Esta é uma pequena fatia da AULA ESPECIAL sobre o conceito de ELABORAÇÃO, já disponível para quem está na CONFRARIA ANALÍTICA.
Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Aos 34 anos, depois de tentar (sem sucesso) todas as técnicas propostas por livros de autoajuda para vencer seu excesso de timidez, Débora finalmente resolveu procurar uma psicanalista.
Na primeira sessão, a moça contou alguns dos prejuízos que a fobia social lhe causava:
— Eu não aguento mais ser assim. Já perdi várias oportunidades de trabalho porque eu não conseguia sequer comparecer à entrevista.
Formada em Ciências Contábeis, a paciente se descreve como uma pessoa calma, organizada e bastante religiosa.
Em análise, Débora teve oportunidade de falar sobre algumas situações marcantes de sua infância sobre as quais não comentava com ninguém.
Certa vez, por exemplo, quando tinha por volta de 6 anos, ela foi pega pela mãe beijando um priminho da mesma idade e levou uma surra da genitora.
Débora diz que, depois desse dia, se afastou completamente do primo e só voltou a ter contato com ele na adolescência — justamente na época em que sua fobia social teve início…
Estimulada pelas provocações da analista, a paciente acabou confessando outro sintoma: o vício em m4sturbação.
Ela afirma que chega a passar uma manhã inteira só consumindo conteúdo p0rn0gráfico.
Ao longo do processo terapêutico, a moça foi se dando conta de que o excesso de timidez poderia ser uma defesa contra seus impulsos s3xuais.
Impulsos que, desde criança, ela aprendeu a encarar como perigosos. Por isso, só se permitia vivenciá-los em segredo.
Apesar de ter feito esse reconhecimento, Débora ainda não conseguiu vencer sua fobia social.
Ela consegue perceber claramente o vínculo entre o sintoma e sua relação problemática com a própria sexualidade, mas, mesmo assim, ainda não conseguiu deixar de ser tão tímida.
Sua analista lhe tranquilizou dizendo que o insight é só o primeiro passo do processo de mudança e que ela passaria agora por um processo de ELABORAÇÃO — que não acontece no dia para a noite.
Curiosa para entender melhor como se dá essa tal de elaboração, Débora decidiu se matricular na CONFRARIA ANALÍTICA.
E ainda hoje (sexta), ela e os demais alunos da nossa escola receberão uma AULA ESPECIAL em que eu explico, com analogias e exemplos, o que significa ELABORAR em Psicanálise.
Participe, por apenas R$39,99 por mês, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.
Esse corte foi extraído da nossa última aula AO VIVO de segunda-feira na CONFRARIA ANALÍTICA.
Hoje, a partir das 20h, teremos mais um encontro.
Estamos estudando linha a linha o texto de Freud “Sobre o narcisismo: uma introdução”.
Te vejo lá!
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Esta é uma pequena fatia da AULA ESPECIAL “Maturidade emocional: algumas reflexões de Melanie Klein”, já disponível para quem está na CONFRARIA ANALÍTICA.
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Hoje, a partir das 20h, teremos mais um encontro.
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Hoje, a partir das 20h, teremos mais um encontro.
Estamos estudando linha a linha o texto de Freud “Sobre o narcisismo: uma introdução”.
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Toda vez que eu vou falar sobre o complexo de castração em Freud algumas alunas questionam a validade das teses freudianas sobre o desenvolvimento s3xual feminino.
Eu explico que o pai da Psicanálise não tirou tais ideias de trás da orelha, mas simplesmente teorizou o que encontrava na clínica.
De todo modo, a imensa maioria das mulheres encara com um olhar de descrença a concepção freudiana de que o eixo fundamental da psicologia feminina é a INVEJA DO P3NIS.
Sim, é o que Freud diz: o ponto crucial do desenvolvimento de uma menina é o momento em que ela se dá conta de que só os garotos têm p3nis e fica profundamente magoada com isso.
É inegável que existem várias mulheres que vivem ressentidas e até adoecem neuroticamente por se considerarem inferiores aos homens — a clínica evidencia isso com muita clareza.
O problema de Freud foi supor que isso acontece com TODAS as mulheres.
