Copo meio cheio ou meio vazio: essa analogia está errada!

Você certamente já ouviu essa velha analogia do “copo meio cheio ou meio vazio”.

Ela costuma ser utilizada quando se quer incentivar uma pessoa a ter um olhar mais positivo sobre uma determinada situação:

“Veja: quando um copo está com água só na metade, você pode enxergá-lo como meio cheio ou meio vazio, ou seja, de forma otimista ou pessimista”.

Qual é o problema dessa analogia?

É que ela supõe que enxergar o copo meio vazio é necessariamente fonte de tristeza, já que, nesse caso, eu estaria olhando mais para o que falta no copo do que para a quantidade de água que ele já possui.

Não sei se você percebeu, mas tal raciocínio supõe que pensar na FALTA é sempre ruim — o que não é verdade.

No fundo, essa analogia é só uma versão do absolutamente irritante “jogo do contente”, inventado pela personagem Pollyanna, de Eleanor H. Porter, que consiste em encontrar pelo menos uma razão para ficar feliz em qualquer situação problemática.

Olhar para o que falta, para o que não funciona, para o que tropeça só será fonte de infelicidade se eu adotar uma postura LAMENTADORA.

O lamentador é aquele sujeito que encarna o estereótipo da hiena Hardy, de Hanna-Barbera. Diante da falta, ele só sabe dizer: “Ó vida, ó azar…”.

Isso acontece porque o lamentador olha para a falta como DEFEITO e não como POTÊNCIA.

Sem saber, ele está comprometido com a visão fantasiosa de que a realidade deveria ser sempre completa, perfeitinha, nada complicada.

— Uai, Lucas, mas tem como olhar para a falta, para o copo vazio, de outra forma?

É óbvio! Trata-se da postura DESEJANTE!

Se algo falta, se algo não funciona, se há falha, isso significa que eu POSSO DESEJAR fazer alguma coisa!

NO MUNDO PERFEITO NÃO HÁ DESEJO: tudo já está feito.

Eu posso, por exemplo, olhar para um processo que não está funcionando no meu trabalho e lamentar o problema. Mas eu também posso pensar criativamente numa forma de resolver aquilo.

Perceba: não se trata de “ver o lado bom” das coisas. É para ver o lado ruim mesmo, só que de um modo desejante/ativo e não lamentador/passivo.

Se o copo está meio vazio, isso significa que ainda tem espaço para que eu coloque mais alguma coisa nele.

Olha que maravilha!


Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

A preparação pode ser apenas uma desculpa para continuar procrastinando

Descartes dizia que o bom senso é a coisa mais bem distribuída no mundo porque toda pessoa acha que o possui em larga medida.

Em contrapartida, eu diria que o autoengano é a coisa mais escassa do mundo, pois contam-se nos dedos aqueles que admitem estar providos dele.

O procrastinador é uma das categorias de pessoas que mais resistem a reconhecer o quanto estão afundadas no autoengano.

Primeiramente porque a própria percepção de si mesmo como um sujeito procrastinador já pode ser, ela própria, fruto do autoengano.

Com efeito, muitos daqueles que se dizem procrastinadores são, na verdade, preguiçosos mesmo. Não agem porque vivem sob o lema do simpático carteiro Jaiminho: “É que eu prefiro evitar a fadiga”.

Por outro lado, existem os procrastinadores de fato: aqueles que acreditam verdadeiramente que querem agir, mas possuem resistências inconscientes que os impedem de colocar a mão na massa.

Tais resistências podem ser as mais mais variadas: o sujeito pode, por exemplo, inconscientemente não desejar executar aquela tarefa que lhe parece tão necessária no momento aos olhos da consciência.

E é aí que o diabinho do autoengano se manifesta!

Para não ter que reconhecer o seu desejo inconsciente de não fazer o que acha que precisa ser feito, o procrastinador começa a inventar desculpas para si mesmo.

Uma das mais clássicas é a que pode ser formulada nos seguintes termos: “Não vou fazer isso agora porque preciso me preparar; ainda não estou pronto para agir”.

O cidadão já leu trocentos artigos e livros, mas acha que ainda não é o bastante. Antes de começar a escrever a monografia, ele precisa estudar um pouco mais.

