Quem não suporta ser odiado é uma vítima perfeita para quem não tem problemas em odiar.

Um dos meus vídeos mais assistidos nas redes sociais é um corte da entrevista que dei ao meu amigo @wallace.studiolut no podcast @ovitruviano_ .

No trecho em questão, eu começo dizendo que, se uma pessoa não suporta ser odiada, ela não deveria ter filhos.

E por que falei isso?

Porque, numa relação saudável entre pais e filhos, é natural que os pais se apresentem como obstáculos para a realização de certos desejos das crianças.

Nesse sentido, é inevitável que os filhos sintam ódio e queiram expressá-lo junto a seus genitores.

Cabe aos pais serem capazes de aguentar essa hostilidade sem ressentimento e sem se vingarem.

Mas essa capacidade de suportar ser odiado não deve estar presente apenas nos pais, mas em qualquer pessoa que almeje ter relações interpessoais saudáveis.

Quem não dá conta de ser odiado é uma vítima perfeita para quem não tem problemas em odiar abertamente.

Veja o exemplo de Tábata.

Ela namora com Fernando.

Como seus pais eram muito controladores e repressores, a moça não tinha “permissão” para odiá-los quando era criança. Por isso, aprendeu a reprimir sua hostilidade.

Resultado: tornou-se aquela pessoa extremamente doce e passiva que se vê e é vista pelos outros como incapaz de fazer mal a uma mosca.

Fernando, por sua vez, encara o ódio como um sentimento normal e, sempre que se incomoda com algum comportamento da namorada, expressa sua hostilidade de modo extremamente natural.

Por não ter “aprendido” a odiar, Tábata também não “sabe” se sentir odiada.

Por isso, sempre que o namorado está chateado com ela, a moça fica desesperada e tenta de todas as formas mudar o estado de humor do rapaz, submetendo-se a todas as vontades dele.

Tábata chega ao ponto de pedir desculpas por coisas que não fez ou que não considera que foram erradas só para que Fernando volte a ficar “de bem” com ela.

Tá vendo? Quando você não suporta saber que o outro está chateado ou irritado consigo, você não consegue colocar limites e acaba se tornando vulnerável a toda sorte de manipulações.

Justamente como os pais que não aguentam a pirraça e a birra de seus filhos.


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[Vídeo] Diga-me com quem andas que eu te direi quem és

Nossa identidade é, em larga medida, o conjunto de marcas de pessoas que foram importantes ao longo de nossa vida.


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Entenda a teoria dos 4 discursos de Lacan

No final da década de 1960, o psicanalista francês Jacques Lacan realizou um brilhante exercício de psicologia social teórica.

Refletindo sobre o funcionamento da sociedade à luz das descobertas psicanalíticas, o autor formulou um modelo interessantíssimo para pensar certos tipos de relações sociais.

Trata-se da teoria dos quatro discursos (discurso do mestre, discurso da universidade/ciência, discurso da histérica e discurso do analista).

Lacan utiliza o termo “discurso” para designar certas formas específicas de vínculos entre pessoas (ou entre pessoas e instituições) que se consolidaram ao longo da história na sociedade ocidental.

Para o autor, os quatro discursos mencionados acima possuem uma estrutura tão estável que é possível até prever o que acontecerá quando um deles é posto em funcionamento.

Veja o caso do discurso do mestre, por exemplo.

Sempre que alguém se coloca como agente desse discurso, já dá para concluir de antemão que, em breve, a posição de poder dessa pessoa estará em risco de ser perdida por conta de alguma revolta.

Utilizei o termo “agente” porque, no modelo proposto por Lacan, cada um dos quatro discursos possui uma estrutura básica composta por quatro lugares:

O AGENTE é a máscara (semblante) com que se apresenta aquele que inicia o discurso. A histérica, por exemplo, faz seu discurso aparentando ter uma falta que PODE ser preenchida pelo outro.

A VERDADE é aquilo que está na base do discurso, mas que o agente precisa esconder para sustentar seu semblante. A ciência, por exemplo, não expõe o seu inegável desejo de controle.

O OUTRO é a imagem que o agente tem daquele a quem se dirige no discurso. O analista, por exemplo, enxerga o paciente como um sujeito necessariamente alienado e dividido.

A PRODUÇÃO é o efeito colateral gerado pelo discurso e que o impede de funcionar com perfeição. No discurso do mestre, por exemplo, algo sempre escapole do controle desejado pelo agente.

