[Vídeo] Um antídoto contra o nosso farisaísmo

Todos nós temos uma tendência natural a ocultarmos da consciência as verdadeiras motivações de nossas ações a fim de não macularmos o eu ideal que pretendemos encarnar.

A Psicanálise é o melhor antídoto já inventado contra esse farisaísmo nosso de cada dia.


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[Vídeo] “Quero mudar meu jeito de ser”: psicanalista explica

Muitas pessoas procuram terapia porque estão insatisfeitas com o seu JEITO DE SER. Elas não estão deprimidas, tendo crises de ansiedade ou lutando contra pensamentos obsessivos. O que as faz sofrer é sua própria personalidade, ou seja, o modo como NORMALMENTE funcionam. Esse é o seu caso? Confira no vídeo como a Psicanálise trata pacientes que apresentam essa condição.


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O que leva uma pessoa a ser obsessiva ao invés de histérica?

Essa pergunta diz respeito ao clássico problema psicanalítico da “escolha da neurose”.

É óbvio que, ao utilizarmos o termo “escolha”, não estamos nos referindo a uma opção consciente e deliberada por uma forma de adoecimento em vez de outra.

O problema da escolha da neurose se refere aos FATORES que encaminham o sujeito na direção de uma forma específica de expressar seus conflitos psíquicos.

Com efeito, sabemos que o núcleo de ambas as neuroses é constituído por conflitos entre determinados impulsos sexuais e/ou agressivos e a imagem impecável que o sujeito aspira encarnar à luz de seus ideais.

Mas por que algumas pessoas “resolvem” esses conflitos reprimindo os impulsos e satisfazendo-os por meio de sintomas físicos e ataques de angústia ao passo que outras encontram uma saída para os conflitos construindo pensamentos obsessivos, rituais e outras formações defensivas?

Freud começou a tentar responder essa pergunta já no finalzinho da década de 1890.

Nessa época, ainda sem o conceito de sexualidade infantil, ele estava crente na teoria de que as neuroses eram causadas por experiências sexuais vivenciadas na infância.

Assim, inicialmente sustentou que a pessoa estaria sujeita a desenvolver histeria se tais experiências “precoces” tivessem sido PASSIVAS ao passo que a “escolha” pela neurose obsessiva ocorreria naqueles cujas vivências sexuais infantis tivessem sido ATIVAMENTE buscadas.

Em outras palavras, Freud acreditava que a histeria seria uma espécie de reação a abus0s sexuais sofridos na infância. Já a neurose obsessiva seria decorrente da prática prazerosa de atos sexuais protagonizados pelo sujeito quando criança — provavelmente como resposta a um abus0 prévio.

Em pouco tempo Freud descartou essa teoria ao se dar conta de que a presença de sexualidade nas crianças não é um acidente, mas uma propriedade essencial da vida infantil.

Tal constatação o levou a formular uma nova resposta para o problema da escolha da neurose.

Quer saber qual é essa nova resposta?

Falarei sobre ela numa AULA ESPECIAL que aqueles que estão na CONFRARIA ANALÍTICA receberão ainda hoje.

Até lá!


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Você vive de forma defensiva?


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“Tá ruim, mas não consigo terminar”: como a Psicanálise lida com essa demanda?

Você tem se sentido há muito tempo insatisfeito com seu relacionamento, mas mesmo assim não consegue terminar?

Você e seu parceiro ou parceira brigam com frequência e a ideia de se separar não sai da sua cabeça?

A insatisfação nos relacionamentos amorosos é uma das principais razões que levam pessoas a buscarem a ajuda de um psicanalista.

Em geral, os pacientes que padecem desse problema chegam proferindo um rosário de reclamações a respeito dos seus parceiros ou parceiras.

“Ele nunca me dá atenção!”.

“Ela implica com tudo o que eu faço!”.

“Ele só me responde com patadas!”.

Essas são algumas das queixas típicas que aparecem nesses casos.

Uma pessoa ingênua (ou insensível) pode olhar para essa situação e dizer: “Mas se está tão ruim, por que eles não se separam logo?”.

Eis a questão!

O paciente procura análise justamente porque, apesar de não estar satisfeito, simplesmente não consegue colocar um ponto final na relação.

Do ponto de vista psicanalítico, qual é o manejo clínico nesses casos?

Diferentemente do que acontece em outras formas de terapia, na Psicanálise nós não ajudaremos o paciente a desenvolver estratégias para conseguir sair da relação.

— Uai, Lucas, por que não? Não é isso o que ele está pedindo?

