No início da vida, precisamos não só de braços que nos segurem, mas, principalmente, de um ambiente seguro.

O psicanalista inglês Donald Winnicott (1896-1971) descobriu que todo bebê precisa de uma mãe que seja capaz de segurá-lo.

— Uai, Lucas, como assim ele “descobriu” isso? Não é uma coisa óbvia?

Não.

Eu não estou me referindo apenas ao ato físico de segurar. Desse, sim, é evidente que o bebê precisa.

Afinal, é claro que uma mãe frequentemente estará com o recém-nascido em seus braços.

O que Winnicott descobriu é que esse “segurar” não deve acontecer apenas fisicamente, mas, sobretudo, num sentido EMOCIONAL.

O termo em inglês utilizado pelo autor é HOLDING, que pode ser traduzido tanto pelo ato de segurar quanto por contenção ou sustentação.

Uma mãe precisa segurar fisicamente seu filho recém-nascido porque ele ainda não consegue se locomover sozinho, certo?

Então, para amamentá-lo, por exemplo, ela precisa pegá-lo no berço e segurá-lo junto a si.

Se a genitora solta o bebê, ele simplesmente cai, pois ainda não é capaz de ficar de pé por conta própria.

Uma dinâmica semelhante ocorre na dimensão emocional.

O recém-nascido ainda não possui maturidade suficiente para se perceber como uma pessoa particular com um eixo subjetivo próprio.

Por isso, ele precisa de alguém que seja capaz de segurá-lo, contê-lo, sustentá-lo também no plano psíquico.

Se a principal função do segurar físico é evitar que a criança caia, o propósito essencial do segurar psíquico é não perturbar o desenvolvimento natural do bebê.

Assim, na prática, segurar emocionalmente o recém-nascido significa proporcionar a ele uma atmosfera de segurança, confiabilidade e previsibilidade.

Como ainda não se percebe como uma pessoa separada, o bebê experimenta EM SI as instabilidades que porventura aconteçam no ambiente à sua volta.

É como se a criança vivenciasse uma espécie de terremoto psíquico já que, nessa fase, o ambiente exerce, para ela, uma função de “chão” emocional.

Se esses “terremotos” não são muito frequentes, o bebê vai aos poucos se distinguindo como pessoa e se apropriando da segurança proporcionada pelo ambiente.

Se, num primeiro momento, precisava ser segurado emocionalmente pela mãe, paulatinamente ele vai adquirindo a capacidade de SE SEGURAR por conta própria.


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Raíssa: uma paciente que falava muito, mas era assombrada pelo silêncio do luto

Quando Raíssa, uma jovem de 25 anos, começou a fazer terapia com a psicóloga Fernanda, sua queixa era a de que não conseguia “manter” um relacionamento.

A moça dizia que seus namoros duravam muito pouco. Após alguns meses, os rapazes terminavam e ela nunca entendia muito bem o motivo.

Raíssa tinha a esperança de que a terapia a ajudaria a descobrir o que havia de errado consigo.

Fernanda percebeu logo nas primeiras sessões que, diferentemente da maioria de seus pacientes, Raíssa não tinha uma postura interativa.

A jovem tinha sempre muito assunto, contava mil e uma situações, mas fazia isso sem convocar a participação da terapeuta. Parecia estar falando sozinha.

A psicóloga se sentia incomodada por ser colocada na posição de espectadora, mas, ao mesmo tempo, se divertida com as histórias contadas pela paciente.

De todo modo, adotava uma atitude clássica, mais silenciosa, e só intervinha para fazer algumas perguntas e pontuações.

Após cinco anos, Raíssa estava noiva e acreditava ter resolvido sua dificuldade em manter relacionamentos. Porém, não cogitava a hipótese de sair da terapia.

— Eu não vivo mais sem análise. Vou fazer até morrer. — dizia de vez em quando nas sessões.

Fernanda, por sua vez, tinha a sensação de que o problema central de Raíssa ainda não havia sido trabalhado.

A terapeuta sentia que a postura falante da paciente era artificial, defensiva e exercia alguma função específica na transferência.

Tal função só foi descoberta depois que um incidente contado pela paciente fez Fernanda se lembrar de um detalhe que ela havia contado logo na primeira sessão:

— Meu irmãozinho morreu logo depois que eu nasci. Por isso, mamãe só conseguiu me amamentar por um mês. Meu pai disse que ela ficou muito mal, tadinha.