A moça já assistiu centenas de vídeos sobre marketing digital e acompanha há anos perfis dedicados ao tema, mas ainda diz para si mesma que precisa se preparar um pouco mais antes de fazer o seu primeiro lançamento.

E, assim, a pessoa vai adiando, adiando, adiando, perdendo oportunidades e jogando para debaixo do tapete uma análise séria sobre as próprias motivações.

Como a gente diz aqui em Minas: ou caga ou sai da moita! Ou você começa esse negócio logo e para de enrolar ou vá investigar as razões inconscientes de sua procrastinação.

Só pare de se autoenganar.


Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

Bora entender as diferenças entre Real, Simbólico e Imaginário?

Um bom exercício intelectual que ajuda a gente a entender os três registros da experiência humana propostos por Lacan (Real, Simbólico e Imaginário) é o seguinte:

Imagine uma estante que contém 100 livros.

Se eu retiro um livro, a estante fica incompleta?

Sim e não.

Do ponto de vista do Real, a estante não está incompleta.

— Uai, Lucas, como não? Ela agora está com 99 livros. Tá faltando 1, sô!

Veja: o máximo que eu posso dizer, levando em conta apenas o registro do Real, é que a estante está DIFERENTE de como estava antes, que houve uma pequena mudança na sua configuração.

Mas incompletude e completude são IDEIAS e não fatos.

E ideias são sempre RELATIVAS.

Relativas a outras ideias (olha o significante aí, gente!).

Um aluno, por exemplo, pode considerar sua resposta à questão de uma prova como COMPLETA, ao passo que o professor pode avaliá-la como INCOMPLETA.

Percebe?

Vai depender do REFERENCIAL de completude com o qual você está trabalhando.

E esse referencial não está no Real. Está “na sua cabeça”, no… SIMBÓLICO.

A estante não está dizendo: “Estou incompleta. Traga minha parte faltante de volta.”

É a gente que ENXERGA a falta porque, na nossa cabeça, DEVERIAM existir 100 livros e não 99.

Entendeu?

No Real não existe falta nem completude. O Real é o que é.

É só a partir do momento em que eu introduzo SÍMBOLOS na minha relação com o Real (como os números, por exemplo) que eu passo a ver falta e completude.

Tanto é assim que, se eu não souber que alguém tirou um livro da estante e não contar o número de livros, talvez eu ache que a estante está completa.

É aí que a gente chega no registro do Imaginário.

Estamos no Imaginário justamente quando olhamos para a estante e dizemos com convicção: “Tá completa!” ou “Tá faltando!”.

Em ambos os casos estamos sendo iludidos pelas IMAGENS DE COMPLETUDE E INCOMPLETUDE produzidas pela atividade SIMBÓLICA de representação da estante.

Na terapia psicanalítica ajudamos o sujeito a desconstruir suas ilusões imaginárias por meio do discernimento das engrenagens simbólicas nas quais estão fundadas.

Tudo isso em meio à angústia gerada pelo Real que nos habita, o qual, diferentemente do Real da estante, resiste a se deixar representar pelo Simbólico.


Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

[Vídeo] Pare de achar que a vida tem gabarito

Muitas pessoas sofrem com a indecisão porque se deixam levar pela ilusão de que a vida tem gabarito. Assim, ao invés de se lançarem ao risco e à responsabilidade de fazer escolhas, ficam eternamente em dúvida, tentando inutilmente descobrir quais são as alternativas absolutamente corretas.


Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

[Vídeo] Necessidade, demanda e desejo em Psicanálise: explicação com exemplos

Neste vídeo explico de forma extremamente didática as diferenças entre os conceitos de necessidade, demanda e desejo em Psicanálise, tal como propostos pelo psicanalista Jacques Lacan.


Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

Para-além de papai e mamãe: o Édipo em Jacques Lacan

Ontem, na segunda aula do nosso minicurso, uma pessoa colocou a seguinte pergunta:

“Lucas, mas como se dá o complexo de Édipo em uma criança que não foi criada pelo pai?”.

E a minha resposta foi: é difícil pensar nessa possibilidade à luz da forma como Freud e Klein descrevem o Édipo.

Por quê?

Porque, na concepção do Édipo desses dois autores, existe a suposição de uma organização familiar tradicional: pai biológico + mãe biológica + filhos.

