Lucas Nápoli é psicólogo, psicanalista e professor. Possui os títulos de Doutor em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) e Mestre em Saúde Coletiva pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É autor do livro "A Doença como Manifestação da Vida".
O psicanalista inglês Donald Winnicott faz uma distinção importante entre PSIQUE e MENTE.
De acordo com ele, a psique seria a elaboração espontânea e inconsciente que fazemos da nossa experiência corporal. Em outras palavras, a psique seria o registro imaginativo das nossas vivências.
A mente, por sua vez, seria uma função específica da psique que nos possibilita compreender e interpretar nossas experiências.
Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Hoje iniciamos mais uma série de aulas ao vivo na CONFRARIA ANALÍTICA, a escola de formação teórica em Psicanálise que mais cresce no Brasil.
Depois de passarmos 22 semanas estudando o artigo “Sobre o narcisismo: uma introdução”, de Freud, iremos nos debruçar agora sobre o texto “Dependência no cuidado do lactente, no cuidado da criança e na situação psicanalítica”, de Winnicott.
Trata-se de um artigo relativamente curto, mas que condensa as principais ideias de Winnicott acerca do desenvolvimento emocional e do trabalho clínico com pacientes não neuróticos.
A primeira aula será hoje (segunda-feira, 26/12) às 20h.
Te vejo lá!
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Por conta da nostalgia do narcisismo primário, cada um de nós cria uma imagem idealizada de si mesmo — é o que Freud chama de “eu ideal”. Reconhecendo que não podemos viver sem nos submetermos às regras do jogo impostas pelo Outro (papai, mamãe, a sociedade de forma geral), imaginamos uma versão de nós mesmos que se sai PERFEITAMENTE BEM nesse jogo.
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Esta é uma pequena fatia da aula especial “O NATAL: UMA INTERPRETAÇÃO PSICANALÍTICA”, já disponível para quem está na CONFRARIA ANALÍTICA.
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Você já reparou que muitas pessoas experimentam tristeza e mal-estar durante esse período de Natal? Talvez você seja até uma delas.
Podemos pensar em diversos fatores que podem estar na origem dessa reação negativa à festividade natalina.
Um deles, por exemplo, poderia ser a forte associação entre o Natal e os vínculos familiares, os quais, não raro, podem ser fonte de sofrimento para muitos indivíduos.
A Psicanálise, evidentemente, não desconsidera a importância desses fatores contextuais, mas busca trazer à luz outros elementos motivacionais menos óbvios.
O psicanalista norte-americano Jule Eisenbud escreveu em 1941 um artigo chamado “Negative Reactions to Christmas” em que relata o caso de duas pacientes que tinham forte aversão ao período natalino.
O processo terapêutico revelou que a reação negativa ao Natal em ambos os casos estava associada a um profundo ressentimento que as duas mulheres conservavam desde a infância.
Com efeito, quando crianças, as pacientes haviam desejado receber um pênis de presente do Papai Noel para rivalizarem com seus respectivos irmãos — anseio que, obviamente, jamais se realizou.
Esses dois casos apresentados por Eisenbud mostram que a aversão ao Natal pode estar relacionada a experiências individuais desagradáveis vividas no contexto natalino.
Mas será que o próprio conteúdo dessa festividade pode ser um dos fatores que condicionam nossas reações a ela?
Por “conteúdo” da festividade me refiro aos elementos típicos que envolvem o Natal.
Por exemplo, a sua motivação primária (a celebração do nascimento de Cristo), o costume de trocar presentes, a lenda do Papai Noel etc.
Será que esses elementos expressam simbolicamente algum significado oculto que, por sua vez, pode influenciar a forma como emocionalmente nos relacionamos com o Natal?
O psicanalista austríaco Richard Sterba (1898-1989) acreditava que sim.
Por isso, em 1944 ele escreveu um textinho chamado “On Christmas” no qual argumenta que a festa natalina é uma grande representação simbólica… do PARTO.
Quem está na CONFRARIA ANALÍTICA receberá ainda hoje a AULA ESPECIAL “O Natal: uma interpretação psicanalítica” em que comento esse artigo do Sterba.
Te vejo lá!
