A falta estrutural de um objeto plenamente satisfatório é INEVITÁVEL e um dos nossos desafios na vida é aprender a conviver com ela.
Já a falta traumática só vai acontecer se o sujeito não receber aquilo que LHE É DE DIREITO na infância, a saber: um ambiente amoroso, acolhedor e pacífico.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
O médico e psicanalista alemão Karl Abraham, um dos primeiros alunos de Freud, escreveu essas palavras num artigo de 1911 chamado “Notas sobre a investigação e o tratamento psicanalíticos da psicose maníaco-depressiva e estados afins”.
Quatro anos depois, no texto “Luto e Melancolia”, Freud também chegaria à conclusão de que há, de fato, um gozo masoquista na melancolia (depressão grave).
No artigo, o pai da Psicanálise explica o que leva uma pessoa a se refugiar nessa forma tão autodestrutiva de satisfação.
Na semana passada, na CONFRARIA ANALÍTICA, começamos a estudar “Luto e Melancolia” linha a linha, parágrafo por parágrafo, e hoje teremos nossa segunda aula ao vivo sobre esse texto, a partir das 20h.
Esta nova série de aulas ao vivo será, para os alunos, uma verdadeira IMERSÃO no estudo das depressões graves e do comportamento suycid4.
Até mais tarde!
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Estruturalmente presos à ideia do “homem de verdade”, os homens sonham com uma “mulher de verdade”, universal, previsível, controlável…
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Esta é uma pequena fatia da aula especial “LENDO KLEIN 03 – MEDO DE MORRER, ANSIEDADE E PULSÃO DE MORTE”, que já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – KLEIN” da CONFRARIA ANALÍTICA.
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Naquela sessão, Sandro parecia mais apreensivo do que de costume.
— Calma… — disse Lavínia, a psicóloga que o atendia, num tom de voz apaziguador — Vamos conversar a respeito disso. Primeiro me fale o que está te deixando tão preocupado.
— OK. Eu estava no plantão e acabei tendo uma discussão com o Rubens, que é um colega mais velho, que está há uns 20 anos lá no hospital.
— E a discussão foi sobre o quê?
— Foi sobre uma paciente que está sob os meus cuidados. Ele quis se intrometer dizendo que a minha conduta estava errada, que a mulher não precisava de cirurgia…
— Hum…
— Aí a gente ficou batendo boca. Até que chegou um momento em que eu perdi a paciência e disse que a paciente era minha e que ele não tinha que se meter.
— E o que aconteceu depois disso?
— Ele saiu resmungando pra lá. O problema é que o cara é simplesmente o médico com mais anos de casa lá do hospital. Com certeza vai fazer minha caveira para a direção.
— Então você está com medo de ser demitido?
— Medo? Eu tenho é CERTEZA de que isso vai acontecer. É só questão de tempo. Por isso é que eu tô desesperado. Já até imagino o diretor ligando para me dispensar.
Lavínia percebeu que o paciente estava “catastrofizando” aquela situação.
De fato, a demissão poderia acontecer, mas era pouco provável que uma simples discussão com o colega decano fosse suficiente para causar tal desfecho.
A hipótese da terapeuta era a de que o rapaz estava projetando em Rubens um objeto interno altamente cruel e ameaçador que ela já havia percebido fazer parte da vida psíquica de Sandro.
Nesse sentido, por trás do medo da pouco provável demissão, Lavínia conseguia vislumbrar uma ansiedade muito mais profunda nesse paciente:
O medo de ser ANIQUILADO por esse objeto mau que habita seu mundo interno provavelmente desde que ele era bebê.
A psicóloga só conseguiu fazer essa interpretação porque conhece as descobertas feitas pela psicanalista Melanie Klein sobre o funcionamento da mente infantil.
Hoje (sexta), quem está na CONFRARIA ANALÍTICA, receberá a aula especial “LENDO KLEIN 03 – MEDO DE MORRER, ANSIEDADE E PULSÃO DE MORTE” em que falo sobre algumas dessas descobertas.