Quais podem ter sido as consequências de um episódio traumático como esse sobre a vida psíquica de Raíssa?

De que forma tal experiência estaria relacionada à postura da paciente em análise?

A psicóloga deveria alterar a forma como vem conduzindo esse caso?

Essas e outras perguntas estão respondidas na aula especial “André Green e o complexo da mãe morta”, já disponível na CONFRARIA ANALÍTICA.


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Maus terapeutas: 3 red flags

Várias pessoas já me perguntaram: “Lucas, como escolher um bom terapeuta?”.

A minha resposta costuma ser a mesma: nem sempre dá para saber de antemão se o profissional é competente.

Na maioria das vezes, você vai ter que experimentar pelo menos uma ou duas sessões com ele para poder fazer sua avaliação.

Contudo, posso listar aqui para você 3 sinais de alerta, ou seja, 3 atitudes típicas de um MAU profissional de saúde mental:

1 – FALA MUITO

Uma das principais atribuições de um terapeuta é a ESCUTA.

O paciente está cansado de ouvir pessoas dizendo o tempo todo na internet, na televisão ou na família o que deve fazer.

Ele quer estar diante de alguém que seja capaz de escutar suas queixas, suas insatisfações, sua história…

O terapeuta verborrágico rouba o espaço do paciente e o coloca numa posição de espectador ou de aluno, impondo seu pensamento em vez de permitir que o sujeito faça suas próprias elaborações.

2 – ENTRA MUDO E SAI CALADO

Como eu disse, todo paciente quer ser escutado. Sim, mas ele não pode ter a sensação de que está falando para as paredes.

Há terapeutas que simplesmente não abrem a boca a sessão inteira e se defendem dessa postura inadequada usando uma série de malabarismos teóricos.

Ainda que o silêncio tenha uma função importante no processo terapêutico, o profissional precisa demonstrar ao paciente que está ali, VIVO, PRESENTE, ATENTO.

E isso não tem como acontecer se ele fica o tempo todo lá, caladão, feito um dois de paus.

3 – ESTÁ SEMPRE DANDO CONSELHOS

Embora os próprios pacientes muitas vezes demandem orientações ou sugestões sobre o que devem fazer em certas situações, o bom terapeuta evita fornecê-las por uma razão muito simples:

Um dos principais objetivos de qualquer processo terapêutico é ajudar o sujeito a se tornar mais autônomo e responsável por suas escolhas.

O profissional que vive dando pitaco compromete o alcance dessa meta, pois mantém o paciente numa posição infantil e dependente.

Agora, me fale: você já passou por terapeutas assim?


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Felicidade não é maçã.

Todos nós caímos na tentação de tratar conceitos como se fossem coisas.

Felicidade, por exemplo, é um conceito. Já maçã é uma coisa.

CONCEITOS, como a própria palavra indica, são entes CONCEBIDOS, ou seja, formados, produzidos, construídos. Por quem? Pela mente humana.

De fato, boa parte deles se refere a realidades empíricas, mas um conceito em si mesmo é fundamentalmente algo que saiu DA NOSSA CABEÇA.

Por outro lado, COISAS são entes que fazem parte do mundo externo, que podem ser observados, tocados, experimentados.

Normalmente, ninguém discute o que são maçãs. Afinal, para saber isto, basta olhar para uma.

O mesmo vale para “felicidade”?

É claro que não!

Se perguntarmos a dez pessoas o que significa ser feliz, obteremos, no mínimo, umas três ou quatro definições diferentes.

O curioso, porém, é que frequentemente nós usamos o conceito de felicidade como se todo o mundo estivesse de acordo sobre o seu significado.

Beatriz está em dúvida quanto à continuidade de seu relacionamento.

Ela não sabe se termina ou não com o namorado, pois não sente muito desejo de ir para a cama com o rapaz apesar de gostar muito da companhia dele.

Ao ouvir seu dilema, Ana, uma amiga, lhe diz com toda a naturalidade do mundo:

— Ah, Bia, termina logo com esse cara. Vai SER FELIZ, mulher!

Ao falar isso, Ana está trabalhando com uma definição muito específica de felicidade.

Em outras palavras, o que ela está dizendo é mais ou menos o seguinte:

“Só é possível ser feliz em um relacionamento se você sentir muito tes4o pelo seu parceiro.”