Provavelmente, impressionado com o discurso lamentoso de suas pacientes histéricas, o médico vienense deduziu que, no fundo da alma de TODA mulher, haveria sempre uma eterna invejinha da condição masculina.
Freud dava tanto peso ao papel da inveja do p3nis na psicologia feminina que considerava esse o fator que explicaria o típico desejo das mulheres de serem mães.
Ele achava que as meninas começariam a almejar a maternidade como um meio de serem compensadas por sua SUPOSTA castração natural:
“Se o destino não me fez com p3nis, que eu tenha pelo menos direito a um bebezinho”.
Exagero?
Foi o que pensou a psicanalista alemã Karen Horney (1885-1952).
Baseada em sua própria vivência de mulher, na clínica e na observação de crianças do s3xo feminino, Horney teve a coragem de se contrapor a Freud.
Em 1933, a autora escreveu o artigo “A negação da v4gina: uma contribuição ao problema das ansiedades genitais específicas das mulheres”.
Nesse texto, ela formula uma nova concepção sobre o desenvolvimento s3xual feminino, centrada na experiência da menina com seu próprio corpo e não na comparação com o corpo masculino.
Quem está na CONFRARIA ANALÍTICA receberá ainda hoje uma AULA ESPECIAL em que eu comento esse artigo e apresento as pertinentes e inovadoras ideias de Karen Horney.
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Em 1798, o médico escocês Sir Alexander Crichton publicou uma obra chamada “Uma investigação sobre a natureza e origem do desarranjo mental: compreendendo um sistema conciso da fisiologia e patologia da mente humana e uma história das paixões e seus efeitos”.
No segundo volume desse trabalho, Crichton faz referência a um distúrbio em que a pessoa seria incapaz de “prestar atenção com algum grau necessário de constância a qualquer objeto”.
O médico diz que tal patologia pode ser congênita ou causada por algum acidente. Nas palavras dele:
“Ao nascer com uma pessoa, [o distúrbio] torna-se evidente em um período muito precoce da vida e tem um efeito muito ruim, na medida em que a torna incapaz de prestar atenção com constância a qualquer objeto de educação”.
Crichton observou que tal problema parecia estar relacionado a uma sensibilidade exagerada do doente a estímulos externos:
“[…] toda impressão parece agitar a pessoa e lhe dá um grau antinatural de inquietação mental. Pessoas andando para cima e para baixo na sala, um leve ruído na mesma, o movimento de uma mesa, o fechamento de uma porta repentinamente, um leve excesso de calor ou de frio, muita luz ou pouca luz, tudo isso destrói a atenção constante em tais pacientes, na medida em que são facilmente excitados por cada impressão”.
Essa exposição do médico escocês provavelmente foi a primeira descrição científica de uma condição psicopatológica que atualmente recebe o nome de Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH).
É razoável supor que esse problema sempre existiu, mas que esteja recebendo mais destaque atualmente porque, no mundo contemporâneo, a atenção tornou-se uma das capacidades humanas mais valiosas.
Será que a Psicanálise pode nos ajudar a discernir o que está em jogo no TDAH?
Como podemos compreender, à luz dos conceitos psicanalíticos, a incapacidade de focar e se conter experimentada por pessoas que padecem dessa condição?
Qual deve ser a estratégia clínica do psicanalista ao receber tais pacientes?
As respostas para essas perguntas estão na AULA ESPECIAL “TDAH: uma leitura psicanalítica” que estará disponível ainda hoje para quem está na CONFRARIA ANALÍTICA.
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Fernanda, recém-formada em Psicologia, acaba de terminar mais uma sessão de terapia com Bruno, um engenheiro de 30 anos, que a moça atende há cerca de cinco meses.
Logo após fechar a porta do consultório, a jovem se afunda na confortável poltrona de onde escuta seus pacientes.
Além de extremamente cansada, a terapeuta se sente incompetente, insegura, incapaz…
Nem parece aquela psicóloga otimista e autoconfiante que ela costuma encontrar quase todos os dias quando se olha no espelho de manhã antes de ir para o consultório.
“O que será que está acontecendo?” — é a pergunta que a jovem se faz enquanto sofre com a desagradável sensação de baixa autoestima.
