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Muitas pessoas procuram terapia porque estão insatisfeitas com o seu JEITO DE SER.
Elas não estão deprimidas, tendo crises de ansiedade ou lutando contra pensamentos obsessivos.
O que as faz sofrer é sua própria personalidade, ou seja, o modo como NORMALMENTE funcionam.
Fazem parte dessa categoria de pacientes aqueles que se queixam de que são muito passivos, muito fechados ou muito explosivos, por exemplo.
Tais pessoas não são capazes de dizer quando esse padrão de funcionamento começou porque têm a impressão de que sempre foram assim.
Por isso, a demanda que fazem ao terapeuta não é a de se livrarem de certos sintomas, mas a de SE TORNAREM OUTRAS PESSOAS.
No tratamento de tais pacientes, o olhar do terapeuta deve estar voltado para a relação do sujeito com as figuras parentais (ou com aqueles que as substituíram).
Por quê?
Porque o nosso jeitão típico de ser é constituído fundamentalmente por IDENTIFICAÇÕES, isto é, pela imitação INCONSCIENTE de determinadas figuras que foram objeto de nosso amor na infância — especialmente, é claro, papai e mamãe.
Chegamos ao mundo dotados de certo temperamento e determinadas propensões genéticas para certas atitudes, mas a consolidação da nossa maneira peculiar de estar no mundo (passiva, fechada ou explosiva, por exemplo) vai depender bastante das pessoas que nós “escolhemos” inconscientemente imitar.
Uma paciente que não consegue deixar de “explodir” com as pessoas com quem convive, por mais que tente se controlar, pode ter uma forte identificação com o pai que, “coincidentemente”, também era um indivíduo de pavio curto…
Nesses casos, o objetivo do tratamento deve ser ajudar o sujeito a se dar conta de suas identificações e COMPREENDER de como modo elas foram estabelecidas.
A moça do exemplo anterior pode ter inconscientemente chegado à conclusão de que a única maneira de estar próxima do pai seria tornando-se parecida com ele.
Assim, enquanto ela não elaborar essa demanda infantil pela presença paterna, a identificação com o traço explosivo do genitor precisará se manter intacta.
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Neste vídeo: entenda de uma vez por todas como funciona a projeção, o mecanismo de defesa que está na base de fenômenos como a homofobia e o ciúme doentio.
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Algumas pessoas não possuem a CAPACIDADE de ficarem sós.
Elas até podem ficar eventualmente sozinhas em função de circunstâncias contrárias à sua vontade, mas a experiência de não terem ninguém por perto lhes causa grande aflição.
Tem gente, por exemplo, que mora sozinha, mas precisa estar sempre com a TV ligada para escutar vozes de outras pessoas e ter a sensação de estar acompanhada.
Com efeito, são indivíduos que não suportam a vivência silenciosa de estarem na companhia apenas de si mesmos.
Esse é o seu caso?
Há também pessoas que são incapazes de ficarem sozinhas NA PRESENÇA do outro.
— Uai, Lucas, como assim? Tem como estar só acompanhado de outra pessoa?
Claro que tem!
Sabe aquele momento de êxtase e relaxamento que a gente vivencia logo depois de fazer amor?
Tem gente que não consegue simplesmente curtir essa experiência e começa imediatamente a entabular uma conversa com o parceiro.
Essa pressa para restabelecer a interação verbal com o outro pode ser reveladora de uma incapacidade do sujeito de FICAR A SÓS com a própria vivência pessoal de prazer…
Outra situação em que podemos ter a experiência de estarmos sós na presença de alguém é a terapia.
Pessoas que tiveram a sorte de conquistar a capacidade de ficarem sozinhas conseguem fazer terapia com mais facilidade, pois dão conta de colocar o analista “entre parênteses” e se dedicarem individualmente ao processo de autodescoberta.
Por outro lado, indivíduos que não lidam bem com a experiência de estarem sós acabam demandando o tempo todo a interação com o terapeuta, o que inviabiliza a necessária livre associação de ideias.
Para essas pessoas, o silêncio do analista é extremamente angustiante justamente porque as faz terem a impressão de que estão sozinhas.
Num artigo de 1958 chamado “A capacidade de ficar só”, o psicanalista inglês Donald Winnicott propõe uma teoria que explica essa dificuldade que algumas pessoas têm de ficarem sozinhas.