Ou seja, quando falam de pai e mãe, Freud e Klein não estão falando de funções, mas de figuras reais mesmo.

Essa dependência de um certo tipo de organização familiar fez com que muitas pessoas começassem a tratar as concepções desses autores como puras ficções.

Lacan não foi uma dessas pessoas.

Ao invés de jogar a criança fora junto com a água suja da banheira, Lacan olhará para os Édipos de Freud e Klein tentando discernir o que neles é verdadeiro/universal/invariável e o que é ficcional/ contingente/datado.

Em outras palavras, Lacan tomará as descrições freudo-kleinianas do Édipo como MITOS.

Uai, Lucas, mas mito não é uma ficção?

É e não é, caro leitor.

Sabe aquela história de que toda brincadeira tem um fundo de verdade?

Essa ideia também vale para os mitos: todo mito tem um fundo de verdade.

Pense, por exemplo, no mito de Narciso, aquele belíssimo mancebo que morreu de inanição por não conseguir parar de olhar para sua própria imagem refletida na água de um rio.

Quem não é capaz de enxergar que, por trás dessa “historinha”, existe a VERDADE UNIVERSAL de que o gozo excessivo com a própria imagem é mortífero?

Pois é! Lacan aplicará esse mesmo tipo de raciocínio ao abordar as descrições que Freud e Klein fizeram do complexo de Édipo.

É Lacan, por exemplo, quem vai propor a interpretação de que, quando Freud fala do pai, ele está se referindo, na verdade, a uma figura que ENCARNA uma FUNÇÃO que é ESTRUTURAL, ou seja, que SEMPRE estará presente, independentemente da existência concreta do genitor.

Quer saber mais sobre essa leitura estruturalista que Lacan fez do complexo de Édipo?

Então não perca hoje, às 20h, a nossa terceira e última aula do minicurso “O Édipo em Freud, Klein e Lacan”.

Não é preciso se inscrever.

Será no meu Instagram.

Até lá!


Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

Melanie Klein descortinou a mente infantil e mostrou que ela pode ser tão complexa quanto a do adulto.

Diferentemente de Freud (e da filha dele, Anna), Melanie Klein acreditava sinceramente na possibilidade de fazer Psicanálise com crianças.

Sigmund e Anna Freud achavam que a criança ainda estaria muito emocionalmente ligada aos pais e, por isso, seria incapaz de fazer transferências para o terapeuta, condição fundamental para o tratamento psicanalítico.

Melanie Klein não pensava assim.

SUA CLÍNICA não lhe permitia pensar dessa forma.

Atendendo meninos e meninas de 2, 3, 4 anos com graves problemas emocionais (experiência que Freud, por exemplo, não teve), Klein pôde perceber que a mente infantil é muito mais complexa do que se imaginava até então.

Colocando seus pequenos pacientes para brincar e desenhar (procedimento que ela considerava análogo à associação livre), Klein se deparou com fenômenos espantosos, como, por exemplo:

O caso de uma menininha de 2 anos e 9 meses (Rita) que, já nessa idade, vivenciava intensos sentimentos de culpa e tristeza, denunciando a presença de um superego extremamente feroz e cruel.

Por meio do desenho e da brincadeira, a pequena Rita já expressava fantasias que indicavam a presença de desejos genitais e rivalidades com os pais muito antes do que Freud pensava. Tudo isso em meio a batalhas internas com seios e pênis persecutórios.

No esforço de tentar entender o que se passava com crianças como essa e de que modo era possível que lidassem tão precocemente com tais experiências, Melanie Klein criará uma série de novos conceitos psicanalíticos como identificação projetiva, inveja primária, posição esquizoparanoide, posição depressiva etc.

Além disso, apresentará à comunidade psicanalítica uma nova visão do complexo de Édipo, que localiza essa formação psíquica já no primeiro ano de vida da criança.

E é justamente sobre a concepção kleiniana do Édipo que falaremos hoje às 20h na segunda aula do nosso minicurso especial “O Édipo em Freud, Klein e Lacan”.

Não é preciso se inscrever.

Será no meu Instagram.

Até lá!


Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

Não se esqueçam do Édipo invertido!