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Há pessoas que, devido a uma profunda fragilidade narcísica, não conseguem tolerar a experiência de se perceberem como vulneráveis.
Para se protegerem dessa percepção, tais indivíduos tendem a atacar, muitas vezes de maneira impiedosa, pessoas com quem convivem, especialmente as mais íntimas.
O objetivo inconsciente desses ataques é fazer com que a outra pessoa se sinta culpada e isso a faça proporcionar ao sujeito o que ele não dá conta de pedir diretamente.
Felipe é assim. Por conta de diversas falhas cometidas por seus pais, o rapaz não conseguiu desenvolver um nível suficientemente bom de autoconfiança.
Contudo, muito precocemente esse sujeito aprendeu a driblar sua insegurança básica por meio de uma postura artificial de força, independência e superioridade.
No relacionamento com Daniela, sua namorada, o jovem se vê constantemente exposto a gatilhos que evocam a insegurança infantil que ele nunca tratou.
Com efeito, a moça é muito bonita e vive recebendo olhares de outros homens e cantadas nas redes sociais. Ela nunca dá bola e até bloqueia os galanteadores mais “saidinhos”.
Apesar disso, a criança insegura que Felipe ainda é no Inconsciente imediatamente vem à tona quando o rapaz percebe algum olhar dirigido a sua amada.
Todavia, ao invés de demonstrar explicitamente sua vulnerabilidade e comunicar diretamente a Daniela o medo de perdê-la para algum “concorrente”, o rapaz se comporta de outra forma.
Sem sequer tomar consciência de sua insegurança, Felipe imediatamente começa a culpar a namorada, dizendo que ela provoca os olhares e cantadas com sua suposta simpatia excessiva.
Tais ataques geralmente “funcionam”.
Sempre que o jovem faz isso, Daniela se sente muito culpada e passa a se esforçar em dobro para demonstrar ao namorado que ele pode confiar nela e que NUNCA o deixará.
Assim, a insegurança de Felipe é temporariamente aplacada às custas de um intenso sentimento de culpa nutrido no coração de Daniela.
É claro que essa moça, por conta de sua história, tem uma facilidade enorme para se sentir culpada. Do contrário, já teria terminado com o rapaz.
Mas isso é assunto para outro dia…
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A alegria que a criança experimenta quando se dá conta de que é a pessoa que vê diante de si no espelho equivaleria à satisfação que nós temos, durante toda a vida, ao nos imaginarmos COMPLETOS.
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Esta sacada genial de Freud encontra-se em seu artigo “Luto e Melancolia”, publicado em 1917.
Esse trabalho continua sendo uma referência ABSOLUTAMENTE FUNDAMENTAL para qualquer profissional de saúde mental que deseja compreender e tratar adequadamente o que se chama atualmente de “Transtorno Depressivo Maior”.
Hoje, a partir das 20h, começaremos a estudar esse texto LINHA A LINHA, PARÁGRAFO POR PARÁGRAFO, lá na CONFRARIA ANALÍTICA.
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Até mais tarde!
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Um dos indícios mais confiáveis de que estamos diante de um paciente neurótico é uma verbalização que denota a presença de um conflito psíquico.
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Esta é uma pequena fatia da aula especial “LENDO FERENCZI 05 – IMPOTÊNCIA SEXUAL E PROBLEMAS DE EREÇÃO”, que já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – FERENCZI” da CONFRARIA ANALÍTICA.
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Quando estava começando a trabalhar com a Psicanálise, o médico Sándor Ferenczi recebeu em seu consultório um artesão de 32 anos.
O tímido rapaz nunca havia conseguido ter uma relação sexu4l satisfatória porque sofria de disfunção erétil e ej4culação precoce.
Ele já havia se consultado com dois outros médicos, sem qualquer resultado positivo.
Desanimado, o artesão já estava pensando em desistir de tentar obter a cura para seus problemas.
