Por que a Psicanálise é terapêutica?

O que, de fato, leva um paciente, em análise, a mudar, a melhorar, a sair de sua condição de sofrimento?

Em 1934, o psicanalista britânico James Strachey tentou responder essa pergunta em um artigo que se tornaria um clássico:

“A natureza da ação terapêutica da Psicanálise”

O resultado dessa investigação foram três noções inovadoras:

  • Círculo vicioso neurótico
  • Superego auxiliar
  • Interpretação mutativa

Para Strachey, o neurótico não consegue sair sozinho de seu sofrimento porque retroalimenta suas defesas ao projetar suas fantasias na realidade, ou seja, ele fica preso a um “círculo vicioso”.

A análise conseguiria interromper esse processo porque o analista resiste às projeções do paciente, apresentando-se como um “objeto bom” que vai sendo internalizado pelo sujeito (“superego auxiliar”).

A ferramenta clínica que fomentaria essa internalização seria a “interpretação mutativa”, na qual o analista mostra ao paciente seu movimento projetivo acontecendo ao vivo e a cores na transferência.

Como eu disse, Strachey escreveu essas coisas em 1934.

Como aplicá-las hoje, em 2026, numa clínica contemporânea muito mais variada do que aquela que os analistas encontravam em meados do século XX?

No artigo, Strachey se limita a falar de pacientes que projetam seu superego cruel — vem daí a ideia de que o analista poderia funcionar como um “superego auxiliar”.

Mas como pensar os casos em que o paciente projeta outros elementos, tais como um objeto interno abandonador ou sedutor?

E como fazer, na prática, uma interpretação mutativa?

Eu trabalho todas essas questões na aula “Por que a Psicanálise é terapêutica?”, que acaba de ser publicada na Confraria Analítica.

Para assistir, é só se tornar membro da nossa escola.

A Confraria é a maior e mais acessível escola de formação teórica em Psicanálise, com um acervo de mais de 400 aulas, o que equivale a mais de 600 horas de conteúdo.


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A idealização é a mãe do desespero

Ao longo da história, muitos pensadores meditaram sobre os atributos que diferenciariam radicalmente os seres humanos de outros animais.

Uma opinião conhecida é a de que a razão seria essa característica distintiva: apenas o homem seria capaz de pensar racionalmente.

Outra visão clássica é a de que a linguagem (no sentido forte do termo) seria a propriedade que, de fato, nos separa das demais espécies.

Aventurando-me a entrar nessa polêmica e sem a pretensão de estar propondo nada novo, eu diria que:

Nós, humanos, somos seres que, diferentemente dos outros animais, temos a capacidade de imaginar.

Enquanto o doguinho que adormece ao seu lado no sofá só tem acesso à realidade que a vida lhe impôs, você pode ir muito além dela.

Você pode estar aí na sua casa, afagando seu pet e, ao mesmo tempo, estar beijando seu namorado na casa dele — no plano da imaginação.

A capacidade de imaginar nos liberta dos limites da realidade factual.

Ela nos permite criar cenários virtuais que eventualmente podem até se converter em reais.

Foi o que aconteceu com muitas invenções tecnológicas.

O problema é que a imaginação também pode ser fonte de muito sofrimento.

Pense, por exemplo, numa pessoa ansiosa que não consegue dormir justamente por ficar imaginando catástrofes que podem lhe acontecer.

Mas quero me deter em outra situação muito comum na qual a imaginação mais atrapalha do que ajuda:

É quando ela se coloca a serviço da idealização.

Veja esse exemplo:

Frustrada com certos comportamentos de Alberto, Bianca fica imaginando quão melhor seria sua vida se o marido fosse diferente.

Influenciada por conteúdos de Instagram, ela vai pouco a pouco construindo em sua imaginação o homem que Alberto deveria ser.

Sim, porque os influenciadores que Bianca segue a fazem acreditar que o marido ideal não deve ficar só no plano da imaginação.

Ele precisa existir.

Então, Bianca começa a achar que está vivendo errado e entra em desespero.

Afinal, dia após dia, ela percebe que o Alberto real jamais se transformará no Alberto ideal que imaginou.

