3 funções que o terapeuta exerce na Psicanálise

A diversidade das situações clínicas e a complexidade dos quadros de adoecimento com os quais se depara exigem que o psicanalista alterne diferentes posições ao longo do tratamento.

As funções apresentadas nos cards não esgotam a totalidade dos papéis que o terapeuta pode desempenhar na clínica psicanalítica.

Todavia, entendo que essas três posições apresentadas são essenciais para que os objetivos do tratamento possam ser alcançados.

Eventualmente, duas ou mais funções podem ser exercidas simultaneamente, mas normalmente uma delas prevalece, até porque cada uma está articulada a visões específicas do próprio paciente.

Quando está desempenhando o papel de investigador, por exemplo, o analista encara o paciente como um “suspeito”, alguém que esconde uma verdade e involuntariamente se esforça para mantê-la oculta.

Por outro lado, quando o terapeuta adota a posição de testemunha, o paciente passa a ser visto como uma pessoa que apresenta um sofrimento até então silenciado e que precisa ser ouvido e validado.

Sacou? Funções diferentes pedem visões diferentes do mesmo paciente.

Quem está na CONFRARIA ANALÍTICA receberá ainda hoje uma AULA ESPECIAL em que explico detalhadamente cada uma dessas 3 funções.

Te vejo lá!


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Por uma Psicanálise sem máscaras

Você certamente já deve ter ouvido por aí que os psicanalistas são frios, distantes e excessivamente silenciosos na relação com seus pacientes.

Também já deve ter lido que o analista jamais deve atender demandas do analisando. Pelo contrário, deve consistentemente frustrá-las para que o paciente enfrente sua angústia.

Da mesma forma, não ficaria surpreso se você me dissesse que ouviu em alguma aula ou palestra (inclusive de minha autoria, talvez) que o analista deve posicionar-se diante do paciente exclusivamente como um espelho (Freud) ou como um objeto provocador (Lacan).

Mas e se eu te dissesse que toda essa mistura de lendas com verdades e meias verdades foi justamente alvo de crítica de um dos maiores autores da Psicanálise?

Sim. O nome dele é Sándor Ferenczi, um psicanalista húngaro que ousou dizer em alto e bom som, em pleno congresso internacional de Psicanálise, que os analistas são hipócritas e insensíveis enquanto estão tratando de seus pacientes.

Alguns colegas sentiram tanto o golpe que houve quem dissesse que Ferenczi estava vivenciando um quadro psicótico…

A verdade é que ele estava chamando a atenção da comunidade psicanalítica para os efeitos adversos provocados pela posição tradicional do analista, marcada por atitudes artificiais como abstinência, distância e reserva.

Essa ideia aparece em vários dos trabalhos que Ferenczi escreveu em seus últimos anos de vida, mas o texto em que ele manifesta de maneira mais explícita suas críticas à técnica psicanalítica clássica é, sem dúvida, “Confusão de língua entre os adultos e a criança”.

Trata-se justamente do artigo que Ferenczi apresentou em 1932 no XII Congresso Internacional de Psicanálise, em Wiesbaden na Alemanha, em que chama a postura clássica do analista de “hipocrisia profissional”.

A partir de hoje, eu e as centenas de pessoas que estão comigo na Confraria Analítica estudaremos LINHA A LINHA esse texto a fim de compreendermos o que de fato Ferenczi diz e quais são as possibilidades e os limites da Psicanálise sem máscaras que ele propõe.

Você também pode fazer parte dessa jornada.

É só entrar na nossa comunidade.


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[Vídeo] Como a Psicanálise trabalha traumas emocionais

Neste vídeo você conhecer o ponto de vista da Psicanálise sobre os traumas emocionais e entender de que modo a terapia psicanalítica intervém junto a pacientes que sofrem com as sequelas de experiências traumáticas.


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O que é, para Freud, a sabedoria de viver?

Em 1926, Freud escreveu às pressas um livrinho chamado “A Questão da Análise Leiga” para colaborar na defesa de Theodor Reik, um psicólogo e psicanalista, que fora processado pelo crime de “charlatanismo”, visto que atendia pessoas sem ter formação em Medicina.

O objetivo principal do texto era demonstrar os motivos pelos quais a Psicanálise não seria um método de tratamento que somente médicos poderiam praticar.

No entanto, para atingir esse alvo, o médico vienense constrói um delicioso diálogo à moda platônica com um interlocutor fictício, que ele denomina de “Pessoa Imparcial”, ou seja, alguém que estaria disposto a ouvir seus argumentos sem preconceitos.

O resultado é a mais clara e didática exposição que Freud já fez sobre a teoria e a técnica da Psicanálise.

