Como é feito o diagnóstico em Psicanálise?

Todo o mundo sabe mais ou menos como é feito um diagnóstico de doença física na medicina.

O profissional inicialmente faz uma entrevista de anamnese com o paciente a fim de identificar o que ele está sentindo, quando os sintomas começaram a aparecer, possíveis antecedentes familiares, dentre várias outras informações.

Em seguida, comumente o médico faz um breve exame físico e solicita outros exames (como biópsia, endoscopia, exame de sangue etc.) com o objetivo de verificar o que de fato está acontecendo no corpo do paciente.

Com base nesse conjunto de informações colhidas na anamnese, no exame físico e nos outros exames, o profissional, então, classifica a condição apresentada pelo paciente em alguma categoria patológica.

Na Psicanálise, a gente também faz diagnóstico. Afinal, a condução do tratamento não pode ser a mesma para todas as formas de adoecimento emocional.

No entanto, o diagnóstico psicanalítico é bem diferente do modo de produção de diagnósticos na medicina.

Essa diferença se revela, em primeiro lugar, no fato de o psicanalista não ter acesso ao corpo de seus pacientes.

Isso significa que o diagnóstico psicanalítico estará baseado exclusivamente naquilo que o paciente diz e no modo como o diz.

Nesse sentido, se o médico faz uso de exames para formular um diagnóstico, o psicanalista emprega exclusivamente sua escuta (sustentada, evidentemente, pelo saber psicanalítico).

Ah, Lucas, mas um paciente pode se queixar de desânimo, por exemplo, e não saber que possui hipotireoidismo, disfunção que tende a deixar a pessoa sem energia.

Sim, é possível.

Então, diante de uma queixa de desânimo, o psicanalista não deveria, antes de formular seu diagnóstico, recomendar ao paciente que procure um médico para realizar um exame a fim de confirmar ou descartar essa possibilidade?

Não, não deveria.

Quer saber por quê?

A resposta estará na aula especial que os membros da Confraria Analítica receberão ainda hoje sobre as especificidades do diagnóstico em Psicanálise.

Te vejo lá!


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[Vídeo] Tenha uma rotina

Apontada injustamente como vilã dos relacionamentos, a rotina permanece sendo uma condição indispensável para uma vida tranquila e produtiva.

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[Vídeo] Por que Lacan disse que “A mulher não existe”

Será que Lacan era machista? Neste vídeo, explico como devemos ler esse enigmático e polêmico aforismo do psicanalista francês.


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Somos todos recalcados

Sim, todos nós.

Não só aquela sua amiga invejosa ou aquele mancebo que lhe deu um perdido no último fim de semana.

Somos todos recalcados.

Recalque foi um termo que Freud utilizou para descrever um processo que ocorre quase que automaticamente (mas não involuntariamente) em nós quando experimentamos certos pensamentos, fantasias e impulsos que não são compatíveis com a imagem idealizada que temos a nosso respeito.

Sabe quando você se assusta consigo mesmo e diz: “Meu Deus, como eu pude pensar uma coisa dessas?”?

Quando isso ocorre, a tendência é fingir que nada aconteceu e simplesmente tentar esquecer que tais pensamentos passaram pela nossa cabeça, né?

Pois bem, recalcar é isso: jogar a “sujeira” psíquica para debaixo de um tapete chamado INCONSCIENTE.

Por essa razão, somos todos recalcados, afinal todos nós fazemos isso, pois amamos fingir que correspondemos à imagem idealizada que temos de nós mesmos.

Assim, quando brota dos nossos corações algo que vem macular essa imagem, a gente finge que nada aconteceu e continua vivendo no autoengano.

O problema é que a alma não possui apenas essa inclinação no sentido da hipocrisia, mas também uma tendência na direção da verdade.

Em outras palavras: não adianta recalcar, não, amigo…

O que foi recalcado retorna, pois exige ser visto, reconhecido, falado:

“A boca fala do que está cheio o coração.”.

Se a gente insiste no autoengano e no medo de se enxergar, a alma se revolta e, tal como um vulcão em erupção, lança sobre nós o recalcado na forma de padrões doentios de relacionamento, obsessões, sintomas físicos, pesadelos…

E aí a gente procura a Psicanálise – para abrir mão da imagem idealizada de nós mesmos — e vivermos menos recalcados…


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As diferenças entre o pequeno outro e o grande Outro em Lacan

Uma boa forma de entender a diferença entre essas duas categorias é pensando o pequeno outro como uma PESSOA QUALQUER e o grande Outro como uma instância (não necessariamente uma pessoa) que exerce sobre você uma função de DETERMINAÇÃO.

Pense, por exemplo, nas relações diferentes que uma criança normalmente tem com seus pais e seus irmãos.

Com os irmãos, a relação costuma ser DE IGUAL PARA IGUAL. A criança não dá um peso especial ao que eles dizem. São, portanto, pequenos outros para ela.

Já com os pais, a coisa é bem diferente. Eles podem falar exatamente a mesma coisa que os irmãos, mas o efeito da palavra parental sobre a criança é bem mais significativo.

Quando isso de fato acontece, os pais estão funcionando para a criança como grande Outro.

O pequeno outro é aquele cuja palavra não faz muita diferença na minha vida.

E não faz diferença porque, no fim das contas, as pessoas que estão nessa posição funcionam basicamente como extensões ou projeções de nós mesmos.

Se o que elas falam vai ao encontro do que já pensamos, ótimo. Se não, a gente se irrita, briga ou simplesmente deixa para lá.

Quando estamos lidando com pequenos outros todo o nosso esforço vai na direção do apagamento das diferenças, ou seja, a gente quer que a pessoa continue sendo tão-somente um SEMELHANTE e não um outro de verdade.

Com o grande Outro a relação é diferente.

No sentido estrito, o grande Outro designa o conjunto das instâncias que determinam a nossa existência a despeito da nossa vontade.

Pense, por exemplo, na nossa língua materna, nas estruturas sociais, na cultura, enfim… Todas essas coisas que necessariamente MOLDAM a nossa vida.

Mas não são só tais instâncias que exercem sobre nós esse impacto “modelador”.

Quando uma mãe, por exemplo, interpreta o choro de seu bebê dizendo: “Neném tá com fome.” ela está, de certa forma, moldando a criança com seu discurso.

Portanto, ela está exercendo a função de grande Outro para o bebê naquele momento.

Essa é a principal diferença: a palavra do grande Outro marca, determina, condiciona ao passo que o que o pequeno outro diz sempre passa pelo filtro EGOICO.


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[Vídeo] Você é grato ou ressentido?

Há pessoas que encaram a vida como um presente que merece ser valorizado e aproveitado ao máximo e há outras que SE consideram um presente para o mundo.

Em que grupo você está?


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[Vídeo] Por que a Psicanálise dá tanta importância para a infância?

Neste vídeo você vai finalmente entender por que, na Psicanálise, olhamos com atenção especial para aquilo que se passou com o sujeito nos primeiros anos de vida.


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