Moral da história:

Quando você usa a imaginação para criar uma versão “corrigida” da realidade, na esperança de acabar definitivamente com suas frustrações…

… o resultado costuma ser o oposto: você fica ainda mais frustrado.


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Psicanálise: quando a interpretação não funciona

A interpretação é a principal ferramenta de trabalho do psicanalista.

Afinal, o objetivo fundamental de uma análise é, como dizia Freud, “tornar o inconsciente consciente”.

E interpretar nada mais é que apresentar ao paciente uma hipótese sobre o que supomos estar se passando em seu inconsciente.

Mas para que uma interpretação possa produzir efeitos transformadores, é preciso que o paciente tenha condições de assimilá-la.

E nem todo analisando tem.

Há pacientes cuja capacidade de processar experiências emocionais ficou severamente comprometida pelos traumas que vivenciaram.

E a assimilação da interpretação depende do bom funcionamento dessa capacidade.

Por isso, nesses casos, interpretar simplesmente não funciona.

O analista precisa fazer outra coisa.

Quer saber o quê?

Então, assista à aula “Bion: quando interpretar não funciona”, que acaba de ser publicada na Confraria Analítica.

Nessa aula você vai entender:

• por que alguns pacientes não conseguem assimilar interpretações;

• como reconhecê-los na clínica;

• qual manejo técnico usar nesses casos.

A Confraria é a maior e mais acessível escola de teoria psicanalítica do país e já conta com um acervo de mais de 400 aulas.

Para participar, é só acessar este link.


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Como funciona a projeção?

A projeção é um dos mecanismos de defesa que nós mais utilizamos no cotidiano.

Ela acontece quando você atribui a outra pessoa intenções, sentimentos, atitudes que, na verdade, estão presentes em você mesmo.

Por que isso ocorre?

Porque você tem medo de reconhecer que possui as mesmas intenções, sentimentos e atitudes que está projetando no outro.

E por que você tem medo?

Porque aquelas intenções, sentimentos, atitudes entram em choque com a imagem que você quer ter de si mesmo.

Exemplo típico de projeção:

Recentemente, Débora e Adriana, duas amigas, participaram de um concurso público. Porém, somente Débora foi aprovada.

Por conta disso, se formou no psiquismo de Adriana um sentimento de inveja em relação à amiga.

“Deveria ter acontecido o inverso: eu aprovada e Débora a ver navios. Eu estudei muito mais do que ela”, pensou Adriana — inconscientemente.

— Por que “inconscientemente”, Lucas?

Porque o superego de Adriana não permitiu que tal pensamento chegasse a sua consciência. Tampouco, o sentimento de inveja.

Ela sentiu apenas uma ansiedade, uma irritação, um mal-estar.

É compreensível: quando criança, a moça ouvia a mãe dizer que “inveja é o sentimento mais nojento do mundo, coisa de gente baixa, mesquinha”.

Assim, Adriana cresceu achando que, para ser uma pessoa boa, adequada, ajustada, ela não poderia jamais sentir inveja.

Ao impedir o acesso do pensamento e do sentimento de inveja à consciência, o superego da jovem a ajuda a se manter nesse autoengano.

O problema é que a inveja não fica lá quietinha, no inconsciente. Ela quer se manifestar, ainda que de maneira distorcida e indireta.

É aí que entra a projeção.

Depois que o resultado do concurso saiu, Adriana começou a achar que Débora estava se afastando dela.

Qualquer recusa a um convite era interpretada por Adriana como evidência de que Débora não queria mais sua amizade.

“Só pode ser por inveja!”: foi o pensamento que veio à mente de Adriana.

“A Débora deve estar morrendo de inveja pelo fato de eu estar noiva e ela não ter sequer um ficante. É por isso que ela quer ficar longe de mim!”

Na realidade, Débora não havia mudado em absolutamente nada seu comportamento em relação à amiga.

Mas Adriana precisou distorcer sua percepção da realidade para poder atribuir a Débora a inveja que ela própria não podia reconhecer em si.

É assim que acontece quando usamos a projeção:

Só conseguimos enxergar a capivara que negamos em nós se ela aparecer do lado de fora, em outra pessoa.


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O que a Psicanálise tem a ver com a guerra?