Se você quiser entender tudo isso de forma mais aprofundada e em detalhes, assista à aula especial publicada hoje (sexta) na CONFRARIA ANALÍTICA.

O título da aula é “AULA ESPECIAL – Teoria lacaniana dos 4 discursos (parte 01): o discurso do mestre e o discurso da universidade” e já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – LACAN”.


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O pessimismo como defesa

Como você encara o futuro?

Na minha experiência clínica, frequentemente me deparo com pessimistas convictos, ou seja, pessoas que olham para o futuro e só conseguem enxergar fracassos e frustrações.

O pessimismo parece ser uma atitude injustificável do ponto de vista racional.

Afinal, ao pensar que tudo vai dar errado, o sujeito é levado a sofrer por antecipação e a própria expectativa pessimista o desestimula a tentar evitar o desfecho negativo que imagina.

Considerando essa falta de razoabilidade, certos psicólogos buscam convencer o paciente pessimista de que o seu modo de pensar é ilógico e precisa ser alterado.

“Quais são as evidências de que as coisas vão dar errado no futuro?”, pergunta o terapeuta convencido de que uma simples reflexão racional será suficiente para levar o paciente à mudança.

Não será.

E não será pela simples razão de que o pessimismo não é apenas um raciocínio equivocado, mas fundamentalmente uma maneira DEFENSIVA de pensar.

Sim! Quando olhamos para o futuro e imaginamos que nada vai dar certo, estamos tentando nos proteger.

Quem me ensinou isso foi justamente… uma paciente pessimista.

A história de vida dela foi marcada por um episódio traumático ocorrido quando era criança: sua mãe decidiu ir trabalhar no exterior e deixou para avisá-la poucos dias antes da viagem.

Atônita com a notícia de que, dentro de pouco tempo, não veria mais a mãe, essa moça nunca mais conseguiu relaxar e passou a enxergar o futuro de modo catastrófico.

Pudera! Ao passar a imaginar que as coisas não dariam certo, ela estava, sem perceber, buscando evitar ser pega novamente DE SURPRESA, como aconteceu ao receber a notícia da partida da mãe.

É como se ela pensasse assim: “Preciso imaginar que todos os problemas que eu temo vão acontecer porque, caso eles efetivamente aconteçam, eu já estarei preparada para enfrentá-los.”.

Nesse sentido, o tratamento da expectativa pessimista não passa por um convencimento racional, pois depende da elaboração do trauma que o paciente vivenciou na infância.

Trauma que continua assombrando-o como um fantasma prestes a a reaparecer a qualquer momento.


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[Vídeo] A Psicanálise não impõe um padrão de saúde mental

No decorrer de uma análise, há sintomas que a gente perde (porque não nos servem para nada mesmo), mas há outros com os quais a gente aprende não só a conviver, mas também a amar.


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[Vídeo] A sexualidade adulta é uma montagem

Neste vídeo, você vai finalmente entender EM HUMANÊS por que Freud disse que a sexualidade infantil é perverso-polimorfa e aprender outras diferenças importantes entre a sexualidade adulta e a sexualidade infantil.


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[Vídeo] Fragmento de um estudo de caso

Esta é uma pequena fatia da aula especial “ESTUDOS DE CASOS 03 – Prazer, culpa e decepção: um caso Dora dos nossos dias”, que já está disponível no módulo “ESTUDOS DE CASOS” da CONFRARIA ANALÍTICA.


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Prazer, culpa e decepção: um caso Dora dos nossos dias

Há cerca de 3 meses, inauguramos na CONFRARIA ANALÍTICA uma nova série de aulas especiais. Trata-se do módulo ESTUDOS DE CASOS.

Nessas aulas eu comento e analiso relatos de casos clínicos reais apresentados por alunos da nossa escola, sugerindo hipóteses interpretativas e possíveis estratégias de intervenção e manejo.

Hoje (sexta) teremos mais um estudo de caso.

Desta vez, conheceremos a história de uma jovem adulta que foi seduzida na infância por um importante membro de sua família.

Veremos como uma situação de abus0 dessa natureza explora a s3xualid4de infantil e pode contribuir para o desenvolvimento de inibições em relação ao pr4zer s3xual.

Esse caso também nos permitirá acompanhar o desenvolvimento de uma típica neurose histérica com todos os elementos característicos desse quadro clínico, tais como:

Fixação ao trauma, sintomas conversivos, estado de insatisfação crônica, crises, hipersensibilidade a contrariedades e instabilidade emocional.

