Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Eis abaixo três razões pelas quais, NA MINHA OPINIÃO, uma pessoa que está passando por problemas emocionais deveria buscar tratamento pela via da Psicanálise:
1 – LIBERDADE:
Em alguns tipos de psicoterapia, o terapeuta adota uma postura ativa, estruturando e direcionando as sessões, aplicando escalas de avaliação e passando tarefas de casa.
Na Psicanálise, isso jamais acontece.
O analista deixa o paciente à vontade para se expressar livremente, da forma como preferir, intervindo pontualmente apenas com perguntas ou breves observações.
Dessa forma, o paciente se sente acolhido, validado e não avaliado e cobrado.
2 – PERDA DO AUTOENGANO:
Na Psicanálise, o terapeuta trabalha com o pressuposto de que o paciente não sabe as verdadeiras motivações de seus problemas emocionais porque tem medo de reconhecê-las.
Em outras palavras, o psicanalista supõe que o paciente inconscientemente SE ENGANA porque não dá conta de suportar suas verdades.
Ao longo da terapia, graças ao vínculo de confiança que estabelece com o analista, o paciente vai adquirindo força suficiente para perder esse medo de si mesmo.
3 – SINGULARIDADE:
Há terapeutas de outras abordagens que valorizam muito o diagnóstico descritivo (depressão, bipolaridade, borderline etc.) porque trabalham com PROTOCOLOS de tratamento, ou seja, planos PADRONIZADOS de tratamento para cada transtorno.
Na Psicanálise, isso jamais acontece.
Embora o analista também faça um diagnóstico (não descritivo!) de seu paciente, o profissional jamais aplicará sobre o analisando um roteiro terapêutico pré-estabelecido.
Pelo contrário! O terapeuta estará muito mais atento para as PARTICULARIDADES do caso e adaptará sua conduta técnica às necessidades singulares de cada paciente.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Ajudar o paciente a AFIRMAR a aleatoriedade e imprevisibilidade da vida e CONVIVER com o reconhecimento dessa verdade deve ser um dos objetivos de qualquer processo psicoterapêutico.
Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Neste vídeo, o Dr. Nápoli descreve os dois principais fatores que levam algumas pessoas a ficarem remoendo erros e supostos erros cometidos e explica como se livrar dessa tendência ao remorso.
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Esta é uma pequena fatia da aula especial “NORMOPATIA: MUDAR NEM PENSAR”, que já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS” da CONFRARIA ANALÍTICA.
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Aquela já era a sexta sessão com Caroline e a psicanalista Paula ainda não havia conseguido formular uma hipótese sequer acerca do que se passava com a paciente.
O discurso de Caroline era extremamente superficial e voltado apenas para acontecimentos banais de seu cotidiano.
Por mais que Paula se esforçasse para encarar as prolixas descrições da paciente como narrativas simbólicas, nada lhe vinha à cabeça.
A terapeuta se lembrava constantemente da frase “Minha arte interpretativa estava pouco inspirada nesse dia” que Freud escreveu na história clínica de Dora.
“Com essa paciente”, pensava Paula, “minha arte interpretativa está SEMPRE pouco inspirada”.
A analista também se incomodava com o fato de Caroline ainda não ter apresentado uma demanda específica que justificasse o início de um processo terapêutico.
Quando questionada por Paula acerca das mudanças que gostaria de obter com a análise, a paciente respondeu:
— Em mim, acho que nada… Ou melhor, acho que eu preciso aprender a ser mais tolerante.
— Como assim? — indagou a terapeuta ligeiramente surpresa.
— Eu acho que eu preciso aprender a lidar com os outros, sabe? As pessoas são muito loucas, Paula!
Depois de dizer isso, a paciente soltou uma gargalhada e começou a descrever minuciosamente as supostas “loucuras” do marido e dos colegas de trabalho.
A analista até tentou estimular Caroline a pensar em suas próprias “loucuras”, mas a paciente simplesmente ignorou a provocação e continuou falando das loucuras DOS OUTROS.
Sentindo-se incompetente e até culpada por não conseguir exercer adequadamente sua função como analista, Paula decidiu finalizar o trabalho com Caroline.
Antes, porém, de comunicar a decisão à paciente, a terapeuta conversou sobre o caso com sua supervisora Bruna — o que lhe fez mudar de ideia.
