[Vídeo] Você tem recriado seu passado doloroso?


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[Vídeo] Retorno do recalcado: entenda como funciona


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[Vídeo] A transferência na psicose

Esta é uma pequena fatia da aula “Clínica lacaniana das psicoses (I): diagnóstico” que já está disponível no módulo AULAS TEMÁTICAS – LACAN da CONFRARIA ANALÍTICA.


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Como saber se o paciente é psicótico?

Muitas pessoas acreditam que a presença de alucinações e pensamentos delirantes no quadro clínico é suficiente para diagnosticar um paciente como psicótico.

Mas isso não é verdade.

Sujeitos neuróticos também podem relatar que estão vendo coisas inexistentes ou construir certas interpretações que passam muito longe da realidade.

Anna O., por exemplo, a conhecida paciente histérica de Josef Breuer, alucinou que uma serpente negra se aproximava de seu pai para mordê-lo.

O “Homem dos Ratos” de Freud, embora fosse um neurótico obsessivo, relatava certas ideias que podem muito bem ser classificadas como delirantes.

Portanto, tais fenômenos não são exclusividade da psicose.

Para usá-los como índices diagnósticos, é essencial considerar como o paciente se relaciona com eles.

O neurótico está aberto à possibilidade de questionar a veracidade de suas alucinações e pensamentos delirantes. O psicótico, não.

Como dizia Lacan, na psicose, a pessoa não só acredita que ouve vozes, mas crê NAS VOZES, no que elas dizem.

Essa CERTEZA é um dos traços que permitem a identificação de um quadro psicótico. Mas existem outros, igualmente importantes.

Eu falo sobre eles (e também sobre a certeza) detalhadamente e com exemplos na aula publicada hoje (sexta) na CONFRARIA ANALÍTICA.

O título dela é: “Clinica lacaniana das psicoses (I): diagnóstico” e já está disponível no módulo AULAS TEMÁTICAS – LACAN.

A Confraria é a maior e mais acessível escola de formação teórica em Psicanálise do Brasil.

Para se tornar nosso aluno e ter acesso a essa aula e a todo o nosso acervo de mais de 500 horas de conteúdo, acesse este link.


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Você tem brincado de Fort-da?

No livro “Além do princípio do prazer”, Freud narra uma curiosa cena protagonizada por seu netinho Ernst, de um ano e meio na época.

O menino tinha um carretel de madeira enrolado em um cordão e costumava brincar de jogar o objeto para longe de si, puxando-o de volta logo em seguida.

Quando lançava o carretel, Ernst emitia um som que sua mãe e seu avô interpretaram como sendo uma tentativa de dizer “fort” (“foi embora”, em alemão).

Ao trazer o objeto de volta para junto de si, o garoto dizia, alegremente, a palavra “da” (“aqui” ou “está aqui”).

Vendo que Ernst, apesar de muito apegado à mãe, não chorava quando ela estava longe, Freud interpretou a brincadeira da seguinte forma:

Ao fazer o carretel “ir embora” e retornar, o menino estaria reproduzindo simbolicamente as idas e vindas da mãe.

Transformando a mãe simbolicamente naquele objeto, Ernst passava a ter CONTROLE sobre os movimentos dela.

Assim, a mãe desaparecia e voltava quando ELE queria, não ela.

Ou seja, a brincadeira fazia o garoto se sentir SUJEITO da situação e não mais um mero objeto do desejo materno.

Se o anseio do garoto fosse apenas evitar o desprazer de estar longe da mãe, ele poderia simplesmente manter o carretel sempre junto a si.

Mas Ernst queria algo mais. Algo que está justamente para além do princípio do prazer: o menino queria DOMINAR a situação.

Por isso, ele precisava reproduzir não só a presença, mas também a ausência da mãe, ou seja, justamente o movimento que lhe causava dor.

Muitos de nós recorremos a esse mesmo processo defensivo empregado pelo netinho de Freud.

O problema é que as nossas “brincadeiras” de adultos envolvem PESSOAS e não carreteis.

Muita gente usa seus relacionamentos amorosos para tentar dominar, simbolicamente, uma situação dolorosa que vivenciaram na infância.

A pessoa se casa com um homem tão frio quanto o pai, por exemplo, para tentar simbolicamente mudar o genitor e torná-lo mais afetuoso.

Será que isso está acontecendo com você?

Será que você está até hoje tentando consertar o passado reencenando-o no presente?


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[Vídeo] Quais são os restos da sua infância?