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Sempre que falamos de relacionamentos abusivos, nossa tendência é a de focar no sofrimento vivenciado por quem se sente abusado e nas manipulações do abusador.
Falamos sobre as estratégias de sedução do abusador, sobre como ele está sempre fazendo o abusado se sentir culpado e afastando-o do convívio com familiares e amigos etc.
A nos guiarmos pela forma com que o assunto é tratado na internet, fica sempre parecendo que o abusador é um Lobo Mau e o abusado é uma pobre Chapeuzinho Vermelho ingênua e desamparada.
Essa chave interpretativa pode ser utilizada legitimamente se estivermos falando de abusos cometidos por ADULTOS CONTRA CRIANÇAS.
Afinal, em função de sua vulnerabilidade e fragilidade naturais, uma criança de fato NÃO TEM COMO SE DEFENDER de um adulto abusador, especialmente quando se trata de um familiar.
Por outro lado, quando nos referimos a relações entre dois adultos, a fábula do Lobo Mau e da Chapeuzinho Vermelho precisa ser deixada para os livros de contos de fada.
Com efeito, ao contrário de uma criança, um adulto EM TESE pode sair a qualquer momento de uma relação na qual se sente abusado. Não há nada que o obrigue a permanecer ao lado do abusador.
— Ah, Lucas, mas e a dependência emocional?
Pois é!
Aí é que entra a questão para a qual eu gostaria de chamar a atenção de vocês.
Quando concentramos nossa atenção apenas nas “maldades” do abusador e no sofrimento do abusado, perdemos de vista a seguinte verdade fundamental:
Para uma existir uma relação abusiva ENTRE ADULTOS, precisa haver sempre um abusador e uma pessoa QUE SE DEIXA ABUSAR.
É óbvio que o abusado não se deixa abusar porque “gosta de sofrer”. É evidente que está em jogo um processo de dependência emocional.
No entanto, essa dependência não acontece apenas por causa das manipulações do abusador.
Os sádicos que gostam de fazer cosplay de Lobo Mau só conseguem manipular quem SE COLOCA na vida COMO uma Chapeuzinho Vermelho.
Não se trata de culpar a vítima, mas de reconhecer a dura realidade de que o abusado inconscientemente SE DEIXA manipular.
E enquanto não for capaz de investigar e TRABALHAR as razões pelas quais faz isso, continuará sempre sujeito a novas manipulações.
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A descoberta freudiana do Inconsciente evidencia que as marcas que a vida deixa em nós se articulam de modo autônomo, desafiando nossa liberdade e condicionando nossas escolhas. Sim, a gente decide, seleciona, faz opções, somos responsáveis por elas, mas não necessariamente somos livres ao fazer isso.
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Esse corte foi extraído da nossa última aula AO VIVO de segunda-feira na CONFRARIA ANALÍTICA.
Hoje, a partir das 20h, teremos mais um encontro.
Estamos estudando linha a linha o texto de Freud “Sobre o narcisismo: uma introdução”.
Te vejo lá!
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Todos nós queremos melhorar, mas nenhum de nós deseja, a princípio, investigar o que de fato está por trás dos nossos problemas emocionais. O psicanalista francês Jacques Lacan tinha uma expressão muito boa para caracterizar essa atitude básica: “paixão pela ignorância” — um belo eufemismo para MEDO DE SABER A VERDADE.
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Esta é uma pequena fatia da aula especial “A ADOLESCÊNCIA E SEUS TRÊS LUTOS”, já disponível para quem está na CONFRARIA ANALÍTICA.
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— Eu trouxe ela aqui, doutora, porque essa menina tá muito diferente. Se eu não a chamar para comer, ela é capaz de passar o dia inteirinho dentro do quarto mexendo no celular.
Foi assim que Márcia, mãe de Yasmim, iniciou a consulta com Catarina, uma jovem psicóloga recém-formada.
— … e aí eu queria que você me ajudasse a entender o que está acontecendo. Porque ela quase não fala comigo. E olha que nós sempre fomos amigas.
Com essas palavras, expressas em um notável tom de aflição, Márcia finalizou seu discurso.