Sim, mas quem disse que na Psicanálise a gente fornece ao paciente o que ele está conscientemente demandando? 😉

O psicanalista oferece o que o seu paciente verdadeiramente PRECISA.

E do que precisa alguém que não está conseguindo sair de um relacionamento insatisfatório?

Ora, precisa, acima de tudo, sair da posição de vítima do jeito de ser do outro e refletir sobre as FUNÇÕES INCONSCIENTES que aquela parceria exerce para ele.

Ou seja, o paciente precisa analisar o papel SINTOMÁTICO daquela relação em sua vida.

Se ninguém está obrigando o sujeito a ficar com a pessoa que o deixa tão frustrado, a pergunta é: “Por que, então, ele continua ESCOLHENDO permanecer com ela?”.

Portanto, o manejo clínico nesses casos consiste em estimular o paciente a descobrir quais são as PENDÊNCIAS da sua história de vida que estão sendo “resolvidas” por meio do relacionamento insatisfatório.


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[Vídeo] Criação sem limites

Muita gente hoje em dia costuma dizer que os pais não têm conseguido impor limites sobre seus filhos, fazendo com que as crianças cresçam mimadas e mal-educadas.

Apesar da generalização indevida, é claro que há algo de verdadeiro nessa afirmação.

Porém, a maioria das pessoas equivocadamente entende o termo “limites” apenas no sentido de proibições.


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[Vídeo] Até quando você vai esperar essa pessoa mudar?

O relacionamento está péssimo. Você não se sente bem ao lado dessa pessoa. Todavia, mantém o vínculo na esperança de que chegará o dia em que ela vai mudar. Você se identificou com essa descrição? Então, assista ao vídeo.


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4 virtudes que todo analista precisa desenvolver

Eu já falei aqui sobre habilidades indispensáveis para a prática da Psicanálise e sobre as diferentes funções que o analista desempenha no tratamento.

Hoje quero abordar uma dimensão do ofício de psicanalista sobre a qual pouco se fala em nosso campo: trata-se do âmbito da ética do trabalho psicanalítico.

A absorção das teorias e o aprendizado da técnica não são suficientes para que uma pessoa consiga conduzir adequadamente uma terapia psicanalítica.

Ela precisará também desenvolver certas virtudes, ou seja, determinadas inclinações de natureza moral formadas por meio da prática constante e consciente da resistência a determinadas “tentações”.

Por exemplo, diante de um paciente que, após muitos meses de tratamento, ainda não consegue abandonar nenhum de seus sintomas, o analista é tentado a adotar práticas sugestivas, como dar conselhos e orientações, ao invés de continuar utilizando o método propriamente psicanalítico.

O analista só conseguirá resistir a essa tentação se tiver desenvolvido a virtude da PACIÊNCIA, ou seja, a disposição a perseverar em seu próprio caminho, tolerando contrariedades.

Existem várias virtudes fundamentais para o exercício do trabalho psicanalítico.

Além da já citada paciência, escolhi outras três (sinceridade, coragem e prudência) para serem abordadas aqui.

Quem está na CONFRARIA ANALÍTICA receberá, ainda hoje, uma AULA ESPECIAL em que faço comentários sobre cada uma dessas quatro virtudes e como elas se aplicam na prática da Psicanálise.


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O problema está alhures…


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Os dois componentes da autoestima

Autoestima é basicamente a opinião que você tem a respeito de si mesmo.

Essa opinião tem um componente VARIÁVEL e um componente RELATIVAMENTE ESTÁVEL.

O componente variável diz respeito às flutuações da autoestima em função daquilo que objetivamente fazemos e dos feedbacks que recebemos.

Nesse sentido, é bastante provável que sua autoestima fique alta se você for aprovado no concurso que tanto deseja ou fique baixa se seu desempenho for insuficiente para o alcance desse objetivo.

Da mesma forma, variações de sua autoestima podem acontecer quando você é elogiado ou depreciado por alguém cuja opinião lhe é valiosa.

Como você percebe, essa dimensão VARIÁVEL da autoestima depende muito de coisas externas ao Eu: desempenhos, resultados, conquistas, elogios etc.

Já o componente RELATIVAMENTE ESTÁVEL não é afetado por aquilo que está acontecendo conosco no presente.

Como o próprio nome já insinua, trata-se de um aspecto da nossa opinião sobre nós mesmos que quase não varia.