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[Vídeo] A relação com o analista também cura!


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[Vídeo] Reação contratransferencial à transferência erótica

Esta é uma pequena fatia da aula “Como manejar a transferência erótica” que já está disponível no módulo AULAS TEMÁTICAS – TEMAS VARIADOS da CONFRARIA ANALÍTICA.


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Como manejar a transferência erótica?

Patrícia levantou-se da poltrona para chamar Davi, seu último paciente do dia, que a aguardava na sala de espera.

Normalmente, o rapaz vinha à terapia trajando uma camiseta simples, bermuda e tênis. Mas, naquele dia, ele se vestira de forma diferente.

Estava com uma camisa de botão azul muito bem passada, calça jeans e sapatos.

Patrícia também notou que o paciente havia se perfumado mais do que de costume e imaginou que ele deveria ter algum evento especial após a sessão.

Ela estava enganada.

Davi havia caprichado no perfume e na vestimenta porque havia planejado fazer uma confissão à analista naquela noite.

E foi exatamente isso que ele fez logo após deitar-se no divã:

— Patrícia, eu preciso te contar uma coisa que venho sentindo há muito tempo, mas ainda não tinha coragem para falar.

— Hum… — reagiu a terapeuta.

— Eu… não sei bem como dizer isso, mas acho que sinto algo a mais por você. Faz um bom tempo que eu não te vejo só como minha analista.

Patrícia ficou em silêncio e foi tomada por uma crescente ansiedade.

Com efeito, ela havia começado a atender há pouco tempo e era a primeira vez que tomava contato com uma transferência erótica.

Sem saber o que dizer, a terapeuta limitou-se a pedir que Davi continuasse a falar.

O paciente, então, passou a elogiá-la exageradamente e, na sequência, a falar de sua insatisfação com a namorada — tema recorrente de sua análise.

A analista sentiu certo alívio quando o paciente passou a falar de seu relacionamento.

Porém, continuou ansiosa até o fim da sessão por não saber o que fazer diante da confissão amorosa.

Muitos terapeutas vivenciam essa mesma insegurança que Patrícia sentiu por não terem sido bem formados em relação ao manejo da transferência erótica.

Por isso, decidi fazer uma aula especial na CONFRARIA ANALÍTICA chamada justamente “Como manejar a transferência erótica”.

Ela já está disponível em nossa plataforma no módulo AULAS TEMÁTICAS – TEMAS VARIADOS.

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A gente faz Psicanálise para desistir de mudar o passado.

Eu nunca atendi um paciente cujo adoecimento não estivesse relacionado diretamente a experiências vividas em sua infância.

As ideias que apresentarei a seguir já estavam consolidadas na teoria psicanalítica desde a época de Freud.

Eu, porém, comprovei a veracidade delas não pelos exemplos dos livros e artigos, mas em minha própria experiência de mais de 15 anos como terapeuta.

Se tem algo que a clínica me mostrou com extrema clareza, foi que nós podemos passar a vida inteira sofrendo para digerir os restos de nossa infância.

Esses restos são constituídos por conflitos psíquicos não resolvidos e marcas traumáticas não elaboradas.

No fundo, a condição de adoecimento apresentada por nossos pacientes é uma forma patológica que inventaram para tentar processar esses restos.

João vive desperdiçando energia, tempo e dinheiro para tentar superar uma angustiante dúvida que o acompanha desde criança: “Sou homem de verdade?”.

Amanda nunca aceitou o descaso do pai na infância. Assim, embora seja adulta, ainda se vê intimamente como uma criança lutando pela aprovação paterna.

Flávia tem muitos problemas com amizades e relacionamentos, pois se percebe como um mero objeto descartável desde que a mãe a abandonou aos cinco anos.

Como não é possível voltar no tempo, João, Amanda e Flávia não podem simplesmente apagar seus restos infantis.

Mas eles tentam.

O adoecimento emocional é justamente isso: uma tentativa de digerir os restos baseada na vã esperança de mudar o passado.

João quer provar para o Joãozinho que sempre foi macho.

Amanda quer fazer o papai virar fã da Amandinha.

Flávia quer que a mamãe desista de ir embora para ficar com a Flavinha.

Fazendo análise, tais pacientes terão a oportunidade de perceber que estão fazendo isso e serão confrontados com as seguintes perguntas:

Vale a pena seguir lutando contra os restos e alimentando a ilusão de que um dia deixarão de existir?

Ou é melhor aprender a conviver com eles e, quem sabe, até transformá-los em fonte de criatividade e não de sofrimento?


