[Vídeo] Recado Rápido #01 – Sofrimento administrado

Caríssimos, iniciei uma nova série de vídeos para o YouTube chamada “Recado Rápido”. Trata-se de breves reflexões extraídas de meu trabalho clínico que gostaria de compartilhar. Neste primeiro episódio, falo sobre as dificuldades que muitas pessoas enfrentam para saírem de situações que lhes causam sofrimento em função do medo da necessária reinvenção que todo processo de mudança requer.


[Vídeo] Realização Pessoal

Você já deve ter ouvido algum palestrante argumentando que o trabalho deve ser capaz de nos proporcionar “realização pessoal”. Contudo, raramente se faz menção ao significado dessa expressão, de modo que “sentir-se realizado” se mostra um ideal vago e abstrato. No vídeo abaixo proponho uma interpretação bastante específica para a noção de “realização pessoal” baseada nas concepções teóricas de Winnicott, psicanalista que identificou a necessidade de “sentir-se real” como uma das tendências mais básicas do indivíduo.

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[Vídeo] Para que você está doente?

Na cultura ocidental, cada vez mais temos nos acostumado a adotar uma postura beligerante em relação às doenças. Em geral, ao nos apercebermos doentes, tendemos a buscar de imediato uma forma de eliminar os sintomas sem nos perguntarmos sobre os motivos pelos quais a patologia surgiu. A psicanálise propõe um modo diferente de relação com a enfermidade. Em vez da tentativa desesperada de eliminação dos sintomas, o analista convida o paciente a interrogar-se acerca das funções que a doença pode estar desempenhando em sua vida afetiva e na relação que estabelece consigo e com o outro.


[Vídeo] Ética, medo e confiança

Como nos tornamos seres morais? Essa questão que tradicionalmente foi objeto da filosofia, também foi abordada pela psicanálise. Para Freud, a moralidade seria necessariamente proveniente de fora do indivíduo já que “naturalmente” seríamos dotados apenas de pulsões. Do ponto de vista freudiano, os responsáveis por nos transmitir as regras e princípios morais seriam os pais ou cuidadores e o principal fator que faria com que introjetássemos a moralidade seria o medo de perder o amor dos pais. No vídeo abaixo faço uma crítica a esse raciocínio demonstrando que ele só tem validade para os casos de crianças emocionalmente doentes.


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[Vídeo] Você é normal?

No senso comum, a normalidade é tomada como sinônimo de adequação social. Diz-se que uma pessoa normal é aquela cujo comportamento não apresenta traços de extravagância ou transgressão. No campo médico, tradicionalmente a noção de normalidade foi tomada como equivalente de saúde. Trata-se de um grave equívoco, como o filósofo Georges Canguilhem demonstrou. No vídeo abaixo, explico porque a normalidade está mais próxima da mediocridade do que da saúde.

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[Vídeo] Anorexia

É muito comum ouvirmos leigos e até mesmo psicólogos e psiquiatras dizerem que a anorexia nervosa é uma patologia cuja origem está ligada diretamente aos padrões de beleza do mundo contemporâneo. Defende-se a ideia de que esses referenciais estéticos oprimem de tal forma os indivíduos, sobretudo mulheres, que acabam levando alguns deles a recusarem a ingestão de alimentos a fim de alcançarem o corpo supostamente valorizado socialmente. No vídeo abaixo, apresento um ponto de vista completamente distinto fundamentado na tese proposta pelo psicanalista Jacques Lacan de que na anorexia come-se o nada.

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[Vídeo] Recalque

Atualmente, a palavra “recalque” e suas correlatas “recalcado” e “recalcada” têm se feito presentes com muita frequência no linguajar popular, especialmente entre os mais jovens. Ao contrário do que se poderia pensar num primeiro momento, isso não significa que a juventude brasileira esteja lendo mais sobre psicanálise. Por reviravoltas que a só a linguagem é capaz de provocar, a palavra “recalque” é utilizada não em sua acepção original psicanalítica, mas como sinônimo de inveja ou ressentimento. Levando isso em conta, decidi falar no vídeo abaixo sobre o sentido preciso que o conceito de recalque possui na teoria psicanalítica.

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[Vídeo] Trauma

No senso comum a palavra “trauma” costuma ser associada a eventos extraordinários como acidentes, catástrofes, tragédias e abusos. No entanto, quando nos debruçamos sobre o sentido original do conceito de trauma na teoria psicanalítica, nos damos conta de que o aspecto que define um evento como traumático não é sua natureza mais ou menos impactante, mas sim a capacidade do indivíduo de lidar com uma determinada experiência.


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[Vídeo] O importante é ser feliz?

Você já deve ter ouvido muitas pessoas dizerem “O importante é ser feliz!” como se estivessem fornecendo um sábio conselho. Contudo, o que significa “ser feliz”? Na contemporaneidade, a felicidade geralmente é pensada como sinônimo de prazer. Nesse sentido, não seria perigoso tanto do ponto de vista individual quanto social, exortar as pessoas a buscarem a felicidade a qualquer custo?

