“Não fica louco quem quer” (Jacques Lacan)

“Antes de eu nascer, eu já sabia disso tudo! Antes de eu estar com carne e sangue… E, é claro, se eu sou a beira do mundo!”

Esta é uma das inúmeras expressões delirantes proferidas por ESTAMIRA, no extraordinário documentário homônimo de 2004, dirigido por Marcos Prado.

Acompanhando as falas da “protagonista” ao longo do filme, somos tomados por um estranho FASCÍNIO.

Com efeito, não entendemos quase nada do que ela diz, mas, ao mesmo tempo, sentimos um intenso desejo de continuar a escutá-la por horas e horas a fio.

Esta-mira (assim mesmo, de forma escandida, como ela mesma se denomina em vários momentos) é, do ponto de vista psicanalítico, uma PSICÓTICA.

Apesar de achar que a Psicanálise não era capaz de tratar a psicose, Freud sempre se manteve interessado em compreender esse tipo de subjetividade.

Em 1924, no artigo “Neurose e Psicose”, ele propõe a tese de que o psicótico é alguém que rompeu sua relação com a realidade em função de um conflito insustentável com ela.

Em outras palavras, o que Freud está dizendo é que o nosso mundo se mostra tão INSUPORTÁVEL para certas pessoas que elas acabam sendo obrigadas a criar um OUTRO mundo só para elas.

A história de Estamira ilustra essa tese perfeitamente: perdeu o pai aos 2 anos, ficou aos cuidados de uma mãe “perturbada” (palavras dela), sofreu os mais variados abus0s desde criança…

Enfim, motivos não faltaram para que essa mulher voltasse as costas para a realidade compartilhada e forjasse para si um mundo PARTICULAR, no qual tinha “controle superior” (sic).

Mas por que será que ela não conseguiu encontrar outra saída para lidar com a crueldade da vida?

De fato, a existência pode ser extremamente dura e impiedosa com muitas pessoas, mas não são todas que se tornam psicóticas.

Que condição precisa necessariamente estar presente na história de certos indivíduos para que eles só tenham como saída o rompimento com a realidade compartilhada?

Para responder essa pergunta, o psicanalista francês Jacques Lacan formulou uma consistente e rigorosa teoria sobre as psicoses.

E na AULA ESPECIAL desta sexta-feira na CONFRARIA ANALÍTICA eu começo a explicar essa teoria para os alunos — em linguagem simples, didática e acessível.

O título da aula é “AULA ESPECIAL – Introdução à teoria lacaniana das psicoses (parte 01)” e já está disponível na Confraria no módulo “AULAS ESPECIAIS – LACAN”.


Participe, por apenas R$49,99 por mês ou 497,00 por ano, da CONFRARIA ANALÍTICA, uma comunidade exclusiva, com aulas semanais ao vivo comigo, para quem deseja estudar Psicanálise de forma séria, rigorosa e profunda.

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[Vídeo] Os efeitos do discurso do analista

Esta é uma pequena fatia da AULA ESPECIAL “Teoria lacaniana dos 4 discursos (parte 02): o discurso da histérica e o discurso do analista”, que já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – LACAN” da CONFRARIA ANALÍTICA.


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Por que Lacan disse que o analista deve fazer semblante de objeto a?

No final da década de 1960, o psicanalista francês Jacques Lacan elaborou a teoria dos quatro discursos para pensar alguns tipos de laços sociais cristalizados na sociedade ocidental.

O agente, isto é, o protagonista de cada um desses discursos, se apresentaria, segundo o autor, com um certo semblante, ou seja, com uma aparência específica criada para gerar determinados efeitos.

No caso do discurso do analista, Lacan diz que o agente, ou seja, o próprio analista, se coloca com o semblante de objeto a, um dos quatro elementos que estão presentes em todo discurso.

Os outros três são o S1 (o significante-mestre), o S2 (o conjunto dos demais significantes, isto é, o saber, o conhecimento) e o $ (o sujeito, que, para Lacan, é necessariamente alienado e dividido).

Para compreender por que o analista deve se apresentar com o semblante de objeto a, podemos examinar os motivos pelos quais ele não deveria se colocar como nenhum dos outros 3 elementos.

Comecemos pelo S1. Por que o analista não deveria se apresentar com esse semblante?

Ora, porque se colocando na posição de significante-mestre, ele se apresentaria como uma autoridade inquestionável que determina o que o outro deve fazer.

Nesse caso, o paciente seria obrigado a se situar no lugar de discípulo.