Porém, ao aconselhar Beatriz, a amiga trata essa sua concepção de felicidade como se fosse algo tão evidente e indiscutível quanto uma maçã.

Ana não sabe, mas está utilizando uma artimanha retórica muito empregada na publicidade:

Coisificar os conceitos para levar as pessoas a não pensar e simplesmente aceitar o que está sendo oferecido.

Na contramão desse processo ide0lógic0 está a MASTERCLASS 100% GRATUITA “Ser feliz: é possível?” que eu vou ministrar na quinta-feira às 20h.

Quero justamente estimular você a pensar sobre o conceito de felicidade à luz das ideias de Freud e de Winnicott.

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[Vídeo] Você tem um ponto fraco emocional?


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Por que Lacan disse que “o pai é uma metáfora”?

No ano acadêmico de 1957-1958, o psicanalista francês Jacques Lacan ministrou um seminário intitulado “As formações do inconsciente”.

Como de costume, o autor não se manteve restrito ao tema central do curso e enveredou por uma série de outros tópicos relacionados.

É nesse seminário, por exemplo, que Lacan começa a construir o seu famoso “grafo do desejo”.

Um dos assuntos sobre os quais o analista francês mais se debruça é o complexo de Édipo.

A certa altura do curso, mais especificamente na lição 9, ao introduzir sua perspectiva estruturalista sobre a dinâmica edipiana, Lacan diz o seguinte:

“É isto: o pai é uma metáfora”.

Trata-se de uma afirmação surpreendente e ousada.

Afinal, o autor está propondo que o pai que entra (ou não) em jogo no complexo de Édipo é, no fim das contas, um elemento de ordem puramente simbólica.

Dizer que o pai é uma metáfora significa dizer que ele é tão-somente um significante que substitui outro significante e captura o significado dele.

Sim. De fato, é isso o que acontece quando fazemos uma metáfora como “Aquele homem é um banana.”

Nesse exemplo, substituímos o significante “homem” pelo significante “banana”, fazendo com que o segundo capture e transforme o significado do primeiro.

Para Lacan, no complexo de Édipo, é exatamente isso o que acontece:

O pai enquanto significante, ou seja, não o genitor da criança ou qualquer pessoa de carne e osso, substitui o significante do desejo materno e, assim, dá um novo sentido a ele.

É claro que essa ideia só pode ser suficientemente bem compreendida com uma boa e didática explicação, certo?

E é justamente essa explicação simples e acessível que você encontrará na AULA ESPECIAL que foi publicada hoje (sexta) na CONFRARIA ANALÍTICA.

O título dela é “LENDO LACAN 11 – Metáfora paterna e complexo de Édipo” e está disponível no módulo AULAS ESPECIAIS – LACAN.


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Vitimistas encobertos

Como você bem sabe, existem pessoas que estão sempre se colocando EXPLICITAMENTE na posição de vítimas.

Quando estão envolvidas num conflito de interesses, por exemplo, elas sempre se consideram prejudicadas e reivindicam privilégios e regalias.

Há, porém, outro grupo de pessoas que não se apresentam dessa forma, mas também se percebem o tempo todo como vítimas.

Eu me refiro a indivíduos que externamente se comportam de uma forma que é diametralmente oposta à postura do vitimista típico.

Enquanto este se declara prejudicado e exige tratamento especial, as pessoas de que estou falando se dispõem a fazer sacrifícios e não querem ser privilegiadas.

São sujeitos que, inclusive, mesmo quando são realmente vítimas de injustiça, encaram a situação de forma resignada: “Tá tudo bem, não tem problema.”.

No entanto, interiormente, eles não estão tão conformados assim. Pelo contrário…

Se, para fora, dizem que não se importam em ficar com a menor parte ou serem prejudicados num conflito, o que dizem para si mesmos é bem diferente.

“Puxa, ninguém percebeu que fui prejudicado nessa situação. Isso é injusto!”

“Que absurdo eu ter ficado só com esse pouquinho. Teve gente que ganhou muito mais!”

Esses são alguns dos pensamentos que podem passar pela cabeça dessas pessoas, a quem chamaríamos de “vitimistas encobertos”.

Elas não expressam de maneira explícita que estão se percebendo como vítimas, mas interiormente essa é a imagem que possuem de si mesmas.