Quem está na CONFRARIA ANALÍTICA receberá, ainda hoje, uma AULA ESPECIAL em que comento esse texto.
Te vejo lá!
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Para Freud, na infância toda mulher vivencia a inveja do pênis ao constatar que não possui o órgão masculino. Neste vídeo comento as três respostas possíveis que a mulher pode dar a essa ilusão infantil de incompletude e os desdobramentos de cada uma delas no comportamento feminino.
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Não é por acaso que esta sexta-feira é chamada “Sexta-feira da Paixão”.
Com efeito, uma das traduções de PATHOS, a palavrinha grega da qual se origina o termo paixão, é SOFRIMENTO e a cristandade rememora hoje justamente a dor implicada no sacrifício redentor do Messias.
Paixão, portanto, pode ser sinônimo de padecimento, martírio, aflição…
Qualquer pessoa que já se apaixonou na vida — e não teve seu amor correspondido — sabe muito bem disso.
Por outro lado, quem teve a sorte de contar com o desejo recíproco do objeto amado pode atestar a alegria indizível que emerge, feito torrente, de um coração apaixonado — incontrolável, avassaladora, deliciosamente angustiante.
Será que podemos traduzir essa avalanche emocional que está em jogo na paixão em termos metapsicológicos?
Em outras palavras, será que a Psicanálise pode explicar a paixão?
Essa pergunta é pertinente porque, quando estamos apaixonados, nosso psiquismo sofre alterações profundas que beiram os limites da loucura.
Por exemplo: a gente passa a enxergar a pessoa que amamos como perfeita, sem mácula, indefectível (com ou sem o vestidinho preto de Chico Amaral e Samuel Rosa).
A coisa é tão maluca que, em certos casos, a gente é capaz até de cometer crimes se isso for do agrado do objeto que agora manda e desmanda em nosso coração.
Só quem nunca se apaixonou pode colocar isso em dúvida.
De fato, no início dos anos 2000, um rapaz foi capaz de, juntamente com seu irmão, esp4nc4r os pais de sua namorada até a m0rt3 atendendo a um pedido dela…
Quem soube muito bem capturar esse estado de semiloucura gerado pela paixão foi a escritora portuguesa Florbela Espanca, no poema “Fanatismo”, brilhantemente musicado por Fagner.
Nos últimos versos ela diz, dirigindo-se ao objeto amado:
“Ah! podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: princípio e fim!…”
Mas, e então, será que a Psicanálise explica esse desvario do apaixonamento?
A resposta é… Sim! E quem está na Confraria Analítica receberá ainda hoje uma aula especial justamente sobre esse tema.
Te vejo lá!
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E se eu te disser que existe uma forte e espessa parede separando sua alma em duas partes? E que, por conta disso, existe uma luta por cidadania sendo travada dentro de você?
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Muita gente que nunca fez análise imagina que as sessões são constituídas basicamente de um bate-papo com o terapeuta. Neste vídeo eu explico por que essa ideia é equivocada.
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A formação da personalidade — conjunto de características que constituem o modo típico de funcionamento de uma pessoa — sofre a influência de diversos fatores.
Sigmund Freud descobriu que um deles é a sexualidade.
Baseado em sua experiência clínica, o pai da Psicanálise observou que certos traços de personalidade são derivados das diversas formas de satisfação sexual que temos à nossa disposição.
A avareza, por exemplo, seria uma expressão do erotismo anal.
O apego exagerado que o sujeito pão-duro tem às suas posses seria a manifestação simbólica do prazer de reter as fezes que toda criança descobre quando está aprendendo a usar o peniquinho.
Freud descobriu que as diversas modalidades de prazer sexual de que dispomos na infância podem sofrer quatro destinos (que não são mutuamente excludentes):
(1) Manutenção como parte do modo de satisfação sexual do sujeito.
(2) Sublimação.
(3) Repressão.
(4) Transformação em traços de personalidade.
Karl Abraham, um dos primeiros alunos de Freud, foi quem mais explorou a transformação do erotismo ORAL em características da personalidade.
Segundo o autor, essa forma de prazer sexual pode ser dividida em duas modalidades: o tesão em chupar, que se manifesta logo que a criança começa a ser amamentada, e o tesão em morder, que surge com o aparecimento dos dentes.