Para Lacan, em ambas encontramos três dimensões fundamentais:

Política, estratégia e tática.

Para Clausewitz, o teórico militar do qual Lacan toma essa tríade, uma nação não decide guerrear contra outra apenas para vencê-la.

A vitória é apenas um meio para atingir um fim que não é militar, mas político.

“A guerra”, diz Clausewitz, “é uma mera continuação da política por outros meios”.

Nesse sentido, a estratégia adotada em uma guerra não pode ser escolhida livremente.

Ela deve estar subordinada à política que motivou o conflito.

É só no âmbito da tática que os militares gozam de liberdade.

Afinal, uma mesma estratégia pode ser concretizada de diversas formas, com mais ou menos recursos, por meio de diferentes manobras.

Algo muito parecido acontece na análise, diz Lacan.

Em uma sessão, o analista é livre para escolher quando e como vai pontuar, interpretar, cortar, fazer silêncio.

Já no âmbito da estratégia da análise, essa liberdade se reduz bastante.

Afinal, a posição do analista não admite muitas variações, já que deve estar subordinada a uma política muito específica:

Aquilo que Lacan chama de desejo do analista.

Quer entender isso de forma clara, acessível… em Humanês?

Então, assista à aula “LENDO LACAN 12 – A política, a estratégia e a tática do analista”, que acaba de ser publicada na Confraria Analítica.

A Confraria é a minha escola de formação teórica em Psicanálise. Ela já tem mais de 400 aulas, o que equivale a mais de 600 horas de conteúdo.

É um espaço para quem quer estudar Psicanálise de forma simples, leve e sem complicações desnecessárias.

Sim, Lacan é difícil. Muito difícil às vezes.

Mas com o professor certo, você consegue entendê-lo.

Seja meu aluno.


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Que receita você recebeu dos seus pais?

A gente nasce com uma vontade louca de viver, como todos os outros animais.

Porém, diferentemente deles, não trazemos de fábrica nenhuma receita de como usar essa vontade.

Por isso, dependemos fundamentalmente do Outro.

E as primeiras pessoas que ocupam esse lugar nas nossas vidas são os pais.

São eles que nos fornecem as primeiras receitas de como lidar com nossa vontade louca de viver.

A gente pode categorizar essas receitas em dois grandes tipos: as repressoras e as balizadoras.

As repressoras são aquelas cujo princípio básico é:

“Contenha sua vontade de viver! Ela é perigosa, explosiva! Então, busque canalizá-la para objetivos nobres, pois, assim, você irá neutralizar o potencial destrutivo que ela tem.”

Já o princípio que fundamenta as receitas balizadoras é diferente:

“Abrace sua vontade de viver! Ela é potente, estimulante! Você só precisa tomar cuidado para não deixá-la transbordar e acabar, sem querer, fazendo mal para si mesmo ou para os outros.”

Pais que trabalham com receitas repressoras entendem os limites basicamente como barreiras, interdições.

Eles olham para o desejo de um filho de ficar mais tempo brincando na rua como a expressão de um “hedonismo” natural que precisa ser coibido:

— Vem pra casa agora! Amanhã você tem aula. Jogar bola na rua não vai te levar a lugar nenhum. Você tinha que estar preocupado é com os estudos.

Já os pais que oferecem receitas balizadoras encaram os limites como referências, parâmetros.

Com eles, a criança aprenderá que seu desejo de ficar mais tempo na rua não é errado; só não é prudente satisfazê-lo naquele momento:

— Eu entendo que você queira continuar brincando. Quando eu tinha sua idade, também não queria parar. Mas é que amanhã tem aula. E se você não for tomar banho agora, vai acabar dormindo muito tarde, o que não vai te fazer bem.

A diferença é gritante, né?

As receitas repressoras são baseadas no medo.

Pais que as adotam tratam a vontade de viver como se ela fosse naturalmente inclinada para “o mal”.

Os limites, pensados como barreiras, seriam uma forma de neutralizar essa tendência.

Já as receitas balizadoras são baseadas na confiança.

Pais que as adotam não julgam moralmente a vontade de viver. Para eles, ela é o que é: uma vontade-de-viver.

