o conceito de “garrafa”, por exemplo. Você pode olhar para uma Coca-Cola de 600ml e dizer: “Veja, eis uma garrafa”, mas não poderá fazer o mesmo com o objeto a. Não tem como ver, tocar ou experimentar o objeto a. Trata-se de um conceito ABSTRATO, como os números. Apesar de utilizar expressões como “Comprei cinco laranjas”, você nunca viu O NÚMERO 5 EM SI. Então, o conceito de objeto a precisa ser pensado com base nessa mesma lógica, combinado?
Beleza. Então, vamos lá:
Por que Lacan precisou criar o conceito de objeto a?
Há várias maneiras de responder a essa pergunta. Eu optarei pela que considero a mais simples: Lacan inventou o conceito de objeto a para nomear algo já presente na teorização freudiana.
Com efeito, Freud demonstrou que nossos impulsos (sexuais e agressivos) procuram ser satisfeitos, ou seja, descarregados. Para alcançar essa meta, eles UTILIZAM objetos, mas a natureza desses objetos é pouco relevante do ponto de vista deles. Tanto faz se for homem, mulher, comida, sapato. O mais importante para os impulsos é a obtenção de descarga.
Freud mostrou, portanto, que, embora precise haver objetos para que os impulsos possam ser satisfeitos, esses objetos são variáveis. Portanto, os impulsos não estão vinculados a objetos específicos, mas precisam de algo que exerça para eles a FUNÇÃO DE OBJETO. Pois bem! Olha aí: “objeto a” foi justamente o nome que Lacan deu para essa função, esse lugar, que pode ser ocupado pelos mais diversos objetos concretos.
É como se nossos impulsos fossem mendigos com uma latinha vazia na mão dizendo para o mundo: “Por favor, me deem qualquer coisa para encher minha latinha. Qualquer coisa serve desde que a preencha!”. A latinha, nessa analogia, seria o objeto a. É justamente por ele ser, tal como a latinha, um lugar virtualmente vazio que faz nossos impulsos serem atiçados. Por isso, Lacan dizia que o objeto a é a causa do desejo.
Esta singela postagem ajudou você a compreender esse conceito?
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Quando estamos com medo de um cachorro e nos aproximamos dele, há uma grande chance de que ele comece a latir.
Isso acontece porque o cão é “programado” biologicamente para emitir uma reação de defesa (o latido) quando identifica uma possível ameaça no ambiente. De fato, uma pessoa com medo pode reagir agressivamente para se defender e os doguinhos instintivamente sabem disso. Assim, latem para tentar afugentar o possível agressor.
Mas como é que os cachorros sabem quando uma pessoa está com medo? Simples: pelos sinais corporais involuntários que emitimos quando estamos sentindo essa emoção, como, por exemplo, tensão muscular, postura, expressão facial etc. O animal é biologicamente preparado para detectar e interpretar esses sinais como indicativos de medo e, portanto, de uma chance de ser atacado.
Processos semelhantes a esses acontecem nas relações humanas. Com efeito, também somos capazes de “farejar” a configuração psicológica das pessoas e reagir “instintivamente” com base nesse “faro”.
Por razões de espaço, não posso dar inúmeros exemplos (embora eles existam), mas vou me focar em um: a relação entre o indivíduo que carrega consigo um sentimento de culpa crônico e aquele que gosta de botar a culpa nos outros. Quando eles se encontram, é batata: dá match!
É impressionante constatar a facilidade que pessoas culpadas têm para encontrarem parceiros amorosos vitimistas, que estão sempre culpabilizando o mundo por seus infortúnios. Quem não conhece aquela pobre mulher acanhada, passiva, que está sempre pedindo desculpas e licença por onde passa e que está namorando ou casada com um homem duro, controlador, que sempre coloca a culpa nela por todos os problemas que acontecem na vida deles?
Inconscientemente, o sujeito culpado vive preso à fantasia masoquista de que precisa estar sempre sendo punido e humilhado. Ora, para que essa fantasia possa ser encenada, é preciso encontrar um carrasco. E é exatamente isso o que o culpado faz: assim como um cão que “fareja” medo, ele “instintivamente” escolhe para estar ao seu lado EXATAMENTE aquela pessoa que lhe dá todos os sinais de que saberá puni-lo diuturnamente…
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O Inconsciente é constituído basicamente por ideias, pensamentos, raciocínios.
Mas são pensamentos relacionados a quê? Quais são os assuntos que servem de tema para as “cogitações” do Inconsciente?