Abraham demonstra que todas as pessoas podem ter características derivadas do erotismo oral, mas há certos indivíduos cuja personalidade é dominada por traços provenientes dessa modalidade de prazer.
É como se esses sujeitos se posicionassem diante da vida sempre como bebês ávidos por chupar ou por morder.
Quem está na CONFRARIA ANALÍTICA receberá ainda hoje uma AULA ESPECIAL em que falarei de maneira mais detalhada sobre as características típicas da personalidade oral.
Será que você tem esse modo de funcionamento?
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Certa vez, Ernesto esqueceu-se de que estava em um local fechado e acendeu um cigarro em pleno corredor da faculdade em que estudava.
Imediatamente, um segurança que estava próximo ao rapaz foi até ele e, de modo firme e assertivo, relembrou-o de que era proibido fumar naquele ambiente.
Ao invés de simplesmente apagar o cigarro e desculpar-se, Ernesto se sentiu ATACADO pelo funcionário.
O jovem sabia que sua conduta fora inapropriada, mas passou o dia inteiro remoendo a lembrança da forma enérgica com que havia sido abordado pelo segurança.
Desde então, Ernesto não perde a oportunidade de criticar a faculdade nas redes sociais e provocar tanto professores quanto outros funcionários da instituição.
A fantasia de ter sofrido um ataque por parte do segurança e não apenas uma repreensão normal fez com que o rapaz passasse a ESPERAR novos ataques.
Assim, por “precaução”, ele começou a ATACAR PRIMEIRO.
Resultado: a faculdade que, até então, era um ambiente amigável e acolhedor para Ernesto, passou a ser vista pelo aluno como um lugar hostil, cheio de pessoas dispostas o tempo todo a prejudicá-lo.
E como, para se defender, ele ataca, no fim das contas acaba sendo alvo de hostilidade mesmo. Afinal, os funcionários da instituição naturalmente vão reagir a tais ataques.
O caso de Ernesto é apenas um dos inúmeros exemplos das perturbações que as fantasias podem provocar na nossa relação com o mundo.
Esse rapaz construiu uma fantasia paranoica, provavelmente baseada em ataques REAIS sofridos na infância.
É como se ele estivesse ativamente procurando reencenar o trauma infantil a despeito do que efetivamente está em jogo na realidade.
Mas não existe só a fantasia paranoica.
Muitas pessoas, por exemplo, estão presas a uma fantasia de rejeição. Por terem sido preteridas ou desconsideradas quando crianças, tendem a tomar qualquer acontecimento insignificante como indício de que estão sendo rejeitadas.
Ao invés de atacarem primeiro — como faz o paranoico Ernesto — elas fazem de tudo para agradarem todo o mundo a fim de não serem rejeitadas.
E assim convertem suas vidas num trágico e eterno sacrifício ao desejo do outro.
A fantasia atrapalha.
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Neste vídeo explico os conceitos de real, simbólico e imaginário — os três registros da experiência humana propostos pelo psicanalista Jacques Lacan — por meio de analogias e exemplos bastante simples.
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Muitos de vocês me pediram para falar um pouco mais sobre pessoas que parecem se sentir o tempo todo como se fossem penetras numa festa.
Em consideração a esse anseio, deixarei o tema que abordaria hoje para semana que vem e comentarei em mais detalhes como se constitui o que eu chamaria de “Síndrome do Penetra Existencial”.
Quero começar com uma citação do psicanalista húngaro Sándor Ferenczi, que se encontra no artigo “A criança mal acolhida e sua pulsão de morte”.
Comentando os casos de dois pacientes nos quais detectara tendências inconscientes de autoextermínio, Ferenczi diz o seguinte:
“Quando vieram ao mundo, os dois pacientes foram hóspedes não bem-vindos na família. […] Todos os indícios confirmam que essas crianças registraram bem os sinais conscientes e inconscientes de aversão ou de impaciência da mãe, e que sua vontade de viver viu-se desde então quebrada” (p. 57 do vol. 4 das Obras Completas).
Como é possível deduzir dessa passagem, toda criança nasce com o desejo de viver assim como Laura anseia participar da festa de aniversário de sua amiga, Bárbara.
No entanto, se Laura não for convidada, seu anseio se transformará em decepção, amargura e até culpa (“O que será que eu fiz para que Bárbara não me quisesse na festa?”).