No senso comum, frequentemente a gente vê uma apresentação incompleta do complexo de Édipo tal como pensado por Freud.

Diz-se que no Édipo a criança desenvolve sentimentos amorosos pelo genitor do sexo oposto e uma relação de rivalidade com o genitor do mesmo sexo.

Pois bem, meus amigos: essa é apenas a faceta POSITIVA do complexo de Édipo.

Mas ela não é a única.

O Édipo de Freud não é o Édipo de Sófocles.

Freud afirma claramente que existe uma dimensão “invertida”, por assim dizer, do Édipo, que se caracteriza justamente pelo inverso do que acontece na dimensão positiva:

Ou seja, a criança tem fantasias amorosas com o genitor do mesmo sexo e rivaliza com o genitor do sexo oposto.

É preciso sempre lembrar que, para Freud, todos nós nascemos com disposições bissexuais, de modo que uma menina pode muito bem fantasiar ser um homem para sua mãe.

Nesse sentido, podemos dizer que, com o declínio do complexo de Édipo, o menino não abandona apenas a mãe como objeto sexual, mas também o pai.

Trata-se, na verdade, da renúncia ao gozo incestuoso de forma geral, isto é, à possibilidade de satisfação sexual no interior da família.

No fundo, é isso o que o complexo de Édipo representa para Freud: uma organização psíquica na qual o sujeito é confrontado à tentação de alcançar um gozo fácil, com papai e mamãe, sem sair de casa…

Quer saber mais sobre como Freud caracterizou o complexo de Édipo? Então não perca hoje nossa primeira aula do minicurso “O Édipo em Freud, Klein e Lacan”.

Será às 20h no meu Instagram!


Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

[Vídeo] Você está fugindo do modelo dos seus pais

Tem gente que não sabe, mas acabou construindo sua personalidade reprimindo características úteis e saudáveis só porque estavam presentes de forma distorcida e exagerada no pai ou na mãe.

Será que é o seu caso?


Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

[Vídeo] Psicanalista explica o que está por trás da dificuldade de dizer não

Muitas pessoas sofrem muito por desejarem demandas e pedidos, mas não conseguirem. Neste vídeo apresento algumas das principais origens desse tipo de problema.


Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

4 traços da histeria em homens

Há tempos, várias alunas da Confraria me pedem: “Lucas, fala sobre a histeria masculina!”.

Pois bem, caríssimas, aí está!

Como eu sempre digo, a grande maioria das pessoas que possui uma estrutura subjetiva histérica é do sexo feminino, mas isso não significa que homens não possam ser histéricos.

Desde a Antiguidade, é mais fácil para as mulheres se constituírem histericamente porque os traços dessa estrutura se confundem um pouco com as características que tradicionalmente sempre foram atribuídas ao sexo feminino, como a tendência a se fazer desejar pelo outro ao invés de cobiçá-lo ativamente.

Com efeito, a sedução, por exemplo, atributo tipicamente histérico, sempre foi uma atitude muito mais associada às mulheres do que aos homens.

É por isso que o homem histérico pode ser tomado como um sujeito atipicamente muito feminino: “Que saco! Ele passa mais tempo no espelho do que eu”, dizem suas parceiras — o que não significa que todo homem vaidoso é necessariamente histérico…

Bom, mas eu quero continuar essa conversa lá na Confraria Analítica. Bora?

Ainda hoje, quem está na comunidade receberá uma aula especial sobre a histeria nos homens.

Te vejo lá!


Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

Descubra seus vieses. As coisas podem não ser como parecem ser.

Ninguém enxerga a realidade espontaneamente tal como ela é.

É por isso que o grande epistemólogo francês Gaston Bachelard dizia que a investigação científica começa justamente pela remoção dos obstáculos psicológicos que turvam a nossa percepção do real.

Esses obstáculos derivam da interação entre nossas inclinações naturais e as experiências que a vida nos oferece.

Do encontro entre aquilo que trazemos de fábrica e aquilo que acontece conosco ao longo da existência surgem determinados VIESES que condicionam nossa percepção da realidade.

Uma moça, por exemplo, que, na infância, nunca pôde contar com pais que lhe proporcionassem segurança, pode se encantar com muita facilidade por qualquer mancebo abusivo e oportunista.