Algumas características da história da moça se assemelham à de Dora, a conhecida paciente de Freud.

Com efeito, ambas tiveram que bloquear a admissão do próprio desejo por terem sido convocadas a engajá-lo num contexto de abus0 e sedução.

Além disso, assim como Dora, a jovem cujo caso comentaremos não pôde contar com um ambiente confiável que reconhecesse sua condição de vítima da exploração do outro.

Em terapia, a moça se apresenta “na defensiva”, como diz a analista que a atende, e se incomoda com as perguntas feitas pela terapeuta em relação aos episódios traumáticos de sua infância.

Por que será que isso acontece? Por que essa paciente tem tanta dificuldade para se abrir?

Por que será que, nas ocasiões em que consegue falar dos abus0s, ela “passa a mão no rosto, fica vermelha, chora” e chega até a dar socos em si mesma?

Esses e vários outros enigmas do caso foram examinados nessa aula especial, cujo título é “ESTUDOS DE CASO 03 – Prazer, culpa e decepção: um caso Dora dos nossos dias”.

A aula já está disponível para todos os alunos da CONFRARIA ANALÍTICA.


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[Vídeo] Explicar as intervenções para o paciente?


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Pare de querer ser outra pessoa

Esta reflexão foi inspirada pela palestra “Alegrias ativas e alegrias passivas: vivemos e pensamos pelos afetos”, que foi proferida recentemente pelo meu mestre e amigo @andremartinsfilosofia .

A íntegra da conferência está disponível no c4n4l do Café Filosófico no Yootubi.

Uma das principais razões que levam as pessoas a procurarem ajuda psicoterapêutica é a insatisfação com o seu jeito de ser.

Essa insatisfação, no entanto, frequentemente decorre de uma comparação que o sujeito faz entre a maneira como ele naturalmente se comporta e o modo como supõe que DEVERIA funcionar.

Eu vou te dar um exemplo para tornar essa ideia mais compreensível:

Beatriz sempre foi uma mulher bastante assertiva, enérgica e nunca gostou de se colocar numa posição passiva na relação com seus parceiros amorosos.

Dois deles, inclusive o mais recente, tiveram dificuldade para lidar com essa postura mais ativa da moça e, por isso, acabaram terminando o namoro com ela.

Triste e frustrada pelo rompimento, Beatriz conheceu uma influenciadora no Instagram que se propõe a ajudar mulheres a terem relacionamentos “incríveis e duradouros”.

Segundo a tal blogueira, para isso acontecer, a mulher DEVE se posicionar na “polaridade feminina” — na prática, se colocar de modo passivo, delicado e dócil na relação com os homens.

Depois que começou a seguir essa influencer, Beatriz vem tentando seguir as orientações dela e… fracassando miseravelmente.

Agora, além de sofrer com a tristeza pelo término do namoro, a moça também se martiriza com a frustração de não conseguir ser a mulher que supostamente ela DEVERIA ser.

Como o prof. André Martins explica, nós temos a capacidade de IMAGINAR cenários supostamente ideais e passamos a acreditar que a vida REAL não só pode como DEVE se adequar a essas idealizações.

Essa conclusão neurótica decorre do seguinte raciocínio moralista: se a minha vida não é o tempo todo satisfatória, isso significa que estou vivendo de modo ERRADO.

Foi nessa armadilha que Beatriz caiu:

Ao invés de AFIRMAR o seu jeito espontâneo de ser, ela passou a querer se tornar OUTRA PESSOA — na vã esperança de alcançar um estado de plenitude que só existe na nossa IMAGINAÇÃO.


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[Vídeo] Manipuladores só manipulam manipuláveis

A “cura” para pessoas que estão em vínculos abusivos não é simplesmente o término da relação, mas o tratamento da PREDISPOSIÇÃO que as levou a aceitarem os abusos.


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[Vídeo] Como a Psicanálise lida com o TOC? O que é resistência? Medo de dar certo? | Pergunte ao Nápoli


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[Vídeo] O histérico busca a insatisfação

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A histérica e seu caso de amor com a insatisfação

Fabíola, uma professora de 37 anos, está em análise com Vanessa desde 2021.

Inicialmente, a principal queixa apresentada pela docente era o excesso de ansiedade que experimentava quando lecionava nas turmas do Ensino Médio.