Nesse sentido, a criança não precisa ser encaixada no “caminho certo”; ela só precisa de algumas balizas, para não se machucar e nem machucar os outros, ao longo de seu próprio caminho.

Agora, me diga nos comentários, a receita que você recebeu dos seus pais foi de que tipo: repressora ou balizadora?


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Você nasceu programado para se apegar

O que leva os bebês a se apegarem a suas mães?

Você pode achar que a resposta é óbvia:

“Ah, Lucas, o bebê se apega à mãe porque é ela quem garante a sobrevivência dele.”

Sabe quem também pensava mais ou menos assim?

O nosso querido Sigmund Freud.

Do ponto de vista do pai da Psicanálise, o bebê aprende a amar a mãe porque ela o satisfaz.

É, digamos assim, um amor “por interesse”: é a mãe quem alivia os desconfortos dele, sacia sua fome e o mantém vivo.

Como não se apegar a esse ser tão satisfatório?

Alguns dos nossos colegas behavioristas também vão pelo mesmo caminho.

Para eles, o amor do bebê pela mãe é aprendido por condicionamento: mamãe faz com que eu me sinta bem, logo amo mamãe.

Já o psicanalista britânico John Bowlby achava que essa hipótese, embora faça muito sentido e pareça óbvia, está equivocada.

Ele observou, por exemplo, que os bebês podem se apegar até a mães que os colocam em risco.

Ou seja, parece haver em nós uma tendência inata, biológica para nos vincularmos a nossas mães, no início da vida, independentemente de como elas sejam.

Foi a partir dessa ideia que Bowlby desenvolveu sua teoria do apego.

Quem é psicanalista, terapeuta ou apenas alguém que deseja entender melhor o comportamento humano, precisa conhecer essa teoria.

Ela muda completamente nosso olhar sobre questões como: relações tóxicas, dependência emocional, isolamento…

E é por isso que eu acabo de publicar na Confraria Analítica a aula “Introdução à teoria do apego de John Bowlby”.

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Se você quer compreender o apego para além das simplificações da internet, clique aqui.


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Enquanto você não muda, evite cair em suas próprias armadilhas

A gente faz terapia para mudar.

Para sair de uma depressão.

Para vencer uma fobia.

Para deixar de ser tão ansioso.

Qualquer pessoa que decide investir em terapia deseja fundamentalmente mudar.

Porém, às vezes, a mudança pode demorar um bom tempo para acontecer — por conta de inúmeros fatores.

E enquanto não acontece, o que fazer?

Apenas continuar suportando o sofrimento de forma paciente e resignada?

Não.

A jornada até a mudança oferece uma recompensa valiosíssima, da qual, às vezes, não desfrutamos.

Estou falando do reconhecimento de nossas tendências automáticas.

— Como assim, Lucas?

Eu vou te dar um exemplo:

Depois de alguns meses de terapia, Jordana se deu conta da dinâmica emocional que a faz estar, na maior parte do tempo, sozinha, sem amigas:

É que ela tem uma tendência automática a achar que suas amigas a excluem e a menosprezam — e isso a faz se afastar delas.

Ouvindo o discurso da moça, é perceptível que Jordana interpreta o comportamento das amigas a partir de sua fantasia de abandono.

Um “bom dia” dito de forma não muito efusiva já vira sinal de que a pessoa não a valoriza.

Ao longo da terapia, ela foi gradualmente percebendo esse viés fantasmático, mas, emocionalmente, a sensação de ser excluída continua aparecendo.

Portanto, Jordana ainda não conseguiu mudar de fato.

A tendência automática ainda está presente nela, moldando sua percepção da realidade e induzindo a moça a se isolar.

No entanto, por ter reconhecido a tendência (ainda que só intelectualmente), Jordana tem conseguido resistir ao impulso de romper suas amizades.

A jovem ainda se sente menosprezada quando, por exemplo, vê duas amigas postando uma foto juntas, sem ela.

A diferença é que, agora, enquanto assiste a uma cena como essa, ela pensa:

“Estou me sentindo mal, excluída, rejeitada, mas sei que isso vem de uma tendência automática que estou tratando em terapia”.

Moral da história:

A gente faz terapia para mudar.

Para abandonar velhos padrões doentios.

