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Uma jovem adulta chega à análise queixando-se de constantes crises de ansiedade.
Há mais de um ano ela terminou um namoro desagradável, insatisfatório, mas até hoje se pergunta se fez certo ao sair do relacionamento.
A moça tem um olhar muito negativo sobre si mesma, acha que é uma farsa…
Quando bate a ansiedade, se toca compulsivamente e depois se sente culpada e suja.
Na adolescência, sofreu diversas humilhações na escola.
Na infância, foi severamente repreendida ao explorar o próprio corpo.
Como tudo isso se articula?
De que forma a repressão vivida na infância pode ter moldado a autoimagem e o tipo de sofrimento psíquico apresentado por essa moça hoje?
Como a analista pode ajudá-la a sair de suas repetições e transformar sua relação consigo mesma?
Essas são algumas das perguntas que eu respondo na aula “ESTUDOS DE CASOS 24 – Repressão na infância, baixa autoestima e autopunição”, publicada hoje (sexta) na CONFRARIA ANALÍTICA, minha escola de formação teórica em Psicanálise.
Trata-se de mais uma aula do módulo ESTUDOS DE CASOS, em que comento casos clínicos reais que estão sendo conduzidos por alunos da Confraria.
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Neste vídeo, você vai finalmente entender EM HUMANÊS por que Freud disse que a sexualidade infantil é perverso-polimorfa e aprender outras diferenças importantes entre a sexualidade adulta e a sexualidade infantil.
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Neste vídeo: entenda como Freud transformou completamente a visão tradicional sobre a sexualidade humana ao demonstrar que somos, por natureza, sexualmente perversos e que, portanto, a sexualidade dita normal é construída e não natural.
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No terceiro volume de sua “Introdução à Metapsicologia Freudiana”, o escritor e psicanalista carioca Luiz Alfredo Garcia-Roza sustenta uma tese que pode ser surpreendente até para quem já navega há um bom tempo pelos mares da Psicanálise.
Trata-se da ideia de que a SEXUALIDADE INFANTIL não foi exatamente uma DESCOBERTA feita por Freud, mas um CONCEITO inventado pelo médico vienense.
Um dos argumentos apresentados pelo Garcia-Roza é o de que a constatação empírica de comportamentos sexuais em crianças já havia sido feita muito tempo antes de Freud.
Como Foucault mostra, por exemplo, em sua “História da Sexualidade”, a organização arquitetônica dos dormitórios nos colégios internos do século XVIII já supõe um esforço para coibir a expressão da sexualidade infantil.
Ademais, o próprio Freud nos “Três Ensaios…” cita uma série de autores que, antes dele, já haviam abordado os fenômenos sexuais na infância, ainda que de um ponto de vista patologizante.
De acordo com Garcia-Roza, a originalidade de Freud está em pensar a sexualidade infantil não como um mero conjunto de fenômenos sexuais vivenciados pelas crianças, mas como um modo particular de expressão da sexualidade, ou melhor, O MODO ESPECIFICAMENTE HUMANO DE VIVÊNCIA DA SEXUALIDADE.
Sim, do ponto de vista psicanalítico, a sexualidade humana continua sendo eternamente infantil, mesmo quando ocorre na vida adulta.
Em outras palavras, ao longo da vida a gente amadurece fisicamente, cognitivamente, mas sexualmente continuamos “imaturos”…
— Uai, Lucas, como assim?
Quem está na CONFRARIA ANALÍTICA receberá ainda hoje uma aula especial sobre o conceito de SEXUALIDADE INFANTIL em que explicarei essa ideia detalhadamente.
Te vejo lá!
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Antes de Freud, entendia-se que as perversões sexuais eram formas desviantes, anormais, degeneradas de vivência da sexualidade.
Em outras palavras, na cabeça do povo vigorava mais ou menos o seguinte raciocínio:
Se uma pessoa, por exemplo, sente prazer sexual e é capaz de chegar ao orgasmo simplesmente sendo amarrada, chicoteada e humilhada, isso significa que tal indivíduo se desviou, se verteu completamente (per-vertere) para o caminho sexual errado.