Com efeito, Bruna lhe falou sobre o conceito de “NORMOPATIA”, uma categoria clínica proposta pela psicanalista neozelandesa Joyce McDougall.
Quem está na CONFRARIA ANALÍTICA receberá ainda hoje (sexta) a aula especial “NORMOPATIA: MUDAR NEM PENSAR”, em que explico detalhadamente como funcionam pacientes normopatas como Caroline.
A aula estará no módulo “AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS”.
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Ansiedade é a experiência emocional extremamente desagradável que vivenciamos quando estamos diante da POSSIBILIDADE de entrar em contato com algo perigoso.
Por que destaquei a palavra “POSSIBILIDADE”?
Porque, quando estamos ansiosos, o perigo em questão ainda não está presente. Portanto, o contato com ele ainda não é uma realidade, mas tão-somente uma POSSIBILIDADE.
Tomemos, como exemplo, o caso clássico de uma estudante que se sente ansiosa antes de fazer uma prova.
Quais são os perigos em questão?
Uma POSSÍVEL dificuldade de resolver as questões, uma POSSÍVEL nota baixa, uma POSSÍVEL reprovação na matéria…
Enfim, tudo aquilo que essa mocinha teme são coisas que PODEM acontecer, mas ainda não aconteceram.
A ansiedade, portanto, depende fundamentalmente da IMAGINAÇÃO.
Só nos sentimos ansiosos porque conseguimos imaginar um possível contato futuro com as situações ou objetos que consideramos perigosos.
— Ah, Lucas, mas eu vivo me sentindo ansiosa sem estar pensando em absolutamente nada. Como explicar isso?
A resposta é que o nosso processo imaginativo não ocorre apenas no domínio da consciência.
Nós podemos INCONSCIENTEMENTE imaginar situações perigosas.
Vou te dar um exemplo:
Tamires se sente bastante frustrada com seu casamento, mas sequer cogita se separar do marido, pois, à luz de suas convicções religiosas, entende que casamento é para sempre.
Por outro lado, a moça frequentemente se vê tentada a desejar outros homens, mas espanta tais pensamentos de sua cabeça tão logo eles aparecem.
Periodicamente, Tamires experimenta fortes crises abruptas de ansiedade.
Fazendo análise, ela pôde descobrir, depois de um árduo trabalho com o terapeuta, que as crises de ansiedade tinham a ver com seus desejos adúlteros.
Elas sempre aconteciam quando ela passava por situações que, de alguma forma, evocavam tais desejos, estimulando fantasias de traição.
Como recebeu uma educação religiosa muito rígida, a moça encarava essas fantasias não só como possibilidades prazerosas, mas também como situações de… PERIGO.
Em outras palavras, ela inconscientemente desejava trair, mas, ao mesmo tempo, tinha medo de que isso PUDESSE acontecer.
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Quando ouve a palavra “LUTO”, a maioria das pessoas pensa na experiência da morte de uma pessoa querida.
No entanto, esse termo também pode ser empregado para designar a dor que vivenciamos no término de um relacionamento, especialmente quando somos nós que levamos o pé na bunda.
Em outras palavras, “luto” equivale também à experiência que chamamos vulgarmente de “SOFRÊNCIA” — tema por excelência de incontáveis canções populares.
Na AULA AO VIVO de hoje às 20h, na CONFRARIA ANALÍTICA, falarei sobre a descrição metapsicológica que Freud faz do processo do luto justamente tomando como ilustração o fenômeno da sofrência.
Nessas aulas ao vivo de segunda-feira estamos estudando linha a linha, parágrafo por parágrafo o clássico artigo de Freud “Luto e Melancolia”.
Até mais tarde!
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Neste vídeo, eu apresento 3 hipóteses sobre situações infantis que podem estar na gênese desse padrão problemático de autoanulação e dificuldade de defender os próprios interesses.
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Esta é uma pequena fatia da aula especial “COMPULSÃO ALIMENTAR: COMO A PSICANÁLISE ABORDA E TRATA ESSE PROBLEMA”, que já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – TEMAS VARIADOS” da CONFRARIA ANALÍTICA.
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— E esse foi o quinto vestido só neste mês… — disse Luana com os olhos marejados.
— Qual foi o gatilho desta vez? — perguntou Priscila, a psicanalista com quem Luana passou a se tratar há três semanas.