O analista também não deveria, segundo Lacan, se apresentar como S2, ou seja, como o representante do conhecimento, pois isso o levaria a adotar uma posição professoral.

Consequentemente, o paciente precisaria se colocar necessariamente no lugar de um aluno a ser educado e não de um sujeito a ser escutado.

Lacan também diz que o analista, apesar de ser, evidentemente, um sujeito, não deveria se apresentar como tal no tratamento. Por quê?

Porque, do ponto de vista do autor, num discurso só pode haver UM sujeito.

Isso significa que, se o analista se coloca nesse lugar, o paciente necessariamente precisaria sair dele e ser forçado a assumir outra posição (a de S1, no caso).

Então, o único elemento que sobraria como semblante para o analista seria o “objeto a”, ou seja, aquilo que não governa, não ensina, não demanda, mas provoca, perturba, causa o desejo.

Situando-se nessa posição, o analista permite que o paciente possa assumir seu lugar legítimo de sujeito.

Um sujeito que, para se desalienar dos significantes-mestres que determinaram sua vida, precisa justamente ser provocado, perturbado, incitado a desejar.

Para entender melhor o que significa na prática fazer semblante de objeto a, assista à AULA ESPECIAL “Teoria lacaniana dos 4 discursos (parte 02) – o discurso da histérica e o discurso do analista”, publicada hoje na CONFRARIA ANALÍTICA.

Trata-se da segunda parte da explicação que iniciamos na semana passada sobre a teoria dos quatro discursos.

A aula já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – LACAN”.


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Entenda a teoria dos 4 discursos de Lacan

No final da década de 1960, o psicanalista francês Jacques Lacan realizou um brilhante exercício de psicologia social teórica.

Refletindo sobre o funcionamento da sociedade à luz das descobertas psicanalíticas, o autor formulou um modelo interessantíssimo para pensar certos tipos de relações sociais.

Trata-se da teoria dos quatro discursos (discurso do mestre, discurso da universidade/ciência, discurso da histérica e discurso do analista).

Lacan utiliza o termo “discurso” para designar certas formas específicas de vínculos entre pessoas (ou entre pessoas e instituições) que se consolidaram ao longo da história na sociedade ocidental.

Para o autor, os quatro discursos mencionados acima possuem uma estrutura tão estável que é possível até prever o que acontecerá quando um deles é posto em funcionamento.

Veja o caso do discurso do mestre, por exemplo.

Sempre que alguém se coloca como agente desse discurso, já dá para concluir de antemão que, em breve, a posição de poder dessa pessoa estará em risco de ser perdida por conta de alguma revolta.

Utilizei o termo “agente” porque, no modelo proposto por Lacan, cada um dos quatro discursos possui uma estrutura básica composta por quatro lugares:

O AGENTE é a máscara (semblante) com que se apresenta aquele que inicia o discurso. A histérica, por exemplo, faz seu discurso aparentando ter uma falta que PODE ser preenchida pelo outro.

A VERDADE é aquilo que está na base do discurso, mas que o agente precisa esconder para sustentar seu semblante. A ciência, por exemplo, não expõe o seu inegável desejo de controle.

O OUTRO é a imagem que o agente tem daquele a quem se dirige no discurso. O analista, por exemplo, enxerga o paciente como um sujeito necessariamente alienado e dividido.

A PRODUÇÃO é o efeito colateral gerado pelo discurso e que o impede de funcionar com perfeição. No discurso do mestre, por exemplo, algo sempre escapole do controle desejado pelo agente.

Se você quiser entender tudo isso de forma mais aprofundada e em detalhes, assista à aula especial publicada hoje (sexta) na CONFRARIA ANALÍTICA.

O título da aula é “AULA ESPECIAL – Teoria lacaniana dos 4 discursos (parte 01): o discurso do mestre e o discurso da universidade” e já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – LACAN”.


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[Vídeo] Como a Psicanálise lida com o TOC? O que é resistência? Medo de dar certo? | Pergunte ao Nápoli


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[Vídeo] Sobre o conceito de separação na teoria lacaniana

Esta é uma pequena fatia da aula especial “LENDO LACAN 10 – O papel da separação na constituição do sujeito”, que já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – LACAN” da CONFRARIA ANALÍTICA.


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“Por quê?”: a perguntinha que te salva de ser um pet dos seus pais

Você já reparou que a gente faz com nossos animais de estimação determinadas ações muito semelhantes às que fazemos com nossos bebês?