Enxergando o mundo através das lentes da criança insegura e carente que foi, essa jovem só consegue ver no boy lixo da vez a oportunidade de receber, finalmente, a segurança que lhe faltou na infância.

O viés introduzido em sua percepção pelo passado infeliz a faz ficar cega para todos os indícios (evidentes para outras pessoas) de que está entrando numa barca furada ao se envolver com aquele fulaninho.

É difícil tomar consciência de nossos vieses por conta própria. Somos mestres em inventar desculpas para justificá-los e provar que não são distorções da realidade.

Assim, a identificação dos vieses com os quais “editamos” nossa percepção do mundo é uma tarefa que só pode ser adequadamente realizada por meio do diálogo, da conversa.

Mas não qualquer conversa.

Tem que ser um tipo de conversa em que o outro se apague para que eu possa me escutar e, me escutando, possa me enxergar.

Essa conversa tem nome. Sigmund Freud a chamou de Psicanálise.

A terapia psicanalítica vai acabar com meus vieses, Lucas?

Pode ser que sim, pode ser que não, mas…

Sem dúvida, a Psicanálise ajudará você a tomar consciência deles — o que já é meio caminho andado.

Se a jovem do exemplo acima puder constatar que, apesar de ter crescido, ela continua inconscientemente olhando para o mundo em busca de segurança, isso já a ajudará a se livrar de muitas enrascadas…


Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

[Vídeo] Bacharel em Psicanálise? Como assim?

Num bate-papo delicioso com o psicanalista Marco Leite, falamos sobre a polêmica iniciativa de uma faculdade particular de ofertar uma “graduação em Psicanálise”.

Apesar de o nosso foco ser a questão da formação do analista, falamos sobre vários outros assuntos que dizem respeito à prática psicanalítica.


Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

Qual é o grande problema da tal “graduação em Psicanálise”?

Vamos lá.

Vamos responder a essa pergunta sem complexificações desnecessárias, sem puxar a sardinha para nenhuma das várias orientações teóricas presentes no campo psicanalítico e sem acusar hipocritamente a instituição de ensino em questão por supostamente estar almejando o lucro (como se os psicanalistas fossem santos abnegados que trabalham exclusivamente por seu amor ao ofício).

O grande problema da proposta de graduação em Psicanálise feita recentemente aqui no Brasil por uma faculdade particular é que ela apresenta EXPRESSAMENTE a promessa de que, com base apenas nos 4 anos de uma formação 100% teórica, a pessoa já poderia atuar como psicanalista.

Esse é o grande problema.

Por quê, Lucas?

Porque o estudo teórico é importante, mas o elemento MAIS IMPORTANTE na formação de um psicanalista é a passagem pela EXPERIÊNCIA ANALÍTICA, ou seja, por uma análise pessoal.

A primeira coisa que alguém que deseja praticar a Psicanálise deveria fazer é procurar uma pessoa que já é psicanalista e submeter-se a uma análise pessoal.

É deitado no divã por anos e anos que o sujeito aprende o que de fato é fazer Psicanálise.

Vai por mim: eu sou um nerd de Psicanálise: estudo avidamente os conceitos desde o segundo período da graduação em Psicologia, tenho uma escola de Teoria Psicanalítica (a Confraria Analítica), mas só aprendi o que é a Psicanálise NA PRÁTICA tratando da minha neurose no divã de outros analistas.

Além disso, é só por meio de sua análise pessoal que o cara vai conseguir atingir as condições psíquicas necessárias para poder ocupar mais ou menos adequadamente a posição de psicanalista no tratamento de outras pessoas.

Hoje, às 19h, no Instagram, pretendo falar sobre isso e mais uma série de coisas numa live IMPERDÍVEL com meu caríssimo colega Marco Leite.

Até lá!


Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”

[Vídeo] Por que você se ofende tão facilmente?

Há pessoas que sempre que são criticadas ou insultadas passam dias e dias remoendo as palavras ditas pelo outro sem conseguir esquecê-las. Por que isso acontece?


Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

➤ Adquira o meu ebook “Psicanálise em Humanês: 16 conceitos psicanalíticos cruciais explicados de maneira fácil, clara e didática”

➤ Adquira o meu ebook “O que um psicanalista faz?”