Mas, enquanto ainda estão presentes, podemos aprender a caminhar melhor com eles, evitando, na medida do possível, continuar caindo em suas armadilhas.


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Nem divã nem associação livre: é isso que a Psicanálise faz no autismo

Recentemente, a Autoridade Nacional de Saúde da França afirmou que a Psicanálise não é recomendada para o autismo por falta de evidências suficientes de eficácia.

Muita gente interpretou isso como prova de que psicanalistas simplesmente não sabem o que fazer nesses casos.

E aí surgem ideias curiosas: que o analista colocaria a criança no divã, que pediria associação livre ou que ainda culparia os pais.

Nada disso acontece.

A clínica psicanalítica do autismo não trabalha interpretando conflitos. Ela cria condições para que o sujeito possa emergir na relação.

Na aula publicada hoje da CONFRARIA ANALÍTICA eu mostro isso NA PRÁTICA, comentando um caso real publicado em artigo científico recente.

Você verá intervenções extremamente simples — e justamente por isso profundamente difíceis:

Sustentar presença, atribuir sentido aos atos mínimos, e tratar a criança como interlocutora antes mesmo que ela responda como tal.

É aí que começa o trabalho.

A aula já está disponível no módulo Aulas Temáticas – Temas Variados.

Se você quer entender o que realmente está em jogo na clínica — e não apenas repetir opiniões — este é o momento.

Somente até HOJE (sexta, 20/02), você pode se tornar assinante no plano anual por apenas 497,00 (o valor normal é 597,00).

Link: https://lucasnapolipsicanalista.kpages.online/confraria2026


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Você vive numa fantasia porque tem medo da realidade?

Algumas pessoas vivem esperando sempre a mesma coisa dos outros. Por exemplo: rejeição, crítica, abandono, frieza etc.

E, curiosamente… quase sempre encontram.

Coincidência?

Nem sempre.

Quando uma criança passa por um grande trauma ou vive em um ambiente consistentemente traumático, ela precisa criar uma defesa doentia para se proteger.

Se proteger do quê?

Da AGONIA gerada pelo trauma ou pelo ambiente traumático.

O que qualifica uma experiência como traumática é o fato de ela ultrapassar a capacidade de compreensão mental e emocional do sujeito.

É por isso que a criança tem mais chances de passar por traumas do que o adulto. Com efeito, a capacidade de compreensão infantil é muito precária.

Para se proteger da possibilidade de voltar a vivenciar o trauma ou continuar nele, a criança, como eu já disse, tende a criar uma defesa doentia.

Essa defesa tem a estrutura de uma fantasia relacional: o outro (ou o mundo) é do jeito X; logo, preciso ser do jeito Y.

Exemplos:

  • O outro nunca me acolhe; logo, preciso me mostrar superior a ele.
  • O outro nunca me ajuda; logo, preciso fazer tudo sozinha.
  • O outro sempre me invade; logo, preciso me fechar.
  • O outro está sempre contra mim; logo, preciso estar na defensiva.

É claro que todas essas crenças são, como dizem certos filmes, “baseadas em fatos reais” — as experiências traumáticas.

Apesar disso, merecem o rótulo de fantasias porque fazem afirmações generalizadoras e absolutas que não correspondem à realidade.

São fantasias também porque são criadas justamente para substituírem a realidade.

É como se a criança pensasse:

“É melhor imaginar que esse trauma pelo qual passei sempre vai acontecer porque, assim, eu consigo, pelo menos, me manter preparada.”

O problema é que, justamente por conta dessa função defensiva, a pessoa começa, sem perceber, a desejar que a realidade comprove a fantasia.

E isso pode acontecer de duas formas:

(1) O sujeito interpreta de forma distorcida certas experiências para encaixá-las na fantasia. Por exemplo:

Um homem pode interpretar uma simples discordância da namorada como ataque para continuar sustentando a fantasia de que o outro está sempre contra ele.

(2) O sujeito estabelece relacionamentos (amorosos, profissionais, de amizade etc.) com pessoas que, de fato, vão se comportar do modo “previsto” pela fantasia.

Uma mulher pode, por exemplo, se casar com um homem frio, que está sempre criticando-a, a fim de confirmar a fantasia de que o outro nunca a acolhe.