Catarina disse à mãe que conseguia perceber claramente sua angústia e que gostaria de conversar um pouco a sós com Yasmim — que até então estava na sala de espera do consultório.
Durante toda a entrevista, a retraída adolescente de 14 anos, limitou-se a responder sucintamente às questões que a psicóloga lhe apresentava.
No fim da sessão, a terapeuta decidiu encerrar o atendimento e perguntou à adolescente se ela gostaria de retornar na semana seguinte para continuarem aquela conversa.
A paciente disse que sim — para a alegria da mãe que, efusivamente, agradeceu Catarina.
Após o atendimento, a psicóloga ficou meditando sobre uma frase que Yasmim lhe disse logo no início da entrevista.
Quando Catarina comentou com a adolescente que sua mãe parecia estar aflita por não saber porque ela tem ficado tanto tempo sozinha no quarto, a paciente lhe respondeu com um leve tom de mágoa:
— Esse é o problema: minha mãe nunca sabe de nada.
Estimulada pela psicóloga a falar um pouco mais sobre isso, Yasmim citou como exemplo o fato de sua mãe ter se referido a um de seus amigos como “gay”.
— O Toni não é gay. Ele é bi. Ela não entende a diferença. Acha que é tudo a mesma coisa.
Ao refletir sobre essas falas da paciente, Catarina se lembrou que, de acordo com Arminda Aberastury, todo adolescente sofre com a perda da imagem idealizada que tinha dos pais na infância.
Para a psicanalista argentina, esse é um dos lutos inerentes à passagem pela adolescência.
Quem está na CONFRARIA ANALÍTICA receberá ainda hoje (sexta) uma AULA ESPECIAL em que eu falo sobre esse e os outros dois lutos pelos quais todo adolescente passa de acordo com Aberastury.
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Não, o superego não é um anjinho que fica tentando te convencer a não ceder às tentações do diabinho do id.
Na verdade, uma associação muito mais apropriada seria justamente entre o superego e… o diabo.
Afinal, no campo teológico judaico-cristão, Satanás exerce fundamentalmente um papel de ACUSADOR.
Isso mesmo. Veja, por exemplo, o que o diabo diz a Deus a propósito de Jó, o arquétipo do homem virtuoso:
— Será que ele teme ao Senhor sem interesse? Estende a tua mão e toca em tudo o que ele tem, para ver se ele não blasfema contra ti na tua face.
Se o demônio aparece como tentador no mito do Éden e em várias outras passagens da Bíblia, não é porque ele quer ajudar o ser humano a satisfazer seus desejos.
Pelo contrário! Como o texto deixa claro, o objetivo do tinhoso com a tentação é levar os homens a desobedecerem a Deus para, assim, ter motivos para invejosamente ACUSÁ-LOS diante do Criador.
É por isso que faz muito mais sentido comparar o superego a um diabinho e não a um anjinho.
Com efeito, o papel que o superego exerce em nossa alma nunca é o de um paciente e bondoso conselheiro que nos alerta para os riscos da realização de certos desejos.
Em vez disso, ele já nos CONDENA simplesmente por TERMOS determinados anseios.
É claro que socialmente essa ação acusatória do superego tem lá o seu valor na medida em que inibe a expressão direta de muitos impulsos.
No entanto, isso pode se dar às custas de muita culpa, de muita ansiedade, de muito sofrimento…
Pessoas, por exemplo, cuja vida é dominada por um superego excessivamente feroz estão o tempo todo se sentindo inadequadas e insuficientes.
Quase nunca conseguem usufruir de suas conquistas ou elogios porque a voz acusatória do superego não permite a elas escutar o que a REALIDADE lhes diz.
A Psicanálise consegue ajudar essas pessoas na medida em que as ajuda a fortalecerem o próprio Eu.
Dessa forma, o sujeito passa a não depender mais do MEDO DAS ACUSAÇÕES DO SUPEREGO para lidar com seus impulsos.
O superego continua existindo, mas agora… exorcizado.
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Do ponto de vista psicanalítico, o adoecimento emocional aparece como uma TENTATIVA de colocar para fora a Mensagem que a pessoa não deu conta de efetivamente COMUNICAR para si.
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