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[Vídeo] Sempre fomos antropocêntricos

Quando falamos sobre a história da civilização ocidental, geralmente nos referimos à passagem de uma visão teocêntrica (Deus como agente primordial da realidade) para uma visão antropocêntrica da realidade (o homem como agente primordial da realidade). Neste vídeo, tento demonstrar a hipótese de que já éramos antropocêntricos mesmo no teocentrismo.

[Vídeo] Psicanálise prática

Em psicanálise, o alívio do sofrimento experimentado pelo paciente é apenas um efeito “extra” do tratamento ou deve ser o seu objetivo primordial?


Íntegra da palestra “Doença como manifestação da vida? Como assim?”

Caríssim@s, na noite de ontem ministrei a palestra online “Doença como manifestação da vida? Como assim?” através da plataforma Eventials. Agradeço a todos os que estiveram presentes!

Iniciei a conferência falando sobre a obsessão pelo controle das doenças e seus respectivos fatores de risco presente na medicina moderna. Demonstrei que essa obsessão está fundamentada numa visão da enfermidade como um fenômeno essencialmente maligno e que precisa ser exterminado a qualquer custo. Através de uma breve análise histórica, argumentei que essa representação da doença está intimamente ligada à racionalidade científica moderna que ainda se faz presente no paradigma hegemônico no campo do cuidado em saúde na atualidade, o modelo biomédico. Apresentei, na sequência, as ideias do médico alemão Georg Groddeck acerca do adoecimento. Demonstrei que do ponto de vista groddeckiano, a doença não pode ser vista como uma manifestação a ser combatida, mas sim como um fenômeno a ser compreendido, pois não tratar-se-ia de algo que acomete o paciente, mas sim de uma expressão do próprio indivíduo.  Nesse sentido, o combate à doença seria necessariamente um combate ao próprio doente! Embora Groddeck não negligencie a importância de fatores como vírus, bactérias e processos orgânicos na produção das doenças, para o autor toda enfermidade só surge quando sua presença é necessária para cumprir alguma função na vida subjetiva do doente. Ao final, respondi a algumas perguntas dos presentes.

Assista à íntegra da palestra, clicando aqui.

AVISO IMPORTANTE: Comece a assistir o vídeo a partir de 19:32. No início do evento, o áudio não estava sendo transmitido, o que me foi alertado pelas pessoas que estavam assistindo. O problema só foi resolvido quando reiniciei o meu computador. Por esse motivo, a palestra foi iniciada com cerca de 20 minutos de atraso.

Affectus #003 – “Não consigo dizer ‘Não’!”

O post desta semana seria a parte final do artigo “Questionando o ‘óbvio’: a falta é a causa do desejo?”, mas, como o último segmento é, na verdade, um “adendo” e não propriamente uma conclusão resolvi adiar sua publicação para a semana que vem.

Hoje apresentarei o terceiro episódio de “Affectus“, um projeto audiovisual que tem o objetivo de colocar em pauta dificuldades e problemas emocionais do cotidiano, apontando possibilidades de compreensão e enfrentamento sem, todavia, propor soluções. Trata-se, na verdade, de pílulas de provocação, prescritas para incomodar e mobilizar o espectador rumo ao questionamento e à reflexão e quem sabe, produzir como efeito colateral a procura de ajuda psicoterapêutica.

Nesse terceiro episódio o tema é a dificuldade que muitas pessoas enfrentam para recusar demandas provenientes do outro, a qual frequentemente se expressa pela impossibilidade de dizer “não”. No vídeo, defendo a tese de que tal dificuldade é apenas o sintoma de um padrão de relacionamento interpessoal marcado pelo medo do sujeito de se responsabilizar pelo próprio posicionamento.

Affectus #002 – Depressão: a retranca da vida

Affectus é meu novo projeto audiovisual. Trata-se de uma série de vídeos em que discuto temas ligados diretamente à clínica sobretudo as dificuldades e problemas emocionais que atualmente se apresentam com maior frequência em nossos consultórios.

Neste segundo episódio abordo a depressão a partir de um ponto de vista não-medicalizante, ou seja, que não encara a depressão como uma doença, mas sim como uma posição subjetiva. Utilizando uma analogia com o esporte mais popular do Brasil, o futebol, busco demonstrar no vídeo que a depressão é uma defesa empregada por determinados indivíduos para lidar com certos tapas na cara que a vida lhes dá.

Affectus #001 – Lidar com a ansiedade

Eis abaixo o primeiro episódio de “Affectus“, minha nova produção audiovisual voltada para a internet. Fazendo jus ao título do projeto (que é a tradução latina da palavra “afeto”) pretendo produzir em cada episódio uma reflexão sobre impasses e dificuldades emocionais vivenciadas pelos sujeitos na contemporaneidade. Como eu friso no primeiro vídeo, não se trata de nada semelhante à auto-ajuda. Pelo contrário, minha proposta é justamente a de evidenciar que não há uma fórmula mágica para a resolução de nenhum problema subjetivo e que em todos eles fatores irredutíveis ligados à condição humana se fazem presentes.

Ficaria muito feliz se vocês postassem reações ao vídeo nos comentários. Enjoy!