É assim que funciona a cabeça do traumatizado: ele prefere viver na previsível fantasia desagradável do que se abrir para a realidade e ser pego de surpresa…

Você se identificou com o texto?

Se sim, qual a sua fantasia?

E como vem fazendo para “comprová-la” no seu dia a dia?

***

Você pode estudar psicanálise por anos…

e continuar sem saber o que fazer na sessão.

Foi exatamente para resolver isso que nasceu a Confraria Analítica.

Em comemoração aos 5 anos da escola, o plano anual está por R$ 497.

E sim:

👉 este é o menor valor disponível hoje

👉 e não voltará a acontecer

A promoção pode sair do ar a qualquer momento.

Hoje a Confraria reúne:

• mais de 400 aulas

• mais de 600 horas de conteúdo

• teoria explicada de forma clara

• clínica pensada para a prática real

Nada de jargão vazio.

Nada de complicação desnecessária.

Se você quer estudar psicanálise com profundidade e direção clínica, comece agora.

Entre enquanto o valor ainda está disponível.

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Quando os parceiros não entendem como cada um funciona, o casal não funciona.

— Ele só pensa nele e no trabalho, Jordana. Eu não aguento mais ser viúva de marido vivo.

Milena cruzou os braços e olhou para o chão.

Jonas balançava a cabeça, inconformado.

— Quer responder, Jonas? — perguntou Jordana, a psicanalista que atendia o casal.

O comerciante olhou para a esposa e disse:

— É inacreditável, Milena… Então, todo o esforço que eu faço lá na loja para proporcionar uma vida confortável para você e os meninos é egoísmo?

— Até parece que você faz isso por nós! Pare de se enganar! Seu negócio é querer ganhar cada vez mais dinheiro, igualzinho ao papai…

Nesse momento, Jordana questionou:

— Igualzinho ao papai? Como assim, Milena?

— Papai também só vivia para o trabalho. Eu quase não via ele em casa.

Sentindo-se injustiçado, Jonas disse:

— Não tem nada a ver, Jordana. O pai dela gastava todo o dinheiro que ganhava em jogo. Chegou a deixar a família passar necessidade. Eu nunca faria isso!

A analista interveio:

— Não é exatamente esse o ponto da comparação, Jonas. Mas é interessante que você tenha entendido dessa forma. Podemos explorar isso em outro momento. Agora, acho importante entendermos o pano de fundo da queixa da Milena.

Voltando-se para a esposa, Jordana disse:

— Parece que a dedicação tão intensa do Jonas ao trabalho ativa em você as frustrações que tinha quando criança em relação ao seu pai. E talvez essa dor pela ausência paterna na infância acabe amplificando a dor que você sente na relação com o Jonas.

Na sequência, virou-se na direção do marido e disse:

— Então, Jonas, perceba que a dedicação ao trabalho, que você vê como sacrifício e empenho pela família, a Milena enxerga como abandono afetivo, por conta da história de vida dela. São duas perspectivas totalmente divergentes, mas ambas são válidas e legítimas. Nenhum dos dois está errado.

Isso é terapia psicanalítica com casais.

O objetivo não é decidir quem tem razão nem dizer como o casal deve agir.

É ajudar os parceiros a compreenderem o funcionamento psíquico um do outro.

Eu explico isso de forma mais aprofundada e detalhada na aula “Terapia psicanalítica de casais: uma introdução”, publicada hoje na CONFRARIA ANALÍTICA.

Lá você encontra mais de 400 aulas para estudar psicanálise de forma profunda e aplicável à vida real.

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Você não precisa só de “autoconhecimento”.

Há alguns anos, a palavra “autoconhecimento” entrou na moda.

Tornou-se parte do senso comum a ideia de que deveríamos nos conhecer para melhorar nossos relacionamentos e a vida de forma geral.

O pressuposto que está na base desse pensamento é o de que ignoramos uma parte significativa da maneira como nos comportamos.

Esta premissa está correta?

É claro que sim.

Um dos maiores benefícios obtidos por quem faz psicanálise é o aumento da percepção de padrões, gatilhos e repetições.