Enquanto o vitimista típico enuncia em alto e bom som suas queixas e lamúrias, o vitimista encoberto as declara apenas para si mesmo.

O vitimista típico se satisfaz sadicamente com as acusações e reivindicações dirigidas ao outro. No fundo, ele quer angustiar aquele que percebe como seu algoz.

Já o vitimista encoberto obtém sua satisfação da expectativa infantil de que alguém perceba sua condição de vítima e lhe conceda um olhar de compaixão.

Ele se comporta como um herói abnegado na esperança de que alguém finalmente perceba o que ele verdadeiramente acha que é: um pobre coitado.


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Você é viciado em se preocupar?

Existem pessoas que são “viciadas” em preocupação. Você é uma delas?

Estou me referindo a indivíduos que estão sempre pensando em algum problema futuro e, por conta disso, não conseguem relaxar.

Por vezes, o problema em questão é real e, de fato, precisará ser enfrentado.

Contudo, frequentemente o “viciado” em preocupação imagina situações que têm pouquíssima probabilidade de acontecerem.

É como se o sujeito tivesse uma necessidade de estar sempre em estado de alerta, como uma sentinela em um posto prestes a ser invadido pelo inimigo.

Essa analogia, inclusive, pode nos ajudar a vislumbrar o que se passa no mundo interno de pessoas que sofrem com esse problema.

Inconscientemente, tais indivíduos podem nutrir a fantasia de que estão numa batalha perpétua contra insidiosos objetos maus.

Essa fantasia, por sua vez, pode ter sido forjada pelo contato prolongado e/ou muito intenso com um ambiente hostil no início da vida.

Assim, o sujeito cresce, passa a viver em ambientes mais amistosos, mas uma parte do seu psiquismo permanece presa às marcas da vivência persecutória infantil.

Por outro lado, não podemos deixar de considerar outros três fatores que podem contribuir na gênese da compulsão a se preocupar:

(1) Impulso sádico

Todos nós temos uma inclinação natural para dominar, submeter, subjugar.

Pessoas que não conseguem integrar suficientemente bem esse impulso podem acabar expressando-o sintomaticamente por meio do excesso de preocupações.

Afinal, preocupar-se nada mais é que a manifestação do tolo anseio de CONTROLAR o futuro.

(2) Ilusão de onipotência

Nos primeiros meses de vida, graças ao cuidado oportuno exercido pela mãe, somos levados a acreditar que o mundo é governado pelos nossos desejos.

O “vício” em preocupação pode ser a expressão de uma “saudade” patológica dessa experiência ilusória de onipotência vivenciada logo após o nascimento.

(3) Falta de autoconfiança

Afinal, se o sujeito se preocupa o tempo todo é porque não confia em sua capacidade de lidar com os problemas quando (e se) eles de fato aparecerem.


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Qual é seu ponto fraco emocional?

Uma pessoa que sofreu um acidente físico (fraturou um dos dedos do pé, por exemplo) pode passar a apresentar uma maior sensibilidade no membro atingido mesmo depois de ter finalizado o tratamento médico e fisioterápico.

É como se o acidente tivesse convertido aquela área do corpo numa espécie de “ponto fraco”, de tal modo que qualquer pressão mais intensa no local provoca uma leve dor.

Na dimensão psíquica, um processo análogo também acontece.

Em função de certos “acidentes” emocionais, podemos desenvolver uma maior sensibilidade a certos estímulos e vivenciar um estado de dor psíquica diante de situações que a maioria das pessoas encara com naturalidade.

Clara, por exemplo, fica extremamente angustiada quando se vê envolvida em qualquer tipo de conflito interpessoal.

O choque entre os seus desejos e os interesses alheios provoca na moça um estado de tamanha aflição que ela faz de tudo para evitar que essa situação aconteça.

Quando criança, Clara presenciava com alguma frequência brigas violentas entre seus pais, as quais eventualmente ultrapassavam o âmbito verbal.

Para se proteger, a jovem começou a tentar adivinhar os momentos em que as contendas iriam começar a fim de correr para o seu quarto antes e tapar os ouvidos com o travesseiro.

Os embates agressivos entre os pais constituem o “acidente” pelo qual passou o psiquismo de Clara e que o tornou hipersensível a qualquer situação de conflito.

