[Vídeo] Recado Rápido #11 – Formação reativa

Freud deu o nome de formação reativa a um mecanismo de defesa que consiste na expressão de sentimentos, atitudes, pensamentos e comportamentos cujo conteúdo é diametralmente oposto àquele que foi recalcado. O exemplo mais clássico dessa operação subjetiva é do sujeito que faz uso do moralismo excessivo para compensar “do lado de fora” as intensas fantasias eróticas inconscientes que se manifestam “do lado de dentro”. Neste 11º recado rápido, faço um breve comentário sobre esse curioso mecanismo.

[Vídeo] Recado Rápido #10 – Príncipe encantado

Em minha experiência clínica tenho notado que algumas pessoas, sobretudo mulheres, nutrem a fantasia de que, em algum momento de suas vidas, encontrarão uma parceria amorosa plenamente satisfatória, uma espécie de “príncipe encantado” com quem, como nos contos de fada, serão felizes para sempre. Submetidas a essa fantasia, tais pessoas evitam se expor às oportunidades de se engajarem em relações concretas em função do medo de se depararem com a impossibilidade de realização da fantasia.

[Vídeo] Recado Rápido #09 – Você não é você

Uma das descobertas mais revolucionárias advindas da experiência psicanalítica foi a de que a nossa personalidade ou identidade é constituída por uma miscelânea de traços de outras pessoas. Neste nono recado rápido, faço alguns comentários sobre as implicações clínicas dessa descoberta. De fato, muitos dos nossos sintomas e padrões doentios de comportamento estão diretamente ligados às diversas identificações que compõem o nosso eu.

[Vídeo] Recado Rápido #08 – Aceitar o passado

Todos nós sabemos que não se pode retornar ao passado. Apesar disso, muitas pessoas alimentam uma fantasia inconsciente de que isso é possível. Assim, frequentemente se imaginam em situações passadas, especialmente aquelas que produziram raiva, rancor, ressentimento humilhação. Ao desejarem ardentemente retornar a essas situações para dar respostas diferentes a elas, tais indivíduos não conseguem “digerir” certas experiências aflitivas. É sobre isso que falo nesse oitavo recado rápido.

[Vídeo] Recado Rápido #07 – Agressividade é vida

Muitas pessoas acreditam que a agressividade é uma atitude a ser sempre evitada ou, no mínimo, dominada. Creem que um indivíduo psicologicamente maduro é aquele capaz de lidar com problemas e conflitos de forma não-agressiva. Em suma, associam sempre agressividade a violência e a descontrole emocional. Neste oitavo recado rápido, demonstro que a agressividade não possui apenas uma faceta destrutiva e que sua expressão pode ser sinal de saúde e não de adoecimento emocional.

[Vídeo] Recado Rápido #06 – Não se esqueça

Neste sexto recado rápido, comento uma relevante lição que a experiência psicanalítica nos forneceu, a saber: os danos que podemos provocar em nós mesmos ao tentar lidar com nossos conflitos esquecendo-os. Freud nos ensinou que, na tentativa de nos defendermos da angústia que determinados pensamentos provocam, nós tendemos a expulsá-los da consciência. O problema é que eles insistem em se fazer reconhecer e podem alcançar esse objetivo através de sintomas.

[Vídeo] Recado Rápido #05 – Crédito afetivo

Neste quinto recado rápido, falo sobre um fenômeno muito comum em nossas relações interpessoais: a expectativa de receber uma espécie de pagamento ou restituição pelo investimento afetivo que fazemos em outras pessoas. Nesses casos, sem perceber estamos lidando com o outro como se ele fosse um consumidor e nós uma instituição que administra “cartões de crédito afetivo”. A diferença é que, diferentemente do cartão de crédito financeiro, o afetivo é absolutamente impagável.

[Vídeo] Recado Rápido #04 – Maturidade e negociação

Neste quarto recado rápido falo sobre um dos aspectos que caracterizam um indivíduo emocionalmente maduro. Trata-se da capacidade de reconhecer que a realidade possui um funcionamento autônomo, ou seja, não se adaptando espontaneamente aos nossos desejos. Na maturidade emocional, somos capazes de reconhecer essa dimensão rígida do mundo, sem, no entanto, abrir mão do que queremos. O indivíduo emocionalmente maduro se dispõe a negociar a realização de seus desejos com o mundo com a consciência de que, nesse processo, a permanência de certo grau de insatisfação será inevitável.

