“Estou ansiosa, mas não sei por que.”

Ansiedade é a experiência emocional extremamente desagradável que vivenciamos quando estamos diante da POSSIBILIDADE de entrar em contato com algo perigoso.

Por que destaquei a palavra “POSSIBILIDADE”?

Porque, quando estamos ansiosos, o perigo em questão ainda não está presente. Portanto, o contato com ele ainda não é uma realidade, mas tão-somente uma POSSIBILIDADE.

Tomemos, como exemplo, o caso clássico de uma estudante que se sente ansiosa antes de fazer uma prova.

Quais são os perigos em questão?

Uma POSSÍVEL dificuldade de resolver as questões, uma POSSÍVEL nota baixa, uma POSSÍVEL reprovação na matéria…

Enfim, tudo aquilo que essa mocinha teme são coisas que PODEM acontecer, mas ainda não aconteceram.

A ansiedade, portanto, depende fundamentalmente da IMAGINAÇÃO.

Só nos sentimos ansiosos porque conseguimos imaginar um possível contato futuro com as situações ou objetos que consideramos perigosos.

— Ah, Lucas, mas eu vivo me sentindo ansiosa sem estar pensando em absolutamente nada. Como explicar isso?

A resposta é que o nosso processo imaginativo não ocorre apenas no domínio da consciência.

Nós podemos INCONSCIENTEMENTE imaginar situações perigosas.

Vou te dar um exemplo:

Tamires se sente bastante frustrada com seu casamento, mas sequer cogita se separar do marido, pois, à luz de suas convicções religiosas, entende que casamento é para sempre.

Por outro lado, a moça frequentemente se vê tentada a desejar outros homens, mas espanta tais pensamentos de sua cabeça tão logo eles aparecem.

Periodicamente, Tamires experimenta fortes crises abruptas de ansiedade.

Fazendo análise, ela pôde descobrir, depois de um árduo trabalho com o terapeuta, que as crises de ansiedade tinham a ver com seus desejos adúlteros.

Elas sempre aconteciam quando ela passava por situações que, de alguma forma, evocavam tais desejos, estimulando fantasias de traição.

Como recebeu uma educação religiosa muito rígida, a moça encarava essas fantasias não só como possibilidades prazerosas, mas também como situações de… PERIGO.

Em outras palavras, ela inconscientemente desejava trair, mas, ao mesmo tempo, tinha medo de que isso PUDESSE acontecer.


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[Vídeo] Três tipos de traição

Neste vídeo apresento as três categorias em que, do meu ponto de vista, podem ser classificados os motivos pelos quais as pessoas traem.


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Os 3 graus de ciúme segundo Freud

Para entender o que é o ciúme, precisamos saber, pelo menos, contar até 3.

Afinal, trata-se de uma experiência emocional que envolve, no mínimo, 3 elementos:

O sujeito enciumado, o objeto desejado e um terceiro que rivaliza com o sujeito pelo amor do objeto.

Com efeito, sentimos ciúme quando imaginamos ou percebemos que uma pessoa que amamos está ou pode estar interessada por terceiros.

Esta é exatamente a descrição do que acontece com todos nós no complexo de Édipo:

Desejamos nossos pais e, ao mesmo tempo, sofremos com o fato de eles se interessarem um pelo outro e não exclusivamente por nós.

Portanto, a matriz do nosso ciúme normal é a situação edipiana — da qual ninguém escapa.

Mas existem formas patológicas de ciúme, nas quais, por exemplo, o sujeito não consegue ficar em paz por estar sempre imaginando que o parceiro está desejando ou efetivando uma traição.

Em alguns casos, a pessoa desenvolve um verdadeiro delírio que lhe dá a certeza de que o objeto amado anda pulando a cerca.

Freud tratou dessas várias modalidades de ciúme no texto “Alguns mecanismos neuróticos no ciúme, na paranoia e na homossexualidade”, de 1922.

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