Apesar de não morar com os pais já há bastante tempo, essa moça ainda guarda na alma o registro do terror que vivenciava toda vez que eles brigavam.

Esse resto infantil permanece a maior parte do tempo em estado latente, pois Clara tornou-se extremamente habilidosa na arte de evitar conflitos.

Ele só é ativado quando periodicamente a vida coloca diante da jovem a necessidade de confrontar os interesses de outra pessoa.

Nesses momentos, Clara volta a ser aquela menininha de 8, 9 anos de idade que tinha medo de se desintegrar ao ouvir os gritos, tapas e xingamentos dos pais.

Felizmente, existe um caminho terapêutico que pode ajudar essa moça a não ser mais refém de seu ponto fraco.

Mas isso é assunto para outro momento.


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A técnica ativa: tirando o paciente da “zona de conforto”

Freud costumava dizer que a análise deveria acontecer numa condição de “abstinência”.

Na prática, isso significa que o analista deveria manter o paciente num estado de permanente… desconforto.

Isso mesmo: desconforto.

Mas antes que venha alguém acusar o pai da Psicanálise de sadismo, deixe-me explicar o motivo pelo qual ele defendia isso.

Freud acreditava que se a análise fosse uma experiência muito tranquila, confortável e satisfatória, o paciente não se engajaria no processo terapêutico.

Ele ficaria ali falando, falando, falando, usufruindo da companhia agradável do terapeuta e não sairia do lugar.

Por isso, o médico vienense recomendava justamente que os analistas não fossem companhias muito agradáveis…

Um paciente insatisfeito, pensava Freud, “trabalha” mais na análise do que aquele para quem as sessões são momentos de puro deleite.

De fato, gente, nós não podemos deixar nossos pacientes numa “zona de conforto”.

Nossa presença precisa ser SUFICIENTEMENTE incômoda para provocá-los e incitá-los a fazer contato com os conteúdos de seu Inconsciente.

O problema é que, às vezes, a simples postura mais reservada e profissional do analista não é suficiente para mobilizar o sujeito e perturbar suas resistências.

Eventualmente, é preciso que o terapeuta convide o paciente a SE MEXER em algumas áreas de sua vida a fim de levá-lo a sair da zona de conforto.

Foi essa a conclusão a que o psicanalisa húngaro Sándor Ferenczi chegou quando propôs a chamada “técnica ativa”.

Trata-se de um procedimento que consiste em recomendar ao paciente que faça ou deixe de fazer certas coisas a fim de estimular a manifestação do Inconsciente.

Na AULA ESPECIAL publicada hoje (sexta) na CONFRARIA ANALÍTICA, eu explico (com exemplos) em que momentos a técnica ativa pode ser utilizada e de que forma deve ser aplicada.

O título da aula é “LENDO FERENCZI 09 – Como e quando utilizar a técnica ativa” e já está disponível no módulo AULAS ESPECIAIS – FERENCZI.


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A sua verdade está aí, na sua cara. Você só não quer enxergá-la.

Muitas pessoas se habituaram a pensar que possuem uma “verdadeira essência” escondida por trás daquilo que efetivamente fazem.

A própria Psicanálise contribuiu para a formação dessa ideia com a descoberta de que nossos comportamentos são influenciados por pensamentos inconscientes.

Assim, muita gente procura um psicanalista na esperança de finalmente descobrir quem REALMENTE é, como se essa verdade estivesse oculta e precisasse ser desvelada.

Quem pensa dessa forma se esquece de outra descoberta crucial da Psicanálise: a de que o Inconsciente está SEMPRE falando — em alto e bom som.

— Como assim, Lucas?

Veja: os pensamentos que nós reprimimos e/ou mantemos reprimidos estão sempre retornando à nossa consciência de modo disfarçado.

Eles não ficam, como muita gente imagina, presos e guardados lá no Inconsciente.

A mocinha que tem inclinações homossequissuais reprimidas, por exemplo, está o tempo todo expressando-as de modo indireto, simbólico, metafórico.

Só é preciso ter olhos para ver.

A repugnância afetada diante de uma cena de beijo entre duas mulheres num filme pode muito bem ser a expressão pelo avesso do desejo não reconhecido.

Assim como a violência com que aquele rapaz se condena e se cobra pode revelar, nas entrelinhas, a ardente agressividade que ele insiste em tentar reprimir.