Convidado a falar livremente sobre si, o paciente acaba se dando conta de que funciona de modo relativamente fixo em certas situações.

Então, sim, nós podemos, num primeiro momento, não ter conhecimento sobre certos aspectos de nossa personalidade e adquirir esse saber posteriormente.

Por outro lado, a experiência psicanalítica mostra que, na verdade, existem diversos elementos que nós não exatamente ignoramos, mas NOS RECUSAMOS a perceber.

É diferente…

Uma coisa é uma pessoa constatar, em terapia, que está constantemente buscando validação porque tende a achar que sempre faz tudo errado.

Isso é ganho em autoconhecimento.

Outra coisa é essa paciente perceber que sua tendência para achar que sempre faz tudo errado é resquício de uma experiência traumática que vivenciou na infância.

No primeiro caso, ela ainda não havia se dado conta da relação entre busca de validação e autocrítica simplesmente por não ter explorado essa relação — algo que só foi fazer em terapia.

Já no segundo caso, o vínculo entre a autocrítica severa e a situação vivida na infância não havia sido apenas ignorado, mas ativamente NEGADO.

Negado para manter isolada a dolorosa memória da experiência infantil.

Ou seja, inconscientemente essa mulher JÁ SABIA que uma coisa era derivada da outra. Ela só não era capaz, antes da análise, de RECONHECER essa relação.

Isso mostra que não precisamos apenas de mais autoconhecimento, mas também de autorreconhecimento — principal alvo da terapia psicanalítica.

Mapear nosso modo de funcionamento é importante, sem dúvida.

Mas a transformação profunda acontece quando atravessamos territórios internos que antes fingíamos não ver.


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Por que os obsessivos se sentem superpoderosos?

— Racionalmente eu sei que uma coisa não tem nada a ver com a outra, mas não consigo ficar tranquilo enquanto não converso com ela.

Essa foi uma das falas mais marcantes de Marcelo em sua primeira sessão de análise.

Pouco antes, o rapaz de 25 anos havia dito que, após se tocar no banheiro, fica sempre com a sensação de que alguma coisa ruim acontecerá com sua mãe.

Esse mau presságio só sai de sua cabeça depois que fala com ela e se certifica de que estava bem.

O problema é que, às vezes, Marcelo se toca quando a mãe não está em casa e pode não atender o telefone.

Resultado: até conseguir fazer contato, o rapaz fica imaginando que ela pode ter sofrido os mais diversos infortúnios.

Certa vez, Marcelo chegou a pensar que a mãe poderia ter morrido, o que lhe gerou uma crise de pânico que demorou a passar — mesmo tomando ansiolítico.

Foi depois desse dia que ele tomou a decisão de fazer terapia.

O rapaz não aguenta mais sofrer por conta de um pensamento que ele mesmo sabe que não faz sentido.

O aspecto autopunitivo do sintoma obsessivo de Marcelo salta aos olhos até de quem é leigo.

É evidente que a ideia de que algo de ruim pode acontecer com a mãe é fruto da autocondenação por se tocar.

No entanto, para além desse conteúdo, a FORMA do sintoma também é um aspecto que merece ser explorado.

Marcelo sente que uma ação sua, íntima, feita de modo completamente privado, tem o poder mágico de mexer, à distância, com a vida da mãe.

Sándor Ferenczi, psicanalista húngaro, contemporâneo de Freud, chamou essa crença absurda, tipicamente obsessiva, de “sentimento de onipotência”.

E no texto “O desenvolvimento do sentido de realidade e seus estágios”, o autor mostra a origem dessa tendência dos obsessivos de se acharem superpoderosos.

Eu comentei os trechos desse artigo em que Ferenczi nos brinda com tal explicação numa aula que acaba de ser publicada na CONFRARIA ANALÍTICA.

O título dela é: “LENDO FERENCZI 12 – O sentimento de onipotência do obsessivo” e está disponível no módulo AULAS TEMÁTICAS – FERENCZI.

A Confraria é a maior e mais acessível escola de teoria psicanalítica do Brasil, com mais de 400 aulas, o que equivale a mais de 600 horas de conteúdo.

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O que você está buscando por meio do sofrimento?