Laura pode acabar arrumando um jeito de entrar na festa como penetra, mas, evidentemente, não se sentirá à vontade no lugar, pois SABE que não é bem-vinda.
Da mesma forma, uma criança que, por inúmeras razões, não é bem recebida no ambiente em que nasce, tenderá a não se sentir à vontade — só que NA VIDA.
Se, nos primeiros anos de vida, eu percebo que os anfitriões da “festa” na qual me colocaram (papai e mamãe) não têm muito tempo para mim, me tratam de forma indiferente ou com impaciência e hostilidade, qual será a conclusão que se produzirá em minha cabecinha infantil?
Óbvio: a de que eu NÃO DEVERIA ESTAR AQUI, ou seja, a de que, nessa festa, eu sou um PENETRA.
Quer saber mais sobre os sintomas da “Síndrome do Penetra Existencial” e os princípios que orientam o tratamento dessa condição?
Então venha conferir a AULA ESPECIAL que será disponibilizada ainda hoje para quem está na CONFRARIA ANALÍTICA.
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A diversidade das situações clínicas e a complexidade dos quadros de adoecimento com os quais se depara exigem que o psicanalista alterne diferentes posições ao longo do tratamento.
As funções apresentadas nos cards não esgotam a totalidade dos papéis que o terapeuta pode desempenhar na clínica psicanalítica.
Todavia, entendo que essas três posições apresentadas são essenciais para que os objetivos do tratamento possam ser alcançados.
Eventualmente, duas ou mais funções podem ser exercidas simultaneamente, mas normalmente uma delas prevalece, até porque cada uma está articulada a visões específicas do próprio paciente.
Quando está desempenhando o papel de investigador, por exemplo, o analista encara o paciente como um “suspeito”, alguém que esconde uma verdade e involuntariamente se esforça para mantê-la oculta.
Por outro lado, quando o terapeuta adota a posição de testemunha, o paciente passa a ser visto como uma pessoa que apresenta um sofrimento até então silenciado e que precisa ser ouvido e validado.
Sacou? Funções diferentes pedem visões diferentes do mesmo paciente.
Quem está na CONFRARIA ANALÍTICA receberá ainda hoje uma AULA ESPECIAL em que explico detalhadamente cada uma dessas 3 funções.
Te vejo lá!
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Você certamente já deve ter ouvido por aí que os psicanalistas são frios, distantes e excessivamente silenciosos na relação com seus pacientes.
Também já deve ter lido que o analista jamais deve atender demandas do analisando. Pelo contrário, deve consistentemente frustrá-las para que o paciente enfrente sua angústia.
Da mesma forma, não ficaria surpreso se você me dissesse que ouviu em alguma aula ou palestra (inclusive de minha autoria, talvez) que o analista deve posicionar-se diante do paciente exclusivamente como um espelho (Freud) ou como um objeto provocador (Lacan).
Mas e se eu te dissesse que toda essa mistura de lendas com verdades e meias verdades foi justamente alvo de crítica de um dos maiores autores da Psicanálise?
Sim. O nome dele é Sándor Ferenczi, um psicanalista húngaro que ousou dizer em alto e bom som, em pleno congresso internacional de Psicanálise, que os analistas são hipócritas e insensíveis enquanto estão tratando de seus pacientes.
Alguns colegas sentiram tanto o golpe que houve quem dissesse que Ferenczi estava vivenciando um quadro psicótico…
A verdade é que ele estava chamando a atenção da comunidade psicanalítica para os efeitos adversos provocados pela posição tradicional do analista, marcada por atitudes artificiais como abstinência, distância e reserva.
Essa ideia aparece em vários dos trabalhos que Ferenczi escreveu em seus últimos anos de vida, mas o texto em que ele manifesta de maneira mais explícita suas críticas à técnica psicanalítica clássica é, sem dúvida, “Confusão de língua entre os adultos e a criança”.
Trata-se justamente do artigo que Ferenczi apresentou em 1932 no XII Congresso Internacional de Psicanálise, em Wiesbaden na Alemanha, em que chama a postura clássica do analista de “hipocrisia profissional”.
A partir de hoje, eu e as centenas de pessoas que estão comigo na Confraria Analítica estudaremos LINHA A LINHA esse texto a fim de compreendermos o que de fato Ferenczi diz e quais são as possibilidades e os limites da Psicanálise sem máscaras que ele propõe.
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