Por exemplo:

A gente dá nomes para os pets, escolhe que tipo de alimento vão comer, damos banho, ensinamos a eles onde devem fazer cocô e xixi…

Enfim… nós exercemos sob os nossos animais de estimação o mesmo processo de ALIENAÇÃO que impomos sobre nossas crianças.

— Puxa, Lucas, “alienação”?

Sim, caro leitor! Não precisa ficar assustado. Esse processo é absolutamente normal e NECESSÁRIO.

A gente precisa mesmo ALIENAR ao nosso desejo esses pequenos seres que dependem de nós — pelo bem deles.

Um doguinho ou gatinho vivendo na rua ou no mato (ou seja, livres de nossas imposições), podem até sobreviver, mas um bebê, não.

Um filhotinho humano precisa de, pelo menos, um Homo sapiens adulto que imponha sobre elecertas coisas a fim de torná-lo, de fato, mais um SÓCIO da sociedade humana.

E o nome que o psicanalista francês Jacques Lacan escolheu para designar esse processo de submissão da criança ao desejo do adulto foi justamente… ALIENAÇÃO.

Mas por que eu comecei este texto falando que isso também ocorre com os animais de estimação?

Foi para lhe mostrar que, apesar dessa semelhança, existe entre nós e eles uma diferença crucial.

Diferentemente dos doguinhos e gatos, as crianças são capazes de QUESTIONAREM a alienação que os pais fazem sobre elas.

Sim! A partir de certa idade, nossos filhos começam a fazer determinadas perguntas que os outros animais não possuem estrutura biológica para formular.

Por exemplo:

“Por que será que me deram o nome de Lucas e não outro?”

“Por que mamãe tem que ir trabalhar ao invés de ficar o tempo todo comigo?”

“Por que eu tenho que ir para a escola?”

Ao fazer indagações dessa natureza, a criança vai pouco a pouco percebendo que todas essas situações foram impostas a ela simplesmente porque… os pais QUISERAM.

Essa constatação de que o grande Outro encarnado pelos pais possui um DESEJO e, portanto, é FALTOSO, é o que permite à criança sair da posição passiva de alienação.

Isso os nossos pets não podem fazer, tadinhos. Eles são obrigados a permanecerem assujeitados ao nosso desejo. Seu gatinho nunca terá a chance de odiar o nome que você colocou nele.

SEPARAÇÃO: este foi o termo que Lacan escolheu para nomear essa operação que nos permite sair da posição de alienados e nos tornarmos sujeitos desejantes.

Na AULA ESPECIAL de hoje da CONFRARIA ANALÍTICA eu explico detalhadamente esse processo com base num comentário EM HUMANÊS do texto em que Lacan fala sobre ele.

O título da aula é “LENDO LACAN #10 – O papel da separação na constituição do sujeito” e já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – LACAN”.


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“Levante-se, pegue o seu leito e ande”: um Jesus lacaniano

Outro dia eu abri uma caixinha de perguntas lá no Instagram e uma moça me enviou o seguinte questionamento:

“Tenho depressão, faço análise há 17 anos e não melhoro. O que pode ser?”.

Eu respondi com o trecho do Evangelho de São João que narra o encontro de Jesus com um doente em “Betesda”, uma piscina pública de Jerusalém.

A passagem termina com o homem curado de sua paralisia após ter ouvido do rabino a seguinte exortação:

“Levante-se, pegue o seu leito e ande.”.

Alguns seguidores interpretaram erroneamente que eu estaria sugerindo à pessoa que a depressão dela só seria curada pela fé. 🤦‍♂️

Nada a ver!

Do meu ponto de vista, a referida passagem pode ser interpretada sem qualquer referência a aspectos religiosos.

Não precisamos encarar a cura obtida pelo paralítico necessariamente como um milagre.

Podemos pensá-la tão-somente como o efeito da astuta intervenção psicanalítica feita por Jesus. Senão, vejamos:

Quando o rabino pergunta ao doente se ele não queria ficar curado, a resposta do sujeito revela, nas entrelinhas, o GOZO que, de fato, sustenta sua enfermidade.

O cara sequer diz que quer, sim, ser curado. Em vez disso, ele JUSTIFICA por que está há anos ali, à beira da piscina:

“Não tenho ninguém para me colocar no tanque na hora em que o anjo passa. Aí, enquanto eu me arrasto para entrar na água, outra pessoa desce antes de mim.”.

Perceba: esse sujeito está preso à ideia fixa de que ele só será curado MIRACULOSAMENTE pela SUPOSTA passagem do anjo.