Em determinado momento do texto, depois de explicar, em linhas gerais, como se dá o encontro entre um psicanalista e a pessoa que o procura em busca de ajuda (“Nada acontece entre eles, salvo que conversam entre si.”), Freud passa a falar sobre como a mente humana está estruturada.

Nessa época ele já estava trabalhando com os conceitos de id, ego e superego. Por isso, inicia sua exposição explicando como desenvolvemos um ego a partir de um id primário e como essas duas partes da mente se relacionam entre si.

É nesse ponto do livro que Freud nos agracia com uma formulação belíssima:

“Decidir quando é mais adequado controlar suas paixões e curvar-se ante a realidade, ou tomar o partido delas e opor-se ao mundo exterior, constitui a essência da sabedoria de viver.” (tradução da Cia. das Letras).

Coincidentemente ou não, essa frase evoca a conhecida “Oração da Serenidade”, comumente empregada como ferramenta psicológica em grupos de apoio como os “Alcoólicos Anônimos”:

“Deus,

Conceda-me a serenidade

Para aceitar aquilo que não posso mudar,

A coragem para mudar o que me for possível

E a sabedoria para saber discernir entre as duas.”

Mas, Lucas, o que isso tem a ver com o id e o ego?

Como Freud pensa PSICANALITICAMENTE essa sabedoria de viver?

Essas e outras perguntas serão respondidas numa AULA ESPECIAL que estará disponível ainda hoje para quem está na CONFRARIA ANALÍTICA.


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A gente faz Psicanálise para questionar conclusões precipitadas


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[Vídeo] Os perigos de reprimir a agressividade

O psicanalista inglês Donald Winnicott nos ensina que, na origem, a agressividade nada mais é do que uma das expressões do nosso impulso natural de viver e buscar manter-se vivo. No entanto, muitas pessoas encaram negativamente esse movimento emocional espontâneo e acabam reprimindo sua agressividade como se ela fosse necessariamente violenta. Neste vídeo, explico os graves prejuízos que tal atitude ocasiona para a saúde mental e as relações interpessoais.


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Em matéria de sexualidade, somos eternas crianças.

No terceiro volume de sua “Introdução à Metapsicologia Freudiana”, o escritor e psicanalista carioca Luiz Alfredo Garcia-Roza sustenta uma tese que pode ser surpreendente até para quem já navega há um bom tempo pelos mares da Psicanálise.

Trata-se da ideia de que a SEXUALIDADE INFANTIL não foi exatamente uma DESCOBERTA feita por Freud, mas um CONCEITO inventado pelo médico vienense.

Um dos argumentos apresentados pelo Garcia-Roza é o de que a constatação empírica de comportamentos sexuais em crianças já havia sido feita muito tempo antes de Freud.

Como Foucault mostra, por exemplo, em sua “História da Sexualidade”, a organização arquitetônica dos dormitórios nos colégios internos do século XVIII já supõe um esforço para coibir a expressão da sexualidade infantil.

Ademais, o próprio Freud nos “Três Ensaios…” cita uma série de autores que, antes dele, já haviam abordado os fenômenos sexuais na infância, ainda que de um ponto de vista patologizante.

De acordo com Garcia-Roza, a originalidade de Freud está em pensar a sexualidade infantil não como um mero conjunto de fenômenos sexuais vivenciados pelas crianças, mas como um modo particular de expressão da sexualidade, ou melhor, O MODO ESPECIFICAMENTE HUMANO DE VIVÊNCIA DA SEXUALIDADE.

Sim, do ponto de vista psicanalítico, a sexualidade humana continua sendo eternamente infantil, mesmo quando ocorre na vida adulta.

Em outras palavras, ao longo da vida a gente amadurece fisicamente, cognitivamente, mas sexualmente continuamos “imaturos”…

— Uai, Lucas, como assim?

Quem está na CONFRARIA ANALÍTICA receberá ainda hoje uma aula especial sobre o conceito de SEXUALIDADE INFANTIL em que explicarei essa ideia detalhadamente.

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A sexualidade humana é perversa por natureza

Antes de Freud, entendia-se que as perversões sexuais eram formas desviantes, anormais, degeneradas de vivência da sexualidade.

Em outras palavras, na cabeça do povo vigorava mais ou menos o seguinte raciocínio:

Se uma pessoa, por exemplo, sente prazer sexual e é capaz de chegar ao orgasmo simplesmente sendo amarrada, chicoteada e humilhada, isso significa que tal indivíduo se desviou, se verteu completamente (per-vertere) para o caminho sexual errado.

Na base desse pensamento está o pressuposto de que existe uma forma correta e NATURAL de viver a sexualidade: a forma genital-heterossexual-monogâmica.

Supostamente, todo o mundo nasceria voltado para esse “bom caminho” e apenas alguns malucos anormais, os perversos, se desviariam dele.