Peço, por gentileza, às leitoras e aos leitores que deixem nos comentários um feedback acerca dessa nova série de vídeos. Vocês tem gostado? Fiquem à vontade para fazer críticas e sugestões!

[Vídeo] Recado Rápido #03 – Transferindo queixas

Neste terceiro recado rápido, falo sobre um fenômeno muito comum nos relacionamentos amorosos: a transferência para o(a) parceiro(a) de expectativas, demandas e necessidades que não foram satisfeitas na infância. Isso acontece porque a profundidade do vínculo que estabelecemos com a pessoa amada é tão grande quanto aquela que se faz presente na relação entre pais e filhos. Assim, a pessoa que está conosco acaba tornando-se a destinatária de queixas que originalmente foram dirigidas às figuras parentais.

Aproximem suas cadeiras!

a mesa - Copia

Caríssimos, apresento a vocês o projeto “A Mesa“. Trata-se de um bate-papo online, no formato hangout, entre eu e dois amigos também psicólogos, Thalles Contão e Igor Madeira. Pretendemos discutir temas ligados a psicologia, psicanálise, filosofia, internet, religião, cultura e a existência de maneira geral.

A princípio, o programa terá periodicidade semanal e será exibido no meu canal do Youtube ao vivo, ficando disponível posteriormente para quem não puder assistir no dia da gravação. O primeiro episódio será gravado amanhã (segunda-feira, 12/01) a partir das 20h e o tema será “redes sociais”.

Aproximem suas cadeiras!

[Vídeo] Recado Rápido #02 – Empatia patológica

Neste segundo episódio de “Recado Rápido” faço algumas considerações sobre indivíduos que têm a tendência de se colocarem excessivamente no ponto de vista de outro (empatia patológica), sempre abrindo mão dos próprios interesses. Trata-se, na verdade, de uma defesa empregada por pessoas que se sentem incapazes de suportar o desconforto inerente aos conflitos e confrontos relacionais.

[Vídeo] Recado Rápido #01 – Sofrimento administrado

Caríssimos, iniciei uma nova série de vídeos para o YouTube chamada “Recado Rápido”. Trata-se de breves reflexões extraídas de meu trabalho clínico que gostaria de compartilhar. Neste primeiro episódio, falo sobre as dificuldades que muitas pessoas enfrentam para saírem de situações que lhes causam sofrimento em função do medo da necessária reinvenção que todo processo de mudança requer.

[Vídeo] Realização Pessoal

Você já deve ter ouvido algum palestrante argumentando que o trabalho deve ser capaz de nos proporcionar “realização pessoal”. Contudo, raramente se faz menção ao significado dessa expressão, de modo que “sentir-se realizado” se mostra um ideal vago e abstrato. No vídeo abaixo proponho uma interpretação bastante específica para a noção de “realização pessoal” baseada nas concepções teóricas de Winnicott, psicanalista que identificou a necessidade de “sentir-se real” como uma das tendências mais básicas do indivíduo.

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[Vídeo] Para que você está doente?

Na cultura ocidental, cada vez mais temos nos acostumado a adotar uma postura beligerante em relação às doenças. Em geral, ao nos apercebermos doentes, tendemos a buscar de imediato uma forma de eliminar os sintomas sem nos perguntarmos sobre os motivos pelos quais a patologia surgiu. A psicanálise propõe um modo diferente de relação com a enfermidade. Em vez da tentativa desesperada de eliminação dos sintomas, o analista convida o paciente a interrogar-se acerca das funções que a doença pode estar desempenhando em sua vida afetiva e na relação que estabelece consigo e com o outro.

[Vídeo] Ética, medo e confiança

Como nos tornamos seres morais? Essa questão que tradicionalmente foi objeto da filosofia, também foi abordada pela psicanálise. Para Freud, a moralidade seria necessariamente proveniente de fora do indivíduo já que “naturalmente” seríamos dotados apenas de pulsões. Do ponto de vista freudiano, os responsáveis por nos transmitir as regras e princípios morais seriam os pais ou cuidadores e o principal fator que faria com que introjetássemos a moralidade seria o medo de perder o amor dos pais. No vídeo abaixo faço uma crítica a esse raciocínio demonstrando que ele só tem validade para os casos de crianças emocionalmente doentes.

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