E o pior é que, mesmo sabendo que dificilmente conseguirá ser o primeiro a entrar na piscina, o infeliz continua ali, nutrindo a expectativa completamente ilusória de um dia conseguir.

É por isso que Jesus pergunta para ele:

“Uai, cê não quer ficar curado, não?”.

Esse questionamento pode ser lido como uma espécie de interpretação à moda lacaniana na medida em que faz alusão à SATISFAÇÃO com a doença que o paralítico não é capaz de reconhecer.

Ora, se ele SABE que é quase impossível ser o primeiro a entrar na água, por que continua inerte ali, à beira da piscina?

Por que não vai em busca de uma alternativa?

Por que não EXPERIMENTA simplesmente… levantar, pegar o seu leito e andar? 😉


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[Vídeo] Psicanalista fala sobre a Redpill

Estruturalmente presos à ideia do “homem de verdade”, os homens sonham com uma “mulher de verdade”, universal, previsível, controlável…


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[Vídeo] O estádio do espelho e o eu ideal

A alegria que a criança experimenta quando se dá conta de que é a pessoa que vê diante de si no espelho equivaleria à satisfação que nós temos, durante toda a vida, ao nos imaginarmos COMPLETOS.


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[Vídeo] “Não há relação sexual”

Esta é uma pequena fatia da aula especial “Por que ‘não há relação sexual’?”, que já está disponível no módulo “AULAS ESPECIAIS – LACAN” da CONFRARIA ANALÍTICA.


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“Não há relação sexual”: o que Lacan quis dizer com isso?


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“A Mulher é um sonho do homem”: Lacan explica a Red Pill


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Nem toda falta deveria existir

Na aula ao vivo da última segunda-feira eu falei com os alunos da CONFRARIA ANALÍTICA sobre os dois tipos de falta que, do meu ponto de vista, podem estar em jogo na experiência humana.

Trata-se da FALTA TRAUMÁTICA e da FALTA ESTRUTURAL.

Essa é uma ideia que tenho desenvolvido ultimamente e que vai de encontro ao que me parece ser um grave equívoco cometido por muitos psicanalistas.

Com efeito, tradicionalmente, nós somos ensinados em Psicanálise que só existe um único tipo de falta: a falta ESTRUTURAL.

Vocês conhecem a ladainha: todos nós somos seres estruturalmente faltosos porque não existe um objeto capaz de saciar plenamente nosso desejo e blábláblá…

Tudo isso é verdade.

O problema é achar que, quando um paciente se queixa dos efeitos nefastos da negligência REAL que ele sofreu por parte da mãe, o que está em jogo é essa falta estrutural.

Não é.

Trata-se de um outro tipo de falta: uma falta que NÃO DEVERIA EXISTIR e que, de fato, não existe para a maioria das pessoas — uma falta… TRAUMÁTICA.

A falta estrutural de um objeto plenamente satisfatório é INEVITÁVEL e um dos nossos desafios na vida é aprender a conviver com ela.

Já a falta traumática só vai acontecer se o sujeito não receber aquilo que LHE É DE DIREITO na infância, a saber: um ambiente amoroso, acolhedor e pacífico.

Quando não fazemos essa diferenciação, podemos acabar retraumatizando nossos pacientes.

Imagine, por exemplo, uma mocinha que passe uma sessão inteira se queixando das surras violentíssimas que recebia por parte do pai na infância.

Se o analista admite as diferenças entre as duas faltas, entenderá que essa paciente sente FALTA do pai amoroso e não violento que ela REALMENTE DEVERIA TER TIDO.

Ou seja, essa paciente não está ansiando por um objeto idealizado, como um neurótico típico que se queixa da namorada que não o satisfaz plenamente.

Se o analista só trabalha com a ideia de falta estrutural, pode confundir as bolas e acabar achando que essa paciente precisa parar de idealizar a figura paterna.

Assim, sem perceber, ele estará “passando pano” para o ambiente hostil que a moça vivenciou na infância e a levará a pensar que a raiz do problema está exclusivamente… nela mesma.


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[Vídeo] Como pensar o complexo de Édipo em famílias não tradicionais?

Freud faz parecer que o complexo de Édipo só acontece com crianças que crescem em famílias tradicionais.

Sendo assim, como pensar o complexo de Édipo em crianças que não convivem com um ou ambos os genitores?

Com Freud, não dá para pensar mesmo. Mas com Lacan, sim.


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