Isso significa que uma pessoa cuja autoestima é baixa nessa dimensão tenderá quase sempre a se avaliar de maneira depreciativa e desfavorável, mesmo recebendo frequentemente elogios e reconhecimentos.

Ao ser aprovada, por exemplo, num concurso, ela se sentirá bem, olhará com bons olhos para si mesma, mas, como tais reações estão situadas apenas no componente variável da autoestima, logo logo esse sujeito voltará a se ver de modo pejorativo.

Por outro lado, uma pessoa, por exemplo, cuja autoestima seja elevada na dimensão relativamente estável não demorará para voltar a se olhar positivamente após receber um feedback depreciativo.

Enquanto o componente VARIÁVEL é dependente das situações que vivenciamos no PRESENTE, o fator ESTÁVEL se constitui em face do que aconteceu conosco no PASSADO.

É com base nas vicissitudes das relações infantis com nossos pais que forjamos a avaliação básica que fazemos de nós mesmos.

Nesse sentido, crianças que foram consistentemente afirmadas, reconhecidas e valorizadas por seus pais tendem a formar uma opinião bastante favorável sobre si mesmas, que sobrevive às eventuais feridas narcísicas que venham a sofrer quando adultas.

Você gostaria que eu voltasse a falar sobre esse assunto em outro momento?


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[Vídeo] Exija respeito e não se deixe abusar

Uma das razões que levam algumas pessoas a se manterem presas a relações abusivas é a falta de reconhecimento do próprio valor intrínseco.


LINK PARA SE CADASTRAR NO EVENTO GRATUITO E EXCLUSIVO “O QUE UM PSICANALISTA FAZ?” – 13/06, 20h – https://lucasnapolipsicanalista.kpages.online/comunidade-confraria-analitica

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Nosso superego não reflete como foram nossos pais, mas como era o superego deles.

No texto “A Dissecção da Personalidade Psíquica”, de 1933, Freud faz uma afirmação muito esclarecedora a respeito do superego. Veja:

“Assim, o superego de uma criança é, com efeito, construído segundo o modelo não de seus pais, mas do superego de seus pais; os conteúdos que ele encerra são os mesmos, e torna-se veículo da tradição e de todos os duradouros julgamentos de valores que dessa forma se transmitiram de geração em geração”.

Essa formulação nos ajuda a responder uma dúvida que frequentemente aparece quando falamos sobre a origem parental do superego:

— Lucas, se o superego se forma por meio da introjeção dos pais no ego da criança, por que há pessoas que sofrem com um superego extremamente severo mesmo tendo sido criadas por pais liberais, flexíveis e tolerantes?

A resposta pode estar justamente no trecho citado acima.

Com efeito, o superego não é um mero espelho das práticas educativas dos pais.

Se assim fosse, não haveria tradição. Valores, princípios e normas de conduta facilmente se perderiam, já que frequentemente não nos comportamos de acordo com tais parâmetros.

Nesse sentido, se a criança tomasse o COMPORTAMENTO dos pais como modelo, em três ou quatro gerações não haveria mais qualquer tradição moral.

Pais e mães que adotam uma postura muito complacente e compreensiva em relação aos filhos podem, por exemplo, transmitir, nas entrelinhas de seu DISCURSO cotidiano, que se sentem culpados por não conseguirem ser mais rígidos e exigentes.

A criança, dotada de toda a perspicácia que a natureza lhe deu, percebe intuitivamente o que está em jogo e acaba internalizando os ideais dos pais — inclusive para tentar aliviar o sentimento de culpa deles…

O que conta na formação do superego é muito mais o que os pais DIZEM — explicitamente e nas entrelinhas — do que aquilo que fazem.

Assim, podemos concluir que, para a formação de superegos mais brandos, mais flexíveis e menos “canceladores”, precisaremos necessariamente construir UMA NOVA TRADIÇÃO MORAL — mais branda, mais flexível e menos canceladora.

Quem está na CONFRARIA ANALÍTICA receberá daqui a pouco uma AULA ESPECIAL sobre o conceito de superego.

Te espero lá!


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Definição de sintoma para a Psicanálise


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Importa, sim, o que fizeram com você. Mas…

Sobre a tal “responsabilização” de que tanto se fala em Psicanálise.


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[Vídeo] Pare de esperar garantias para mudar

Muitas pessoas enrolam para tomar decisões que elas já sabem que são necessárias porque ficam esperando um estado emocionalmente favorável ou um pouco mais de um suposto autoconhecimento.

No fundo, estão buscando uma garantia externa para não precisarem sustentar suas escolhas apenas com o próprio desejo.


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