No entanto, quando conheceu uma jovem de quem gostou, decidiu fazer uma última tentativa, agora com o dr. Ferenczi.
O psicanalista húngaro suspeitou que os sintomas do rapaz eram de natureza neurótica e que, portanto, tinham origem em algum conflito psíquico envolvendo a sexu4lidade infantil.
Todavia, quando questionado sobre experiências sexu4is vividas quando criança, o jovem artesão dizia que não se lembrava de absolutamente nada.
Já conhecedor da teoria freudiana, Ferenczi sabia que o paciente provavelmente havia reprimido as memórias de sua sexu4lidade infantil e, por isso, não conseguia se recordar de nada.
Mas o Inconsciente não consegue ficar calado, né?
Apesar de não relatar experiências sexu4is infantis, esse paciente contava para Ferenczi que tinha sonhos frequentes com “mulheres corpulentas” de quem nunca conseguia ver o rosto.
Nos sonhos, o rapaz tinha relações com essas mulheres, mas, na hora de chegar ao org4smo, era tomado de uma ansiedade muito forte e acordava extremamente assustado.
Ferenczi perguntou ao rapaz se havia alguma mulher na família com aquele perfil corporal.
O artesão respondeu que uma de suas irmãs mais velhas, justamente a que mais detestava, tinha esse tipo físico…
Essa confissão seria a chave para a descoberta dos motivos pelos quais aquele paciente havia desenvolvido seus problemas sexu4is.
Quem está na CONFRARIA ANALÍTICA saberá quais foram esses motivos e conhecerá as teses de Ferenczi acerca da disfunção erétil de origem psicológica.
Ainda hoje (sexta), no módulo “AULAS ESPECIAIS – FERENCZI” será publicada a aula especial “LENDO FERENCZI 05 – IMPOTÊNCIA SEXU4L E DISFUNÇÃO ERÉTIL”.
Te vejo lá!
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Como você normalmente reage quando alguém o ofende?
Imediatamente começa a se defender?
Há algumas pessoas que funcionam dessa forma. O interlocutor mal termina de enunciar seus insultos e o sujeito ofendido já inicia raivosamente o seu contra-ataque.
Parece haver nesses indivíduos uma espécie de prontidão para a autodefesa, tamanha a rapidez e tenacidade com que reagem a agressões.
Nem todo o mundo é assim.
Há pessoas que ficam completamente atônitas quando são ofendidas, de modo que não conseguem emitir quase nenhuma palavra no momento.
Há também aquelas que, ao invés de se defenderem, começam a chorar, sentindo pena de si mesmas e descarregando sobre si o ódio que não conseguem dirigir ao agressor.
E não podemos deixar de mencionar aqueles que dão conta de conter a raiva gerada pela ofensa e aguardar o momento apropriado para responder aos ataques com assertividade.
Essa variabilidade na maneira como reagimos a ofensas evidencia a existência de PREDISPOSIÇÕES PSÍQUICAS.
Trata-se de tendências que se formam em nós em função da nossa história e que nos tornam propensos a reagir de determinada maneira frente a certas situações.
A pessoa que responde de modo raivoso e imediato a qualquer tipo de ataque provavelmente passou por experiências, sobretudo na infância, que a tornaram inclinada a esse tipo de reação.
Como diz o ditado, gato escaldado tem medo de água fria.
Da mesma forma, indivíduos que se sentiram consistentemente ofendidos e injustiçados quando crianças, tendem a encarar o mundo como um lugar hostil e ameaçador.
Assim, não se surpreendem quando sofrem agressões na vida adulta. Pelo contrário! Eles já ESPERAM tais ataques — armados até os dentes!
Aqueles pusilânimes que se calam ou choram diante de ofensas também podem vir de uma infância marcada por opressões e injustiças.
No entanto, diferentemente do que aconteceu no primeiro caso, não aprenderam a se armar. É provável que o ambiente em que foram criados não lhes permitia a expressão da revolta.
Você consegue identificar a sua predisposição e entender como ela se formou em função da sua história?
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