A repressão, senhoras e senhores, SEMPRE FRACASSA.

É como tentar se livrar do corpo de um pássaro morto guardando-o numa gaveta.

O cheiro do cadáver em decomposição inevitavelmente denunciará sua presença ali.

Por isso, se você quer descobrir a sua “verdadeira essência”, basta olhar para o que efetivamente diz, faz e pensa.

Ela não está enterrada num baú recôndito ao qual só se tem acesso depois de um longo processo de escavação.

A nossa verdade está aí, na nossa cara, gritando a plenos pulmões.

O problema é que a gente se nega a escutá-la.

E é por isso que a Psicanálise demora.

De fato, a gente precisa de um bom tempo para tomar coragem de olhar para a verdade e mais tempo ainda para se acostumar com o seu modo peculiar de falar.


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Você realmente sabe o que significa “sujeito suposto saber”?

A expressão “sujeito suposto saber”, inventada por Lacan é frequentemente utilizada por quem trafega no território psicanalítico.

A minha impressão, porém, é a de que muitas pessoas a utilizam de forma equivocada, sem saber exatamente o que, de fato, significa.

Trata-se de um daqueles termos que parecem meio autoexplicativos e que, justamente por isso, acabam levando a mal-entendidos.

Tem gente, por exemplo, que acha que um professor está na posição de sujeito suposto saber só porque os alunos supõem que ele saiba o que está ensinando.

Nada a ver!

Quando Lacan apresentou a noção de sujeito suposto saber lá em 1964, no seminário 11, isso aconteceu em meio a seu esforço para FORMALIZAR o conceito psicanalítico de TRANSFERÊNCIA.

O psicanalista francês acabou chegando à conclusão de que a função do sujeito suposto saber é um elemento essencial na ESTRUTURA da transferência.

Se não levarmos esse contexto em consideração, acabaremos caindo na cilada de achar que sujeito suposto saber significa simplesmente uma pessoa que se apresenta como alguém que supostamente sabe.

— Beleza, Lucas, entendi. Mas se o sujeito suposto saber não é isso, o que ele é, então?

A resposta para essa pergunta está exposta de forma didática, simples e com exemplos na AULA ESPECIAL publicada hoje na CONFRARIA ANALÍTICA.

O título dela é “A transferência e o sujeito suposto saber” e está disponível no módulo AULAS ESPECIAIS – LACAN.


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A gente faz Psicanálise para desembolar o confuso novelo de nossa história.

Freud cunhou o termo PsicANÁLISE para designar o método psicoterapêutico que inventara por uma razão muito simples:

A essência do tratamento que estava propondo consistia em identificar e trazer à luz os ELEMENTOS reprimidos que estavam na base dos sintomas neuróticos.

De fato, analisar quer dizer literalmente isso: examinar detalhadamente determinado objeto a fim de distinguir seus componentes.

Distinguir, por sua vez, significa separar, discriminar, diferenciar.

Partindo dessas premissas, podemos concluir que o percurso que terapeuta e paciente fazem ao longo de uma análise tem sempre como horizonte… a CLAREZA.

Isso vale não só para o tratamento como um todo, mas também para cada uma das sessões.

A cada encontro, o paciente é convidado pelo analista a objetivar por meio da fala o que está se passando em seu psiquismo.

Quase sempre esse material é uma miscelânea verbal carregada de ambiguidades, hesitações e imprecisões.

Ora, uma das tarefas do terapeuta é justamente ajudar o paciente a esclarecer esse todo confuso e obscuro por meio da extração de seus componentes fundamentais.

É como se o sujeito trouxesse para a análise um imenso novelo todo embolado e fosse convocado pelo analista a desembaraçá-lo pacientemente.

O próprio fato de ter que entregar esse emaranhado psíquico ao terapeuta por meio da fala já compele o analisando a começar a deslindá-lo.

Por isso, podemos dizer que a própria estrutura do tratamento psicanalítico é, em si mesma, terapêutica.

Afinal, o ato de endereçar a fala a alguém que verdadeiramente se dispõe a escutar tudo com atenção exige do sujeito um mínimo de análise sobre o que diz.

Todo paciente já passou pela experiência de obter insights preciosíssimos simplesmente fazendo associação livre, sem que o analista dissesse uma só palavra.