— De novo foi uma discussão com meu marido. Toda vez é a mesma coisa: ele diz que eu tô fazendo drama e que só vai conversar comigo quando eu falar como uma pessoa normal.
— Como é que você fica quando ele diz esse tipo de coisa?
Luana permaneceu alguns segundos em silêncio, pensando. Por fim, em prantos, respondeu:
— Eu nem sei te dizer, Priscila. Vem uma angústia tão grande… Uma mistura de raiva com desespero… E aí, na hora me vem a vontade de entrar no site e comprar alguma coisa.
— Você se sente melhor depois de fazer a compra?
— É como eu te falei na semana passada… Na hora que eu termino de fazer o pedido, eu sinto uma alegriazinha, como se fosse uma compensação por esse sofrimento todo que eu vivo com o Carlos.
— Mas depois… — interveio a terapeuta já imaginando o que a paciente diria.
— Isso… Depois vem o arrependimento, a culpa… Igualzinho na época da comida.
Com a expressão “época da comida”, Luana está se referindo ao período em que sofreu de compulsão alimentar.
A jovem dentista chegou a engordar 15 quilos em dois meses devido aos episódios de comer compulsivo que ocorriam, em média, 2 vezes por semana.
Desesperada, Luana decidiu se tratar em uma famosa clínica de emagrecimento, que oferecia acompanhamento nutricional, psiquiátrico e terapia cognitivo-comportamental.
O tratamento foi um “sucesso”: após cerca de 2 meses, a dentista não tinha mais episódios de compulsão alimentar e conseguiu emagrecer bastante.
O problema é que, ao invés de comer compulsivamente, Luana passou a ter compulsão por compras.
Não era só o seu corpo que estava emagrecendo, mas sua conta bancária também…
Por que será que isso aconteceu?
A resposta está na AULA ESPECIAL “Compulsão alimentar: como a Psicanálise aborda e trata esse problema”, que estará disponível hoje para quem está na CONFRARIA ANALÍTICA.
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Cada pessoa tem uma forma típica, mais ou menos estereotipada, de se relacionar com o outro.
Tem gente que está sempre querendo agradar.
Tem gente que está sempre querendo se esconder.
Tem gente que está sempre querendo seduzir.
Tem gente que está sempre querendo se mostrar forte.
Enfim, os padrões de relacionamento são os mais diversos. Eles expressam uma determinada FANTASIA e se constituem em resposta a um certo tipo de MEDO BÁSICO.
Por exemplo: o sujeito que está o tempo todo querendo agradar pode ter inconscientemente o medo de ser destruído por um objeto interno cruel e implacável.
Tal objeto mau se formou na mente dessa pessoa em função das suas experiências infantis. Ela pode ter tido, por exemplo, um pai muito agressivo e intolerante.
O medo de ser morto, a princípio pelo próprio pai real, e depois pela versão internalizada dele (muito mais cruel), leva o sujeito a desenvolver, na infância mesmo, uma FANTASIA.
Trata-se de uma situação imaginária muito simples que a pessoa acredita que a protegeria do perigo que ela tanto teme.
Nesse exemplo que estamos analisando, a fantasia poderia ser expressa da seguinte forma:
“Se eu agradar o papai, ele vai ficar feliz e não vai me matar.”
Como o pai real é introjetado, a fantasia passa a estar relacionada ao objeto interno mau. Esse, por sua vez, pode ser projetado em outras pessoas.
É daí que vem o padrão de estar sempre tentando agradar.
Com efeito, por estar sempre projetando o objeto cruel e impiedoso, o sujeito se sente o tempo todo ameaçado e precisa estar constantemente fazendo uso da fantasia para se defender.
Em outras palavras, buscando agradar os outros, a pessoa inconscientemente acredita que está “acalmando” o objeto interno mau e se protegendo dos ataques dele.
É claro que essa tendência de estar sempre querendo agradar pode estar ligada a outros medos e fantasias. Há vários cenários possíveis.
O exemplo citado serve apenas para enfatizar o quanto é importante que o terapeuta identifique o padrão de relacionamento interpessoal do paciente.
Afinal, como vimos, é na análise desse padrão que encontraremos os medos e fantasias básicas que governam inconscientemente a vida do sujeito.
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