De vez em quando a gente vê pessoas tendo comportamentos que parecem indicar que elas gostam de sofrer.

Aline está sempre se queixando do trabalho, mas não pede demissão mesmo tendo recebido várias propostas melhores de emprego.

Pedro sabe que passa mal sempre que bebe em excesso, mas enche a cara todo fim de semana.

Ana Paula é uma moça linda, que está num relacionamento péssimo, com um cara frio, tóxico, mas não consegue terminar.

De fato, à primeira vista, essas pessoas parecem ter um caso de amor com o sofrimento.

Afinal, nos perguntamos, por que elas continuam fazendo o que lhes causa dor, mesmo sendo capazes de não fazer?

Aline é livre para mudar de emprego. Pedro pode beber com moderação. Não há nenhum fator objetivo que impeça Ana Paula de terminar com o namorado.

Por que, então, essas pessoas simplesmente não mudam?

É a tal da “pulsão de morte”?

Não. Essa seria uma explicação simplista.

Dizer que um indivíduo parece desejar o sofrimento porque teria, em si, um impulso de autodestruição é, convenhamos, uma hipótese meio preguiçosa, né?

Aline, Pedro e Ana Paula também não são masoquistas. Pelo menos, não no sentido popular em que esse termo é usado. Nenhum deles obtém prazer com a dor.

Na verdade, a aparente busca dessas três pessoas pelo sofrimento é perfeitamente compreensível.

Mas você só conseguiria perceber isso depois de conversar um bom tempo com cada uma delas — conversar psicanaliticamente, diga-se de passagem…

Fazendo isso, você perceberia que Aline “precisa” permanecer no emprego que lhe faz sofrer porque encontrou nele um cenário perfeito para encenar inconscientemente dramas internos que ela tenta resolver desde criança.

Conversando psicanaliticamente com Pedro, saltaria aos seus olhos a constatação de que ele enche a cara todo fim de semana porque inconscientemente acha que precisa se punir (passando mal) como penitência por uma série de culpas.

E escutando, com ouvidos de analista, a história de Ana Paula, você veria que, inconscientemente, ela se enxerga como uma criança que não pode ficar sozinha. Por isso, permanece com o namorado, ainda que ele não seja uma boa companhia.

A exploração do que se passa no inconsciente dessas pessoas conferiria racionalidade à conduta aparentemente irracional de cada uma delas.

Para as três, o sofrimento não é o que desejam. Ele é apenas um MEIO para alcançarem o objetivo inconsciente que estão verdadeiramente buscando.

Aline quer solucionar suas questões infantis. Pedro quer expiar suas culpas. Ana Paula não quer se sentir desamparada.

E você, consegue vislumbrar os objetivos inconscientes que pode estar buscando por meio desse sofrimento no qual se mantém?


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Repressão na infância, baixa autoestima e autopunição

Uma jovem adulta chega à análise queixando-se de constantes crises de ansiedade.

Há mais de um ano ela terminou um namoro desagradável, insatisfatório, mas até hoje se pergunta se fez certo ao sair do relacionamento.

A moça tem um olhar muito negativo sobre si mesma, acha que é uma farsa…

Quando bate a ansiedade, se toca compulsivamente e depois se sente culpada e suja.

Na adolescência, sofreu diversas humilhações na escola.

Na infância, foi severamente repreendida ao explorar o próprio corpo.

Como tudo isso se articula?

De que forma a repressão vivida na infância pode ter moldado a autoimagem e o tipo de sofrimento psíquico apresentado por essa moça hoje?

Como a analista pode ajudá-la a sair de suas repetições e transformar sua relação consigo mesma?

Essas são algumas das perguntas que eu respondo na aula “ESTUDOS DE CASOS 24 – Repressão na infância, baixa autoestima e autopunição”, publicada hoje (sexta) na CONFRARIA ANALÍTICA, minha escola de formação teórica em Psicanálise.

Trata-se de mais uma aula do módulo ESTUDOS DE CASOS, em que comento casos clínicos reais que estão sendo conduzidos por alunos da Confraria.

Seja membro da nossa escola e libere o acesso imediato a essa aula e a todo o nosso acervo de mais de 600 horas de aulas sobre Psicanálise.


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