Logo nos primeiros meses de terapia, essa tensão exagerada diminuiu conforme Fabíola foi elaborando as lembranças de certos eventos ocorridos quando ela própria estava na adolescência.

Entusiasmada com a significativa melhora e tendo desenvolvido um forte vínculo de confiança com Vanessa, a paciente decidiu continuar a análise e passou a falar de outras questões.

O principal problema agora era a vida s3xual com o marido.

A professora se queixa de que ele age de forma fria e distante na maior parte do tempo e só se torna carinhoso quando deseja ter relações com ela.

— … e aí eu corto as asinhas dele! — disse ela numa sessão recente — Tá pensando que eu sou o quê? Um depósito? Não… Ele que vá dormir na vontade!

— Mas… E você? — disse a terapeuta em tom bem-humorado — Acaba dormindo na vontade também, né?

— Nem sempre… Na maioria das vezes eu não estou muito a fim, mas tem dia que eu quero mesmo.

— E você cede à procura dele nesses dias em que está com vontade?

— Depende de como ele se comportou durante o dia. Se tiver me tratado com aquele jeitão gelado dele, eu posso estar subindo pelas paredes que não faço nada!

— Mas agindo assim você está deliberadamente se privando de experimentar prazer, não? — provocou a analista.

— Sim, Vanessa, mas isso eu aguento… O que eu não suporto é ser tratada que nem uma boneca inflável!

— E como seu marido reage quando você se nega a tr4nsar?

— Ele fica aflito, coitado! — diz Fabíola com uma leve risada — Pede desculpa, fala que vai ser diferente, chega a implorar! Porém, eu não cedo… Ele tem que aprender!

— Mas, cá pra nós, a sua prova é bem difícil, né professora? — provoca Vanessa encerrando a sessão.

Como você pôde perceber, essa paciente parece ter um verdadeiro caso de amor com a INSATISFAÇÃO — tanto a sua quanto a do marido.

Essa é uma das características mais marcantes da HISTERIA.

E é sobre ela que falaremos em HUMANÊS na AULA ESPECIAL de hoje na CONFRARIA ANALÍTICA.

O título da aula é “AULA ESPECIAL – A histérica e seu desejo insatisfeito” e ela já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS”.


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Por que muitas pessoas fogem de situações de conflito?

Muitas pessoas fogem de situações de conflito assim como o diabo foge da cruz.

Às vezes, não é sequer necessário que o embate em questão as envolva diretamente.

O que elas tanto temem? Por que se sentem tão ameaçadas em situações de contenda?

Na minha experiência clínica, esse tipo de ansiedade patológica sempre aparece vinculada a um vigoroso processo de repressão da agressividade iniciado na infância.

Não raro, pessoas que temem o conflito foram crianças incentivadas direta ou indiretamente a SUFOCAREM seus impulsos agressivos e a encará-los como PERIGOSOS.

Utilizo aqui a expressão “impulsos agressivos” para designar, por exemplo, a vontade da criança de ofender sua professora quando recebe algum tipo de reprimenda ou punição.

Numa situação como essa, por mais que considere justa a advertência, qualquer criança saudável sentirá ódio pela docente e conceberá naturalmente inocentes fantasias de vingança contra ela.

Pois bem: é esse movimento espontâneo de agressividade que a pessoa que teme conflitos foi levada, na infância, a bloquear e a avaliar como perigoso.

De acordo com minha experiência clínica, isso geralmente é o resultado de um dessas duas situações típicas:

Situação 01: Um dos pais (ou ambos) censurava ou, no mínimo, desencorajava (de forma direta ou indireta) qualquer expressão de agressividade, levando o sujeito a internalizar essa “proibição”.

Situação 02: Um dos pais (ou ambos) expressava sua própria agressividade de forma muito violenta, levando o sujeito a desenvolver um medo dos impulsos agressivos.

Ora, se uma pessoa cresce bloqueando sua agressividade e considerando-a como uma coisa má, é natural que ela fuja de contextos em que a hostilidade é colocada em cena.

E é exatamente isso o que acontece em situações de conflito!

Na terapia psicanalítica, ajudamos o sujeito a vencer sua resistência em relação aos impulsos agressivos oferecendo a ele um ambiente seguro e receptivo para se expressar.

Dessa forma, a pessoa deixa de olhar para a agressividade como um perigo interno e passa a enxergá-la como um recurso saudável para lidar com as INEVITÁVEIS situações de conflito.


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