Freud vai produzir uma reviravolta nessa maneira tradicional de entender a sexualidade humana.

Observando que seus pacientes neuróticos viviam cheios de fantasias perversas na cabeça, apesar de viverem na prática uma sexualidade genital-heterossexual-monogâmica, Freud chega à conclusão revolucionária de que, na verdade, A PERVERSÃO É QUE É PRIMÁRIA E NÃO A “NORMALIDADE”.

Ou seja, Freud nos fez ver que a sexualidade genital-heterossexual-monogâmica é CONSTRUÍDA e não NATURAL.

Construída por meio de uma LAPIDAÇÃO, de uma espécie de MODELAGEM que se dá sobre uma condição perversa original.

Afinal de contas, a sexualidade infantil não é genital-heterossexual-monogâmica.

As crianças podem experimentar prazer sexual com as mais diversas ações, os mais diferentes objetos e em várias partes do corpo.

Isso significa que quando uma pessoa sente prazer sexual e é capaz de chegar ao orgasmo simplesmente sendo amarrada, chicoteada e humilhada, ela não está se desviando de uma suposta norma natural, mas simplesmente expressando uma potencialidade que já estava presente na infância.

Nesse sentido, o desenvolvimento (legítimo, diga-se de passagem) de uma sexualidade genital-heterossexual-monogâmica é resultado de um processo que consiste num “descarte” das diversas outras formas de prazer de que somos capazes de usufruir.

— Mas o que acontece com tudo isso que é “descartado”, Lucas?

Outro dia a gente fala a respeito…


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[Vídeo] Entenda as diferenças entre o pequeno outro e o grande Outro em Lacan

Neste vídeo proponho uma maneira didática e simples de compreender as diferenças fundamentais entre os conceitos de outro (com “o” minúsculo) e grande Outro na doutrina do psicanalista francês Jacques Lacan.


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Psicanalista não é guru

O psicanalista húngaro Sándor Ferenczi conta que, antes de conhecer a Psicanálise, frequentemente se deparava com uma situação embaraçosa em seus atendimentos.

Vai vendo…

Como a maioria dos psicoterapeutas do final do século XIX, Ferenczi empregava a SUGESTÃO como método de trabalho.

E o que é a sugestão?

Você sabe.

Hoje em dia o que mais tem na internet é gente que utiliza essa técnica, ainda que sem chamá-la pelo nome…

Quando uma pessoa aflita e vulnerável manda uma pergunta na caixinha de um desses gurus de Instagram e o “Pai”, “Mestre” ou “Doc”, do alto da sua sabedoria milenar de 34 anos, diz para aquela crédula criatura o que ela deve fazer para resolver seu problema, estamos diante de um episódio de sugestão ao vivo e a cores.

O método sugestivo consiste basicamente em introduzir, por meio da autoridade, da intimidação ou de uma atitude doce e benevolente, certas ideias na cabeça do paciente — ideias que a pessoa aceita de forma acrítica por conta da confiança cega depositada no guru.

Em suma, trata-se de um procedimento de manipulação da mente de outro — embora, normalmente, o paciente não se sinta manipulado.

Feita essa explicação, voltemos ao que acontecia lá com o Ferenczi:

Pois bem, enquanto ainda não trabalhava com a Psicanálise, utilizando exclusivamente a técnica da sugestão, Ferenczi passava amiúde pela seguinte saia justa:

Ele estava lá, de repente, pelejando com um paciente histérico resistente, que não saía do lugar, até que decidia falar para o cara mais ou menos o seguinte:

“Você não está doente, meu amigo, recobre as forças, basta querer!”

Sabe o que o paciente respondia para o Ferenczi? Veja:

“O meu mal, doutor, é justamente o de não ter vontade; digo-me dia e noite: você tem que, você tem que e, apesar de tudo, não consigo. Procurei-o precisamente para que me ensine a querer!”

Seria cômico se não fosse trágico, né?

Ferenczi conta essa história num artigo chamado “Sugestão e Psicanálise”.

Quem está na CONFRARIA ANALÍTICA receberá ainda hoje uma AULA ESPECIAL em que comento esse texto, mostrando por que a Psicanálise NÃO É um tratamento baseado na sugestão e por que, portanto, o psicanalista não é um guru.


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Modificar o olhar sobre a própria história: esta é uma das propostas da Psicanálise.


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[Vídeo] Compulsão à repetição: por que insistimos no que nos faz sofrer?

Muitas pessoas procuram a ajuda da Psicanálise porque não conseguem abandonar certos padrões repetitivos de comportamento ou de escolhas amorosas que lhes trazem muito sofrimento. Neste vídeo apresento as duas principais causas desse fenômeno que Freud chamou de compulsão à repetição.