Esses assuntos são as nossas FANTASIAS INFANTIS INCONSCIENTES. Trata-se de determinadas “crenças” que construímos na infância sobre algo que aconteceu e/ou que necessariamente acontecerá.
Por exemplo: uma mulher pode ter construído na infância a fantasia de que jamais seria capaz de se destacar porque sua irmã ocupou todo o espaço disponível diante do olhar dos pais. Essa mulher sente que não há lugar para ela no palco, apenas na plateia. Por isso, reprime o prazer de se exibir, de se destacar, de aparecer e passa a gozar com o tesão voyeur de ficar contemplando invejosamente a vida da irmã. Ela não se maquia, não se arruma, está sempre se escondendo, querendo passar desapercebida pela existência. Por quê? Porque, inconscientemente, ela nutre a fantasia de que somente a irmã pode ser protagonista.
Outro exemplo: um homem pode ter desenvolvido a fantasia de que não pode retirar a mãe do lugar de “mulher principal” da vida dele, pois, do contrário, o que seria dela, pobrezinha? Em função dessa fantasia, o indivíduo não consegue se relacionar com apenas uma mulher; ele nunca consegue ser fiel a nenhuma das suas parceiras. Não se trata apenas de uma falha moral. A questão é que, ao trair suas namoradas e esposas, ele deixa claro PARA SI MESMO que nenhuma delas é suficientemente especial para destronar a mãe, a única mulher a quem é, de fato, fiel.
As fantasias inconscientes, portanto, condicionam nossa realidade, funcionando como uma espécie de enredo escrito por nós mesmos e que somos obrigados a ENCENAR.
Refletindo sobre os exemplos acima, você consegue especular sobre alguma fantasia que possa estar direcionando sua vida? Se sim, coloque uma piscadinha 😉 nos comentários.
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Neste vídeo: entenda por que o tímido tem mais medo de si mesmo do que medo da plateia.
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Percebo na clínica que muitas pessoas sofrem não porque estejam de fato vivenciando um estado real de impotência, mas porque, ao se medirem por meio de uma régua ideal, só conseguem se perceber como incompetentes e falhos. Portanto, a sensação de impotência é ilusória, fruto de uma autocobrança desmedida, que faz parecer que aquilo que se passa na realidade, aquilo que é efetivamente vivenciado é sempre insuficiente, quando, na verdade, simplesmente é o que é. A comparação com o ideal faz com que olhemos para o real sempre com crítica e menosprezo.
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1 – Além de psicanalista, Donald Woods Winnicott era também pediatra. A experiência no cuidado de bebês e crianças de colo deu a ele a oportunidade de entrar em contato com fenômenos que ocorrem em etapas muito precoces do desenvolvimento, os quais não puderam ser descritos e analisados por Freud, já que o pai da Psicanálise só trabalhava com adultos.
2 – Embora não rejeite a teoria do desenvolvimento psicossexual freudiana, Winnicott não enfatiza o papel dos impulsos sexuais e do complexo de Édipo na formação da personalidade. O foco do psicanalista inglês está voltado para uma dimensão muito mais básica da subjetividade que tem a ver com as experiências de sermos nós mesmos, de termos um corpo próprio e de estarmos inseridos na realidade.
3 – Winnicott tem dificuldade de admitir a existência de uma pulsão de morte, tal como Freud supunha. Para ele, os fenômenos que indicariam a existência desse instinto autodestrutivo seriam, na verdade, formas reativas que o sujeito encontrou para se defender de perigos imaginários derivados do mau acolhimento proporcionado pelo ambiente.
4 – Ambiente, aliás, é um dos termos mais importantes para se compreender o pensamento de Winnicott. Diferentemente de Freud, que dava mais ênfase aos fenômenos que acontecem dentro do sujeito, o psicanalista inglês volta seu olhar para o papel que o ambiente, especialmente na infância, exerce sobre o desenvolvimento da pessoa. Para ele, o adoecimento emocional está sempre associado à relação com um ambiente pouco acolhedor, invasivo ou negligente.
5 – A dificuldade que Winnicott tem para aceitar o conceito freudiano de pulsão de morte tem a ver também com o fato de ele acreditar, à luz de sua experiência como médico de crianças, que todos nós somos animados por uma tendência inata para a saúde, ou seja, para ele a gente nasceria querendo crescer, se expandir, amadurecer. Só deixaríamos de buscar a saúde em função de um eventual mau acolhimento do ambiente.
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