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[Vídeo] Diferença entre a Psicanálise e as terapias diretivas


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[Vídeo] React #04 – Ex-psicanalista no Eslen Podcast (parte 03)


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[Vídeo] Mau acolhimento na infância e autoimagem

Esta é uma pequena fatia da AULA ESPECIAL “ESTUDOS DE CASOS 18 – Uma jovem mal acolhida que se sentia um peso para o mundo” que já está disponível no módulo ESTUDOS DE CASOS da CONFRARIA ANALÍTICA.


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Falta de acolhimento na infância pode gerar aversão à vida

Na última segunda-feira, na Confraria Analítica, nós terminamos de estudar linha a linha o texto “A criança mal acolhida e sua pulsão de morte”, de Sándor Ferenczi.

Nesse pequeno artigo, o analista húngaro defende a tese de que pessoas que não foram bem acolhidas na infância frequentemente se tornam autodestrutivas.

— Mas o que significa ser bem acolhido na infância, Lucas?

É simples:

Os pais acolhem bem suas crianças quando as tratam com tamanha ternura que elas crescem com a certeza de serem amadas e desejadas.

Essa certeza, essencial para a saúde psíquica infantil, não nasce na alma daqueles inúmeros meninos e meninas que são abandonados pelos pais por exemplo.

Esse foi o caso de Amanda (pseudônimo), paciente atendida por uma aluna da Confraria, cuja história analiso na aula especial publicada hoje em nossa plataforma.

Trata-se de uma jovem adulta que iniciou sua análise queixando-se de uma série gigantesca de afetos negativos, entre os quais a falta de vontade de viver.

Como previsto por Ferenczi, essa moça desenvolveu uma verdadeira aversão a si mesma e à própria existência por ter sido muito maltratada quando criança.

Internalizando a mensagem de que não era bem quista por sua própria família, Amanda cresceu se percebendo como um peso para o mundo.

Um peso morto, diga-se de passagem.

Felizmente, com a terapia, esse cenário começou a se modificar…

O título da aula em que comento o caso dessa paciente é “ESTUDOS DE CASOS 18 – Uma jovem mal acolhida que se sentia um peso para o mundo”.

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As terapias diretivas e a Psicanálise

Existe uma diferença crucial entre a Psicanálise e as formas diretivas de psicoterapia.

O terapeuta diretivo encara as queixas apresentadas pelo paciente como problemas a serem resolvidos.

Já o psicanalista as percebe como mensagens a serem lidas e interpretadas.

Imaginemos uma moça que esteja sofrendo com preocupações excessivas. Ela não consegue relaxar porque fica o tempo todo em estado de alerta.

A jovem, então, resolve procurar um psicólogo que trabalha com alguma terapia diretiva.

Provavelmente, já nas primeiras sessões, esse profissional recomendará à paciente alguma técnica que aprendeu em manuais de tratamento para transtornos de ansiedade.

Ele pode até se interessar por entender a origem dos sintomas da paciente, mas seu foco será a eliminação deles.

Ele quer resultados…

Assim, o terapeuta diretivo buscará a todo custo fazer a paciente parar de se preocupar em excesso, ou seja, voltar a “funcionar” normalmente.

Se essa mesma jovem tivesse agendado uma consulta com um psicólogo que trabalha com a Psicanálise, a abordagem seria completamente diferente.

Um psicanalista jamais tomaria como objetivo primário do tratamento levar a paciente a parar de se preocupar em excesso o mais rápido possível.

— Como assim, Lucas? O profissional não desejaria aliviar o sofrimento da moça?

Claro que desejaria.

Mas ele sabe que eliminar os sintomas imediatamente significaria privar a paciente do valiosíssimo conhecimento que está contido neles.

Essa jovem não se preocupa em excesso por acaso, nem por causa de algum “defeito” em seu cérebro.

Ela faz isso porque PRECISA. Pois essa foi a forma que encontrou para lidar com certos conflitos psíquicos e/ou marcas traumáticas de sua história de vida.

Por isso, ao invés de ensinar uma técnica para controlar preocupações, um psicanalista faria o seguinte convite a essa paciente:

“Aguente firme! Você não está mais sozinha para lidar com esse problema.

Vamos entender o que você está tentando dizer para si mesma por meio do excesso de preocupações.

Com efeito, à medida que for compreendendo a mensagem contida nesse sintoma, você não precisará mais dele e poderá, enfim, abandoná-lo.”


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