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O dia em que um paciente arrombou o carro do seu terapeuta

Certa vez, o psicanalista inglês Donald Winnicott passou por uma situação insólita.

Ele estava atendendo um menino bastante problemático, na faixa dos 10 a 11 anos.

O garoto costumava roubar, tinha surtos agressivos e chegou a subir no telhado da clínica onde Winnicott atendia para jogar água no recinto, alagando todo o espaço.

Para completar, certa vez o rapazinho arrombou o carro do analista para dar um rolê com o automóvel.

— Ah, Lucas, aí é demais! Depois desse episódio Winnicott parou de atender esse capetinha, né?

Nada disso. Apesar de todos esses ataques, o terapeuta permanecia firme, atendendo-o diariamente.

O tratamento só foi suspenso porque, depois de algum tempo sem praticar assaltos, o menino voltou a roubar e se tornar agressivo fora da terapia, o que levou a Justiça a interná-lo numa instituição que hoje chamaríamos de “socioeducativa”.

No artigo em que narra esse caso (“Psicoterapia dos distúrbios de caráter”), Winnicott diz que, se “tivesse sido muito mais forte” do que o garoto, talvez o guri tivesse conseguido se segurar e não teria sido apreendido.

— Uai, Lucas, como assim “mais forte”? Por acaso é papel do analista conter pacientes baderneiros? E outra: Winnicott fez certo em continuar atendendo um paciente que chegou a arrombar o carro dele?

Responderei essas e várias outras perguntas na aula especial que estará disponível ainda hoje (sexta) para quem está na CONFRARIA ANALÍTICA.

Falarei nessa aula sobre como o analista deve se comportar, do ponto de vista winnicottiano, em casos como o desse menino (que revelam uma “tendência antissocial”) e em outras situações clínicas nas quais o paciente regride ao padrão de funcionamento de um bebê de colo.

Ah, para finalizar, sabe o que aconteceu com o garoto na vida adulta?

Ele se casou, teve três filhos e se tornou… MOTORISTA DE CAMINHÃO. 😉

Te vejo lá na Confraria!


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“A interpretação é fundamentalmente isto: Eu te digo que você disse algo diferente do que pretendia dizer”. Jacques-Alain Miller

Certa vez eu sonhei com um lugar que tinha um formato de “L”.

Enquanto narrava esse sonho no divã e estimulado por algumas pontuações feitas pelo meu analista, me dei conta do fato óbvio de que “L” é a primeira letra do meu nome.

Por incrível que pareça, isso não tinha passado pela minha cabeça até aquele momento.

Impressionado com a IMAGEM insólita do lugar no sonho, não me atentei para o SIGNIFICANTE “L”.

E tem mais: constatei também que o termo “ele” (de letra “L”) é o mesmo que designa o pronome masculino da terceira pessoa do singular.

Esse pequeno fragmento de minha análise ilustra essa belíssima definição da interpretação psicanalítica feita pelo Miller.

Trata-se, é claro, de uma concepção lacaniana de interpretação, que se diferencia do modo freudiano de interpretar.

Eu diria que Freud propunha um método ALEGÓRICO de interpretação, baseado no esquema ISSO REPRESENTA AQUILO.

É o que vemos, por exemplo, na interpretação que ele faz do gesto de Dora de ficar enfiando e tirando o dedo de sua bolsinha porta-moedas.

Freud toma tal comportamento como uma alegoria do ato masturbatório.

Lacan, por sua vez, trabalhará com um método interpretativo diferente, que se vale da POLISSEMIA do significante, ou seja, do fato de que uma mesma palavra pode remeter a mais de um significado, dependendo do contexto.

O termo “ele”, por exemplo, pode tanto designar a letra “L” quanto se referir ao pronome masculino da terceira pessoa do singular.

Para Lacan, a interpretação analítica não deveria ter como propósito apontar o suposto significado verdadeiro daquilo que o sujeito diz.

Pelo contrário, ao interpretar, o analista deveria estimular o sujeito a se dar conta de que há outras possibilidades de leitura daquele mesmo texto que ele está apresentando.

Ou seja, ao invés de “fechar a questão”, fixando um determinado significado, a interpretação, para Lacan, deveria produzir justamente uma ABERTURA para novas significações.

E isso se torna possível quando o analista, ao invés de dizer para o paciente: “Isso que você diz significa aquilo”, opta por enunciar algo mais ou menos assim:

“O que você diz pode ser lido de uma forma diferente da que você pretende…”.


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[Vídeo] Será que a Psicanálise é para você?

Neste vídeo: veja o que você precisa saber antes de solicitar uma consulta com um psicanalista e entenda por que nem todas as pessoas se adaptam ao método de trabalho psicanalítico.


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