Na base desse pensamento está o pressuposto de que existe uma forma correta e NATURAL de viver a sexualidade: a forma genital-heterossexual-monogâmica.
Supostamente, todo o mundo nasceria voltado para esse “bom caminho” e apenas alguns malucos anormais, os perversos, se desviariam dele.
Freud vai produzir uma reviravolta nessa maneira tradicional de entender a sexualidade humana.
Observando que seus pacientes neuróticos viviam cheios de fantasias perversas na cabeça, apesar de viverem na prática uma sexualidade genital-heterossexual-monogâmica, Freud chega à conclusão revolucionária de que, na verdade, A PERVERSÃO É QUE É PRIMÁRIA E NÃO A “NORMALIDADE”.
Ou seja, Freud nos fez ver que a sexualidade genital-heterossexual-monogâmica é CONSTRUÍDA e não NATURAL.
Construída por meio de uma LAPIDAÇÃO, de uma espécie de MODELAGEM que se dá sobre uma condição perversa original.
Afinal de contas, a sexualidade infantil não é genital-heterossexual-monogâmica.
As crianças podem experimentar prazer sexual com as mais diversas ações, os mais diferentes objetos e em várias partes do corpo.
Isso significa que quando uma pessoa sente prazer sexual e é capaz de chegar ao orgasmo simplesmente sendo amarrada, chicoteada e humilhada, ela não está se desviando de uma suposta norma natural, mas simplesmente expressando uma potencialidade que já estava presente na infância.
Nesse sentido, o desenvolvimento (legítimo, diga-se de passagem) de uma sexualidade genital-heterossexual-monogâmica é resultado de um processo que consiste num “descarte” das diversas outras formas de prazer de que somos capazes de usufruir.
— Mas o que acontece com tudo isso que é “descartado”, Lucas?
Outro dia a gente fala a respeito…
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Num trabalho de 1906 chamado “Meus pontos de vista sobre o papel da sexualidade na etiologia das neuroses”, Freud descreve a evolução de suas teorias acerca da sexualidade percebida como fator causal nas neuroses.
Podemos identificar 3 grandes momentos dessa teorização:
1 – Freud acredita que as neuroses são causadas por abusos sexuais sofridos pelo sujeito na infância e praticados por adultos ou crianças mais velhas.
2 – Freud acredita que tais abusos não necessariamente aconteceram e que são manifestações sexuais espontâneas na infância que levam à neurose.
3 – Freud percebe que essa sexualidade infantil espontânea está presente em todas as crianças e que é a reação do sujeito a ela que está na origem da neurose.
A respeito desse terceiro e definitivo momento de sua teorização sobre as causas da neurose, Freud diz o seguinte:
“Não importavam, portanto, as excitações sexuais que um indivíduo tivesse experimentado em sua infância, mas antes, acima de tudo, sua reação a essas vivências — se respondera ou não a essas impressões com o ‘recalcamento’.”
Essa citação mostra que, para Freud, a pergunta que devemos fazer frente à neurose NÃO É “o que aconteceu na infância para que essa pessoa se tornasse assim?”.
A pergunta correta seria: “Como essa pessoa LIDOU na infância com seus próprios impulsos e com o que lhe aconteceu para que se tornasse assim?”.
Em outras palavras, Freud sai de uma primeira teoria que colocava no AMBIENTE todo o peso da produção da neurose e vai para o polo oposto…
Sim, ao dizer que, na causação da neurose, o mais importante é a forma como o sujeito reagiu às impressões infantis, Freud relativiza o impacto do ambiente e “absolutiza” o papel do sujeito nessa história.
É como se ele estivesse inadvertidamente dando razão àquela frase de pára-choque de caminhão atribuída a Sartre:
“Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você.”
Felizmente, autores como Ferenczi e Winnicott iriam “corrigir” esse exagero subjetivista freudiano e resgatar, na teoria psicanalítica, o peso do AMBIENTE na produção do adoecimento emocional.
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Neste vídeo: entenda por que o modo como a sexualidade se manifesta na espécie humana é necessariamente traumático.
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