Lembrando-se de uma aula que teve na faculdade sobre o conceito de autocompaixão, Fernanda começa a tentar ser compreensiva consigo mesma e pensa:
“Talvez eu esteja me cobrando muito. Só tenho um ano de formada. Ainda estou aprendendo a clinicar. Preciso deixar de ser tão exigente comigo mesma.”
Não funciona.
Aproveitando que terá um intervalo de 2 horas até o próximo paciente, ela decide estudar para ver se consegue tirar os pensamentos negativos da cabeça.
Aluna da CONFRARIA ANALÍTICA, a jovem mergulha numa aula especial em que eu falo sobre o conceito de IDENTIFICAÇÃO PROJETIVA.
Enquanto assiste ao conteúdo, Fernanda vai se lembrando de como tem sido as últimas sessões com Bruno.
O engenheiro tem se apresentado cada vez mais arrogante e soberbo, passando boa parte do tempo falando sobre sua suposta inteligência acima da média e se queixando da incompetência dos colegas.
Articulando essa experiência clínica com o que está aprendendo na aula, a moça começa a pensar na hipótese de que, talvez, os sentimentos de insegurança e incapacidade que está vivenciando tenham sido, na verdade, projetados nela por Bruno.
Talvez, pensa Fernanda, eu esteja sendo induzida por esse paciente a viver a experiência emocional da qual ele se defende por meio da atitude de vanglória e ostentação.
Essa aula sobre IDENTIFICAÇÃO PROJETIVA, que foi capaz de iluminar o olhar clínico da jovem terapeuta, estará disponível ainda hoje para quem, como ela, é aluno da CONFRARIA ANALÍTICA.
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Ana é uma mulher de 29 anos que procurou terapia se queixando de excesso de ansiedade e preocupações, dores de cabeça constantes e problemas no relacionamento com o marido.
Assim como um corredor olímpico se esforça incansavelmente para ser alguns milésimos de segundo mais veloz, Ana está o tempo todo achando que precisa melhorar como mãe, esposa e profissional.
A moça atua como professora de História e não se lembra qual foi a última vez em que saiu de uma sala de aula satisfeita com seu desempenho.
Sempre termina o dia de trabalho com a sensação de ter sido muito prolixa ou ter passado por certos tópicos de forma muito superficial.
Essa frustração constante é o que motiva Ana a gastar o pouco tempo livre que possui relendo várias vezes o material didático com que trabalha ou assistindo vídeos com dicas pedagógicas para professores.
O curioso é que a jovem frequentemente recebe feedback positivo por parte dos seus alunos e dos coordenadores das escolas onde leciona.
Quando isso acontece, ela fica contente, mas, ao mesmo tempo, se questiona: “Será que eu mereço mesmo esses elogios?”.
Em casa, Ana está sempre colocando em dúvida sua competência como mãe:
Basta o filho fazer alguma “malcriação” típica de qualquer criança para que a moça comece a pensar que falhou e que precisa aprimorar sua performance como educadora.
Os problemas com o marido decorrem da falta de relações sexuais entre eles.
O companheiro se queixa de que Ana nunca está a fim e ela, apesar de se sentir culpada, não consegue fazer nada para mudar.
Com efeito, a jovem gasta a maior parte da sua libido nesse esforço constante de melhoria da sua performance como mãe e professora. Não sobra energia para o sexo.
Além disso, Ana não se sente suficientemente atraente e desejável para o marido. Então, fica com vergonha de procurá-lo na cama.
Felizmente, essa jovem encontrou um terapeuta que assistirá à aula especial “PSICANÁLISE DO PERFECCIONISMO”, que será publicada ainda hoje (sexta) na CONFRARIA ANALÍTICA.
Com os conhecimentos obtidos nesse conteúdo, o terapeuta terá subsídios para investigar a origem da tendência perfeccionista de Ana e poderá ofertar a ela um tratamento de qualidade.
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Este é um pequeno fragmento do material de apoio da nossa aula ao vivo de hoje da CONFRARIA ANALÍTICA.
Há dez semanas estamos estudando minuciosamente o texto “Confusão de língua entre os adultos e a criança”, de Sándor Ferenczi.