Mas o terapeuta também fala.

E essa fala, para ser verdadeiramente analítica, deve estar comprometida com o horizonte da clareza.

Às vezes, nós, analistas, damos suporte, indicamos possíveis saídas, reconfortamos, mas nossa atribuição essencial permanece sendo a de ANALISAR.


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Tricotilomania: um estudo de caso

O termo tricotilomania foi inventado pelo dermatologista francês François Henri Hallopeau em 1889 para nomear um curioso comportamento:

A compulsão que algumas mulheres têm de arrancar seus próprios fios de cabelo.

A expressão cunhada por Hallopeau foi baseada nas palavras gregas “tricho” (cabelo) e “tillo” (arrancar, puxar).

Ana, uma paciente atendida por uma de nossas alunas da CONFRARIA ANALÍTICA, sofre há muito tempo com esse problema.

Ela arranca seus fios com tamanha agressividade que chega a machucar o couro cabeludo.

Como ajudar essa moça a abandonar tal comportamento autodestrutivo?

Esse é o desafio que se impõe a sua analista.

A paciente já se submeteu por anos a terapias de adestramento (aquelas que se baseiam na identificação de “gatilhos” e no uso de técnicas de autocontrole).

Nenhuma delas funcionou.

O problema é que o tratamento atual também não está funcionando.

Embora a moça esteja há meses trabalhando com sua analista, a tricotilomania ainda permanece vivinha da silva.

O que a terapeuta não está enxergando?

O que representa simbolicamente na vida de Ana essa fissura incontrolável de arrancar os próprios fios de cabelo?

Como a talking cure psicanalítica pode levar esse sintoma a não ser mais necessário como meio de alívio da ansiedade?

Essas são algumas das perguntas que me propus a responder na aula especial “ESTUDOS DE CASOS #13 – Ana: da identificação com o pai à tricotilomania”, já disponível na CONFRARIA ANALÍTICA.

Trata-se de mais uma aula do módulo ESTUDOS DE CASOS em que comento casos clínicos reais enviados por alunos da nossa escola.


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Preguiça, procrastinação e abulia: entenda as diferenças

Dia desses alguém me perguntou na caixinha do Instagram se preguiça em excesso era sintoma. Eu respondi que era preciso diferenciar preguiça de abulia.

Quero, aqui, me aprofundar um pouco nessa distinção.

O que é a preguiça?

Preguiça é um tipo de prazer.

Sim! É o prazer que eu ESCOLHO deliberadamente obter ao adiar ou evitar a realização de uma tarefa que posso e sei que devo fazer.

Todo o mundo se entrega à preguiça de vez em quando. Afinal, quem é que aguenta viver o tempo todo de forma diligente e produtiva?

É importante salientar que a preguiça é uma forma de PRAZER para diferenciá-la de um fenômeno aparentemente muito parecido: a procrastinação.

Quem verdadeiramente procrastina a realização de uma tarefa não o faz porque quer usufruir do prazer de não trabalhar.

Na VERDADEIRA procrastinação, o sujeito enrola para botar a mão na massa movido pelo afeto do MEDO.

Medo da tarefa ou de elementos associados a ela e que pode estar fundamentado em pensamentos conscientes e/ou inconscientes.

Na preguiça não há medo. Há simplesmente o desejo — humano, demasiado humano — de desfrutar do ócio ou da diversão e evitar o desprazer do trabalho.

Uma pessoa deprimida pode parecer preguiçosa aos olhos de um ignorante em matéria de saúde mental.

Afinal, ela pode ausentar-se do trabalho, passar o dia todo deitada na cama vendo TV e não querer fazer tarefas básicas como tomar banho e escovar os dentes.

A diferença é que o deprimido não faz isso pelo prazer do ócio, mas por uma falta patológica de disposição que nós chamamos tecnicamente de ABULIA.

A pessoa deprimida não ESCOLHE ficar à toa e não se sente bem fazendo isso como acontece conosco quando nos entregamos à preguiça.

Na verdade, o deprimido está apenas sofrendo os efeitos involuntários de um desarranjo psíquico que pode ser motivado por inúmeros fatores.

Portanto, concluindo, preguiça é escolha voluntária pelo prazer da folga.

Abulia depressiva, por sua vez, é o padecimento não deliberado de uma falta de vontade não só de trabalhar, mas de viver…


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