Um dos feedbacks que mais tenho recebido dos alunos pode ser sintetizado na frase: “Não sabia que se podia fazer Psicanálise dessa forma”.
Essa maneira diferente de trabalhar diz respeito às inovações clínicas propostas por Ferenczi.
Para o autor, o processo terapêutico em Psicanálise não visaria apenas a decifração do Inconsciente e a responsabilização, mas a reconquista da capacidade de confiar, perdida em função de experiências traumáticas.
Para o alcance desse último objetivo, o analista precisa sair de sua posição clássica de espelho e apresentar-se como uma PESSOA sensível e confiável.
Se você quiser conhecer mais sobre os fundamentos dessa proposta clínica diferenciada, é só se juntar às mais de 700 pessoas que já estão na nossa comunidade.
Te espero lá!
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A diversidade das situações clínicas e a complexidade dos quadros de adoecimento com os quais se depara exigem que o psicanalista alterne diferentes posições ao longo do tratamento.
As funções apresentadas nos cards não esgotam a totalidade dos papéis que o terapeuta pode desempenhar na clínica psicanalítica.
Todavia, entendo que essas três posições apresentadas são essenciais para que os objetivos do tratamento possam ser alcançados.
Eventualmente, duas ou mais funções podem ser exercidas simultaneamente, mas normalmente uma delas prevalece, até porque cada uma está articulada a visões específicas do próprio paciente.
Quando está desempenhando o papel de investigador, por exemplo, o analista encara o paciente como um “suspeito”, alguém que esconde uma verdade e involuntariamente se esforça para mantê-la oculta.
Por outro lado, quando o terapeuta adota a posição de testemunha, o paciente passa a ser visto como uma pessoa que apresenta um sofrimento até então silenciado e que precisa ser ouvido e validado.
Sacou? Funções diferentes pedem visões diferentes do mesmo paciente.
Quem está na CONFRARIA ANALÍTICA receberá ainda hoje uma AULA ESPECIAL em que explico detalhadamente cada uma dessas 3 funções.
Te vejo lá!
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Você certamente já deve ter ouvido por aí que os psicanalistas são frios, distantes e excessivamente silenciosos na relação com seus pacientes.
Também já deve ter lido que o analista jamais deve atender demandas do analisando. Pelo contrário, deve consistentemente frustrá-las para que o paciente enfrente sua angústia.
Da mesma forma, não ficaria surpreso se você me dissesse que ouviu em alguma aula ou palestra (inclusive de minha autoria, talvez) que o analista deve posicionar-se diante do paciente exclusivamente como um espelho (Freud) ou como um objeto provocador (Lacan).
Mas e se eu te dissesse que toda essa mistura de lendas com verdades e meias verdades foi justamente alvo de crítica de um dos maiores autores da Psicanálise?
Sim. O nome dele é Sándor Ferenczi, um psicanalista húngaro que ousou dizer em alto e bom som, em pleno congresso internacional de Psicanálise, que os analistas são hipócritas e insensíveis enquanto estão tratando de seus pacientes.
Alguns colegas sentiram tanto o golpe que houve quem dissesse que Ferenczi estava vivenciando um quadro psicótico…
A verdade é que ele estava chamando a atenção da comunidade psicanalítica para os efeitos adversos provocados pela posição tradicional do analista, marcada por atitudes artificiais como abstinência, distância e reserva.
Essa ideia aparece em vários dos trabalhos que Ferenczi escreveu em seus últimos anos de vida, mas o texto em que ele manifesta de maneira mais explícita suas críticas à técnica psicanalítica clássica é, sem dúvida, “Confusão de língua entre os adultos e a criança”.
Trata-se justamente do artigo que Ferenczi apresentou em 1932 no XII Congresso Internacional de Psicanálise, em Wiesbaden na Alemanha, em que chama a postura clássica do analista de “hipocrisia profissional”.
A partir de hoje, eu e as centenas de pessoas que estão comigo na Confraria Analítica estudaremos LINHA A LINHA esse texto a fim de compreendermos o que de fato Ferenczi diz e quais são as possibilidades e os limites da Psicanálise sem máscaras que ele propõe.
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